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União Magreb Árabe tem comprometido seu crescimento

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Caso a Argélia e o Marrocos conseguissem superar as divergências para manter a parceria com a Tunísia, Líbia e Mauritânia na União do Magrebe Árabe – um bloco de integração econômica e comercial criado em 17 de fevereiro de 1989 -, estariam entre as maiores economias do Oriente Médio.

 

Estimativas do Banco Mundial, indicam que, ao longo dos dez anos até 2015, as economias dos países da União do Magrebe Árabe quase duplicaram em dimensão. Em vez disso, a Argélia cresceu apenas 33 e o Marrocos 37 por cento.

A região noroeste da África continua a ser “a mais isolada do continente”, disse o economista argelino Adel Hamaizia, e, enquanto os países da África subsaariana têm acordos de livre circulação de pessoas, serviços, bens e um mercado comum, a Argélia e o Marrocos constroem barreiras cada vez mais elevadas.

Os dois países partilham uma história comum, tradição gastronômica e arquitetônica, a corrente sunita do islamismo e um idioma árabe misturado com as línguas berbere e francesa.
As exportações de mercadorias de um país para os outros são impedidas pelas barreiras aduaneiras.

Universidade de São José de Macau recebe estatuto de observador consultivo da CPLP

A Universidade de São José passou a integrar desde 20 de Julho o grupo dos observadores consultivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O novo estatuto é acolhido pela instituição como um “reconhecimento” do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. A Universidade mostra-se preparada para responder a novos desafios.

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu à Universidade de São José (USJ) o estatuto de observador consultivo durante a última reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização, que decorreu em Brasília. A distinção significa para a instituição de ensino superior “um reconhecimento” do trabalho que a Universidade tem vindo a desenvolver, indicou  Maria Antónia Espadinha, vice-reitora da USJ: “Significa muito porque significa que reconhecem o esforço que nós estamos também a fazer. Neste momento temos [em português] uma licenciatura, temos um ‘associate degree’ que vai começar e que tem bastante procura, temos um mestrado que até há dois anos não existia,”salientou a responsável.

Para além de constituir um reconhecimento, o novo estatuto traz também à Universidade de São José novos desafios que se irão traduzir num maior investimento no português e numa maior promoção da língua e da cultura portuguesas. À instituição podem ser pedidos “pareceres em relação a eventuais bolsas de estudo que a CPLP pretenda atribuir [e] a prémios que a CPLP institua.” Mas de que forma é que a Universidade de São José tenciona dar resposta aos novos desafios? “Na prática fazendo todos os possíveis para responder a esses desafios [e] nós, da nossa parte, faremos sempre o possível para dar maior importância à divulgação da língua e da cultura da língua portuguesa”, garantiu Maria Antónia Espadinha.

À emissora em língua portuguesa da Rádio Macau, Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José, explicou que a iniciativa de candidatar a instituição partiu do Governo de Portugal: “[O pedido] tem de ser submetido sempre por um Governo da CPLP. No nosso caso, foi o Governo português que se mostrou interessado em apresentá-lo”, indicou o responsável.

“Significa que, em princípio, podemos beneficiar de contactos ao nível académico entre universidades que também fazem parte da rede de observadores consultivos. A nível de bibliotecas, vai ser possível partilhar publicações e revistas”, elencou Peter Stilwell, citado pela TDM – Rádio Macau.

Para além da Universidade de São José, receberam também o estatuto de observadores consultivos a Parceria Portuguesa para a Água, a Fundação Getúlio Vargas, a Academia Galega da Língua Portuguesa e a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

O estatuto de observador foi criado em 1998 no decorrer da segunda Conferência de Chefes de Estado e de Governo. Em 2005, no Conselho de Ministros da CPLP, foram estabelecidas as categorias de observador associado e de observador consultivo. Actualmente são mais de setenta, as instituições que receberam o estatuto de observadores consultivos, entre as quais se inclui também o Instituto Internacional de Macau.

https://pontofinalmacau.wordpress.com/2017/07/27/universidade-de-sao-jose-recebe-estatuto-de-observador-consultivo-da-cplp/

ONU quer apoiar e incentivar o desenvolvimento da mulher na Nigéria

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As Nações Unidas (ONU) instaram o governo da Nigéria a aumentar seu investimento no desenvolvimento das mulheres na promoção da paz no país.

Secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed fez a contato ontem quando se encontrou com o presidente interino, Yemi Osinbajo, na villa presidencial, Abuja.

Ela disse que a equipe da ONU liderada por ela mesma estava na cidade para discutir a implementação da agenda 2030, mas também 2063 e ver como a Nigéria poderia ser apoiada especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento das mulheres. Promover o desenvolvimento das mulheres, o governo nigeriano precisaria começar a colocar as mulheres no centro dos assuntos.
Ela disse: “Tenho a honra de liderar uma delegação com foco na paz e no desenvolvimento das mulheres.

“Comigo, a presidente-executiva ONU mulheres, também está a representante especial sobre mulheres e conflitos, também temos conosco nosso parceiro a União Africana, a conselheira especial também sobre paz, mulheres e desenvolvimento.

A representante da ONU também disse que está ponderando maneiras de apoiar a Nigéria.

É um momento emocionante estar aqui, porque realmente estamos falando sobre a implementação da agenda 2030, mas também 2063 e para nós, é sobre como apoiarmos a Nigéria e em um contexto muito difícil fazer mais e fazer em escala paa que todas as mulheres nigerianas sejam assistidas.

Ela incluiu isso, embora eles enfrentam desafios, eles também têm histórias de sucesso.

“Sabemos que há muitas lições que aprenderam e há desafios que temos, mas temos alguns sucessos do Nordeste todo o caminho para o sul.

“Queremos garantir que façamos mais para que possamos ver especialmente as mulheres no centro das preocupações e dos avanços.

Ministra Indústria de Angola quer que a sucata fique no país

A ministra da Indústria solicitou ontem uma concertação entre a indústria siderúrgica e os colectores para travar a exportação de sucata e permitir que seja transformada no país.

Encontro entre o Ministério da Indústria e operadores locais
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Bernarda Martins exortou os operadores a adoptarem “uma acção que favoreça o mercado angolano”, pois Angola também precisa de sucata para transformar em matéria-prima, algo que pode reduzir o dispêndio e permitir a captação de divisas com a exportação.
O Ministério da Indústria, declarou, já legislou a favor do mercado nacional, ao decidir estabelecer “quota zero” para a exportação de sucata, a fim de manter reservas suficientes para alimentar a indústria.
O encontro, que fez um levantamento da oferta do sector, concluiu que a sucata marítima é a que mais perdura no país, seguida da militar e dos caminhos de ferro, sendo “importante encontrar um equilíbrio para ver se a sucata produzida em Angola serve para alimentar a indústria e a que preço”.
Bernarda Martins anunciou que os ministérios da Indústria, Transportes, Defesa Nacional e Ambiente reúnem-se nos próximos dias para encontrar uma politica mais equilibrada entre a colecta de sucata e os preços a praticar nas aquisições, com base numa comparação entre os custos da oferta nacional e a internacional.
A questão é elevar a indústria transformadora a um patamar em que a sucata garanta postos de trabalho.
O presidente do conselho de administração da companhia siderúrgica ADA reclamou, em declarações ao Jornal de Angola, o lugar da empresa como a primeira sucateira de Angola. Georges Choucair afirmou que a ADA, com capacidade para produzir 500 mil toneladas de aço, precisa de duas mil toneladas de sucata por dia.
A indústria siderúrgica também tem uma elevada vocação exportadora, notou Georges Chocair, que apontou como a maior dificuldade a ausência de um entendimento entre transformadores e colectores de sucata.
Georges Chocair indicou a falta de divisas como outra causa da insatisfação dos empresários, que precisam de exportar o seu material para contribuir para a diversificação da economia.
O facto de ver os angolanos comprarem arcas, tubos e panelas importadas a preços cinco vezes mais altos do que seriam se produzidos no país é “inaceitável”, disse Georges Chocair.

