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Ivair Augusto Alves dos Santos

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Brasil poderá participar de Missão de Paz na República Centro Africana, um cenário muito difícil 

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Rio de Janeiro – Ministro da Defesa Raul Jungamnn participou no sábado de solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah)Vladimir Platonow/Agência Brasil

Após 13 anos ajudando a estabilizar e reconstruir o Haiti, o destino da próxima missão de paz das Forças Armadas Brasileiras poderá ser a República Centro Africana. A possibilidade do Brasil integrar a Missão Multi-dimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (Minusca) foi comentada neste sábado (21), pelo ministro da Defesa, Raul Jungman.Carta-MINUSCA-na-RCA

O ministro participou, no Rio, de evento comemorativo ao final dos trabalhos dos militares brasileiros na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), após 13 anos de atuação de 37,5 mil homens e mulheres brasileiros. “A República Centro Africana parece como aquele mais provável destino de missão de paz do país. Porém, a decisão final compete ao presidente da República e ao Congresso Nacional. Nós temos o desejo de levar paz, estabilidade e levar os nossos valores”, disse Jungmann aos jornalistas, após o evento.

Com 5,2 milhões de habitantes, a República Centro Africana fica no centro do continente e faz fronteira com Chade, Sudão, Congo e Camarões. O país, considerado um dos mais pobres do mundo, enfrenta combates entres grupos guerrilheiros cristãos e o governo muçulmano. Ao contrário do Haiti, onde a logística brasileira chegava de navio, o transporte de material para o país africano terá de ser feito via aérea, o que complica a operação e aumenta os custos.

o general Ajax Porto Pinheiro

Porém, a participação do Brasil em missões de paz oferece vantagens, como a inserção do país no cenário global das Nações Unidas e o adestramento permanente das tropas brasileiras, conforme comentou o general Ajax Porto Pinheiro, que foi o último comandante da Minustah e atuou como coordenador dos esforços de resgate e reconstrução do país, após o terremoto de 2010.

“O melhor campo de treino para as Forças Armadas é a missão de paz. Ela é o meio termo entre o treinamento no país e uma guerra. Nós aprendemos muito. Os nossos tenentes hoje têm muito mais desenvoltura, sabem conviver nesse ambiente internacional, muito mais que os da minha geração. Outro grande aprendizado é que, em uma missão de paz, a língua não é a nossa. Ou nós aprendemos a nos comunicar em uma outra língua e a conviver com um ambiente que não é o nosso, ou nós não sobrevivemos. Isto os nossos militares hoje sabem fazer, principalmente os mais jovens, que vão continuar no Exército”, disse o general Ajax.

 

https://istoe.com.br/apos-saida-do-haiti-brasil-podera-atuar-em-missao-de-paz-na-africa/

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O livre mercado nas palavras do Presidente da República de Angola

joão lourenço

Faustino Henrique |

Numa conjuntura de dificuldades económicas e financeiras, falar sobre determinados monopólios não deve constituir problema, na medida em que pressupõe igualmente facilitar o processo de diversificação da economia.

