.
arquivos

Importação

Esta categoria contém 7 posts

Cabo Verde exporta preparados e conservas de peixes para a Espanha

são vicenteEntre os países clientes de Cabo Verde, a Espanha lidera a lista absorvendo,  69,6% do total das exportações cabo-verdianas.

Portugal ocupa o segundo lugar, com 26,3%, aumentando 7,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Globalmente, as exportações de produtos cabo-verdianos registaram uma quebra de 10,8%, situando-se nos 1.302,3 milhões de escudos (cerca de 11,8 milhões de euros) relativamente ao ano anterior, enquanto as importações e as reexportações cresceram 18,1% e 66,3%, respetivamente.

Nesse mesmo período, o deficit da balança comercial aumentou 21,2% e a taxa de cobertura diminuiu em 2,3 pontos percentuais, segundo o INECV. A Europa continua a ser o principal cliente de Cabo Verde absorvendo cerca de 96,2% do total das exportações cabo-verdianas.

Entre os produtos exportados por Cabo Verde, os preparados e conservas de peixes ocupam o primeiro lugar, representando 54,4%, os peixes, crustáceos e moluscos ocupam o segundo lugar com 19,1% do total e o vestuário ocupa o terceiro lugar com um peso de 13,1%.

Estes três produtos representaram, no período em análise, 86,5% do total das exportações de Cabo Verde.

Por seu lado, as importações de Cabo Verde registaram, no período em análise, um acréscimo de 18,1%, face ao mesmo período do ano anterior. O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 76,7% do montante total, tendo aumentado 16,7 % face ao trimestre homólogo.

Registaram-se também aumentos no montante das importações provenientes da África (18,1%), da América (20,1%) e da Ásia (35,5%) e, uma redução das que tiveram como origem o Resto do Mundo (-3,4%).

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde, com 46,2% do total das importações, tendo registado um aumento de 15,2% face ao segundo trimestre de 2016.

Os dez principais produtos importados atingiram 48,9% do montante total das importações do país (contra os 46,7% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo).

As exportações portuguesas para Cabo Verde caíram ligeiramente no segundo trimestre de 2017 face ao período homólogo, enquanto as importações aumentaram.

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde

MÁRIO CRUZ/LUSA

AUTOR
AS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS PARA CABO VERDE CAÍRAM LIGEIRAMENTE NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2017 FACE AO PERÍODO HOMÓLOGO, ENQUANTO AS IMPORTAÇÕES AUMENTARAM, COM PORTUGAL A MANTER-SE COMO PRINCIPAL FORNECEDOR E SEGUNDO MAIOR CLIENTE, SEGUNDO DADOS DIVULGADOS ESTA SEGUNDA-FEIRA.

De acordo com as estatísticas sobre o comércio externo de Cabo Verde relativas ao segundo trimestre deste ano, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde, as exportações portuguesas para o país reduziram-se em 3,0 pontos percentuais, passando de 49,5% para 46,5%.

Ainda assim, assinala o INECV, Portugal lidera entre os fornecedores de Cabo Verde, seguido da Espanha, Itália e China com, respetivamente, 10,4%, 5,2% e 4,3%, do total.

 

As máquinas e motores (-11,2%), os cimentos (-21,9%) e o leite (-25,5%) evoluíram negativamente face ao segundo trimestre de 2016. Os restantes produtos registaram taxas de variação positivas, sendo, os reatores e caldeiras, os combustíveis e o arroz, os mais expressivos, com crescimentos de 68,7%, 69,0% e 54,1% respetivamente.

Fonte:http://observador.pt/2017/07/31/exportacoes-portuguesas-para-cabo-verde-cairam-ligeiramente-no-2-o-trimestre/

Marrocos pode ser um aliado importante para o Brasil

marrocos1São Paulo – O Marrocos pode ser um aliado importante na ampliação das exportações de produtos brasileiros para todo o continente africano. Os potenciais da exploração do país africano como ponte para a África foram discutidos no seminário Avaliando e Redefinindo as políticas para a África num novo cenário global: cruzando perspectivas entre o Brasil e o Marrocos, organizado pelo Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), think tank com sede no Rio de Janeiro (RJ), e pelo OCP Policy Center, centro de estudos do Marrocos, nesta segunda-feira (17), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.

