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China investirá 45 milhões de euros em construção de universidade em Cabo Verde

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O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje que, dentro de três anos, Cabo Verde terá um campus universitário ao nível de países mais desenvolvidos, agradecendo à China pelo apoio a um investimento estimado em 45 milhões de euros.

Ulisses Correia e Silva falava ao final da tarde, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo campus da universidade pública de Cabo Verde (UNICV), um projeto totalmente financiado pelo Governo da China.Delegação-de-Cabo-Verde-e-China

O chefe de Estado cabo-verdiano assinalou o facto de se tratar do maior projeto apoiado pela China em 40 anos de relações de cooperação com Cabo Verde, adiantando que representará um investimento de 45 milhões de euros e deverá estar pronto dentro de três anos.

“Dentro de três anos teremos um campus moderno, funcional e ao nível dos campus universitários de países mais desenvolvidos”, disse.

cabo-verde-chinaO primeiro-ministro sublinhou também a importância da cooperação chinesa para Cabo Verde, apontando outros investimentos emblemáticos que deverão arrancar em breve como os projeto Cidade Segura, nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, e de habitação social para eliminação dos bairros de barracas ainda existente em Cabo Verde ou a criação da Zona Económica Especial de São Vicente.

O embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaocong, considerou que este será um ano “muito dinâmico” na cooperação entre os dois países e revelou que a equipa chinesa que irá apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente chegará no próximo mês para começar a trabalhar.

O embaixador considerou que a recente visita a Cabo Verde do ministro dos Negócios Estrangeiros da China veio trazer uma “nova dinâmica nas relações entre os dois países” e sublinhou o apoio de Cabo Verde à iniciativa chinesa “Uma faixa, uma rota”, de ligação da China ao ocidente através de uma rede de portos.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, na cidade da Praia, o novo campus de foi projetado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, 5 auditórios, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Vai ser edificado pela construtora estatal chinesa Longxin Group e as obras inicialmente previstas para arrancar em maio deverão começar em julho.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-tera-campus-universitario-ao-nivel-de-paises-mais-desenvolvidos—pm-8578550.html

Moçambique participa da reunião de cupula com os EUA

Encontro-com-empresrios-moambicanos1.gifAcelerar a implementação dos acordos já alcançados sobre a exploração do gás natural na bacia do Rovuma será determinante para que Moçambique não perca as oportunidades que atualmente se oferecem no mercado internacional deste recurso. A tese é do presidente do Conselho de Administração da ENH, Omar Mithá, que integra a delegação moçambicana que participa na cimeira bienal Estados Unidos-África, que hoje inicia na cidade norte-americana de Washington.

Para participar no encontro e cumprir uma agenda de diplomacia econômica e política, o Presidente da República, Filipe Nyusi, chegou ao princípio da manhã de ontem a Washington, tendo iniciado logo os contactos que se prolongaram até ao fim do dia.

No breve encontro que manteve com a delegação empresarial que o acompanha, Nyusi garantiu que, à semelhança do que fez no encontro similar realizado também em Washington com a comunidade de investidores norte americanos, vai aproveitar todos os encontros agendados para falar da disponibilidade que o sector empresarial moçambicano tem de trabalhar em parcerias que viabilizem os negócios em Moçambique.

Um dos encontros mais importantes que o Presidente manteve ontem foi com o Secretário de Estado Norte americano, Rex Tillerson, ele que foi um dos dinamizadores da entrada da firma norte-americana EXXON no negócio do gás natural do Rovuma.

Sobre o ponto da situação destes, o PCA da ENH disse que numa altura em que a oferta de gás natural é particularmente excessiva no mercado internacional, Moçambique precisa assegurar que se acelere o passo particularmente em relação aos projectos operados pela companhia norte-americana Anadarko, na Bacia do Rovuma mas, acima de tudo, importa que haja equilíbrio entre os interesses de ambas partes.

