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Candidato do MPLA a presidência de Angola promete transparência à jornal dos EUA

João Lourenço1“Uma das nossas prioridades é melhorar o ambiente para o investidor privado, seja nacional ou estrangeiro, e isso significa que vamos combater a corrupção, porque acreditamos que este mal afecta o nosso esforço de atrair investidores privados”, disse João Lourenço, em entrevista ao “The Washington Post”, baseada na eventualidade de se tornar Presidente da República nas eleições de 23 de Agosto.
João Lourenço afirmou que o sector público ainda tem um papel importante na reconstrução e construção de infra-estruturas, mas ainda assim são áreas onde podem ser estabelecidas parcerias público-privadas. Outras áreas, como a exploração de aeroportos, vão ser cem por cento com investimento privado.
O ministro falou também dos preços do petróleo no mercado mundial. “Hoje não estamos muito preocupados com a necessidade do aumento dos preços do petróleo. Não que não queiramos, mas sabemos que o petróleo é uma matéria-prima e os preços não dependem apenas de nós”, disse João Lourenço, acrescentando que a solução é diversificar a economia, para que o país dependa da produção e exportação de outras matérias-primas, além do petróleo. “Temos de investir fortemente na Agricultura, na pecuária, na pesca e, também, no turismo”, disse para lembrar que Angola é rica em outros recursos minerais.
“Precisamos de criar um ambiente de negócios que atraia investidores internacionais e, para que isso aconteça, temos de fazer o trabalho de casa, mudar as nossas políticas e tornar a nossa economia e a nossa governação mais transparente na forma de fazer negócios. Temos de combater a corrupção e adaptar o nosso sistema bancário aos níveis internacionais”, afirmou.
O ministro da Defesa falou ainda do memorando de entendimento assinado entre os dois países, durante a sua visita a Washington, e lembrou que os Estados Unidos são muito importantes para  Angola. A localização estratégica no Golfo da Guiné e a abundância de recursos naturais torna Angola um parceiro importante dos Estados Unidos. O documento assinado vem adaptar-se às mudanças que estão a ocorrer em Angola e nos Estados Unidos.

 

 

“Vamos estender a nossa cooperação em matérias como o combate ao terrorismo e à pirataria no Golfo da Guiné e desenvolver um esforço para melhorar a situação militar na região dos Grandes Lagos”, disse. João Lourenço lembrou que os dois países estabeleceram relações diplomáticas e econômicas há 24 anos, sublinhando que noutros campos há progressos visíveis, mas na área da Defesa quase nada avançou, além da formação de militares angolanos nos Estados Unidos, especialmente no campo da formação em língua inglesa e um no programa de combate ao HIV/Sida nas forças armadas.
“Sentimos que isso ainda é pouco, por isso decidimos assinar este memorando. A cooperação no campo da Defesa deve ser feita na base da confiança e estamos a construir uma parceria estratégica entre os nossos dois países”, disse.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/boa_governacao_e_corrupcao_estao_no_topo_das_prioridades

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.