André Barros/ANBA
Michel Alaby, diretor geral da Câmara Árabe, falou sobre relações econômicas entre Brasil e Marrocos

Michel Alaby, diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, foi um dos palestrantes do painel Relações econômicas Marrocos-Brasil: situação atual e estratégias para um relacionamento mais profundo, presidido pelo presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun. O executivo apresentou números das relações econômicas entre o Brasil e o Marrocos e levantou sugestões para ampliar o fluxo comercial.

Os dados do comércio exterior entre os dois países vinham caindo nos últimos anos, mas apresentaram crescimento no primeiro semestre deste ano, quando as importações brasileiras alcançaram US$ 382 milhões, contra US$ 255 milhões nos primeiros seis meses de 2016, e as exportações do Brasil ao Marrocos avançaram de US$ 203 milhões para US$ 313 milhões. Alaby chamou atenção, porém, à grande concentração em dois produtos:

“Do Marrocos para o Brasil, mais de 70% do total é de adubo e fertilizantes. Já do Brasil para o Marrocos, a concentração está em açúcar”, afirmou o diretor geral da Câmara Árabe.

Para ampliar as relações comerciais e diversificar o fluxo de produtos, Alaby sugeriu maior intercâmbio de missões empresariais, participações em feiras nos dois países e menos burocracia, especialmente na área agropecuária, e agilidade nas negociações de um acordo comercial entre Mercosul e Marrocos.

“Precisamos alavancar as relações econômicas entre os dois países. O Marrocos não é um ‘hub’ importante apenas para os países africanos, pode contribuir também para ampliar a presença em todos os países árabes”, disse.

André Barros/ANBA
Abdou Diop, da GCME, falou sobre o setor privado marroquino

Segundo Abdou Diop, presidente da Comissão Sul-Sul da África da Confederação Geral das Empresas Marroquinas (GCME, na sigla em inglês), o Marrocos é o país certo para servir como ponte dos produtos brasileiros a outros mercados africanos. Ele mostrou exemplos de presença do setor privado local em outros países, como bancos, seguradoras e a companhia aérea Royal Air Maroc: “Os voos dela chegam a 35 cidades na África”, disse.

Atualmente, segundo Diop, existem projetos de infraestrutura liderados por empresas do Marrocos em países como Costa do Marfim, Madagascar, Sudão do Sul e Etiópia, onde o Brasil pode colaborar com intercâmbio tecnológico. “Na Etiópia a cana-de-açúcar é muito importante e o Brasil pode colaborar na área energética”, avaliou.

Como oportunidades de integração produtiva, citou a indústria automotiva e aeroespacial, além de joint-ventures entre empresas dos dois países. “As empresas marroquinas estão bem presentes na África e podem ajudar as brasileiras a competir neste mercado”, afirmou.

André Barros/ANBA
Rubens Hannun, presidente da Câmara Árabe, presidiu o painel. Ao seu lado, Sandra Rios, do Cindes

O professor de relações internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Marcus Vinicius de Freitas, apresentou pontos que precisam ser aprimorados nas relações entre os dois países, como o custo de transporte, incentivos governamentais que privilegiam alguns setores e prejudicam outros e as leis trabalhistas complicadas. Na avaliação dele, os dois estados deveriam interferir menos no setor privado.

A diretora do Cindes, Sandra Rios, tocou novamente na concentração de produtos nas pautas exportadoras e apresentou outros segmentos com oportunidades para os dois lados: além dos já citados automotivo e aeroespacial, ela falou sobre roupas, calçados, componentes elétricos e peixes como possibilidades para o Marrocos exportar, e de minério, aço, produtos químicos, farmacêuticos e maquinas industriais para a via contrária.

Ao fim do painel, o presidente da Câmara Árabe afirmou ter tomado notas de pontos importantes e colocou a entidade à inteira disposição para colaborar com as sugestões levantadas.

http://www.anba.com.br/noticia/21875669/oportunidades-de-negocios/brasil-tem-no-marrocos-uma-ponte-para-a-africa/

Angola inaugura fábrica de clínquer, matéria prima básica do cimento

20170712064800cliquerUma unidadefabril com capacidade para 2,4 milhões de toneladas de cimento e cerca de dois milhões de clínquer por ano é inaugurada hoje, no município de Cacuaco, em Luanda.