“A nossa visão é que tudo que possa depender do Governo ou da Anadarko neste projecto, seja discutido e ultrapassado rapidamente. Mas mais importante ainda é que Moçambique localize benefícios para si, que pode ser, por exemplo, a industrialização da península de Palma e abertura para um acesso maior às infra-estruturas que estão a ser desenvolvidas ao abrigo do projecto”, disse o PCA da ENH, que também se referiu à necessidade de se acelerar também os projectos da EXXON que, segundo disse, acaba de ser admitida na área quatro da Bacia do Rovuma.

Mithá anunciou ainda que a EXXON ganhou os concursos para a concessão dos blocos de Angoche e Zambézia, estando agora em curso negociações visando a aproximação de interesses de parte a parte.

“Vamos encontrar zonas de concórdia. Por vezes, é apenas uma questão de linguagem, porque por vezes ficam reservas sobre problemas de estabilidade, embora Moçambique não tenha algum histórico de turbulências em períodos pós-eleitorais. No entanto, como se trata da primeira experiência da EXXON em Moçambique, é natural que haja essas preocupações que, seguramente, serão tratadas e ultrapassadas sem prejudicar os projectos”, explica a fonte.

Em relação ao bloco quatro, Mithá disse que a linguagem daqui para frente é acção pois, segundo advertiu, a derrapagem dos custos pode prejudicar o modelo do projecto.

Hoje o Chefe do Estado vai participar na abertura oficial da cimeira bienal EUA-África e num encontro restrito de trabalho com homens de negócio das áreas de agricultura e agro-negócio. Estão igualmente agendados encontros com representantes de várias companhias multinacionais norte-americanas, incluindo a Exxon Mobil, Caterpillar, Mosanto, Anadarko e John Deere, esta última especializada em equipamentos agrícolas.

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/destaque/68489-mocambique-na-cimeira-bienal-eua-africa-ha-motivos-para-acelerar-o-passo.html

Empresas de Angola discutem crédito de dois milhões de dólares com Israel

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Israel tem disponíveis dois milhões de dólares (mais de 300 milhões de kwanzas) para ajudar empresas angolanas a elevarem as trocas bilaterais, anunciou ontem, em Luanda, o embaixador daquele país.

 

Israel acredita no potencial existente em Angola e promete financiar projectos nos vários sectores da vida económica para realizar negócios

 

Oren Rosemblat disse no I fórum empresarial Angola-Israel que, apesar da baixa do preço do petróleo – que afetou em grande medida a economia angolana -, Israel considera haver em Angola oportunidades de negócio, pelo que “Israel vai ajudar a financiar e os bancos vão dar créditos para que os negócios se efectivem.”

Quinze dos sectores de serviços: energia, agricultura, defesa, segurança militar e social, imigração e comércio participam no encontro que encerra amanhã, inspirado pela declaração do embaixador que afirmou que se “os dois países têm boas relações, temos a obrigação de levá-los a fazer bons negócios.”
O fórum, promovido pela Câmara de Comércio Angola-Israel (CCAI) visa uma troca de experiências para elevar os níveis de conhecimento mútuo entre empresas dos dois países e assinar contratos de parceria.
O presidente da CCIA, Haim Taib, disse que o órgão tem como objectivo “construir pontes” entre os empresários e instituições empresariais dos dois países e constitui uma plataforma de promoção e desenvolvimento de relações comerciais bilaterais, através de missões empresariais e de entidades oficiais.
“A CCAI tem como prioridade o estreitamento de laços empresariais entre os dois Estados, a promoção de cooperação bilateral, a promoção das relações empresariais entre os dois países e a apresentação de áreas de interesse”, disse. Os últimos dados disponíveis, de 2014, indicam que o volume de negócios israelitas em Angola se cifrou em 64 milhões de dólares (cerca de 11 mil milhões de kwanzas), absorvidos pelos sectores de maquinaria, metais, transportes, plásticos e borracha, instrumentos, têxteis, vegetais, produtos alimentares e químicos.
O embaixador de Angola em Israel, Francisco dos Santos, afirmou que Angola está aberta para cooperar com empresas estrangeiras de vários países e que o fórum é uma oportunidade para criar parcerias, principalmente para a transferência de conhecimento. “A presença do CCAI vai impulsionar as relações já existentes nas diversas áreas e aumentar o volume de comércio entre os dois países”, sublinhou.
José Alentejo, do secretariado geral da CCAI, disse à delegação israelita que Angola é um bom destino para investir e que o mercado oferece oportunidades às empresas sediadas no país, para expandirem os seus negócios na região da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), um mercado com mais de 200 milhões de consumidores.
São razões para investir em Angola, continuou José Alentejo, o facto de ser o sétimo maior território de África, o quinto maior produtor mundial de diamantes, o segundo maior produtor de petróleo e gás do continente e ter acesso a 12 por cento dos lençóis aquáticos africanos nos principais rios: Kwanza, Zaire, Cunene e Cubango.
Angola é rica em fauna e flora, tem a segunda maior floresta do mundo, o Maiombe, e tem os 25 principais minérios, tais como diamantes, ferro, ouro, fosfato, manganês, cobre, chumbo, zinco, volfrâmio, tungsténio, titânio, crómio, mármore, granito e urânio, microclimas diversos além da estabilidade política e económica desde 2002.

