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Acordo de cooperação entre Brasil e Cabo Verde para formação de gestores

 

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FGV participa de programa de recrutamento e formação de gestores em Cabo Verde
O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais.

 

 

O Gestor Executivo do Núcleo de Cooperação com África e Portugal (NuCAP) da Diretoria Internacional da FGV (DINT), Marcus Vinicius Rodrigues, participou de uma reunião com o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, na Cidade da Praia. O objetivo do encontro foi convidar a FGV para participar do programa de recrutamento e de formação de líderes, gestores, docentes e investigadores, para os setores público e privado daquele país.

O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais. O objetivo é facilitar parcerias que potenciem ofertas de programas em nível internacional.

Nesse contexto, a FGV foi uma das primeiras instituições a serem convidadas. O processo está em andamento, tendo como interlocutora do governo cabo-verdiano a Ministra da Educação Maritza Rosabal.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro reconheceu a excelência da FGV e lembrou dos quadros cabo-verdianos já formados na instituição, onde se inserem vários empresários e autoridades governamentais, inclusive o ex-Primeiro Ministro, José Maria Neves, que teve seus estudos acadêmicos realizados na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP).

http://portal.fgv.br/noticias/fgv-participa-programa-recrutamento-e-formacao-gestores-cabo-verde

Botswana o país  que deu certo

Seretse KhamaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSeretse Khama foi o primeiro presidente de Botswana.

Quando Charles King, correspondente do Serviço de Notícias Sul-Africano, fez seu relato sobre a independência de Botswana, em setembro de 1966, ele descreveu o país como um “grande terreno sem estradas” e pouco para celebrar. Afinal, dois anos de seca e más colheitas haviam, nas palavras de King, “espalhado o caos e a fome por uma população camponesa dispersa”.

Na opinião do jornalista, o recém-formado país tinha poucas esperanças de estabilidade econômica. Apesar de ter um território comparável ao da França, Botswana tinha apenas 12 quilômetros de estradas asfaltadas e poucos hospitais. A maioria da população vivia da agricultura de subsistência.

Porém, a história não poderia ser tão diferente cinco décadas depois: Botswana é hoje aclamado como uma história de êxito na África. O PNUD, órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento, descreve o país como um caso verdadeiro de sucesso em termos de progresso humano e econômico.

Encanto natural

Isso é algo evidente quando se chega a Gaborone, a capital de Botswana. As ruas estão limpas e organizadas, e o trânsito flui com facilidade em meio a modernos arranha-céus. Diferentemente do caos pós-colonial de tantas capitais africanas, as coisas aqui funcionam. E bem.

Greg Mills, da Fundação Brenthurst, um grupo sul-africano de pesquisas em economia, explica que a transformação é o resultado de uma visão a longo prazo, de estabilidade política e de “governos prudentes”.

Diamante brutoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBotswana tem uma poderosa indústria mineradora

Mills poderia ter acrescentado ainda o fator sorte. Botswana foi abençoado com vastas reservas de diamantes e imensas áreas de deserto virgem, onde grandes felinos andam livres. E é ainda o país que tem mais elefantes no mundo. Tudo isso ajudou o país a, em apenas 50 anos, aumentar em mais de 100 vezes sua renda per capita, desenvolvendo setores como a mineiração e o eco-turismo.

Botswana map

Mas recursos naturais por si só não explicam o sucesso de Botswana. Foi com um gerenciamento cuidadoso levado a cabo por seus governantes que o país evitou a chamada “maldição dos recursos”, em que a falta de governança resultou em desperdício de riqueza mineral, como no caso da Nigéria e o petróleo, por exemplo.

Kebapetse Lotshwao, professor de política da Universidade de Botswana, explicas que as primeiras quatro décadas de independência foram particularmente vitoriosas.

Resort en BotswanaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA indústria turística de Botswana é bem desenvolvida

“O país teve a sorte de contar com líderes como Seretse Khama e Ketumile Masire (os dois primeros presidentes)”.

Esses políticos priorizaram o desenvolvimento e usaram a ajuda financeira internacional e as receitas das vendas de diamantes para investirr fortemente em políticas de saúde e educação. Houve uma queda grande na pobreza, ainda que a carência ainda afete um em cada cinco habitantes de Botswana – a população total é de pouco mais de 2 milhões de pessoas.

