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Moçambique

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Moçambique venderá energia elétrica para Malawi

 

Maputo – A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou nesta segunda-feira a realização de consultas públicas sobre o projecto de construção de uma linha de 218 quilómetros para fornecer energia eléctrica ao Malawi.

 

MAPA DE MOÇAMBIQUE

Em comunicado, a EDM refere que vai levar a cabo uma auscultação pública nos próximos dias 28 e 29 na província de Tete, centro de Moçambique, onde está localização a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que vai fornecer a energia eléctrica ao Malawi.

A nota de imprensa adianta que o empreendimento consistirá ainda na construção de duas subestações, uma em Matambo, na província de Tete, e outra em Phombeya, no Malawi.

A infra-estrutura deverá ficar pronta dentro de cinco anos e está orçada em 120 milhões de dólares.

Moçambique vende energia eléctrica à África do Sul, Zimbabwe, Swazilândia e Zâmbia.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/7/33/Mocambique-Empresa-electricidade-realiza-consulta-publica-sobre-venda-energia-Malawi,447a6606-64aa-4928-b699-4211f3554b1f.html

Brasil atendeu Moçambique no caso de corrupção na compra de aviões da Embraer

EMBRAER

 

Brasil respondeu à Procuradoria-Geral da República de Moçambique (PGR), fornecendo a informação solicitada no âmbito da investigação sobre supostos atos de corrupção na compra, entre 2007 e 2009, de duas aeronaves Embraer pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). Procuradores moçambicanos estiveram em São José dos Campos, sede da Embraer no Brasil, para ouvir envolvidos no caso.

 

Na semana passada decorreram diligências processuais no Brasil, onde foram ouvidas pessoas diretamente ligadas ao processo de aquisição das aeronaves. A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República do Brasil intermediou o depoimento de pessoas residentes no Brasil, numa audiência participada por procuradores moçambicanos, na qual foram interrogados atuais e antigos funcionários da Embraer. Esta diligência teve lugar em São José dos Campos, em São Paulo, onde fica localizada a sede da Embraer.

Neste processo, a PGR constituiu três arguidos em liberdade, um processo-crime que se encontra na fase de instrução preparatória. Com os dados ocorridos entre 2008 e 2010, o mesmo foi instaurado a 5 de Julho de 2016, tendo o esquema de corrupção envolvido o pagamento de US$ 800 mil dólares norte-americanos aos arguidos, como condição para a Embraer vender as duas aeronaves à moçambicana LAM.

De acordo com a PGR, que está à frente desta investigação, para lograr os seus intentos e perante a impossibilidade de a empresa estrangeira (Embraer) retirar tal valor dos seus cofres, um gestor da LAM concertou com esta, com vista à sobrefacturação do custo das aeronaves, para que se beneficiasse da diferença resultante do preço real e do constante da fatura. A negociação, segundo revelou este organismo, envolveu a criação, no estrangeiro, de uma empresa que abriu uma conta bancária para a qual foi transferido o valor resultante do esquema de corrupção.

“A aquisição das aeronaves foi efetuada com recurso a um empréstimo bancário, concedido por um banco moçambicano, mediante garantidas emitidas pelo Estado”, afirma a PGR.

Governo moçambicano amplia licença maternidade para 90 dias

Maputo – O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, promulgou a proposta que alarga os direitos dos funcionários e agentes do Estado, segundo um comunicado da Presidência enviado à Lusa.

PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE, FILIPE NYUSI

FOTO: PEDRO PARENTE

A lei alarga o período da licença de maternidade de 60 para 90 dias, enquanto o período da licença de paternidade passa a ser de sete dias.

A proposta de lei foi aprovada em Abril pelas três bancadas do parlamento moçambicano, nomeadamente a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido governamental, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior força de oposição, e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Na altura, a ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, disse que o novo estatuto visa ainda suprimir o limite de tempo de serviço como fundamento de aposentação obrigatória.

Entre outras medidas, prevê-se ainda imprimir maior celeridade ao abono da pensão de aposentação, reduzir burocracias, ajustar o regime de contratação e aperfeiçoar o regime das promoções, progressões e mudança de carreira, associando-os ao desempenho, mérito e experiência do funcionário.