José Alentejo acrescentou que Angola tem, no âmbito da estratégia da diversificação da economia, o Plano Nacional de Desenvolvimento PND 2013/ 2017, no qual são inventariados 390 projectos estruturantes para o desenvolvimento industrial.
A delegação israelita é liderada pelo ex-vice-primeiro ministro de Israel, Silvano Shalom, e integra potenciais parceiros interessados em partilhar conhecimentos e recursos tecnológicos.

A Câmara de Comércio Angola-Israel foi criada há um ano e tem 44 membros registados. O fórum aborda temas ligados às “Oportunidades de negócio em Angola”, “Investir em Angola” e “Áreas privilegiadas para o investimento em Angola”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/governo_de_israel_anuncia_financiamento

Isabel dos Santos diz que SIC é “muito cara”

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A empresária Isabel dos Santos, que detém a distribuidora angolana de televisão por subscrição Zap, escreveu hoje que “a SIC é muito cara” e que a exclusão dos canais daquele grupo português é uma decisão comercial.A posição é assumida pela empresária, filha do chefe de Estado angolano, numa publicação que Isabel dos Santos colocou hoje nas redes sociais, onde tem estado activa há vários dias, e que surge depois de a distribuidora DStv ter tomado a mesma medida, excluindo desde segunda-feira também os canais SIC Internacional África e SIC Notícias da sua grelha, como já tinha feito a Zap, em Março.“A inconfessável ganância comercial do milionário Pinto Balsemão. Em Angola quer encaixar pela SIC um milhão de euros/ano. A comparar com a BBC 33 mil euros/anos ou a Al Jazeera 66 mil euros/anos”, escreve Isabel dos Santos.

Sem nunca se referir directamente às decisões de exclusão da grelha das duas distribuidoras que operam em Angola (Zap e DStv) daqueles dois canais do grupo Impresa, presidido por Francisco Pinto Balsemão, Isabel dos Santos afirma que “a razão é comercial e não política”.

“A SIC é muito cara”, conclui a empresária, no mesmo texto, escrito em português, inglês e francês.

Desde a meia-noite de segunda-feira que a operadora de televisão por subscrição Multichoice, através da plataforma internacional DStv, deixou de transmitir os canais SIC Notícias e SIC Internacional África em Angola.

Esta decisão é semelhante à tomada anteriormente pela Zap, outra das duas operadoras generalistas em Angola, que em 14 de Março interrompeu a difusão dos canais SIC Internacional e SIC Notícias nos mercados de Angola e Moçambique, o que aconteceu depois de o canal português ter divulgado reportagens críticas ao regime de Luanda.

A Multichoice África, que tem a plataforma DStv, fornece serviços de televisão pré-paga de canais digitais múltiplos contendo canais de África, América, China, Índia, Ásia e Europa, por satélite.

Já a Zap, que iniciou a sua actividade no mercado angolano em abril de 2010, é actualmente a maior operadora de TV por satélite em Angola.

A operadora portuguesa NOS detém 30% da Zap, sendo o restante capital detido pela Sociedade de Investimentos e Participações, da empresária angolana Isabel dos Santos.

