.
arquivos

Juventude

Esta categoria contém 4 posts

“Investir na Juventude para um futuro sustentável”

ua e europa

Oitenta Chefes de Estado e de Governo africanos e europeus que buscam estratégias comuns para o desenvolvimento do continente, que regista os mais baixos índices de pobreza do mundo. O lema da cimeira, que é exatamente “Investir na Juventude para um futuro sustentável”.

Juventude
Os aspectos ligados à juventude assumem carácter prioritário, sobretudo por esta constituir mais de 60 por cento da população do continente. É a pensar no facto de a maioria dos africanos ter menos de 25 anos que políticos, diplomatas e representantes de várias áreas do saber estarão a pensar quando se pronunciarem no decorrer da cimeira, a ser presidida por Alpha Condé e Donald Tusk, os líderes dos dois blocos.
É opinião generalizada nos bastidores da cimeira que, não obstante alguns passos dados desde a primeira vez, os dirigentes africanos e europeus se juntaram, no ano de 2000 no Cairo, há ainda um longo caminho a percorrer para se atingirem os objectivos traçados. Dezassete anos depois, há a assinalar o adiamento da implementação de vários programas de desenvolvimento em distintas matérias no continente. A crise dos refugiados africanos que, diariamente, cruzam várias fronteiras para se aventurarem no Mediterrâneo em busca de segurança na Europa é um dos assuntos que ensombra as relações entre Europa e África. De resto, esse capítulo alonga a série de questões perturbadoras para a juventude do continente.

Ponto incontornável

Embora não se traduza num ponto específico da agenda, acordada previamente, os observadores estimam que a recente denúncia da escravização de jovens africanos na Líbia seja um ponto incontornável das discussões temáticas, que incluem os itens sobre a democracia, direitos humanos, a migração e a mobilidade. Paz, segurança, o reforço das oportunidades económicas para os jovens e cooperação em matéria de governação constituem igualmente temas prioritários da cimeira, realizada num ano considerado determinante para as relações entre a União Europeia e África. Vale recordar que já se passaram dez anos desde a adopção da Estratégia Conjunta para os dois blocos, como se lê numa página de internet do Conselho Europeu. África, a Europa e o mundo estão atentos ao que se passa em Abidjan.
Em distintos círculos a Cimeira UA UE é vista como momento decisivo para o reforço da dos laços políticos e económicos das regiões que depois de terem mudado o estatuto de colonizador e colonizados tentam buscar fórmulas para uma cooperação realmente vantajosa nos dois sentidos. Em Abidjan, nos corredores do hotel onde se realiza a cimeira e nas áreas adjacentes não passa despercebida a presença de jovens africanos e europeus que se desdobram em vários eventos paralelos.

 

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/cimeira_discute_africa

Anúncios

Estudo ONU indica as razões dos jovens africanos entrarem nos grupos terroristas

Mapa_político_da_África.svg.pngNa ONU, um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgado esta semana conclui que a marginalização, fraca governação, percepção de abuso de poder dos governos, pobreza e privações incentivam os jovens africanos a abraçar o terrorismo. Intitulado

“Viagem ao Extremismo em África: Motivação, Incentivos e o Ponto de Viragem para Recrutamento”, o estudo,baseado em entrevistas a 495 pessoas que se alistaram voluntariamente a grupos terroristas como Al-Shabaab e Boko Haram, refere que estes factores “oferecem o impulso para tomar a decisão de se juntar a um grupo terrorista

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/onu_e_berlim_abordam_africa

Programa Juvenil de Capacitação Empresarial em Maputo

 

FORMACAOFB40 jovens das cidades de Maputo e Matola irão beneficiar de capitação e certificação em matérias de desenvolvimento pessoal e profissional

A cidade de Maputo acolhe, próximo 27 deste mês, a cerimónia de lançamento do Programa Juvenil de Capacitação Empresarial. O acto enquadra-se no programa “O Poder do Empreendedor”, uma iniciativa da Associação Nacional de Jovens Empresários. Trata-se de umfórum que se enquadra no âmbito da implementação do plano programático desta agremiação, cujo objectivo é libertar o espírito empreendedor de jovens moçambicanos, através de um programa competitivo de capacitação e mentoria, focados no início, gestão e crescimento empresarial.

Segundo um comunicado de imprensa dos organizadores, durante 3 messes, 40 jovens das cidades de Maputo e Matola, com idades compreendidas entre 18 e 35 anos, 50% de cada sexo, a priori sem nenhuma experiência profissional, entre outros, irão beneficiar-se de uma capitação e certificação em matérias de desenvolvimento pessoal e profissional.

À margem do lançamento do programa de capacitação em causa, está agendado um debate subordinado ao tema “A Crise Econômica e o Papel da Juventude”, que deverá juntar jovens empresários nacionais de sucesso, na mesma mesa, para dialogar com aspirantes do ramo, sobre a fórmula adequada que a juventude deve usar para contornar com sucesso o actual cenário que o mundo e o nosso país em particular atravessam.

http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/45579-maputo-acolhe-programa-juvenil-de-capacitacao-empresarial.html

Angola e Moçambique vão superar a crise

Strive Masiyiwa

 

O empresário e filantropo Strive Masiyiwa mostrou-se ontem optimista sobre a evolução econômica de Angola e Moçambique, considerando que o principal desafio destes países e do resto do mundo é o desemprego dos jovens.

“O principal desafio que África enfrenta não é só africano, é global, e chama-se desemprego, principalmente a criação de emprego para os jovens, que é o maior desafio do mundo”, disse Strive Masiyiwa à margem da sua participação na conferência Horasis Global Meeting, que terminou ontem em Cascais, nos arredores de Lisboa.
Questionado sobre a evolução previsível das economias de Angola e Moçambique, o homem mais rico do Zimbabwe manifestou-se optimista e disse que, alcançada a paz nos dois países, há todas as condições para um futuro risonho.
“Estou muito otimista sobre Angola porque sou suficientemente velho para me lembrar do tempo em que pensava que este país nunca ia ficar em paz. Angola é um país jovem, mas olhando para o arco da história, estou numa situação esperançosa, estou otimista, mas não escondo os desafios”, disse.
Relativamente a Moçambique, Strive Masiyiwa considerou que o gás pode mudar o futuro do país: “Pode ser uma economia fenomenal, porque olhando para o tamanho da economia e para a escala das descobertas de gás, os políticos só precisam de se entender e perceber que têm uma oportunidade única de tornar o país na mais extraordinária economia dos próximos 25 anos.” O fundador e presidente executivo do grupo de telecomunicações Econet Wireless comentou ainda a desaceleração econômica de Moçambique, desvalorizando o abrandamento: 

“Eu nasci no Zimbabwe e vivi de perto o período da guerra, portanto se agora desceram de um crescimento de 7 por cento ao ano, que conseguiram durante décadas, para 5 por cento ou 3 por cento, eu não me vou queixar porque o país tem um futuro extraordinário”.
Sobre África, Strive Masiyiwa concordou que “a narrativa sobre ‘África em Ascensão’ está correta, basta lembrar que temos tido crescimento de 5 por cento ao longo de duas décadas e que num continente de 54 nações, não há uma que esteja em confronto com outra, e isto é histórico”.
Em 1990, quando Nelson Mandela saiu da prisão, “havia sete países com eleições democráticas regulares, e hoje há menos de sete países que não têm eleições regulares”, lembrou o filantropo africano, vincando que a juventude de África representa uma enorme oportunidade para a mudança.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/angola_e_mocambique__vao_superar_a_actual_crise

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.