Quando o Presidente da República, João Lourenço, no seu discurso sobre o estado da Nação, falou sobre concorrência desleal e monopólios, na verdade estava apenas a destapar uma das realidades económicas incomportáveis com a nossa economia de mercado. Mais do que apontar o dedo a este ou aquele, o Chefe de Estado estava a alertar que o estado de coisas em que a economia de Angola se encontra, quando se trata da condução de determinados negócios, tidos já como monopólios, representa(va)m um entrave muito sério.
A economia de mercado angolana, como reza a Constituição da República, é de livre iniciativa, facto que pressupõe a existência de abertura legal e institucional, liberdade e igualdade de oportunidades na hora de empreender em qualquer ramo da actividade, prevista e regulada pelas leis. Há realidades  de países com vasta experiência em matéria de economia de mercado em que as leis contra os monopólios são uma espécie de “cálice sagrado” do processo de produção e comercialização de bens e serviços. Angola, cuja experiência nestas lides do capitalismo é recente, devia copiar os exemplos salutares que melhor se enquadram às suas necessidades de se transformar num país capitalista em que a concorrência ajude a todos. Afinal, a ausência de concorrência, além de amarrar os eventuais ou potenciais concorrentes, acaba por estagnar e às vezes levar à atrofia das entidades que se acham no direito de estarem sozinhas no mercado, ditando regras, preços e modos de consumo.
Na verdade, as entidades detentoras de monopólios deviam ser as primeiras a reconhecer que a ausência de competitividade, de concorrência leal constitui uma aberração a tudo que diga respeito a uma economia de mercado, um empecilho ao seu próprio crescimento. É expectável que as entidades, aparentemente visadas no discurso do Presidente da República, encarem as palavras segundo as quais “vamos apostar na competitividade das empresas e acabar com os monopólios, que prejudicam a actividade económica e os consumidores” como um diagnóstico que a todos interessa. Embora não tenhamos estudos ou levantamentos sobre os custos  e perdas provocadas pela concorrência desleal ou, nalguns casos, da ausência total de concorrência, não há dúvidas de que as conclusões são óbvias.  Não temos como promover a actividade económica que incida sobre crescimento e diversificação, muito menos ver salvaguardados os direitos e benefícios dos consumidores enquanto alguns monopólios detidos somam e seguem.
Países há em que, para salvaguardar os excessos directa e indirectamente provocados pelo exercício da condução e gestão de negócios que tenham a fatia total de mercado, o Estado impede essa realidade ou viabiliza concorrendo em nome anti-monopólio.
Precisamos de evoluir rapidamente do estado de coisas em que Angola se encontra, com a presença injustificável de monopólios em determinados sectores e a reduzida liberdade económica, factores que tendem a emperrar o processo de diversificação e crescimento da economia.
Associado ao fenómeno da concorrência desleal ou mesmo da ausência completa de concorrência, encontra-se um outro fenómeno que precisa de ser combatido, nomeadamente, a reduzida liberdade económica como atestam os indicadores internacionais nesta matéria. Apenas para exemplificar, no Índice de Liberdade Económica, segundo cálculos da Heritage Foundation (disponível no Site http://www.heritage.org/international-economies/report/2017-index-economic-freedom) num universo de 181 países, o nosso país aparece na posição 169. Este índice que mede essencialmente os lugares no mundo onde a liberdade para fazer negócios é maior ou menor, ao lado de outros com a mesma natureza e publicados anualmente,  pode ser um barómetro relevante sobre o qual vale a pena retirar as melhores ilações.
“Os governos interessados num crescimento económico elevado, menos fome e na qualidade ambiental devem promover a liberdade, não tolerar interesses particulares que desejam restringi-la”, eis um dos apelos aos Estados e Governos por parte da organização internacional mencionada.
Precisamos de reflectir sobre estas e outras coisas que colocam Angola numa posição desvantajosa quando se trata da liberdade para empreender num ambiente sem restrições provocadas por monopólios e, não raras vezes, por leis burocráticas que parecem claramente fazer o jogo das entidades monopolistas.
Urge avançar com a criação da Lei da Concorrência, um importante instrumento que servirá para promover a competitividade, acelerar a diversificação da economia e assegurar uma economia de mercado mais equilibrada.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/artigos/a_concorrencia_nas_palavras__do_presidente_da_republica

Jornal de Angola: A cultura política angolana

A origem do conflito angolano é explicada por alguns historiadores pela diferente influência doutrinária de cada um dos movimentos de libertação. O entendimento do Luena vingou, a guerra acabou e a reconciliação chegou.