As taxas de alfabetização são altas e o índice de comparecimento à escola primária até 13 anos é de quase 90%.

Problemas

No entanto, alguns especialistas se preocupam com a situação do país. Um dos problemas é o desemprego, que se mantém na casa de 20%.

Analistas veem uma falta de diversificação em uma economia concentrada demais no garimpo e no turismo.

Protesto en Gaborone, BotswanaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPaís foi palco de protestos recentemente

E, apesar dos investimentos em saúde, a expectativa média de vida em Botswana é de 54 anos, uma das mais baixas do mundo. Quase um quarto da população é HIV positiva.

Há ainda problemas políticos: o Partido Democrático de Botswana (BDP), no poder desde a independência, está perdendo sua popularidade. Críticos do governo falam em atitudes autoritárias e de perseguição a jornalistas que investigam denúncias de corrupção.

Mineiração em BotswanaDireito de imagemAFP
Image captionA indústria dos diamantes foi chave para o desenvolvimento

Um relatório da Freedom House, ONG americana denuncia corrupção em licitações públicas, diz que não há grandes restrições às atividades empresariais de funcionários públicos – incluindo o presidente, um importante investidor do setor do turismo.

Lotshwao diz que o governo “não distribui ude maneira uniforme, os frutos do crescimento econômico”.

“Há uma necessidade de encontrar uma maneira de reduzir a disparidade entre ricoss e pobres”, argumenta.

“Tal como está, a situação pode levar à instabilidade política”.

Para Lotshwao, o país precisa ainda de uma reforma política para diminuir o poder da presidência – o cargo hoje é ocupado por Ian Khama, filho de Seretse, o primeiro mandatário pós-independência.

Política de consenso

“A democracia de Botswana não progrediu. Seguimos utilizando uma constituição imposta pelo Reino Unido como parte do processo de independência. O presidente tem poderes para governar por capricho”, opina o acadêmico.

Ian KhamaDireito de imagemAFP
Image captionO atual presidente de Botswana, Ian Khama

Em um informe do Banco Mundial, publicado recentemente, o economista Michael Lewin, fala de uma tradição local chamada kgotla, em que os membros de uma comunidade se sentam para conversar durante horas sobre um problema comum. À medida que a receita dos diamantes vai diminuindo, por conta do esgotamento das jazidas, a kgotla pode ajudar Botswana a encontrar um novo caminho de êxito.KGOTLA

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37306069

Angola e Venezuela estabelecem acordo sobre profissionais na área de diamantes

VENEZUELAAngola e a Venezuela assinaram quinta-feira, em Caracas, dois memorandos de entendimento para a extracção de diamantes e formação de profissionais do país latino-americano, apurou sexta-feira o Jornal de Angola de fontes ligadas ao processo.

Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Um primeiro acordo foi assinado pelos presidentes do Conselho de Administração da ENDIAMA e do Banco Central da Venezuela (BCV), Carlos Sumbula e Ricardo Sanguino, estabelecendo cooperação para a formação de mineiros venezuelanos na produção artesanal, semi-industrial e industrial, declarou a companhia diamantífera ao Jornal de Angola.
O documento prevê a optimização de processos de comercialização de diamantes em bruto, lapidação, organização, tramitação e dinamização de procedimentos com base no Sistema de Certificação do Processo Kimberley.
As partes trabalhavam desde 2015 na adopção de um acordo do género que inclui a abertura de um escritório do Processo Kimberley, supervisionado pelo Banco Central da Venezuela.
O Processo de Kimberley é uma norma internacional de certificação de origem de diamantes concebida, depois de proposta por Angola, no fim dos anos 90, para evitar a compra e venda de diamantes de sangue, ou procedentes de zonas de conflito, guerras civis e de abusos de direitos humanos. O segundo memorando foi assinado com o ministro para o Desenvolvimento Mineiro Ecológico venezuelano, Jorge Arreaza, para promover a criação de uma empresa mista com capitais dos dois países, com o objectivo de explorar diamantes, ouro e coltan (columbite-tantalita, minérios usados no fabrico de microprocessadores, microcircuitos e baterias) e promover o desenvolvimento do Arco Mineiro da Venezuela, a sudeste de Caracas.