A maioria do capital da NOS é detido pela ZOPT, ‘holding’ detida pela Sonae e por Isabel dos Santos.

Os restantes canais do grupo português, SIC Mulher, SIC Radical, SIC Caras e SIC K, continuam a ser transmitidos normalmente em Angola.

Na segunda-feira, a SIC disse ser “totalmente alheia” ao facto de os canais SIC Notícias e SIC Internacional África terem deixado de ser transmitidos pela plataforma DStv em Angola, acrescentando que a transmissão dos dois canais se mantém em Moçambique através da DStv.

Também na África do Sul a DStv continuará a exibir a SIC Internacional África

Angola vive, atualmente, um clima de pré-campanha eleitoral, com o aproximar das eleições gerais de 23 de agosto, às quais já não concorre José Eduardo dos Santos, Presidente da República desde 1979.

http://pt.rfi.fr/sao-tome-e-principe/20170607-sao-tome-aprova-criacao-do-tribunal-constitucional

Angola e Moçambique vão superar a crise

Strive Masiyiwa

 

O empresário e filantropo Strive Masiyiwa mostrou-se ontem optimista sobre a evolução econômica de Angola e Moçambique, considerando que o principal desafio destes países e do resto do mundo é o desemprego dos jovens.

“O principal desafio que África enfrenta não é só africano, é global, e chama-se desemprego, principalmente a criação de emprego para os jovens, que é o maior desafio do mundo”, disse Strive Masiyiwa à margem da sua participação na conferência Horasis Global Meeting, que terminou ontem em Cascais, nos arredores de Lisboa.
Questionado sobre a evolução previsível das economias de Angola e Moçambique, o homem mais rico do Zimbabwe manifestou-se optimista e disse que, alcançada a paz nos dois países, há todas as condições para um futuro risonho.
“Estou muito otimista sobre Angola porque sou suficientemente velho para me lembrar do tempo em que pensava que este país nunca ia ficar em paz. Angola é um país jovem, mas olhando para o arco da história, estou numa situação esperançosa, estou otimista, mas não escondo os desafios”, disse.
Relativamente a Moçambique, Strive Masiyiwa considerou que o gás pode mudar o futuro do país: “Pode ser uma economia fenomenal, porque olhando para o tamanho da economia e para a escala das descobertas de gás, os políticos só precisam de se entender e perceber que têm uma oportunidade única de tornar o país na mais extraordinária economia dos próximos 25 anos.” O fundador e presidente executivo do grupo de telecomunicações Econet Wireless comentou ainda a desaceleração econômica de Moçambique, desvalorizando o abrandamento: 

“Eu nasci no Zimbabwe e vivi de perto o período da guerra, portanto se agora desceram de um crescimento de 7 por cento ao ano, que conseguiram durante décadas, para 5 por cento ou 3 por cento, eu não me vou queixar porque o país tem um futuro extraordinário”.
Sobre África, Strive Masiyiwa concordou que “a narrativa sobre ‘África em Ascensão’ está correta, basta lembrar que temos tido crescimento de 5 por cento ao longo de duas décadas e que num continente de 54 nações, não há uma que esteja em confronto com outra, e isto é histórico”.
Em 1990, quando Nelson Mandela saiu da prisão, “havia sete países com eleições democráticas regulares, e hoje há menos de sete países que não têm eleições regulares”, lembrou o filantropo africano, vincando que a juventude de África representa uma enorme oportunidade para a mudança.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/angola_e_mocambique__vao_superar_a_actual_crise

Brasil faz acordo de cooperação com a Namíbia

Filipe Nyusi, presidente de Moçambique, concede audiência a Ministro brasileiro

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Acompanhado por delegação de empresários brasileiros, o ministro Aloysio Nunes Ferreira participou ontem de cerimônia de abertura de seminário empresarial por ocasião de sua visita a Maputo. Organizado pelo Itamaraty, em parceria com a Apex-Brasil e a CNI, o evento promoveu a realização de rodadas de negócios sobre o potencial de crescimento dos investimentos brasileiros no setor agrícola em Moçambique e oportunidades na produção local, entre outros, de têxteis, pneus, vidro e madeira processada.Centro cultural Brasil Moçambique.jpg

Os compromissos da manhã do primeiro dia da viagem de trabalho a Moçambique incluíram ainda um encontro com o Vice-Ministro de Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, que reafirmou a confiança dos moçambicanos nos exportadores brasileiros e confirmou que o país já começou a retirar as barreiras às importações de frango brasileiro introduzidas na época da Operação Carne Fraca.