Depois de tantas andanças, de gente de fora cá dentro e nossa lá fora, é natural que se manifeste, agora também, na vida política, a influência das correntes do pensamento e da prática das escolas que cada um trouxe dos tempos do desentendimento.
A viagem pelo Mundo de alguns dos nossos políticos serviu para abrir horizontes e trazer novidades e coisas boas. Lembro-me de um estudioso angolano da ciência política que frequentemente recorda que quem sempre viveu dentro do nosso País sabe muito sobre ele, mas quem viveu uns tempos fora sabe um pouco mais sobre Angola. Mas a tentação para o automático “copy” e “paste” é forte do que a acção enraizada na terra. É que, de país para país, mesmo entre povos vizinhos, muda muita coisa. Até algo tão simples como a oralidade e a indumentária.
O debate sobre o “resgate” dos valores culturais angolanos, na moda nos últimos anos, tem o mérito de vincar que há uma maneira de ser e de estar angolana. O debate é bem-vindo numa perspectiva de afirmação em igualdade da cultura angolana diante das outras vivências, e não de um conservadorismo que resvale para o fundamentalismo, o  afastamento e a exclusão, quando não para cavar clivagens latentes.
No contexto do novo ciclo governativo, iniciado de um processo histórico e bem-sucedido de transição, a questão de saber o tipo de cultura política que teremos é importante. É já dado adquirido que a governação anunciado pelo Presidente conduzirá a menos ostentação nos meios e recursos públicos colocados à disposição dos Deputados, não apenas por razão de finanças mirradas, mas também porque os resultados do trabalho não justificam, por vezes, o investimento.
Realizadas as eleições e instalado o Governo, importa de facto saber qual a qualidade do discurso, do conteúdo, do tom e da linguagem que vamos ter nas lides políticas, em função das experiências anteriores. A expectativa de uma vitória eleitoral da oposição fracassou. Ficámos sem saber o que seria o “day after” se a UNITA e a CASA-CE tivessem vencido, mas conturbado seria. Do MPLA, já se conhecem iniciativas. Está confirmado que algumas das maiores vontades da oposição serão satisfeitas. A transmissão em directo dos debates parlamentares será autorizada pela Assembleia Nacional. Há, por outro lado, garantia clara do Titular do Poder Executivo de o Parlamento poder exercer o papel fiscalizador da actividade do Governo.
Resta ver como se comportará a oposição. Saber qual será a sua conduta e discurso é importante porque a primeira reacção da oposição que ouvi, depois da mensagem sobre o estado da Nação, foi perguntar se já teríamos manifestações de rua ou não. Tudo como se a ruptura e o confronto fossem, presentemente, e sem razão imediata, a preocupação dos nossos políticos e o tipo de cultura política que precisamos.
A nossa classe política está muito colada à cultura política portuguesa. Agora também à brasileira, que parece um braseiro infernal. Aí a inclinação para o insulto são de abrir crises de regime, coisa absolutamente remota nas prioridades angolanas. Em Espanha, que lida com o problema complexo da Catalunha, ainda não ouvi um político usar uma expressão menos cordata para com o adversário,  muito menos recorrer àqueles “mimos” e “punhaladas” traiçoeiras que algumas das nossas personalidades copiam mecanicamente de fora, achando que isso é que é fazer política.
Em muito pouco tempo, em Angola, foi realizado um avanço extraordinário na construção do quadro legislativo e físico propício ao exercício pleno da actividade política e ao surgimento de uma cultura política propriamente angolana. Trata-se de algo que não está totalmente consolidado, mas o tempo vai modelando o sistema. Cabe aos novos políticos angolanos dar provas de saber aproveitar o que foi feito para termos uma democracia e cidadania angolana melhor que a dos outros. Não copiar mecanicamente.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/a_palavra_do_director/cultura_politica

Cabo Verde investirá 20% do seu orçamento em Educação em 2018

Um quinto dos 552 milhões de euros do Orçamento de Estado de Cabo Verde para 2018 vai ser destinado ao setor da educação, segundo as linhas gerais da proposta apresentada na sexta-feira,21, pelo ministro das Finanças, Olavo Correia. Em termos de distribuições regionais, S.Vicente ficou com um bolo inferior ao de Sal e Santo Antão.

Cabo Verde prevê gastar um quinto do orçamento com educação em 2018

A proposta de Orçamento de Estado para o próximo ano, que foi entregue na Assembleia Nacional, ronda os 61 mil milhões de escudos (cerca de 552 milhões de euros) e prevê uma receita fiscal de 42,3 mil milhões de escudos (cerca de 383 milhões de euros), um crescimento económico de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e um deficit de 3,1%.

A proposta faz ainda uma projeção de 30 milhões de euros de donativos (1,9% do PIB) e de 51 milhões de euros de financiamentos (3,1% do PIB), refer a Lusa.
Segundo a mesma fonte, a taxa de desemprego estimada é de 13,6 % contra os 15% de 2016 e a estimativa de 14% para 2017.

Já a inflação deverá rondar os 1,4% contra os 0,8% de 2017 e a dívida pública a descer dos 131,9% para 129,9%, segundo o cenário macroeconómico traçado pelo Governo para 2018.

Foco na educação e S.Vicente com bolo inferior a Sal e Santo Antão

Conforme a mesma, a fatia reservada à educação representa 20 por cento do orçamento total, com a introdução de medidas como o ensino gratuito desde o pré-escolar até ao 8.º ano e investimento em infraestruturas escolares.
“O futuro de Cabo Verde está na educação de excelência. Se não conseguirmos ter uma educação de excelência para preparar os jovens para o mundo moderno não conseguiremos vencer os desafios. A excelência na educação tem um custo”, disse o ministro da Finanças.

Olavo Correia destacou igualmente o orçamento de 500 milhões de escudos (cerca de 4,5 milhões de euros) destinados à cultura e os 800 milhões de escudos (cerca de 7,5 milhões de euros) do programa de urgência para fazer face ao mau ano agrícola causado pela seca.

O ministro assinalou a descida de 1 ponto percentual no imposto para rendimentos até 80 mil escudos (cerca de 725 euros) e a criação de uma tarifa social de água e energia.