Brasileiros não viajam para Costa do Marfim , empresários portugueses criam oportunidades de negócios

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A AEP – Associação Empresarial de Portugal anunciou a ida de uma missão  à Costa do Marfim com a participação de representantes dos setores do arroz, bebidas, oleaginosas, construção, cereais e metalomecânica.



A missão estará em Abidjan entre os dias 15 e 19 de julho e “tem como objetivo facilitar às empresas portuguesas contatos com entidades institucionais e empresas locais que permitam compreender as necessidades emergentes e as potencialidades nos vários setores de atividade”, segundo nota divulgada pela AEP.

Esta é a segunda missão da AEP ao país africano. Nos últimos seis anos, a Costa do Marfim regista taxas de crescimento da economia superiores a 7% ao ano.

https://africa21digital.com/2017/07/13/empresarios-portugueses-preparam-missao-costa-do-marfim/

União dos partidos de oposição para vencer as eleições em Moçambique

Maputo – O presidente do PIMO, partido extraparlamentar moçambicano, Yaqub Sibindy, defende a união de todos os partidos políticos da oposição nas próximas eleições gerais e autárquicas, considerando que a dispersão vai dar mais uma vitória à Frelimo, partido no poder.

MAPA DE MOÇAMBIQUE

FOTO: ANGOP

“É preciso que os partidos sacrifiquem a sua ambição. Vamos nos unir em torno de um candidato para estabelecer um governo de confiança nacional”, afirmou, em entrevista à Lusa, Yaqub Sibindy, líder do Partido Independente de Moçambique (PIMO).

A unidade deve ter como objectivo a vitória pela oposição das eleições autárquicas de 2018 e das gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) de 2019.

“Se nós fizermos isso, a Frelimo vai à oposição”, declarou, referindo-se à Frente de Libertação de Moçambique, que governa o país desde a independência nacional em 1975.

Para as presidenciais, prosseguiu Yaqub Sibindy, não deve haver dúvidas na oposição de que o melhor candidato deve ser Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, segundo maior partido do país.

“Qualquer moçambicano gostaria de lhe dar um voto de confiança, porque Afonso Dhlakama, ao longo da sua juventude e até hoje, sempre lutou por causas suprapartidárias”, acrescentou.

Sobre o facto de em eleições passadas as coligações com a Renamo terem falhado a conquista do poder, Yaqub Sibindy diz que essa situação deu-se porque a unidade visava apenas as legislativas e não as presidenciais.

Para o líder do PIMO, uma vitória da Frelimo nas eleições autárquicas e gerais será perigosa para o país, porque o partido no poder se tornará mais arrogante e vai levar a cabo o seu projecto de privatização do país face ao advento das receitas de gás natural.

“As eleições de 2018 e de 2019 não podem ser uma agenda normal como as eleições que acontecem desde 1994. Nós vamos transformar estas eleições num autêntico referendo: privatizar o Estado para a Frelimo ou manter o Estado como património público de todo o moçambicano”, disse Yaqub Sibindy.

O PIMO foi criado em 1992, dois anos após a introdução da primeira Constituição da República multipartidária no país, mas nunca conseguiu eleger deputados à Assembleia da República.

 

Fonte acessada em 14/7/2017 : http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/6/28/Mocambique-Partido-extraparlamentar-defende-oposicao-unida-nas-proximas-eleicoes,f912c818-c323-452b-8471-5fc98b6e4f97.html

Exportadores angolanos não precisarão pagar taxas em 2018

A exportação de mercadoria produzida em Angola passa a ser, na nova Pauta Aduaneira, que entra em vigor no princípio do próximo ano, livre, isenta de taxas, garantiu administrador para a Comunicação Institucional da Administração Geral Tributária (AGT).