34476371852_d2fc4446b9_b encontro com ministri dos negocios de moçambiqueApós sua participação na vertente empresarial da visita, o ministro Aloysio Nunes Ferreira manteve reunião de trabalho com o ministro de Relações Exteriores de Moçambique, Oldemiro Baloi. No encontro, confirmaram o consenso entre os dois países sobre os principais temas da agenda bilateral e multilateral, bem como sobre cooperação, aquecimento global e necessidade de reforma das instituições de governança global. Ao final, os chanceleres assinaram três acordos, entre os quais se destaca o memorando entre os dois governos e o Banco Mundial para promoção de cooperação em meio ambiente, gestão de recursos naturais e desenvolvimento rural.

No período da tarde, o ministro Aloysio Nunes Ferreira condecorou seu colega moçambicano com o grau de Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.34476379732_f529d28612_b ladeada pelos minsitros

Ao final do dia, acompanhado pelo ministro Jorge Nhambiu (Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional), o ministro Aloysio reabriu o Centro Cultural Brasil-Moçambique e homenageou a escritora moçambicana Paulina Chiziane, condecorando-a com a Ordem de Rio Branco, em reconhecimento do governo brasileiro ao trabalho dessa extraordinária contadora de histórias lusófonas. O Centro Cultural acaba de ser totalmente reformado e agora abriga, além de suas galerias de arte, o Auditório Vinicius de Moraes, preparado para receber espetáculos de música e teatro, sessões de cinema, seminários e palestras.

No segundo dia de sua visita de trabalho a Moçambique, o ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) representou o governo brasileiro na inauguração do Corredor Logístico de Nacala, o maior investimento da Vale fora do Brasil.34639433835_b9e54928d4_b nacala.jpg

Junto com o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, o ministro visitou o Terminal Portuário de Nacala-a-Velha, ponto final da estrada de ferro que liga as minas de carvão moçambicanas de Moatize com o porto do oceano Índico, atravessando o território do Malawi.33829527593_811e85d19e_b corredor34476371852_d2fc4446b9_b encontro com ministro dos negocios de moçambique.jpg

Resultado de investimentos de aproximadamente US$ 9 bilhões, o corredor logístico aumentará a competitividade do carvão moçambicano no mercado internacional, permitindo o transporte de 18 milhões de toneladas do produto por ano. A estrada de ferro de 912 km de extensão tem papel importante para a melhor integração entre Moçambique e Malawi e gera grande melhora nas condições de transporte não apenas de carga, mas também de passageiros.33829526433_7b8018246f_presidente de moçambique.jpg

Após a inauguração, o ministro Aloysio e o senador Antonio Anastasia foram recebidos em audiência pelo presidente Filipe Nyusi. Na reunião, entregou carta do presidente Michel Temer convidando o chefe de Estado moçambicano a visitar o Brasil.

Fonte:http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/

Cabo Verde é o 18º país mais atrativo para investir em África

A-Montagem-fotos-de-rostos-cabo-verdianos-cabeçalho-a-abrir-a-peça-983x550-33n8z3aavgnwl126iei51c Cabo Verde é o 18.º país mais atrativo para os investidores em África, e o primeiro entre os lusófonos, segundo a edição deste ano do Programa de Atratividade do Investimento Estrangeiro, elaborado pela consultora EY.

Moçambique está na 22.ª posição, numa lista liderada por Marrocos, Quênia e África do Sul, e que até ao 25.º lugar não contempla mais nenhum país de língua oficial portuguesa, tendo Cabo Verde melhorado seis lugares face à classificação do ano passado, enquanto Moçambique piorou dois níveis.