Previsto está, também, um aumento de 11,4% da massa salarial na função pública, correspondente a novas entradas de pessoal, particularmente de polícias, guardas prisionais, professores e médicos, requalificações e progressões na carreira.
O Orçamento de Estado não prevê aumentos salariais para os funcionários públicos.
Por ilhas, o grosso das despesas de funcionamento e investimento concentram-se na ilha de Santiago, a maior do país, que deverá concentrar 35,6 dos 71 milhões de investimentos previstos.

Segue-se o Sal com 8,3 milhões de euros, Santo Antão com 4,3 milhões e São Vicente com 3,5 milhões de euros previstos de investimento.

Para Olavo Correia, trata-se de um orçamento “participativo, rigoroso e descentralizado”, com “o volume de despesa necessário para provocar a rutura na economia cabo-verdiana”.

“É uma despesa que tem financiamento e que permite que tenhamos um défice inferior ao que temos previsto para este ano. É um orçamento que procura trazer soluções efetivas para a economia”, sublinhou. Fonte: C/ Lusa

 

fonte:http://www.asemana.publ.cv/?Cabo-Verde-preve-gastar-um-quinto-do-orcamento-com-educacao-em-2018

Imãs da Guiné-Bissau alertam para radicalismo religioso no país

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O presidente da União Nacional dos Imãs da Guiné-Bissau, Bubacar Djaló, alertou hoje, em entrevista à agência Lusa, para a existência de radicalismo religioso no país trazido por estrangeiros.

“De facto há aqueles que vêm de fora e que estão a incutir o radicalismo na cabeça dos filhos da Guiné-Bissau, aproveitando-se da pobreza e da falta de formação”, disse Bubacar Djaló, quando questionado pela Lusa sobre a existência de radicalismo islâmico.

Segundo o imã, algumas daquelas pessoas “não sabem três palavas (do islão) mas já se assumem como conhecedores”.

“Nem sabem peneirar qual a visão de um lado e do outro, não sabem respeitar as opiniões dos outros, apenas admitem as suas próprias opiniões, aquilo que aprenderam, mas não é isso a visão do islão”, salientou.

Bubacar Djaló explicou que aqueles estrangeiros chegam ao país e como não conseguem apresentar-se publicamente à comunidade “usam os filhos da Guiné-Bissau, por serem pouco instruídos na religião, para os dividir”.

“Recorrem às pessoas agressivas nas comunidades, pessoas facilmente `aliciáveis`, usam-nas para os seus fins. Estamos a tentar estancar tudo isso para ver se vamos conseguir fazer reinar aquele espírito de patriotismo da nossa terra”, afirmou, salientando que, se existe islão moderado, não há motivo para haver um islão radical.

Bubacar Djaló sublinhou também que pretende que a Guiné-Bissau seja um interlocutor no mundo para mostrar que o islão no país é uma “coisa filtrada, não uma coisa suja que ninguém sabe a origem e a finalidade”.

Sobre informações que dão conta da entrada de salafistas (radicais islâmicos) do Mali, Guiné-Conacri e Mauritânia, o líder dos imames da Guiné-Bissau disse “não ter dúvidas sobre isso”.

“Apenas não têm campo de manobra para se mostrarem, mas uma coisa é certa: nunca uma sementeira é posta na terra, no solo, para dar resultado no mesmo dia”, alertou.

O imã disse que aquelas pessoas já se encontram na Guiné-Bissau e que estão a dar ensinamentos e que só não sabe “quando é que os ensinamentos vão dar resultados”.

“Não podemos acabar com isso, porque existe em toda parte do mundo, mas podemos fazer com que não tenha progresso na sociedade, tudo isso depende da colaboração entre o Estado e os religiosos”, salientou.

O líder dos imãs guineenses também disse estar preocupado com a proliferação de mesquitas no país.

“Hoje constatamos que há mesquitas a serem construídas em locais onde não há necessidade para tal. Há casos em que novas mesquitas são construídas ao lado das nossas velhas mesquitas, o que acaba por dividir a comunidade, com uns a irem à mesquita nova e outros à mesquita antiga”, disse.

Isso, segundo Bubacar Djaló, cria desobediência, porque uns dão ouvidos a um líder e outros dão ouvidos a um outro líder da mesma comunidade.