Médicos moçambicanos são treinados no Brasil no tratamento do cancer

 (photo: )

“Quando eu cheguei, percebi que as minhas mãos eram rudes, que eu não tinha delicadeza para fazer uma sutura. Tinha medo de operar, ficava só apoiando os colegas”, diz o médico Celso Adriano. Otorrinolaringologista moçambicano, ele está há quatro meses no Brasil, atuando como fellow no Departamento de Cabeça e Pescoço do AC Camargo Câncer Center, em São Paulo.

 

 

Por: Ruth Helena Bellinghini

Site: português.medscape.com

 

“Passo cerca de 12 horas no hospital, chego em casa, e estudo e treino mais três horas com frangos”, conta o médico, que deixou em Maputo a esposa (também médica) e os dois filhos para estudar por dois anos no Brasil. Dr. Adriano e mais dois ginecologistas estão no país como resultado de um apelo emocionado feito pela ex-primeira-dama de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, três anos atrás em Seul, Coréia do Sul, durante a conferência Global Academic Programs, que reúne anualmente o MD Anderson Cancer Center e suas instituições-irmãs. Moçambique não tem como tratar o câncer

A antiga colônia portuguesa tem 25,2 milhões de habitantes, uma taxa de pobreza de 54,7%, com uma expectativa de vida de 51,8 anos. Independente desde 1975, Moçambique enfrentou uma guerra civil de 1977 a 1992 e, em seguida a aids, que hoje atinge 11% da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças transmissíveis, a mortalidade materna e os acidentes respondem por 66% das mortes no país, seguidas pelos acidentes (11%), as doenças cardiovasculares (7%) e pelo câncer (4%). Pode parecer pouco, mas são as condições precárias de diagnóstico e atendimento dos casos oncológicos que motivaram o apelo da ex-primeira-dama.

O MD Anderson encarregou três instituições-irmãs brasileiras – AC Camargo Cancer Center, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital do Câncer de Barretos – de adaptar e implementar o programa Extension of Communits Healthcare Outcomes (ECHO) para o telementoring dos médicos moçambicanos.

Esse tipo de programa foi idealizado pelo Dr. Sanjay Arora, da Universidade do Novo México, para conter os altos índices de mortalidade de hepatite C no estado americano, por meio de cursos e orientação on-line. Mas não demorou muito para os médicos brasileiros perceberem que cursos à distância não eram suficientes diante das carências de Moçambique.

Guerra afastou corpo médico

“Eles têm um sistema de saúde até que bem estruturado lá, com atendimento primário, secundário e terciário, mas faltam a logística e os recursos humanos”, disse o Dr. José Humberto Fregnani, cirurgião oncológico e diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital do Câncer de Barretos.

Com a guerra civil, os médicos portugueses deixaram o país e a oncologia de Moçambique parou no tempo e no espaço, com a prioridade da saúde voltada para as doenças infecciosas. Praticamente 100% dos casos – a maioria de câncer de colo do útero e mama – são diagnosticados em estágio avançado, e operados por ginecologistas especializados em partos. No país, não há mamógrafos, e não há testes de Papanicolau – usa-se vinagre, que deixa as lesões pré-cancerosas esbranquiçadas, um técnica recomendada para países pobres. As mastectomias são radicais e sem reconstrução e os quimioterápicos são escassos, da mesma forma que a morfina.

“Em Moçambique não existem opções curativas para o câncer, apenas paliativas. Usam-se técnicas que abandonamos há 30 anos”, disse o Dr. Donato Callefaro Filho, oncologista clínico do Einstein.  Não há um único aparelho de radioterapia em Moçambique. Não bastasse isso, a profissão de curandeiro não apenas é reconhecida no país, como tem assento e voz ativa no Ministério da Saúde moçambicano.

“Fizemos algumas missões em Moçambique para entender melhor as dificuldades do país”, explica o Dr. Fregnani, que coordena o grupo brasileiro.

“As dificuldades são muitas, inclusive porque a ‘velha guarda’ reluta em aceitar as novas técnicas e sistemas de trabalho. Por isso nos voltamos para os médicos jovens, dispostos não só a aprender, mas capazes de disseminar uma nova estrutura de abordagem no que se refere ao câncer.”

