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Agressividade da indústria do tabaco faz crescer o consumo no mercado africano

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Uma investigação do jornal britânico Guardian divulgada hoje revela que multinacionais da indústria do tabaco recorrem por vezes a ameaças para impedir que governos africanos regulamentem a venda de tabaco, dificultando o seu consumo.

O diário diz ter tido acesso a “cartas (…) enviadas aos governos do Uganda, Namíbia, Togo, Gabão, República Democrática do Congo, Etiópia e Burkina Faso, revelando táticas intimidatórias que as empresas de tabaco utilizam, acusando os governos de violarem as suas próprias leis e acordos de comércio internacional e advertindo para danos na economia”.tabaco.jpg

No caso do Quénia e do Uganda, a multinacional British American Tobacco “está a lutar nos tribunais para tentar bloquear as tentativas dos governos (…) de introduzir regulamentos para limitar os danos causados pelo fumo de tabaco”, refere o Guardian.

De acordo com o jornal, estima-se que existam em África 77 milhões de fumadores e que o seu número possa aumentar “quase 40% em relação ao nível de 2010 até 2030”.

Adianta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que até 2025 a taxa de fumadores suba em 17 de 30 países africanos, com os aumentos maiores a ocorrerem no Congo-Brazzaville (de 13,9% em 2010 para 47,1% em 2025) e Camarões (de 13,7% para 42,7%).tabaco2

“Especialistas dizem que África e o sul da Ásia são novos campos de batalha na luta global contra o tabagismo devido à demografia e ao crescimento da prosperidade”, assinala o diário britânico.

O Guardian indica ainda que “embora a maioria dos países em África tenha assinado o tratado da OMS sobre o controle do tabagismo, nenhum deles implementou completamente as restrições que ele prevê”.

Bintou Camara, diretor dos programas para África da Campaign for Tobacco-Free Kids, uma organização não-governamental sediada em Washington, disse ao jornal que em todo o continente africano “as empresas de tabaco tentaram intimidar os países para não tomarem medidas efetivas para reduzir o consumo de tabaco, a principal causa de mo

http://www.dn.pt/lusa/interior/empresas-de-tabaco-ameacam-para-impedir-regras-sobre-venda-em-africa—guardian-8631119.html

Etíope é candidato a diretor da OMS com apoio da África

Tedros Adhanom Ghebreyesus,

Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O ministro Luís Gomes Sambo presidiu em Genebra, Suíça, no sábado, à reunião dos ministros da Saúde de África, na qualidade de coordenador do Grupo Africano para as questões do sector.

A reunião  teve como objectivo reiterar o apoio dos ministros da Saúde de África à candidatura de Tedros Adhanom Ghebreyesus, da Etiópia, ao cargo de director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O encontro contou com a participação de Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana. Luís Gomes Sambo está desde sexta-feira em Genebra para participar na 70.ª Assembleia Mundial da Saúde, a decorrer no Palácio da Nações, de 22  a 31 de Maio.
A eleição do novo director-geral da OMS, que vai substituir Margaret Chan, é um dos pontos principais da  Assembleia da Organização Mundial da Saúde. A eleição acontece amanhã. Concorrem ao cargo Tedros Adhanom Ghebreyesus, da Etiópia e candidato apoiado pela União Africana, David Nabarro, do Reino Unido, e Sania Nishtar, do Paquistão.
Durante a  Assembleia Mundial da Saúde são abordados temas relacionados com a prontidão, vigilância e resposta às epidemias, promoção da saúde, doenças transmissíveis, sistemas de saúde, financiamento e programa de orçamento para 2017-2018  e o  orçamento- programa para o período 2018-2019. Os temas “Investindo nas ferramentas inovadoras na saúde para combater a resistência anti-microbiana”, “Resposta da OMS em situações de emergências graves e de larga escala”, “Aceleração do desenvolvimento dos cuidados de saúde  através de financiamentos e parcerias sustentáveis” vão ser debatidos. O impacto das recomendações do Painel de Alto Nível do Secretário-geral das Nações Unidas relativo ao acesso aos medicamentos no contexto da Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030 é outro assunto agendado para o encontro.
A delegação angolana integra o embaixador Apolinário Correia, representante permanente de Angola junto dos Escritórios das Nações Unidas em Genebra, e técnicos seniores do Ministério da Saúde e da missão diplomática naquele país europeu.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/candidato__da_etiopia_tem_o_apoio__de_afric

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.