“Por exemplo quem obedecia a um imã passa a ser ele mesmo imã. Começa a dizer que tem a sua autonomia para decretar coisas. A pior situação que existe hoje em dia na nossa comunidade é a proliferação de mesquitas na Guiné-Bissau. É uma coisa que nos deixa chateados. Estamos a ver mesquitas por todo lado sem saber de onde vem o financiamento, quem é que é o autor desses financiamentos”, alertou.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/uniao-nacional-dos-imas-da-guine-bissau-alerta-para-radicalismo-religioso-no-pais_n1035523

Angola, Nigéria, Senegal e a Republica Democrática do Congo estarão no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em 2018

mediaImagem site OMUNGA sobre violação de direitos humanos, em incidentes, do Monte Belo, Benguela, em 2017OMUNGA/DR

Angola é um dos 3 países africanos, que com a Nigéria, Senegal e a RDC, passarão a fazer parte do conselho dos direitos humanos da ONU, em 2018, por dois anos. Uma decisão no seguimento da eleição, esta segunda-feira, em Nova Iorque, de novos membros do órgão que se ocupa dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça.

 

A assembleia-geral da Nações Unidas, em Nova Iorque, elegeu, esta segunda-feira, (16) novos 15 membros de um total de 47 países do conselho dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça, nomeadamente, 3 estados africanos, Angola, RDC e Senegal.

As autoridades angolanas reagiram, positivamente, duma maneira geral, à eleição de Angola para o conselho de direitos humanos das Nações Unidas, numa altura em que o país, sai de eleições gerais, com um novo Parlamento, um novo governo e um novo Presidente, João Lourenço.

Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Justiça de Angola, reagiram, sublinhando um “reconhecimento” internacional pelas “melhorias” feitas em matéria dos direitos humanos no país.

O embaixador de Angola, na ONU, em Genebra, Apolinário Correia, disse mesmo que Angola não pratica “violação dos direitos humanos” e que o caso dos jovens activistas, conhecidos pelos 15+2, foi “exagerado” de maneira tendenciosa.

Em matéria de reacções de associações angolanas, dos direitos humanos, a OMUNGA,através do seu coordenador, José Patrocínio, relativiza o entusiasmo das autoridades angolanas, mas considera que esta eleição é “uma oportunidade de estimular o diálogo na matéria com as autoridades angolanas”.

 

http://pt.rfi.fr/angola/20171018-omunga-aberta-dialogo-sobre-direitos-humanos-em-angola

Crescimento sem industrialização? Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Senegal, Burkina Faso e Ruanda

 

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Apesar dos baixos preços mundiais das commodities das quais tendem a

depender, muitas das economias mais pobres do mundo estão em boa

situação. O crescimento da África Subsaariana desacelerou

drasticamente desde 2015, mas isso reflete problemas específicos em

três de suas maiores economias (Nigéria, Angola e África do Sul).

 

As projeções para Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Senegal, Burkina

Faso e Ruanda apontam para a obtenção de um crescimento de 6% ou

mais neste ano. Na Ásia, o mesmo ocorre com Índia, Mianmar,

Bangladesh, Laos, Cambodja e Vietnã.

 

Essas são boas novas, mas são também surpreendentes. Economias em desenvolvimento que conseguem crescer aceleradamente de maneira sustentável, sem depender de surtos de crescimento dos recursos naturais -como a maioria desses países dependeu por uma década ou mais -, normalmente são impulsionadas pela industrialização voltada para as exportações. Só que poucos desses países estão vivenciando muita industrialização.

 

A participação da indústria de transformação nos países subsaarianos de baixa renda está, em grande medida, estagnada – e, em alguns casos, em queda. E, apesar de muito se falar do “Make in India”, uma das máximas do premiê Narendra Modi, o país dá poucos indícios de contar com uma industrialização acelerada.

 

A produção industrial se tornou uma poderosa força propulsora do desenvolvimento econômico para países de baixa renda por três motivos. Em primeiro lugar, era relativamente fácil absorver a tecnologia do exterior e gerar empregos de alta produtividade.

Em segundo lugar, os empregos industriais não exigiam muita qualificação: agricultores podiam ser transformados em trabalhadores da produção em fábricas, com pouco investimento em treinamento adicional.

E, em terceiro lugar, a demanda por produtos industrializados não era limitada pela baixa renda interna: a produção podia se expandir virtualmente de forma ilimitada, por meio das exportações.

 

Mas as coisas mudaram. Está atualmente bem documentado que a produção se tornou cada vez mais intensiva na utilização de qualificações nas últimas décadas.

 

Juntamente com a globalização, isso dificultou muito para os recém-chegados o ingresso com força nos mercados mundiais e a reedição da experiência dos superastros asiáticos da indústria de transformação. Com a exceção de um punhado de exportadores, as economias em desenvolvimento passaram por uma desindustrialização prematura. É omo se a força propulsora tivesse sido retirada dos países retardatários.