A Nova Cimangola II  resulta de um investimento comparticipado pelas empresas Ciminvest e  Nova Cimangola e surge com suficiente potencial para cobrir o deficit de clínquer que se registava na indústria cimenteira nacional.
O recurso à importação de clínquer pesava significativamente nas contas da Nova Cimangola, que gastava anualmente cerca de 70 milhões de dólares na compra da matéria-prima, com implicações nos custos de produção e no preço do produto final.
A Nova Cimangola, a segunda mais antiga fábrica de cimento do país depois da Secil Lobito, há muito que fabrica clínquer, mas em quantidade insuficiente para as suas necessidades e com tecnologia anacrónica (via húmida), que torna o processo mais moroso e dispendioso, quando na actualidade, as grandes indústrias do sector já migraram, quase todas, para a chamada via seca, com graus de eficácia a superar, de longe, o antigo método. A entrada em funcionamento da nova unidade fabril liberta da importação a Nova Cimangola e a indústria cimenteira em geral, que vê aumentada a oferta de clínquer.  Orçado em cerca de 400 milhões de dólares, as obras foram executadas em 21 meses pela empresa Sinoma International Engineering.
Com o arranque da fábrica, de acordo com assessoria de imprensa da Nova Cimangola,  são criados 220 postos trabalhos, 85 por cento dos quais reservados a cidadãos de nacionalidade angolana.
A fábrica ocupa uma área de 700 hectares, numa zona com grandes jazidas de calcário, matéria-prima indispensável na feitura de cimento. Na antiga fábrica, localizada na zona do Kikolo, a 14 quilómetros do centro da cidade de Luanda,  apurou o Jornal de Angola, o calcário caminha para o esgotamento.
Com a entrada em funcionamento desta fábrica, espera-se  que a Nova Cimangola duplique a sua produção, passando de 1.800.000 toneladas anuais para 3.600.000 toneladas, as mesmas quantidades que são produzidas actualmente pela China Internacional Fund Angola, com a qual passa a disputar a liderança do mercado.
A Nova Cimangola II surge numa altura em que os níveis de produção já alcançados na indústria cimenteira nacional, mais do que satisfazer as necessidades

do país, garantem a estabilidade do preço do produto no mercado face às oscilações cambiais a que estava sujeito, quando a procura era superior ao que era então produzido.
Dados do Ministério da Indústria indicam que Angola atingiu, há dois anos, uma capacidade de produção instalada de 8.030.000 toneladas de cimento anuais, valor que está acima das necessidades actuais do país, que andam à volta de seis milhões de toneladas anuais.
O Jornal de Angola apurou que o país produz actualmente 4,8 milhões de toneladas de clínquer, quantidade que pode chegar a  7,9 milhões de toneladas anuais, o bastante para as necessidades do país, caso se concretize um outro investimento na produção de clínquer da Cimenfor, outra cimenteira nacional com perspectivas de vir a produzir clínquer no curto ou médio prazo. O investimento tem tudo para devolver à Nova Cimangola a liderança do mercado perdida para a China Internacional Fund Angola ou colocar as duas empresas em pé de igualdade, mas com vantagens comparativas para a Nova Cimangola, que junta  prestígio à antiguidade no mercado.

Incentivos fiscais

O projecto está em linha com a estratégia do Executivo destinada a aumentar a produção nacional, a criação de novos postos de trabalho, a redução das importações e o fomento das exportações, o controlo da saída de divisas e a estabilização dos níveis de inflação.
Por esta razão, o Estado resolveu conceder benefícios fiscais e aduaneiros à Nova Cimangola II, por um período de cinco anos, a contar da data em que a fábrica passa a incorporar 90 por cento da mão-de-obra prevista.
No quadro dos benefícios fiscais que o Estado oferece, a Nova Cimangola II fica isenta de impostos industrial e de aplicação de capitais sobre os lucros distribuídos e beneficia de uma redução de 2,5 por cento nos impostos de aplicação de capitais sobre os juros dos empréstimos contraídos no âmbito do projecto.
Além dos benefícios fiscais, o Estado isenta a nova empresa do pagamento de direitos aduaneiros em bens e equipamentos.

