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Há 2,1 milhões em risco de fome em Moçambique

ANTÓNIO SILVA / LUSA

No sul de Moçambique, cerca de 900 hectares de produtos agrícolas diversos foram dados como perdidos devido à subida do rio Limpopo. São já 2,1 milhões de pessoas que enfrentam risco de fome em Moçambique, um aumento de 700.000 em relação a novembro face à diminuição das reservas, alerta a ONU. A reportagem é da agência Lusa.

“A situação é complexa e requer a nossa atenção”, disse o administrador do distrito de Guijá, província de Gaza, Arlindo Maluleque, acrescentando que há pontos em que a subida do rio destruiu manilhas, condicionando a transitabilidade entre as localidades.

No total, de acordo com o administrador de Guijá, 650 camponeses foram atingidos pelas inundações e as culturas de milho e tomate, que normalmente são exportadas para outros distritos, incluindo a capital, foram as mais afetadas.

“Neste momento, segundo o que nos foi dito, seremos atingidos por mais uma onda e isso nos preocupa”, afirmou o administrador, que acredita que a solução definitiva para o problema é a construção de uma infraestrutura hidráulica de raiz para o controlo das águas.

Também o diretor das Atividades Econômicas de Guijá, Acácio João, disse à Lusa que a situação é complexa, avançando que, sem muitas alternativas, o Governo distrital tem sensibilizado as populações a não desistirem de plantar, como forma de aproveitar a chuva que cai timidamente na região, após quase um ano de uma seca severa.

“No quadro desta ação de resposta, estamos a ter problemas na aquisição das sementes e precisamos de parceiros rapidamente”, declarou Acácio João, lembrando que o governo distrital esperava colher mais de 121 mil hectares de toneladas de produtos diversos até ao final da primeira fase da campanha agrícola em curso.

À semelhança de Guijá, os distritos de Chókwè, Chibuto e também Xai-Xai estão a ser abalados e, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), cerca de 34 mil famílias foram afetadas nestes pontos, tendo o caudal do rio Limpopo já ultrapassado os níveis de alerta.As inundações do Limpopo são causadas pelas chuvas fortes que caem na África do Sul e no Zimbabwe, países por onde o rio passa antes de chegar a Moçambique para desaguar no oceano Índico.

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,faltam-2-5-milhoes-de-mulheres-pretas-e-pardas-no-pais-segundo-dados-do-ibge,70001689376

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.