As mudanças são rápidas

Outro desafio foi enfrentar uma certa desconfiança dos profissionais africanos, acostumados a ver missões internacionais de ajuda pontuais, que realizam uma ação e nunca mais retornam ao país. O grupo está elaborando, ao lado do Ministério da Saúde de Moçambique, um Plano Nacional de Controle do Câncer, para que possa também se capacitar a receber ajuda internacional em termos financeiros e logísticos. O ideal, segundo ele, seria que especialistas conduzissem programas de formação, inclusive de pessoal de enfermagem e fisioterapia, por dois ou três anos lá, mas isso é inviável por conta da falta de equipamentos. A alternativa, por enquanto são as missões de ensino do grupo para Moçambique e intercâmbios, como o que estão fazendo dois ginecologistas, que estão passando um mês em cada hospital brasileiro.

“É incrível a mudança que a gente percebe nesses médicos em tão pouco tempo”, afirmou a Dra. Danielle Ramos Martins, mastologista do Einstein que acompanha os dois médicos nas aulas teóricas no hospital e no atendimento a pacientes no Hospital Municipal da Vila Santa Catarina, gerenciado pelo Einstein e escolhido por ser do SUS e ter condições de atendimento semelhantes às de Moçambique.

“A experiência foi frustrante no começo, porque os cirurgiões mais velhos não foram receptivos, mas ver esse pessoal com vontade de mudar é muito gratificante”, diz a mastologista, que ano passado virou notícia nos jornais de Maputo ao realizar pela primeira vez no país uma análise de linfonodo sentinela.

Por enquanto, não há um aporte regular de recursos para financiamento das missões e para a vinda dos médicos de Moçambique para o Brasil. O MD Anderson tem custeado passagens e estadia dos brasileiros em Maputo.

“Na última missão, houve menos dinheiro, mas agora o grupo está tão unido que nem isso foi problema e dividimos os quartos”, contou a Dra. Mila Salcedo, chefe do Serviço de Ginecologia da Santa Casa de Porto Alegre e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, que se juntou ao grupo por causa de sua colaboração com o MD Anderson. Especialista em Loop Electrosurgical Excision Procedure (LEEP), a Dra. Mila esteve duas vezes em Maputo, e na mais recente ensinou a técnica, que remove pequenas lesões pré-cancerosas do colo do útero, para uma turma de 40 alunos.

“Entrei num açougue e comprei quatro línguas de boi, que têm a mesma textura do colo do útero, para que todos pudessem treinar diversas vezes”, disse a médica, que já tirou do próprio bolso dinheiro para passagem e estadia.

“Damos muito pouco e recebemos muito. E a acolhida é cada vez melhor, porque os moçambicanos sabem que não estamos numa missão pontual, mas em um projeto com continuidade.”

Custos pagos pelo Amigo H

O Einstein, por meio do programa Amigo H, que arrecada recursos para oncologia clínica e hematologia, custeou a estadia dos ginecologistas em São Paulo e o AC Camargo providenciou uma bolsa de estudos para manter o Dr. Celso Adriano no país.

“Damos muito pouco e recebemos muito. E a acolhida é cada vez melhor, porque os moçambicanos sabem que não estamos numa missão pontual, mas em um projeto com continuidade.”

O médico brasileiro Thiago Chulan (esquerda) e seu colega moçambicano Celso Adriano, em foto tirado no Hospital A. C. Camargo.

“Houve um acordo também para que o Hospital Central de Maputo, onde ele trabalha, mantenha o pagamento dele, para que a família dele não passe por dificuldades”, contou o Dr. Thiago Chulan, médico do Departamento de Cabeça e Pescoço do AC Camargo, que atua como mentor do Dr. Celso no hospital. “No começo ele teve dificuldades para se adaptar aos padrões do hospital, mas ele tem motivação e capacidade, inclusive para disseminar o conhecimento adquirido para os colegas de Moçambique”, elogiou.

O AC Camargo tem planos para formar três especialistas moçambicanos em cabeça e pescoço nos próximos 10 anos.

“Ele chegou com mão de otorrino, mas está ganhando mãos de cabeça e pescoço, com habilidade mais refinada.”

Apesar de serem três instituições-irmãs do MD Anderson, esta é a primeira vez que AC Camargo, Einstein e Barretos atuam num projeto conjunto. Além disso, a experiência tem dado algumas ideias aos participantes.