Malala Yousafzai na Nigéria discute sobre a educação das meninas

Malala Yousafzai com algumas meninas libertadas do Boko Haram, na Nigéria – AFP

22/07/2017 09:32
No âmbito de uma missão na Nigéria, a activista para a educação Malala Yousafzai encontrou algumas meninas deslocadas por causa da crise do Boko Haram. Em Maiduguri, no nordeste da Nigéria, o principal lugar da crise, Malala encontrou alguns estudantes num acampamento para famílias deslocadas e algumas meninas da escola secundária na Escola Estatal de Yerwa destinada para Meninas.inspired-2014-09-malala-yousafzai-in-nigeria-main

“A Nigéria é o país africano mais rico, mas o número de meninas que não frequentam a escola é o mais alto de qualquer outro País do mundo”, disse Malala. “Os estudos são claros – a educação para as meninas faz crescer as economias, reduz os conflitos e melhora o sistema de saúde pública. Os líderes da Nigéria deve imediatamente dar prioridade à educação, para estas meninas e o futuro do seu País”.

Malala Yousafzai 1

Desde o início da crise do Boko Haram em 2009, mais de 2.295 professores foram mortos e 19 mil  deslocados, cerca de 1.400 escolas foram destruídas. Três milhões de crianças no nordeste do País precisam de apoio para continuar a estudar. Em Maiduguri, 90 campos e instalações para o acolhimento hospedam milhares de famílias, mas mais de três quartos das mais de 600 mil pessoas deslocadas que vivem com famílias, parentes ou amigos nas comunidades de acolhimento estão colocando ulteriormente sob pressão as escolas locais.

Malala Yousafzai

Além da crise no nordeste do País, a Nigéria tem o maior número mundial de crianças que não frequentam as escolas: mais de 10,5 milhões. Entre as crianças em idade escolar primária que não vão à escola, apenas 5% abandonou os estudos. Três quartos destas crianças nunca pôs os pés numa sala de aulas, e a maioria são meninas.

Na África Ocidental, 46% das crianças em idade escolar primária que não frequentam as escolas são nigerianos. A nível global, 1 em cada 5 crianças não matriculadas na escola é nigeriana.

“Faremos todo o possível para que as crianças possam estudar. Acreditamos que a educação, sobretudo para as meninas, é a única e a melhor via de trazer esperança, paz e propsperidade não apenas para esta geração, mas também para aquelas do futuro”, disse Mohamed Malick Fall, Representante da UNICEF na Nigéria.

A UNICEF está colaborando com o Governo e os seus parceiros para trazer as crianças do nordeste da Nigéria em ambientes onde podem aprender. Só este ano mais de 525 mil crianças foram inseridas na escola, foram realizados mais de 37 espaços temporários de aprendizagem e foram distribuídos cerca de 92 mil kits com material escolar para ajudar as crianças a prosseguirem com o próprio percurso de estudos.

A resposta da UNICEF no âmbito da educação no nordeste do País ainda é ainda significativamente subfinanciada, foi recebido apenas 54% dos 31,4 milhões de dólares solicitados.

 

Malala Yousafzai é uma activista paquistanesa, estudante, Mensageira de Paz das Nações Unidas e a pessoa mais jovem no mundo que recebeu o Prémio Nobel da Paz. Aos 15 anos ela foi baleada pelos Talibãs por ter falado abertamente contra a proibição de educação das meninas. Malala, logo quando recuperou continuou sua campanha e, como co-fundadora do ‘Malala Fund’ (Fundo de Malala), está construindo um movimento global para apoiar a educação das meninas.

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/07/22/malala_em_miss%C3%A3o_na_nig%C3%A9ria_para_a_educa%C3%A7%C3%A3o_das_meninas/1326486

Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste estão em curso de Pós Graduação

 

Sessenta quadros dos ministérios das Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste começaram esta segunda-feira, em Luanda, a frequentar um curso de pós graduação em finanças públicas.