“O sentimento dos investidores relativamente a África deve continuar menos animado nos próximos anos, o que tem a ver menos com as condições fundamentais de África do que com um mundo caracterizado pelo aumento da incerteza geopolítica e por uma maior aversão ao risco”, comentou o diretor executivo da EY Africa, Ajen Sita.

Os investidores que não estão presentes em África permanecem positivos sobre a atratividade para o investimento de longo prazo no continente, mas estão cautelosos e atentos às dificuldades”, acrescentou o responsável.

O estudo da EY baseia-se numa análise de 46 países africanos e assenta em seis pilares que são considerados fundamentais para os investidores escolherem a localização do seu investimento: resiliência macroeconómica, tamanho do mercado, facilidade nos negócios, investimento em infraestrutura e logística, diversificação económica e governança e desenvolvimento humano, com os primeiros dois a valerem 20% e os restantes 15% cada.

O maior investidor estrangeiro no continente em número de projetos continua a ser os Estados Unidos, com 91 novos investimentos, seguidos da França, com 81, e da China, com 66 projetos, o que representou um aumento de 106% face ao ano anterior.

Em termos do montante do investimento, a China é, de longe, a que investe mais, tendo canalizado no ano passado 36,1 mil milhões de dólares, o que vale mais de um terço do total investido no continente, e quase três vezes mais que o segundo maior investidor, os Emirados Árabes Unidos, que enviaram para o continente 11 mil milhões de dólares para 35 projetos.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-e-o-18o-pais-mais-atrativo-para-investir-em-africa—consultora-7201925.html

O risco de investimento na África é o mesmo que na Europa e nas Américas

por Kumuênho da Rosa
12 de Abril, 2017

Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

É completamente falso que África seja o lugar no mundo onde é maior, em termos absolutos, o risco de investimento por causa de questões ligadas à instabilidade política. É um facto que este risco persista em alguns países africanos em conflito armado.

No entanto desengane-se quem acredita que, em contraponto, a América ou a Europa sejam garantidamente o porto seguro para pôr dinheiro a render e simplesmente estar descansado. Basta analisar o efeito “Trump” na América e o efeito “Brexit” na Europa. O risco político para o negócio existe em qualquer economia e em qualquer região. A afirmação é de Miguel Carneiro, um jovem gestor angolano, que recentemente esteve como orador convidado num painel, com outros especialistas de investimento de diferentes regiões do mundo, numa conferência organizada pelo IESE – Instituto de Estudos Superiores da Empresa, da Universidade de Navarra, em Barcelona.


Jornal de Angola – Como caracterizar as diferentes regiões do globo por incidência de risco. Quais os factores que determinam o risco potencial para a realização de bons negócios?


Miguel Carneiro –
O mundo vive hoje, momentos atípicos, pois as regiões que tradicionalmente possuíam um risco de negócio baixo ou moderado, passaram recentemente a viver fenómenos políticos e sociais que elevaram consideravelmente o seu risco. Assistimos a esses fenómenos um pouco por toda a parte, América do Norte, América do Sul, Europa, Médio Oriente, Sudeste Asiático, e África. A análise de risco e a sua caracterização quase que deixou de ser uma ciência exacta, passando a ser quase uma arte, pois, nos dias de hoje se fizermos uma análise detalhada não existem regiões do globo, com risco inquestionavelmente baixo. O mundo esta totalmente globalizado, e por isso a melhor forma de caracterização de risco é a da classificação do risco especificamente para o negócio que se está a lançar. Com um total sentido de pragmatismo e objectividade, diria que o bom negócio é aquele que está estruturado de forma a florescer num ambiente, no qual, está inserido, seja em Angola, Espanha, Alemanha ou outro país.

JA – Porquê que o risco nos negócios por eventos políticos tanto dá para África como para qualquer outra região do mundo?