“Se conseguimos fazer discussão de casos, cursos à distância e missões do outro lado do oceano, podemos usar o mesmo sistema amanhã ou depois para outros países de língua portuguesa na mesma situação. E, claro, usar essa experiência aqui mesmo, para treinar e aperfeiçoar os profissionais de áreas como o Norte e o Nordeste, que carecem de especialistas em oncologia”, afirma o Dr. Fregnan

 

 

https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/308996/Tratamento-do-c%C3%A2ncer-Hospitais-brasileiros-treinam-m%C3%A9dicos-mo%C3%A7ambicanos.htmBras

União dos partidos de oposição para vencer as eleições em Moçambique

Maputo – O presidente do PIMO, partido extraparlamentar moçambicano, Yaqub Sibindy, defende a união de todos os partidos políticos da oposição nas próximas eleições gerais e autárquicas, considerando que a dispersão vai dar mais uma vitória à Frelimo, partido no poder.

MAPA DE MOÇAMBIQUE

FOTO: ANGOP

“É preciso que os partidos sacrifiquem a sua ambição. Vamos nos unir em torno de um candidato para estabelecer um governo de confiança nacional”, afirmou, em entrevista à Lusa, Yaqub Sibindy, líder do Partido Independente de Moçambique (PIMO).

A unidade deve ter como objectivo a vitória pela oposição das eleições autárquicas de 2018 e das gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) de 2019.

“Se nós fizermos isso, a Frelimo vai à oposição”, declarou, referindo-se à Frente de Libertação de Moçambique, que governa o país desde a independência nacional em 1975.

Para as presidenciais, prosseguiu Yaqub Sibindy, não deve haver dúvidas na oposição de que o melhor candidato deve ser Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, segundo maior partido do país.

“Qualquer moçambicano gostaria de lhe dar um voto de confiança, porque Afonso Dhlakama, ao longo da sua juventude e até hoje, sempre lutou por causas suprapartidárias”, acrescentou.

Sobre o facto de em eleições passadas as coligações com a Renamo terem falhado a conquista do poder, Yaqub Sibindy diz que essa situação deu-se porque a unidade visava apenas as legislativas e não as presidenciais.

Para o líder do PIMO, uma vitória da Frelimo nas eleições autárquicas e gerais será perigosa para o país, porque o partido no poder se tornará mais arrogante e vai levar a cabo o seu projecto de privatização do país face ao advento das receitas de gás natural.

“As eleições de 2018 e de 2019 não podem ser uma agenda normal como as eleições que acontecem desde 1994. Nós vamos transformar estas eleições num autêntico referendo: privatizar o Estado para a Frelimo ou manter o Estado como património público de todo o moçambicano”, disse Yaqub Sibindy.

O PIMO foi criado em 1992, dois anos após a introdução da primeira Constituição da República multipartidária no país, mas nunca conseguiu eleger deputados à Assembleia da República.

 

Fonte acessada em 14/7/2017 : http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/6/28/Mocambique-Partido-extraparlamentar-defende-oposicao-unida-nas-proximas-eleicoes,f912c818-c323-452b-8471-5fc98b6e4f97.html

Moçambique convida pequenas e médias empresas japonesas a se instalarem no país

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O vice-ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, desafiou hoje as pequenas e médias empresas japonesas a investirem em Moçambique, apontando a produção de bens de consumo como uma oportunidade.

“Agora é a altura de as pequenas e médias empresas japonesas descobrirem Moçambique para produzir bens de consumo, principalmente”, afirmou Ragendra de Sousa.

O vice-ministro moçambicano falava à margem de uma conferência, organizada pela revista Exame e pelo banco Barclays, subordinada ao tema “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão”.

Destacando as boas relações existentes, Ragendra de Sousa disse que Moçambique quer aprender com a experiência do Japão em várias áreas, com destaque para as novas tecnologias.

A melhoria do ambiente de negócios continua a ser um dos principais desafios do executivo moçambicano e a promoção do contacto entre o empresariado e o governo é apontado como condição para que se ultrapasse este problema.

“Existem dificuldades, obviamente, mas o Governo está aberto para ouvir o setor privado e, dentro das suas possibilidades, tentar resolver as dificuldades”, acrescentou o governante.

Por sua vez, o embaixador do Japão em Maputo, Toshio Ikeda, reafirmou a intenção do país nipónico em ajudar o povo moçambicano, classificando Moçambique como um país promissor, apesar de destacar dificuldades no ambiente de negócios.

“O Governo moçambicano tem de trabalhar para retirar algumas dificuldades que podem condicionar o investimento japonês no país”, observou o diplomata, sem, no entanto, fazer menção específica aos problemas.

O Japão é o nono parceiro comercial de Moçambique: as exportações de produtos e serviços japoneses totalizaram em 2016, um valor de 108 milhões de dólares, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística moçambicano.