Pauta Aduaneira pode contribuir para a arrecadação de mais receitas
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Para Nickolas Neto, a futura Pauta Aduaneira pode contribuir para a arrecadação de mais receitas, a protecção da produção nacional, o alargamento da base tributária, a redução do contrabando, a inibição da tendência do aumento da contrafacção, o fomento do consumo e a melhoria das condições de vida das populações e de funcionamento do sector empresarial
Enquanto isso, a reexportação de mercadorias passa a ser agravada em 20 por cento, como tributo para vender em outros países bens importados por Angola, de acordo com as novas regras aduaneiras.
Nickolas Neto disse que a taxa de exportação de 20 por cento passa a ser unicamente aplicada aos produtos nacionalizados. Por exemplo, no caso da cerveja importada, o exportador sediado em Angola paga 20 por cento, ao passo que a cerveja nacional está isenta de direitos de exportação.
Além disso, para promover a exportação dos produtos nacionais, a taxa de serviço em vigor é de um por cento, cobrada na base FOB, referente ao custo do produto, mais despesas até ao embarque, e na Pauta Aduaneira de 2017 foi desagravada para 0,5 por cento, além da base passar a ser “Ex-Works”, com base apenas no custo do produto.
Para Nickolas Neto, a taxa de 20 por cento nas exportações não constitui uma medida proteccionista, porque só vai ser aplicada aos produtos importados, quando forem exportados, e não à produção nacional. “Este mecanismo é permitido pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e não faz parte do conjunto de medidas proteccionistas previstas por essa organização internacional”, realçou o administrador da AGT.
Para o Fisco, a medida deve inibir a exportação de produtos importados com divisas locais e para consumo no país. No entanto, os importadores nacionais e estrangeiros que queiram usar Angola para reexportar mercadorias, podem utilizar o sistema de trânsito internacional.
Segundo Nickolas Neto, “este procedimento aduaneiro, constante da Pauta Aduaneira em vigor e na versão 2017, permite que as mercadorias sejam declaradas em Angola, em regime de trânsito, com suspensão dos direitos aduaneiros [sem pagamento, com excepção da taxa de serviço], transitando pelo território nacional para o seu destino final. Portanto, não há qualquer prejuízo para os importadores e exportadores  acionais ou estrangeiros”.
O administrador adiantou que o desagravamento de taxas operado em determinados produtos, visa, fundamentalmente, evitar o contrabando, inibir a tendência do aumento da contrafacção, fomentar o consumo e melhorar as condições de vida das populações e de funcionamento do sector empresarial.
Nickolas Neto defende o combate ao contrabando, “porque em determinadas mercadorias, como é o caso de perfumes, o aumento da carga fiscal para mais de 80 por cento reduziu o número de declarações, mas não diminuiu a oferta no mercado”.
Por outro lado, a AGT deve inibir a tendência do aumento da contrafacção, uma vez que o agravamento das taxas de determinadas mercadorias provocou o aumento da importação de mercadorias similares contrafeitas e de baixo custo de aquisição.