 

Como, então, entender o recente surto de crescimento de alguns dos países mais pobres do mundo? Será que esses países descobriram um novo modelo de crescimento?

 

Em pesquisa recente, Xinshen Diao, do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar, Margaret McMillan, da Universidade Tufts, e eu examinamos os padrões de crescimento ostentados por essa nova safra de países de alto desempenho. Nosso foco está nos processos de mudança estrutural vivenciados por esses países.

Documentamos algumas descobertas paradoxais.

Em primeiro lugar, a mudança estrutural promotora de crescimento foi significativa na experiência recente de países de baixa renda como Etiópia, Malawi, Senegal e Tanzânia, apesar da ausência de industrialização.

 

A mão de obra tem migrado das atividades agrícolas de baixa produtividade para atividades de maior produtividade, mas estas são, principalmente, serviços, e não indústria de transformação.

 

A agricultura teve papel

fundamental na África por si

só e também ao impulsionar

mudanças estruturais que

ampliam o crescimento.

Diversificação e adoção de

novas técnicas de produção

podem transformá-la em

atividade virtualmente

moderna

 

Em segundo lugar, a rápida mudança estrutural ocorrida nesses países

sucedeu à custa de um crescimento da produtividade do trabalho

primordialmente negativo nos setores não agrícolas. Em outras

palavras, embora os serviços que absorviam os novos postos de trabalho

ostentassem uma produtividade relativamente alta de saída, sua

dianteira diminuiu à medida que se expandiam.

 

Esse comportamento contrasta acentuadamente com a experiência clássica de crescimento do Leste da Ásia (como as de Coreia do Sul e China), na qual a mudança estrutural e aumentos da produtividade da mão de obra não agrícola contribuíram significativamente para o crescimento total.

 

A diferença parece ser explicada pelo fato de que a expansão de setores urbanos, modernos, em recentes episódios de crescimento acelerado é impulsionada pela demanda interna, e não pela industrialização voltada para as exportações.

 

Em especial, o modelo africano parece ser sustentado por choques positivos de demanda agregada gerados ou por transferências procedentes do exterior ou pelo crescimento da produtividade na agricultura.

 

Na Etiópia, por exemplo, os investimentos públicos em irrigação, transportes e energia elétrica geraram um aumento significativo da produtividade e das rendas agrícolas. Isso resulta em mudança estrutural promotora do crescimento, uma vez que o aumento da demanda se propaga para os setores não agrícolas.

Mas, como efeito colateral, a produtividade da mão de obra não agrícola é deprimida com a diminuição dos retornos sobre o capital e a atração de empresas menos produtivas.

Não se pretende com isso minimizar a importância do crescimento acelerado da produtividade na agricultura, o setor arquetipicamente tradicional. Nossa pesquisa sugere que a agricultura desempenhou papel fundamental na África não apenas por si só como também como impulsionadora de mudança estrutural magnificadora do crescimento.

 

A diversificação para produtos não tradicionais e a adoção de novas técnicas de produção podem transformar a agricultura em uma atividade virtualmente moderna.

 

Mas há limites para o quanto esse processo consegue puxar a economia. Em parte devido à baixa elasticidaderenda da demanda por produtos agrícolas, o êxodo da mão de obra da agricultura é resultado inevitável durante o processo de desenvolvimento.

 

A mão de obra liberada tem de ser absorvida nas atividades modernas. E, se aprodutividade não se expandir nesses setores modernos, o crescimento de toda a economia vai, em última instância, estacionar. A contribuição que o componente da mudança estrutural pode dar é necessariamente autolimitadora, caso o setor moderno não experimente um crescimento acelerado da produtividade por si só.

 

Países africanos de baixa renda conseguirão sustentar taxas moderadas de crescimento da produtividade no futuro, calcadas em persistentes aprimoramentos do capital humano e da governança. A continuidade da convergência com níveis de renda de países ricos parece alcançável. Mas as evidências sugerem que as taxas de crescimento infundidas recentemente pela mudança estrutural acelerada são excepcionais e poderão não durar.

 

Jornal Valor 17 de outubro de 2017

(Tradução de Rachel Warszawski).