As exportações de bens moçambicanos para o Japão foram de cerca de 31 milhões de dólares, logo a seguir a Portugal.

Em 2016, a empresa brasileira Vale vendeu uma parte minoritária da mina de carvão de Moatize e metade da participação no Corredor Logístico de Nacala à japonesa Mitsui, havendo também contactos na área do gás natural.

Noutro eixo, o governo do Japão tem apoiado a construção e reabilitação de pontes pelo país, programa ao abrigo do qual doou 12 milhões de dólares a Moçambique há um ano.

Na altura, o então embaixador nipónico, Akira Mizutani, referiu que “apesar da questão da dívida não revelada, o Japão irá continuar a realizar cooperação financeira não reembolsável com Moçambique”.

Os dois países assinaram um acordo bilateral de cooperação em 2014 para reabilitação do porto de Nacala, construção de centros de ensino e investigação em Nampula e Maputo e edificação do atual mercado do peixe na capital.

A conferência “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão” juntou representantes do Governo de Moçambique, embaixada do Japão, JICA (cooperação japonesa), JETRO (organização para o comércio externo) e das firmas Mitsui e Sumitomo.

http://www.dn.pt/lusa/interior/governo-desafia-pequenas-e-medias-empresas-japonesas-a-descobrirem-mocambique-8631542.html

Os dois países assinaram um acordo bilateral de cooperação em 2014 para reabilitação do porto de Nacala, construção de centros de ensino e investigação em Nampula e Maputo e edificação do atual mercado do peixe na capital.

A conferência “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão” juntou representantes do Governo de Moçambique, embaixada do Japão, JICA (cooperação japonesa), JETRO (organização para o comércio externo) e das firmas Mitsui e Sumitomo.

Seca afetou profundamente a produção de açúcar em Moçambique

cana

A exportação de açúcar de Moçambique caiu para quase metade entre 2015 e 2016 sobretudo por causa da seca, que limitou a produção, de acordo com dados oficias divulgados.

O Fundo de Desenvolvimento Agrário acredita que este ano possa haver um aumento de 16,4% da produção, fruto de melhor irrigação

KATIA CHRISTODOULOU/EPA

A exportação de açúcar de Moçambique caiu para quase metade entre 2015 e 2016 sobretudo por causa da seca, que limitou a produção, de acordo com dados oficias divulgados esta sexta-feira.

“A redução [na produção] registada no ano passado deveu-se essencialmente ao insucesso no cultivo, devido à falta de chuvas”, noticia esta sexta-feira o diário moçambicano Notícias, citando dados do Fundo de Desenvolvimento Agrário.

Em 2015, Moçambique exportou 241 mil toneladas de açúcar e o valor caiu para 138 mil no último ano, uma quebra de 43%, de acordo com informação da Distribuidora Nacional de Açúcar.

Segundo os mesmos números, o valor das exportações é o mais baixo desde 2011, período em que o pico de venda para o exterior aconteceu em 2014, com 241 mil toneladas exportadas.

A mesma entidade refere que a maioria do açúcar que sai de Moçambique tem como destino a União Europeia.

O Fundo de Desenvolvimento Agrário acredita que este ano possa haver um aumento de 16,4% da produção, fruto de melhor irrigação.

http://observador.pt/2017/06/23/exportacao-de-acucar-de-mocambique-caiu-para-quase-metade-por-causa-da-seca/

Crise fechou empresas que terão dificuldades em retomar as atividades em Moçambique.

 

mozambik2O Standard Bank prevê que o atraso do inicio dos projectos de gás natural pode adiar a recuperação económica do país

 

“Se houver atraso no arranque desses projectos de gás natural, significa que, provavelmente, vamos viver períodos difíceis por mais tempo”, defendeu, ontem, o economista-chefe do Standard Bank, Fausio Mussa, durante o “2017 Economic Briefing”, um evento onde o banco apresenta o sumário e as projecções da economia nacional e internacional. É que a demora adia os investimentos e, como consequência, não haverá cobrança de impostos e taxas a essas empresas.

Para o Standard Bank, é muito arriscado alimentar as expectativas de crescimento económico com base nos projectos de gás natural, apesar da decisão final de investimento aprovada recentemente pelo consórcio liderado pela companhia italiana ENI, que vai explorar a Área 4 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, norte do país.