MC –
Não é possível haver negócios estanques de risco políticos, e isso é valido tanto em África como em qualquer outro continente. É um facto que todas as nações do globo têm estruturas políticas e consequentemente governativas na condução dos seus destinos. No negócio, os riscos políticos são projectados com base no historial do país ou da região no qual o negócio está ou pretende estar instalado. Por isso, no contexto dos negócios sempre que se termina e se inicia um novo ciclo político, repete-se o exercício de análise de risco, quer seja em África, América ou na Europa. Todas as sociedades são dinâmicas e os negócios também forçosamente precisam de ser dinâmicos para se poderem adaptar ao meio envolvente e continuar a crescer.

JA- Fale-nos um pouco da experiência de ser orador numa conferência para um público tão segmentado?

MC –
Foi claramente um desafio ser orador no IESE. Trata-se de uma instituição que conheço bem, sendo a melhor escola de negócios da Europa e top nos  rankings mundiais.
Numa instituição com o prestígio e reputação desta escola de negócios, a fraquia está sempre bem alta. Apesar dos negócios e investimentos em mercados emergentes, serem temas técnicos com os quais sinto-me perfeitamente à vontade, foi sobretudo necessário colocar-me nas vestes do público para poder responder de forma clara e objectiva a todas perguntas colocadas. São alunos de Mestrado e futuros gestores de topo, empreendedores, e investidores de todas as partes do mundo, com ideias bem claras e dúvidas objectivas. O moderador em si, o professor doutor Alejandro Lago é um acadêmico

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de elevado calibre, com credenciais que incluem um phd na Berkeley. Procurei elevar-me ao desafio.

JA – Com que impressão ficou?

MC – Fiquei com uma excelente impressão. Escolas de negócios como o IESE, são simplesmente exímias em termos organizacionais e de procura incansável pela excelência. Foi uma experiência fantástica, após anos voltar a rever professores e gestores com os quais tive a oportunidade de conviver aquando do meu mestrado.
O evento correu muito bem, tendo o fórum tocado nos pontos críticos de interesse para o público, que assistiu e teve oportunidade de fazer perguntas directamente aos oradores. Tópicos como riscos, desafios e oportunidades estão na vanguarda de qualquer negócio em mercados emergentes.

JA – Percebemos a sua preocupação em clarificar que África é um continente e não um país. Sente que isso tem sido um obstáculo ao investimento em países africanos?

MC – Algumas correntes de informação no mundo, apresentam África e alguns países africanos de uma forma sobreposta, ou seja, uma mistura entre o continente e os países que o compõem. Várias vezes assistimos por exemplo, a temas positivos como recursos naturais (exemplo da agricultura e minério) apresentados num modelo continental. Ao mesmo tempo também assistimos a temas menos positivos e que de facto não correspondem à verdade, como o risco em países como o Congo e Angola, apresentados também num modelo continental.

JA – Falou de Angola e de alguns programas governamentais, como o Angola Investe. Qual foi a percepção do auditório ao abordar algo tão específico?

MC – Angola está numa posição única no continente africano. Programas com o modelo do Angola Investe, não são comuns em África, sobretudo na questão da partilha do risco entre o investidor e o Estado. Este modelo, cumprindo com o preconizado, tem o potencial de se apresentar como uma clara alavanca ao investimento e ao empreendedorismo. Trata-se de uma demonstração de compromisso do país com os seus investidores e investimentos, o que foi entusiasticamente recebido pelo auditório.

JA – Outra questão é o acesso aos mercados financeiros. Porquê que os países africanos sentem tanta dificuldade em aceder a financiamentos no exterior?

MC – Primariamente o acesso aos mercados financeiros e consequentemente financiamento internacional, que requer acima de tudo capacidade de endividamento, um pré-requisito que, por questões históricas, há duas décadas esteve restrito a muito poucos países no continente africano. Segundo, além de terem de estar enquadrados nas melhores práticas de gestão financeira, os países africanos que à data, já cumprem com o primeiro requisito, precisam de ter uma articulação e execução mais objectiva e directa com as grandes praças financeiras mundiais.

JA – A crise financeira tem feito mossa em economias emergentes, como a de Angola. Mas ela (a baixa dos preços das matérias-primas) é também uma oportunidade para fazer negócios. Que segmentos poderiam ser apostas para os investidores?