Diversificação da economia

A Administração Geral Tributária considera que não há diversificação da economia sem produção de bens e serviços e para isso é necessário importar produtos e equipamentos.
“A diversificação da economia e o fomento da produção nacional, em sede do projecto da Pauta Aduaneira – Versão 2017 do SH (Sistema Harmonizado da Organização Mundial das Alfândegas), devem ser assegurados com o agravamento das taxas dos produtos que o país já dispõe de alguma produção, bem como a concessão de isenção dos direitos de importação e imposto de consumo que recaem sobre os factores de produção, designadamente equipamentos, aparelhos, máquinas, componentes, materiais subsidiários e matérias-primas”, explicou o administrador da Administração Geral Tributária.
Nickolas Neto diz que a extensão do desagravamento das taxas destes produtos permite que cheguem a custos reduzidos aos produtores e contribuam para o incremento da produção nacional. “Todos os sectores produtivos têm as suas matérias-primas desagravadas de forma directa, no regime geral da Pauta ou nas Instruções Preliminares da Pauta, como os sectores da agricultura, pecuária, indústria e pescas”, disse.
De forma geral, a nova Pauta Aduaneira promove a comércio lícito, a produção nacional e a importação de bens inexistentes no país a taxas razoáveis. Por isso, a Administração Geral Tributária não prevê nenhum aumento do contrabando, por força das medidas a aplicar na Pauta Aduaneira 2017. “As taxas livres serão aplicadas aos factores de produção e as taxas mais altas aos produtos em que o país possui alguma produção, com destaque para os sectores de bebidas, horticultura e fruticultura”, exemplificou.
Em linhas gerais, a Pauta Aduaneira 2017 deve contribuir para a diversificação da economia e para o incremento da produção nacional em particular, tendo em conta as medidas tarifárias tomadas, tanto ao nível de agravamento quanto ao desagravamento. Em termos específicos, a Pauta Aduaneira pode contribuir para a arrecadação de receitas, a protecção da produção nacional, o alargamento da base tributária, a redução do contrabando, a inibição da tendência do aumento da contrafacção, o fomento do consumo e a melhoria das condições de vida das populações e de funcionamento do sector empresarial.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/alfandegas_retiram_taxas_a_exportacao_1

 

Força de trabalho em Moçambique está no setor informal

dinheiroEO BANCO Mundial considera que a fraca capacidade das empresas moçambicanas em exportar a sua produção constitui um dos principais desafios para a economia nacional.

Segundo Carolin Geginat, do Banco Mundial, citando uma pesquisa sobre empresas moçambicanas do sector manufactureiro, apenas três por cento delas é que são exportadoras.

“A diversificação dos produtos exportadores é limitada. Em 2011, Moçambique

obteve 0,73 no índice de diversificação de exportação. Esse valor significa que o país está longe da média mundial em termos de diversificação de exportações”, disse.

Falando esta semana, duranteuma conferência do Standard Bank, Carolin Geginat disse que num total de 128 economias Moçambique ocupa o 84º lugar no Índice Global de Inovação 2016 e 100º, no referente ao Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Criação de Modelos de Negócio.

Fazendo uma reflexão sobre o sector privado em Moçambique, Carolin Geginat aludiu ao facto do relatório denominado “Regional Economic Outlook”, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em Abril último, referir que cerca de 40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, entre 2010 e 2014, ter sido produzido pelo sector informal.

“Entre 70 e 80 por cento da força de trabalho no país está no sector informal que, infelizmente, tendem a ser menos produtivos por falta de acesso ao financiamento formal e de mão-de-obra especializada”, frisou.

Na sua apresentação, a fonte falou sobre o sector privado formal, destacando que em 2015 três quartos das empresas formalmente registadas em Moçambique eram micro (com menos de 5 funcionários).

“No seu conjunto, essas empresas geraram apenas 16 por cento das receitas totais e 13 por cento do emprego total na forma formal.

Debruçando-se sobre ainda sobre a economia, Carolin Geginat notou que 70 por cento das receitas, emprego e valor agregado são criados apenas 7 por cento de todas as empresas (principalmente as maiores e que operam no sector da indústria extractiva).

Para inverter o cenário, a fonte explicou ser necessário investir em infra-estruturas e habilidades; criar as condições para um maior acesso ao financiamento; investir na redução da burocracia, entre outros.

Sobre a necessidade de se apostar no desenvolvimento de infra-estruturas e habilidades, a fonte afirmou justificar-se pelo facto de Moçambique registar, actualmente, uma pontuação baixa na provisão de infra-estrutura, educação, inovação e sofisticação empresarial, segundo o Índice de Competitividade Global do Fórum Económico Mundial.

“Em 2014, apenas 21 por cento da população tinha acesso à electricidade. A acessibilidade do transporte rural está atrasada, mesmo para os padrões africanos. A cobertura de irrigação é baixa, uma vez que em todo o país existem cerca de 180 mil hectares equipados com infra-estruturas de irrigação, sendo que apenas metade deles é que está sendo realmente utilizada. Apesar dos recursos crescentes para o sector de educação e haver um aumento das taxas de matrícula, a qualidade da educação continua sendo uma preocupação”, disse.