Dani Rodrik é professor de economia política internacional na Faculdade de Governo John F. Kennedy, de Harvard. Copyright: Project Syndicate, 2017.

www.project-syndicate.org

Fonte:http://www.valor.com.br/opiniao/5157940/crescimento-sem-industrializacao

Brasil investe nas relações com a Nigéria na agricultura e na defesa

 

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes em visita de trabalho de dois dias , acompanhado de uma delegação de oito funcionários do mais alto nível realizou uma conversa com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, H.E. Sr. Geoffrey Onyeama.  Na conversa foram apresentados alguns projetos de trabalho: Projeto de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimento; Projeto de Acordo sobre Transferência de Prisioneiros; Projeto de Acordo de Cooperação sobre Desenvolvimento Agrícola no âmbito do Programa More Food International; Acordo de extradição entre dois países.abuja nigeria

Ficou também estabelecido a possibilidade de cooperação na área da defesa no estabelecimento de forças de paz. O Ministro brasileiro convidou seu homologo nigeriano para uma visita ao pais.

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O Ministro Aloysio Nunes mostrou-se preocupado com a queda de transações comerciais entre os dois países, que caiu de 12 bilhões de dólares ao ano para 2 bilhões. Entre as explicações estaria na queda do preço do petróleo, entre outros fatores. Ele disse que a parceria entre os dois países é única, acrescentando: “Nossa parceria é estratégica, pois não é apenas no comércio; É histórico e cultural. Temos cooperação em investimentos, acabamos de ter uma conferência de investidores nigerianos e brasileiros em Lagos, que visava aumentar a perspectiva de possibilidades de parceria e investimento no país. Alguns já começaram a produzir bons resultados “.

Onyeama disse que os dois países trabalhariam juntos para fortalecer suas relações bilaterais.

Ele disse que a Nigéria também estava buscando parcerias com o Brasil na área da agricultura, acrescentando que a Nigéria poderia aprender muito na área de pesquisa e produção de alimentos, que poderia ser feito através de vários programas administrados pelo Brasil.abuja nigeria1e.jpg

Além disso, ambos os Ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram o nível de implementação do Mecanismo de Diálogo Estratégico entre a Nigéria e o Brasil, que é uma plataforma destinada a intensificar o envolvimento entre os dois países. O Diálogo Estratégico também é projetado para manter um diálogo de alto nível entre funcionários dos dois países e servir como um fórum para a implementação de iniciativas que abrangem agricultura e segurança alimentar, comércio e investimento, energia, educação, energia, petróleo e mineração.  abuja nigeria1f

“Sobre a cooperação agrícola, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria e o Ministro das Relações Exteriores do Brasil trocaram pontos de vista sobre o Programa More Food International e compartilhando experiência na pecuária para aumentar a produção na Nigéria. Ambos os países também compartilharão experiências no Programa de Alimentação Escolar, Políticas de Intervenção Social e Luta contra a Corrupção, entre outras questões de interesse comum.

Visita de trabalho de dois dias à Nigéria do ministro das Relações Exteriores do Brasil


 

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foto: Ministro Aloysio Nunes do Brasil e o Ministro de Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama.

Comunicado sobre a visita de trabalho de dois dias à Nigéria do
ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira

(Tradução livre para o português. O texto original em inglês segue após a versão em português)

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O ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, Sr. Aloysio Nunes Ferreira, realizou visita de trabalho de dois dias à Nigéria, de 11 a 12 de outubro de 2017. O ministro liderou uma delegação de oito funcionários de alto nível do governo brasileiro.

2. Durante a visita, o ministro das Relações Exteriores do Brasil manteve encontros bilaterais com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sr. Geoffrey Onyeama, e com o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Chefe Audu Ogbeh.

3. As discussões entre o ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria e o ministro das Relações Exteriores do Brasil centraram-se em questões de interesse comum destinadas a fortalecer as cordiais, fraternas e duradouras relações entre os dois países. A este respeito, ambos os ministros discutiram acordos bilaterais atualmente em negociação por especialistas dos dois países, que incluem:

i) Minuta de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos;

ii) Minuta de Acordo sobre Transferência de Presos;

iii) Minuta de Acordo de Cooperação sobre Desenvolvimento Agrícola no âmbito do programa “More Food International”;

iv) Acordo de extradição

4. Os dois ministros também discutiram temas da agenda internacional atual, como a necessidade urgente de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que ele possa realmente refletir a atual ordem mundial, e o imperativo do combate ao terrorismo internacional, inclusive com a eliminação dos problemas sociais que contribuem para a sua disseminação.

5. Além disso, ambos os ministros dos Negócios Estrangeiros trocaram impressões sobre a ameaça à segurança na região do Sahel e reafirmaram o seu apoio a iniciativas como a Força-Tarefa Conjunta Multinacional, na qual os países da região encontram suas próprias soluções para os problemas que os afetam. Além disso, os ministros concordaram que o aprofundamento da cooperação entre os dois países no campo da Defesa pode contribuir para a estabilização da região e fortalecer ainda o papel desempenhado pela Nigéria.