Curso de pós-graduação ministrado em Cacuaco
Fotografia: João Gomes|Edições Novembro
A ação formativa, com encerramento previsto para Novembro próximo, integra dois seminários e oito módulos, como “Finanças Públicas e Economia”, “Orçamento no Setor Público”, “Gestão Financeira e Contabilidade Pública”, “Sistemas de Avaliação e Controle Interno” e “Auditoria Pública”.
Ao falar na abertura do primeiro curso de pós-graduação em Finanças Públicas, do Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira (IGEF), a secretaria de Estado para o Orçamento, Aia Eza Silva, afirmou que os PALOP têm alcançado resultados notáveis em relação à gestão racional das finanças públicas, fruto dos esforços desenvolvidos pelos países.
O IGEF, de acordo a governante, pretende, no final do programa formativo, que os participantes estejam munidos de ferramentas adequadas para a boa realizaçãodos seus trabalhos.
O director interino do IGEF, Manuel Freire, disse que a formação dirigida aos funcionários do ministério das Finanças e Planeamento nas áreas de Orçamento, Tesouro, Estudos, Macroeconomia, Inspecção e Contratação Pública, está voltada à auditoria (gestão das finanças públicas).
Já o representante da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny, afirmou que a gestão das Finanças Públicas se assume como um instrumento essencial do Estado, para a prossecução de políticas públicas, um mecanismo incontornável de justiça e equilíbrio social. “Melhores quadros formados, melhores capacidades de gestão e organização dos serviços e uma aplicação mais criteriosa e rigorosa das boas práticas recomendadas nestas matérias, significa, maior equilíbrio e justiça social” afirmou Tomás Ulicny.

Universidade Agostinho Neto trabalha para ser uma instituição de referência internacional

 

Reitora da Universidade Agostinho Neto, Maria do Rosário Bragança Sambo

A reitora da universidade, Maria do Rosário Bragança Sambo, reafirmou hoje, quinta-feira, o compromisso da instituição com a excelência.

Maria do Rosário Bragança Sambo falava durante uma visita ao campus universitário de membros de Executivo angolano encabeçada pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente.

A reitora renovou a pretensão de transformar a universidade numa instituição de referência internacional, reconhecida pela excelência do ensino e da investigação científica, comprometida com o desenvolvimento humano, contribuindo para a coesão social e capaz de atrair parcerias estratégicas.

Depois de ter enumerado os constrangimentos que afectam o funcionamento do campus universitário, Maria do Rosário Sambo pediu o apoio ao Executivo angolano para que a universidade possa cumprir com a missão de formação integral dos estudantes e produção, difusão e transferência de conhecimento científico, tecnológico e cultural, em favor das comunidades.

Entre outras, a reitora reclamou da falta de conclusão da primeira fase das obras do campus, de laboratórios, dos lares para estudantes, elevadores e da inoperância de geradores.

Lamentou da deficiente iluminação da via de acesso às instalações do instituto Confúcio, onde estão localizados os inacabados edifícios do lar de estudantes e das residências para os docentes.

Reportou também ocorrência de roubos, violação de estudantes e pessoal administrativo, o acesso inadvertido de estranhos às instalações e mortes por atropelamento à entrada da universidade.

Pediu a reposição da frota de autocarros para facilitar a circulação no interior do campus, inaugurado em 2011.

Com uma população universitária de 27 mil 157 membros, sendo 23 mil 249 estudantes em fase de graduação e dois mil 64 estudantes em pós-graduação e 970 docentes, 879 nacionais, num rácio de 24 discentes por professor.

De acordo como a reitora Maria do Rosário Sambo é interesse fazer da universidade Agostinho Neto uma unidade académica reconhecida internacionalmente.

Falou da necessidade de reforço do corpo docente e de se inverter a apetência por cursos ligados às ciências sociais e humanas em detrimento das exactas, como as engenharias e tecnológicas.

Disse que a unidade académica, tida como a maior referência do ensino superior em Angola, tem se empenhado para proporcionar valor económico, social, cultural e político à sociedade.

Fonte^:http://m.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2017/6/27/Angola-Universidade-Agostinho-Neto-prepara-para-topo,6ec1b369-3d31-4ba9-b6a2-852d920eb5e7.html

23% das Crianças guineenses não vão à escola

11495190_770x433_acf_croppedQuase um quarto das crianças guineenses, cerca de 23 por cento, não vão à escola, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira pelo Plan Internacional, uma organização não-governamental, que atua na Guiné-Bissau. O relatório, baseado em estudos recentes, aponta que as crianças portadoras de deficiências e as do sexo feminino são as que menos frequentam a escola na Guiné-Bissau, enfatizou Alassan Drabo, representante do Plan em Bissau.