O Clínquer é um material granular de 3mm a 25mm de diâmetro, resultante da calcinação de uma mistura de calcário, argila e de componentes químicos como o silício, o alumínio e o ferro. O clínquer é a matéria prima básica de diversos tipos de cimento, inclusive o cimento Portland, onde, no seu processo de fabricação, o clínquer sai do forno a cerca de 80°C, indo diretamente à moagem onde é adicionado ao gesso. Outras adições, tais como escória de alto forno, pozolanas e cinzas são realizadas de modo a se obter o cimento composto.clinquer

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/importacao_de_clinquer_chega_ao_fim

Chineses estão negociando com empresários lusófonos

Encontro-Empresarios-O encontro de empresários chineses e dos países lusófonos realizado em Cabo Verde levou a concretização de 10 protocolos assinados entre várias empresas e organizações da China e dos países de língua portuguesa.

A China é um dos mais importantes parceiros dos países de língua portuguesa, tendo as trocas comerciais entre os dois blocos atingido os 100 bilhões de dólares em 2016 (cerca de 90 bilhões de euros), segundo dados apresentados no encontro.

O investimento das empresas chinesas nos países lusófonos ascendia a 50 bilhões de dólares (cerca de 40 bilhões de euros), enquanto as empreitadas chinesas nesses países atingiam os 90 bilhões de dólares (cerca de 80 milhões de euros).
Os protocolos assinados preveem o fortalecimento do intercâmbio com a China de Angola e Cabo Verde, a representação do café de Cabo Verde na China, o planeamento, construção e gestão de um hospital privado na cidade da Praia e a criação de uma aliança de serviços jurídicos, entre outros.

Encontro-Empresarios-1

A presidente da Cabo Verde Trade Invest destacou também os encontros bilaterais e os vários contactos recebidos durante o encontro no sentido da abertura de empresas em Cabo Verde para dar tradução prática aos protocolos assinados.

“Senti que há um interesse enorme por Cabo Verde. Este é um passo enorme e a partir daqui vamos seguir em frente juntos”, disse.

Encontro-Empresarios

Mais de 400 representantes de organismos institucionais e empresas da China e dos países lusófonos participaram no Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa

Da reunião saiu a decisão de que Portugal será o país anfitrião do próximo encontro, que deverá decorrer em Lisboa, no próximo ano.

Esta será a terceira vez que Portugal acolherá o encontro, que no ano passado se realizou na Guiné-Bissau com a participação de mais de 30 empresas portuguesas.

O encontro foi realizado em parceria pela Cabo Verde Trade Invest e pelas agências de investimento da China, Macau e países lusófonos.

África do Sul quer intensificar os contatos com o Brasil

 

encontro do dois ministros das relações exteriores
A ministra sul-africana das Relações Internacionais, Maite Nkoana-Mashabane, acolheu segunda-feira uma delegação brasileira de alto nível, liderada pelo recém-nomeado ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, que esteve em Pretória para fortalecer as relações existentes.

Nkoana-Mashabane e seu homólogo brasileiro abordaram a mídia em Pretória depois de uma reunião de portas fechadas entre os representantes dos dois governos.

“Felicitamos o ministro [Ferreira] pela sua nomeação. Apenas um mês ou dois depois de sua nomeação, ele prontamente está em nossa região, é uma manifestação política de que os brasileiros são os amigos que podemos depender, que estão observando o futuro da África que queremos, uma África que é em ascensão “, disse Nkoana-Mashabane.

“Nós dois, durante nosso encontro, reafirmamos nossa parceria estratégica entre nossos países. De fato, quando nos reunimos em fóruns multilaterais, metade do tempo brasileiros e sul-africanos estão discutindo assuntos internacionais. Portanto, reafirmamos que estaremos falando sobre como continuar a pensar globalmente e agir localmente “.

Nkoana-Mashabane disse que as reuniões realizadas na manhã de segunda-feira foram produtivas.