Quanto ao acesso ao financiamento, Carolin Geginat disse que os bancos são relutantes em conceder empréstimos devido à falta de informação que permita distinguir os bons dos maus pagadores.

“As poucas empresas que podem obter financiamento enfrentam custos elevados e as taxas de juro pelos empréstimos bancários actualmente andam na faixa dos 29 por cento”, frisou.

País mantém firmeza para restaurar estabilidade

O economista chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, disse que o país continua a registar passos firmes para ultrapassar um conjunto de desafios no sentido de restaurar a estabilidade macroeconómica, salientando, contudo, que o progresso continua lento e os riscos permanecem elevados.

Este cenário, segundo Mussá, que falava na conferência do Standard Bank, deve-se ao facto de grande parte das perspectivas de retoma da economia e dos pressupostos de sustentabilidade estar focada nos projectos do LNG-Gás Natural Liquefeito, o que acarreta riscos em caso de atrasos adicionais no arranque desses megaprojectos e poderá comprometer a sustentabilidade da retoma da economia.

“A nossa análise indica que o país continua a dar passos firmes para a recuperação da economia. Mas a manutenção da estabilidade macroeconômica requer uma aceleração das reformas estruturais, nomeadamente no sistema judicial, negócios, sector bancário e financeiro, fiscal e nas empresas públicas”, referiu.

A fonte acrescentou notar que o PIB está a crescer, no entanto este crescimento ainda não está necessariamente a traduzir uma ampla retoma da actividade.

Em parte reflecte um melhor desempenho no sector primário, onde a agricultura beneficia de uma melhoria nas condições climatéricas e do ambiente de estabilidade criado pela trégua em vigor desde finais de 2016.”

De acordo com o economista, reflecte, também, “o crescimento do sector exportador, particularmente o mineiro, incluindo algumas empresas que têm conseguido manter um nível considerável de negócios, investindo capitais próprios, uma vez que a política monetária se mantém restritiva, o que implica taxas de juro para o crédito à economia em torno dos 30 por cento”.

“Com uma apreciação acumulada do metical de 15,1 por cento, nos primeiros seis meses de 2017, perspectiva-se alguma estabilidade do câmbio do metical face ao dólar no segundo semestre em torno dos actuais níveis de 60,5 meticais por dólar, o que representa uma melhoria substancial em relação aos 71 dólares/metical do final de 2016. Embora haja ainda potencial para apreciação adicional do metical, notamos que o Banco Central tem estado a intervir no mercado cambial para limitar os ganhos do metical face ao dólar e proteger as reservas internacionais, o que indica que podemos entrar num período de estabilidade relativa nos níveis actuais”, frisou.

Se a economia do país registar o nível do progresso que se espera para 2018, pode ser difícil para o Banco Central continuar a intervir no sentido de manter o metical acima dos 60, em relação ao dólar: “Podemos ter o metical em torno dos 50 no final de 2018, o que sustenta a nossa convicção de que, no próximo ano, teremos a inflacção a um dígito”, projectou o economista.

Na sua opinião, estes indicadores de conjuntura, seja a aceleração do crescimento do PIB, seja de perspectivas de redução da inflação ou de estabilidade da moeda, indicam que provavelmente o país já passou o pior desta crise, mas os riscos permanecem elevados, sobretudo os relacionados com a fragilidade fiscal e das empresas públicas,
e espaço, os investidores e gestores das empresas privadas e públicas, incluindo os reguladores, que tomam decisões com impacto na economia de Moçambique, podem reflectir em conjunto sobre as tendências da economia e perspectivar sobre o que pode ser feito para acelerar o crescimento”, disse o administrador-delegado.
O Economic Briefing deste ano teve como tema “Moçambique – restaurando a estabilidade macroeconômica”, uma vez que o banco considera ser uma condição indispensável para o progresso do país.