MC – Angola é uma excelente aposta para o investimento, pelo facto de ser um país do futuro. Os contra ciclos económicos em termos técnicos, constitui a melhor altura para se realizar investimentos. Como em todas as regiões já abordadas, os riscos existem e no caso de Angola estes riscos podem ser amplamente mitigados. Todas as oportunidades de investimento por excelência em Angola têm de estar enquadradas no contexto do país, e forçosamente de utilizar uma cadeia produtiva nacional. Independentemente do sector, Angola tem de ser um país focado, e o estado jogar um papel crucial neste aspecto. Garantindo a intervenção do Estado dando as bases, apostar em alguns segmentos da Agricultura e agro-business, podem claramente ser apostas para investidores angolanos ou internacionais, tal como podem ser alguns segmentos do sector mineiro. Para a materialização do futuro promissor de Angola, é crítica a implementação de um foco, porque a dispersão enfraquece a maior parte das estratégias.

http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/nos_negocios__o_risco_existe__em_todo_o_lado

A dívida de Moçambique pode estar acima de 140% do PIB

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A dívida pública de Moçambique terá ultrapassado 140 por cento do Produto Interno Bruto, afirmou o economista moçambicano João Mosca, no decurso de uma conferência organizada pelo Africa Monitor Intelligence e Fundação AIP (Associação Industrial Portuguesa).
 
O economista citou cálculos que apontam para que o nível da dívida pública tenha já superado os 130 por cento estimados pelas agências de notação de risco, tendo-se aproximado se não mesmo ultrapassado 140 por cento do PIB, “que é um valor muitíssimo elevado.”
 
João Mosca salientou que os dois últimos pagamentos de cupões relativos a empréstimos contraídos por empresas públicas não foram efectuados – o primeiro de 59,8 milhões de dólares e o segundo de 119,2 milhões de dólares – pelo que “a notação de risco da dívida moçambicana afundou-se ainda mais na categoria de lixo.”
 
Dizendo ser difícil fazer um discurso optimista sobre a realidade económica de Moçambique, o professor disse que o país tem serviços públicos pouco eficientes e dificuldades no acesso ao crédito, tendo apontado como problemas centrais para as empresas a existência de “corrupção a todos os níveis” e de um “Estado frágil e ineficiente, com forte centralização das decisões nos órgãos centrais.”
 
João Mosca disse também que a concentração da atenção do Estado nos grandes investimentos tem como efeito o aumento da dependência externa de Moçambique, consubstanciado no fato de 93 por cento do investimento actualmente realizado no país ter origem no estrangeiro e de o Orçamento de Estado depender em 30 por cento da cooperação. O Banco Mundial vai retomar o apoio ao Orçamento de Estado de Moçambique este ano, prevendo vir a desembolsar dois bilhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos, anunciou o representante da instituição, citado pelo matua interligação do sistema eléctrico de Mbanza Congo, sede da província do Zaire, à rede nacional de electricidade ocorre a partir de Junho próximo, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Energia e Águas.tino Notícias, de Maputo.
 
Mark Lundell disse ainda ao principal jornal diário de Moçambique que a política do Banco Mundial privilegia o apoio ao Orçamento de Estado, tendo a instituição uma carteira de 25 projectos em 17 áreas estratégicas, 11 das quais relacionadas com prioridades de desenvolvimento, para realizar em cinco anos.
Lundell considerou que a ajuda da sua instituição a Moçambique contribuiu para um crescimento económico robusto, tendo admitido, contudo, que o mesmo não teve o impacto esperado na melhoria das condições de vida da população moçambicana, pelo que o próximo programa de ajuda incidirá em áreas com impacto na redução da pobreza.
 
O Banco Mundial suspendeu a cooperação financeira com Moçambique, após a descoberta, em Abril de 2016, de empréstimos superiores a bilhões de dólares contraídos pelo anterior governo moçambicano, entre 2013 e 2014, à revelia da Assembleia da República e dos doadores internacionais.
 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os principais doadores do Orçamento do Estado moçambicano também congelaram a sua ajuda ao país, condicionando a retomada do apoio à realização de uma auditoria internacional à dívida pública, cujos resultados deverão ser entregues no final deste mês.
 

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.