“Tudo o que eu quero dizer é que tivemos uma manhã produtiva, em um tipo de parceria muito amistosa, em uma atmosfera amigável. Mas queremos dar mais sentido aos nossos compromissos bilaterais “, disse ela, saudando a delegação brasileira a Pretória.

Dirigindo-se a jornalistas por meio de um intérprete,Aloysio Nunes Ferreira, minsitro brasileiro, disse que era sua primeira visita à África, em seu mandato como ministro das Relações Exteriores, e que foi uma oportunidade para continuar a cooperação entre o Brasil e os estados africanos, particularmente a África do Sul.

“O aspecto mais importante desta visita, e de nosso encontro, é a reafirmação das relações do Brasil com África e África do Sul. Isto reafirmando que a África continua a ser uma prioridade nas nossas relações internacionais.

“A ministra Nkoana-Mashabane está correta quando enumera o número de posições multilaterais em que o Brasil e a África do Sul participam conjuntamente e compartilham uma opinião comum. Mas isso não significa que não devemos continuar nossos esforços para que as relações bilaterais permaneçam intensas e férteis “, disse Ferreira.

“A África do Sul é o principal parceiro comercial do Brasil no continente africano. Em 2015 houve uma ligeira queda em nosso comércio internacional, resultado de uma série complexa de dificuldades econômicas que o Brasil atravessava, mas estamos lentamente reconstruindo “.

Ferreira disse que as empresas sul-africanas fizeram investimentos significativos em setores brasileiros, incluindo mineração, e recentemente empresas sul-africanas ganharam um concorrência para reconstruir um grande aeroporto no Brasil.

Aloysio disse que em uma análise a longo prazo, o comércio entre Pretória e Brasília será fortalecido aos trancos e barrancos.

A África do Sul e o Brasil estabeleceram relações diplomáticas desde de  1948 e, desde então, concluíram muitos acordos de cooperação.

A África do Sul tem sido historicamente um importador líquido de bens do Brasil. As exportações sul-africanas para o Brasil em 2016 totalizaram US $ 336 milhões, enquanto as exportações brasileiras para a África do Sul totalizaram US $ 1,4 bilhão.

Durante 2016, um total de 38.814 brasileiros visitaram a África do Sul. Em 2015, o total foi de 29.339, o que representa um aumento de 32,3% , segundo dados do governo sul-africano.

 

A Ministra das Relações Internacionais da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane, e sua homólogo brasileira, Aloysio Nunes Ferreira fizeram  uma declaração oficial:

“Hoje recebi e hospedei o meu homólogo, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Sr. Aloysio Nunes Ferreira, numa visita de trabalho a Pretória.

O Ministro está acompanhado por uma delegação empresarial de alto nível que se encontra atualmente com os seus homólogos aqui em Pretória.

Em nosso encontro,  felicitei o Ministro Nunes Ferreira pela sua nomeação como Ministro das Relações Exteriores do Brasil  no dia 07 de março de 2017.

Ambos reafirmamos a Parceria Estratégica entre a África do Sul e o Brasil, que abrange a cooperação de país para país, a cooperação através de mecanismos inter-regionais e a nível global.

Entre outras questões, discutimos o seguinte:

A necessidade de fortalecer e expandir os níveis de comércio e investimento entre os dois países
Contatos mais pessoais
Questões regionais, incluindo SADC, progresso no acordo comercial MERCOSUL / SACU, BRICS e IBSA;
Nosso compromisso comum é  de continuar trabalhando juntos em assuntos globais, particularmente no avanço da cooperação Sul-Sul.
Em conclusão, reafirmamos as calorosas relações entre nossos dois países e nosso desejo de continuar a colaborar em assuntos de interesse mútuo.”

 

Fontes:

http://citizen.co.za/news/news-national/1515191/sa-brazil-elevate-trade-relations/

http://www.dirco.gov.za/docs/speeches/2017/mash0515.htm

Farinha de trigo, arroz e os açúcares os alimentos mais importados por Angola

tipos-de-farinha-72

Farinha de trigo, o arroz e os açúcares constituem os alimentos mais comprados por Angola no exterior e cuja quantidade adquirida no III trimestre de 2016 teve um ascendente comparativamente a 2015.