Este posicionamento surge numa altura em que o Governo publicita que “Moçambique está de volta” e o Banco de Moçambique diz que a gestão da crise no sistema financeiro chegou ao fim.

Sobre as dúvidas em relação ao fim da crise, o economista do Standard Bank diz que, do lado militar e bancário, há sinais de melhoria, mas ainda faltam reformas profundas que devem ser feitas pelo Governo.

“Enquanto não houver uma maior consolidação fiscal, uma restruturação das empresas públicas e melhorar as perspectivas de evolução desse tipo de negócios, provavelmente o Banco Central não vai poder fazer muito do ponto de vista da redução das taxas de juro. Eu penso que, do ponto de vista fiscal, a palavra crise se mantém”, diz o economista-chefe do Standard Bank.

Fausio Mussa explica, no entanto, que o anúncio da decisão final de investimento e a aprovação das concessões marítimas pelo Governo, para permitir o avanço dos projectos nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, constituem  sinais encorajadores para o país. isso mostra, segundo Mussa, que os investidores continuam a olhar para Moçambique como um mercado potencial e apetecível.

Por outro lado, o economista prevê que muitas empresas que fecharam devido à crise terão enormes dificuldades em retomar as actividades. Para Fausio Mussa, o actual crescimento económico do país é, de certa forma, irrealista. “Um elevado número de empresas não sobreviveu à crise, muitas empresas fecharam e não terão a oportunidade de voltar a abrir.  Isso faz-nos questionar toda a discussão à volta do Produto Interno Bruto (PIB), porque o produto está a recuperar, provavelmente, depois de ter crescido ao nível mais baixo no último trimestre do ano passado. A perspectiva deste ano é que continue a acelerar, mas é preciso compreender que grande parte dessa aceleração do PIB vem de um sector exportador, que é o sector mineiro, o carvão“, afirma Fausio Mussa.

Participaram no “2017 Economic Briefing” banqueiros, economistas, gestores públicos e privados, empresários, académicos e outras individualidades.

Gripe aviária na África do Sul, Zimbabwe leva Moçambique a importar ovos da Europa

PINTOSFB

A Higest vai passar a importar de ovos de incubação da Europa. A decisão surge na sequência da proibição da importação de pintos, ovos e aves da África do Sul, Zimbabwe e República Democrática do Congo, devido à gripe aviária que eclodiu naqueles países.

A medida visa proteger os avicultores nacionais do surto da gripe. Para fazer face ao banimento, a empresa Higest vai fazer importar ovos da Europa para a produção de pintos.

Sem precisar os valores, o director-geral da Higest disse que importar de ovos da Europa é muito mais caro do que na região.

Entretanto, a empresa garante que não haverá ruptura no fornecimento de frango congelado. Localizada no município da Matola, a companhia produz diariamente 16 a 17 toneladas de frango congelado e tem nos seus armazéns 360 toneladas.

Programa Juvenil de Capacitação Empresarial em Maputo

 

FORMACAOFB40 jovens das cidades de Maputo e Matola irão beneficiar de capitação e certificação em matérias de desenvolvimento pessoal e profissional

A cidade de Maputo acolhe, próximo 27 deste mês, a cerimónia de lançamento do Programa Juvenil de Capacitação Empresarial. O acto enquadra-se no programa “O Poder do Empreendedor”, uma iniciativa da Associação Nacional de Jovens Empresários. Trata-se de umfórum que se enquadra no âmbito da implementação do plano programático desta agremiação, cujo objectivo é libertar o espírito empreendedor de jovens moçambicanos, através de um programa competitivo de capacitação e mentoria, focados no início, gestão e crescimento empresarial.

Segundo um comunicado de imprensa dos organizadores, durante 3 messes, 40 jovens das cidades de Maputo e Matola, com idades compreendidas entre 18 e 35 anos, 50% de cada sexo, a priori sem nenhuma experiência profissional, entre outros, irão beneficiar-se de uma capitação e certificação em matérias de desenvolvimento pessoal e profissional.

À margem do lançamento do programa de capacitação em causa, está agendado um debate subordinado ao tema “A Crise Econômica e o Papel da Juventude”, que deverá juntar jovens empresários nacionais de sucesso, na mesma mesa, para dialogar com aspirantes do ramo, sobre a fórmula adequada que a juventude deve usar para contornar com sucesso o actual cenário que o mundo e o nosso país em particular atravessam.

http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/45579-maputo-acolhe-programa-juvenil-de-capacitacao-empresarial.html

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.