A juntar a esta realidade está ainda o facto de a taxa de abandono escolar ser de 18 por cento, sublinhou Drabo ao apresentar um relatório em que a organização reclama “a implementação de políticas para uma Educação Inclusiva, Equitativa e de Qualidade na Guiné-Bissau”.

https://s.frames.news/cards/abandono-escolar/

Perante o ministro guineense da Educação, Sandji Faty, o representante do Plan Internacional apontou a zona leste do país como a região onde mais se concentram crianças fora do sistema educativo formal.

O estudo indica que “questões socioculturais” impedem que “grande número de pessoas” dessa zona estejam dentro do sistema educativo. As regiões do leste da Guiné-Bissau, Bafatá e Gabú, são habitadas maioritariamente por indivíduos islamizados.

O ministro guineense da Educação concordou com o panorama desenhado pelo Plan Internacional, sobretudo em relação às comunidades predominantemente de indivíduos islamizados, mas afirmou que o trabalho que tem sido feito “já apresenta bons resultados”.

Sandji Faty diz estar em curso “uma mudança do paradigma” nestas comunidades, em que os pais agora mandam as suas crianças para a escola formal e pedem abertura de mais estabelecimentos do ensino formal. Dantes o ensino, naquelas comunidades, limitava-se ao Corão, precisou o ministro, para destacar a “mudança das mentalidades”, também fruto do trabalho de organizações como o Plan, disse.

“Até parece que houve um click com grandes comunidades a pedirem a abertura de escolas”, sublinhou Sandji Faty enfatizando o número crescente de meninas nas turmas em certas comunidades islamizadas.

Há dez, quinze anos atrás, por exemplo, era impensável ver numa ‘tabanca’ escolas em que as meninas são em maior número que os rapazes”, afirmou o governante.

O representante do Plan na Guiné-Bissau corroborou a realidade destacada pelo ministro, mas salientou que a tendência é acontecer que conforme as crianças avançam nos níveis de escolaridade as do sexo feminino e as portadoras de deficiências tendem a “ficar para trás”

 

fonte: http://observador.pt/2017/07/05/23-das-criancas-da-guine-bissau-estao-fora-do-sistema-educativo-formal-diz-relatorio/

Universidade Nachingwea graduou 48 técnico-profissionais

GRADUACOESNYUSI

A Universidade Nachingwea realizou, hoje, pela primeira vez, a cerimônia de graduação, desde a sua fundação em 2013. São, ao todo, 48 técnicos-profissionais formados em Ciências Político-Jurídicas, Ciências Político-Econômicas, Economia Agrária, além de Economia e Desenvolvimento e Gestão de Empresas.

A cerimônia foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi. Na sua intervenção, o Chefe de Estado lembrou que as universidades não devem ensinar apenas as pessoas a conhecer a ciência, mas devem educá-las para a vida.

Aos estudantes, Nyusi recomendou que não se aliassem aos que apenas reivindicam e limitam-se a analisar o trabalho dos outros e disse que os recém-graduados foram formados para servir.una

A cerimônia teve momentos de premiação da melhor estudante, do estudante mais velho e da mais nova formada pela Nachingwea. Os recém-graduados dizem que esta é apenas a celebração pelo fim de uma etapa, mas que há agora o desafio de se enquadrarem no mercado.

O reitor da Universidade Nachingwea, Luís Covane, falou dos desafios que a sua instituição dirige, e destaca a necessidade de construção de um campus universitário definitivo, dado o facto de a instituição estar num local provisório.UNIVERDIDADE-NACHINGWEA-1024x680

A UNIVERSIDADE Nachingwea (UNA) foi a primeira instituição do Ensino Superior aberta no país pertencente a uma formação política: a Frelimo.

A Universidade Nachingwea está  localizada no posto administrativo da Machava, na província de Maputo, vem funcionando desde os princípios deste ano, com 140 estudantes, sendo 69 do sexo feminino e 71 do sexo masculino, distribuídos pelas faculdades de Ciências Políticas e Administração, Economia e Informática; Ciências Jurídicas e Ciências Agrárias.

Refira-se que a Universidade Nachingwea herda um patrimônio político concebido, desenvolvido e aprimorado ao longo da luta de libertação nacional.

Em Nachingwea, na Tanzânia, os combatentes da luta de libertação nacional lutavam com vigor e determinação contra o tribalismo, o regionalismo, o racismo e os complexos de inferioridade e de superioridade, bem como as tentativas de formulação de uma distinção estanque entre quadros militares e quadros políticos, pois qualquer membro da organização – a Frelimo – podia assumir uma ou outra missão.