Segundo o Boletim Estatístico do terceiro trimestre do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), a quantidade de farinha de trigo importada em 2016 foi de 149.800,83 toneladas e registou um aumento de 43.821,34 toneladas relativamente ao ano 2015. Esta cifra corresponde a um crescimento na ordem dos 41, 35 porcento.

Já o arroz, o terceiro produto mais importado no III trimestre de 2016,atingiu 113.111,15 toneladas, um aumento de mais 27.910,50 toneladas comparativamente a 2015, ano em que foram compradas no exterior 85.200,50 toneladas.

Por sua vez, a importação de açúcar cifrou-se em 66 mil e 883 toneladas, isto é, mais 10 mil, 557 e 64 toneladas em relação ao período de 2015, período em que se registou uma compra de 85.200,50 toneladas, correspondente a uma variação de 18,174 porcento.

Além daqueles produtos alimentares, destaca-se também a importação de granito e outras pedras de cantaria, que registou um aumento considerável de 37.891,3 toneladas em relação ao mesmo período de 2016, o que representa um acrescimento na ordem do 14.718,5 porcento.

Outro aumento verificou-se na importação do milho (44,67 porcento) com as suas expressivas 8.832,82 toneladas.

Em contraste, outros produtos alimentares, como as carnes e miudezas, óleos de soja e farinha de cereais, apresentaram quebras. Em 2016, importou-se 48.055,36 toneladas contra 73. 656,92 toneladas de 2015 – uma redução de 25 mil e 601,56 toneladas.

Portugal, China e Coreia do Sul são os países que mais exportaram para Angola em 2016, mas as suas exportações caíram comparativamente a 2015. Por exemplo, de Portugal importou-se menos 70.130,49 toneladas, da China menos 133.025,06 toneladas e da Coreia do Sul uma diferença de 99.934,14 toneladas.

O continente que mais exportou para Angola foi a Europa (633.633,83 tons), seguido da Ásia (520.048,01 Toneladas) e da América (207.567,93 toneladas).

No geral, as importações de Angola em 2016 baixaram muito devido à situação da crise económica e financeira que o país atravessa desde finais de 2014.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2017/2/13/Angola-Importacao-alimentos-cresce-significativamente-2016,a8fd8416-4434-4864-bcd6-ee31506c1fa9.html

África do Sul suspendeu importação de carne do Brasil

carne_frangos

Funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

A África do Sul comunicou nesta quarta-feira (22) que suspendeu a importação de carne brasileira de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. As informações foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o Departamento de Agricultura da África do Sul, funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

Em 2016, a África do Sul importou cerca de US$ 120 milhões em carnes do Brasil. Entre os produtos importados estão carne bovina, de frango e suína. O valor está bem abaixo dos principais importadores de carne do Brasil, como a China e Hong Kong, que no ano passado compraram o equivalente a US$ 1,75 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

O G1 procurou a embaixada da África do Sul e o Ministério da Agricultura. Até as 12h, os órgãos não haviam enviado um posicionamento.

5745470_x720Países que suspenderam a importação

Além da África do Sul , restringiram oficialmente a importação de carne brasileira:

Principais importadores

Saiba quais são os principais compradores de carne brasileira, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior:

1) China – US$ 1,75 bilhão (13% do total)

2) Hong Kong – US$ 1,51 bilhão (11,2% do total

3) Arábia Saudita – US$ 1,27 bilhão (9,4% do total)

4) Rússia – US$ 1,03 bilhão (7,6% do total)

5) Japão – US$ 747 milhões (5,5% do total)

6) Países Baixos – US$ 715 milhões (5,3% do total)

7) Egito – US$ 690 milhões (5,1% do total)

8) Emirados Árabes Unidos – US$ 585 milhões (4,3% do total)

9) Chile – US$ 441 milhões (3,2% do total)

10) Reino Unido – US$ 389 milhões (2,9% do total)

A operação

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

http://g1.globo.com/economia/noticia/africa-do-sul-suspende-importacao-de-carne-brasileira-apos-operacao-da-pf-diz-agencia.ghtml

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.