 

Fonte:http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/economia/69233-banco-mundial-alerta-para-fraca-capacidade-de-exportacao.html

Congresso Nacional Africano, da África do Sul quer nacionalizar o Banco Central

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Na África do Sul, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) deseja nacionalizar o Banco da Reserva da África do Sul, segundo as principais autoridades do partido. Essa medida acabaria com o status do banco central de ser uma das poucas autoridades monetária do mundo que ainda tem acionistas privados.
O anúncio do plano, que ainda precisa ser aprovado na conferência eletiva do ANC em dezembro, fez com que o rand caísse mais de 1% em relação ao dólar. No último dia da conferência de política do ANC, Enoch Godongwana, funcionário de política econômica do partido, afirmou que o partido agora acredita que “uma instituição como o Banco da Reserva deve estar em mãos públicas”. Para ele, “há um acordo geral de que a anomalia do Banco da Reserva – que ainda é privado – é um problema”.
A maioria dos bancos centrais do mundo é de propriedade do governo, mas a mudança de política planejada ocorre em meio a um debate mais amplo sobre o mandato e o papel do BC sul-africano na economia mais desenvolvida da África. No mês passado, o governo exigiu uma mudança na Constituição do país ao desejar tirar do BC a política de estabilidade de preços para proteger “o bem estar socioeconômico dos cidadãos”.
Atualmente, o Banco da Reserva da África do Sul tem mais de 600 acionistas, que detêm, no máximo, 10 mil das 2 milhões de ações do banco, de acordo com informações oficiais da instituição. No entanto, os acionistas não têm influência sobre a política monetária do BC, que é definida por um comitê de seis membros. Fonte: Dow Jones Newswires.

“Made in África Central: do círculo vicioso ao círculo virtuoso”

54_bigPeritos da região analisam economia
Especialistas da África Central participam na 33.ª reunião do Comité Intergovernamental de Peritos, em Douala, Camarões, sob o lema “Made in África Central: do círculo vicioso ao círculo virtuoso”, para reflectir por que razão os números do Produto Interno Bruto (PIB) da sub-região diferem da realidade económica no terreno.

Fotografia: Francisco Bernardo|Edições Novembro|

Para o director do da Comissão Econômica para África Central, António Pedro, a reunião é uma oportunidade para reflectir sobre como quebrar o círculo vicioso de crescimento não inclusivo através da construção de um tecido industrial diversificado e competitivo.

No encontro participam governantes, representantes de entidades regionais e agências de organizações como as Nações Unidas e o Banco Africano de Desenvolvimento além do sector privado, da sociedade civil e acadêmicos.

O director do Gabinete Sub-Regional da Comissão Económica para África Central (ECA), António Pedro, disse que é preciso reflectir por que razões os números do Produto Interno Bruto (PIB) da sub-região diferem da realidade económica no terreno.

Entre 2010 e 2015, a África Central teve uma taxa média de crescimento real de cerca de 5%, sem que houvesse evolução correspondente na industrialização, no comércio intra-regional, ou nas condições de vida das populações.

António Pedro explicou que os países da sub-região ainda estão classificados na cauda do Índice de Desenvolvimento Humano.

Perante este panorama, e porque o actual sistema de produção não gerou um círculo virtuoso de crescimento inclusivo e sustentável, a recomendação da ECA é reorientar activos e recursos da produção regional para indústrias mais produtivas.

A proposta pretende destacar a indústria transformadora e os serviços modernos, “para tentar acelerar a transformação estrutural”.

O responsável disse que o encontro de peritos é uma oportunidade para reflectir sobre como quebrar o círculo vicioso de crescimento não-inclusivo construindo um tecido industrial diversificado e competitivo.

Entre as vantagens dessa medida, o representante citou a melhoria da integração dos países da África Central em cadeias internacionais de valor e a criação de um grande número de empregos decentes.

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/peritos_da_regiao_analisam_economia

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.