No centro também se batia pela emancipação da mulher, integrando-a nos treinos também como instrutoras.

Em Nachingwea foram formados os primeiros quadros da Polícia que incluíam jovens recrutados no interior do país depois do 25 de Abril de 1974. Ali treinaram-se alguns guerrilheiros da ZANU que depois continuaram na Frente de Tete, antes de iniciarem as operações militares dentro do Zimbabwe.

China investirá 45 milhões de euros em construção de universidade em Cabo Verde

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O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje que, dentro de três anos, Cabo Verde terá um campus universitário ao nível de países mais desenvolvidos, agradecendo à China pelo apoio a um investimento estimado em 45 milhões de euros.

Ulisses Correia e Silva falava ao final da tarde, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo campus da universidade pública de Cabo Verde (UNICV), um projeto totalmente financiado pelo Governo da China.Delegação-de-Cabo-Verde-e-China

O chefe de Estado cabo-verdiano assinalou o facto de se tratar do maior projeto apoiado pela China em 40 anos de relações de cooperação com Cabo Verde, adiantando que representará um investimento de 45 milhões de euros e deverá estar pronto dentro de três anos.

“Dentro de três anos teremos um campus moderno, funcional e ao nível dos campus universitários de países mais desenvolvidos”, disse.

cabo-verde-chinaO primeiro-ministro sublinhou também a importância da cooperação chinesa para Cabo Verde, apontando outros investimentos emblemáticos que deverão arrancar em breve como os projeto Cidade Segura, nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, e de habitação social para eliminação dos bairros de barracas ainda existente em Cabo Verde ou a criação da Zona Económica Especial de São Vicente.

O embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaocong, considerou que este será um ano “muito dinâmico” na cooperação entre os dois países e revelou que a equipa chinesa que irá apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente chegará no próximo mês para começar a trabalhar.

O embaixador considerou que a recente visita a Cabo Verde do ministro dos Negócios Estrangeiros da China veio trazer uma “nova dinâmica nas relações entre os dois países” e sublinhou o apoio de Cabo Verde à iniciativa chinesa “Uma faixa, uma rota”, de ligação da China ao ocidente através de uma rede de portos.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, na cidade da Praia, o novo campus de foi projetado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, 5 auditórios, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Vai ser edificado pela construtora estatal chinesa Longxin Group e as obras inicialmente previstas para arrancar em maio deverão começar em julho.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-tera-campus-universitario-ao-nivel-de-paises-mais-desenvolvidos—pm-8578550.html

Moçambique: Festival Internacional Teatro de Inverno

JOAQUIMMATAVELJoaquim Matavel conta que o FITI é movido pela vontade de contribuir para a promoção da cultura

O Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI) é o mais longo movimento cultural que acontece em Moçambique e o único que reúne grupos e companhias teatrais anualmente. A acontecer em Maio, durante um mês, a plataforma pretende trazer, pela primeira vez, grupos de Portugal. Joaquim Matavel, coordenador do FITI, contou ao “O País” o que move esta máquina há 14 anos num país em que as artes são insustentáveis.

O que move esta máquina que há 14 anos está a fazer história em Moçambique e a influenciar grupos locais a terem projecção no exterior?

Vontade de fazer… Vontade de contribuir para o desenvolvimento da promoção da cultura moçambicana e em particular do teatro moçambicano. Mas, acima de tudo, muita vontade de poder fazer a diferença numa sociedade em que estamos toda a hora a reclamar de alguma coisa que não está bem.

Acredito que é por isso que faz sentido a seguinte reflexão: “os primeiros passos são inúteis quando não se chega ao fim”.

Este é um provérbio oriental que nós nos apropriamos dele. Fizemos a primeira edição deste festival, hoje internacional. Em 2004, decidimos que não podíamos mais parar. E porque os grupos amadores, que desde o início fizeram parte, acharam que foi uma alternativa muito boa, dentro de um ambiente em que temos falta de espaço para a prática do teatro e temos fraco patrocínio ou quase nenhum. Então, o festival apareceu como uma oportunidade para os grupos se apresentarem. E não só: a oportunidade para os grupos trocarem experiência e uns aprenderem com os outros, como também impulsarem aquilo que é o associativismo cultural.