6. Além disso, ambos os ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram o nível de implementação do Mecanismo de Diálogo Estratégico entre a Nigéria e o Brasil, que é uma plataforma destinada a intensificar o engajamento entre os dois países. O Diálogo Estratégico também funciona como base para manter o diálogo de alto nível entre funcionários dos dois países e servir como um fórum para a implementação de acordos que abrangem agricultura e segurança alimentar, comércio e investimento, energia, educação, petróleo e mineração.

7. A respeito de cooperação agrícola, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria e o ministro das Relações Exteriores do Brasil trocaram impressões sobre o programa “Mais Alimentos International” e o compartilhamento de experiências no campo da pecuária, com vistas ao aumento da produção na Nigéria. Ambos os países também compartilharão experiências de programas de merenda escolar, políticas de intervenção social e de combate à corrupção, entre outras questões de interesse comum.

8. Ao final da visita, o ministro das Relações Exteriores do Brasil convidou o ministro das Relações Exteriores da Nigéria a visitar o Brasil em uma data mutuamente conveniente. Além disso, ambos concordaram com a necessidade de troca de visitas de alto nível para compartilhar experiências e fortalecer a cooperação em áreas de suas relações bilaterais.

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/notas-a-imprensa/17580-comunicado-sobre-a-visita-de-trabalho-de-dois-dias-a-nigeria-do-ministro-das-relacoes-exteriores-do-brasil-aloysio-nunes-ferreira-abuja-11-e-12-de-outubro-de-2017

Visita do Ministro Aloysio Nunes Ferreira a Gana, Nigéria, Côte d’Ivoire e Benin


O ministro Aloysio Nunes Ferreira realizará a sua segunda visita oficial ao continente africano no período de 11 a 16 de outubro de 2017. Serão visitados 4 países da África Ocidental – Gana, Nigéria, Côte d’Ivoire e Benin.

As relações com a África constituem uma prioridade permanente do governo brasileiro. O segundo périplo que o ministro Aloysio Nunes realiza pelo continente reafirma essa prioridade e busca fortalecer ainda mais os laços econômicos, políticos e culturais que unem o Brasil a esses países amigos.

A África Ocidental experimentou expressivas taxas de crescimento econômico e conquistou importantes avanços em termos de estabilidade política e governança democrática na última década. O governo brasileiro tem reforçado seu compromisso de continuar a contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e a consolidação da paz e da democracia na África Ocidental, por meio de uma parceria horizontal pautada pela solidariedade Sul-Sul.

No dia 11 de outubro, o ministro das Relações Exteriores fará visita a Gana, onde será recebido pela chanceler Shirley Ayorkor Botchway, e terá audiência com o presidente Nana Addo Dankwa Akufo-Addo. As relações com Gana são marcadas por convergências políticas e importantes relações econômicas. O Fórum Empresarial Brasil-Gana, realizado pela APEX e pelo Itamaraty, em agosto passado, em Acra, atesta o compromisso do governo brasileiro com a intensificação das relações econômicas bilaterais.

No dia 12 de outubro, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira visitará a Nigéria. Em Abuja, manterá encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Geoffrey Onyeama. As relações Brasil-Nigéria alcançaram novo patamar em 2013, quando foi realizada a I Sessão do Mecanismo de Diálogo Estratégico, em Brasília. Em agosto de 2017, a APEX e o Itamaraty organizaram o Fórum Empresarial Brasil-Nigéria em Lagos, evento que buscou explorar o grande potencial das relações econômicas entre o Brasil e a maior economia africana.

No dia 13 de outubro, o ministro das Relações Exteriores será o primeiro chanceler a visitar a Côte d’Ivoire desde a viagem de Saraiva Guerreiro em 1983. Na ocasião, o ministro Aloysio Nunes Ferreira será recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Marcel Amon-Tanoh. A visita explorará áreas comuns de cooperação técnica e oportunidades de intensificação dos fluxos de comércio e de investimentos.

No dia 14 de outubro, o ministro Aloysio Nunes Ferreira visitará o Benin, onde manterá encontros com o chanceler Aurélien Agbénonci e com o presidente Patrice Talon. Serão passados em revista temas políticos bilaterais e regionais, a ativa agenda de cooperação técnica bilateral e as potencialidades das relações econômicas entre os dois países. O Benin – onde há uma importante comunidade de afro-brasileiros retornados, conhecidos como “agudás” – é um dos países da África Ocidental com os quais o Brasil mantém laços culturais mais próximos.

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.