O festival tem uma constante evolução. A partir de algum momento, o movimento ficou internacional. Que projecção ganhou no mundo?

Deixou de ser algo doméstico, algo só moçambicano. Passou a ser também, em primeiro lugar, dos angolanos. Os grupos de teatro angolanos nesta altura, em Angola, apresentam as suas obras, fazem as suas criações na perspectiva de se internacionalizarem, apresentando-se no FITI, em Maputo. Os grupos brasileiros também. Temos companhias brasileiras que sempre estão à espera que se abram candidaturas para poderem chegar a Moçambique e trazer o melhor do que se faz no Brasil. E hoje temos contacto, temos solicitações de várias partes do mundo, de gente que precisa vir a Moçambique e apresentar as suas criações.

Qual é o seu sentimento pelo facto de muitos grupos terem a possibilidade de apresentarem as suas peças apenas no festival?

É um sentimento dúbio. Por um lado, é uma frustração, mas ao mesmo tempo, é uma alegria muito grande. E posso dizer, com toda certeza e sem pestanejar, que o festival é catalizador para que existam grupos de teatro a formarem-se nas escolas e nos bairros a nível da cidade de Maputo e não só.

Qual é a relação entre o FITI e o Ministério da Cultura e Turismo?

O papel do Governo seria de criar cada vez mais programas e planos melhores para o desenvolvimento cultural no país. Deveria ser o papel do Ministério da Cultura e Turismo, de municípios e direcções provinciais resgatar aqueles cinemas que nalgum momento foram privatizados; deviam devolver às práticas culturais e erguer novos espaços para a prática cultural, porque, se a memória não me trai, não existe nenhuma sala construída pelo nosso Governo no período pós-independência que sirva para as artes.

Tendo em conta que o teatro é uma vertente artística que pauta pela divulgação de várias mensagens de crítica sociopolítica e não só, podemos assumir que durante um mês de festival temos um espaço de aprendizagem?

É um espaço para dar voz aos sem voz, por isso durante muito tempo fomos insistindo que este festival não tem lema. Cada grupo, cada companhia vai trazer o que de melhor tiver, vai trazer a abordagem que quiser, desde que esteja ali a manifestar-se. Vai trazer arte, crítica social, sátira, comédia ou tragicomédia, desde que seja uma mensagem que sirva para construir a sociedade moçambicana e o cidadão moçambicano.

Qual é o retorno das autoridades governamentais e da sociedade no geral em relação a prestação do festival?

O público é muito grato ao festival; os fazedores de teatro também o são, como também os estudantes e professores de teatro. As nossas estruturas governamentais… essas deviam, nesta altura, também começar a olhar para o festival como algo que representa este país, que é a bandeira deste país. Há um grande distanciamento entre aquilo que é a produção e a execução do festival e a intervenção do nosso Governo, do nosso Ministério, do nosso Município naquilo que poderia ser o apoio para que Moçambique tivesse um movimento teatral.

Além dos espectáculos, o festival agrega outras actividades, designadamente as oficinas, os debates, homenagens e concertos musicais. Quais são os novos paradigmas que advém dos debates, um conceito que chamam de “Papu Kultura”?

Foi considerando que o teatro não é para qualquer um (risos); é um exercício que precisa ser pensado. As pessoas não podem pensar que vão ao teatro para rir. As pessoas vão ao teatro para poder encontrar espelhos, para interiorizar as suas ideias, para reflectir sobre a própria condição humana e os problemas do dia-a-dia. Outro paradigma é a necessidade de se criar uma forma de casar o teatro com a escrita. Escrevemos muito, mas essa escrita não chega ao palco. Por outro lado, por que essas peças teatrais não podem ser matéria para a construção de livros?

Ano passado foi lançada a revista “Ser ou não ser”. O que este conceito vem mudar na história do FITI?

A revista surge do “Papu Kultura”, com a necessidade de registar o que acontece no nosso teatro. Longe de pensar num livro, decidimos pensar numa revista. Trazendo a revista tivemos outras constatações. A primeira é que escrevemos muito pouco sobre teatro e, segundo, há pouca gente que analisa as obras de arte.

http://opais.sapo.mz/index.php/entrevistas/76-entrevistas/44188-o-teatro-nao-e-para-qualquer-um.html

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.