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São Tomé e Príncipe depende de ajuda internacional

São-Tomé-e-Príncipe-Evaristo-Carvalho-vice-presidente-da-ADI-candidato-presidencialSão Tomé e Príncipe vive dependente “da generosidade internacional”, diz presidente
O Presidente de São Tomé e Príncipe advertiu a classe política que a construção da democracia não é uma obra acabada e apontou o desacerto na execução de políticas adequadas ao longo dos anos. O discurso de Evaristo Carvalho foi feito, quarta-feira (12), por ocasião do 42º aniversário da independência do país.
Evaristo Carvalho disse que o pouco aproveitamento das oportunidades conseguidas ao longo dos anos” está na origem da atual situação de pobreza do país”.

O país vive “dependente da generosidade internacional” e a economia “continua desequilibrada e persistente” na sua relação de dependência com o exterior, afirmou o presidente do arquipélago, citado pela rádio norte-americana VOA.

“O dia-a-dia do nosso país depende da generosidade internacional pois as nossas despesas de investimento são financiadas em mais de 90 por cento com recursos externos, o que limita às autoridades a possibilidade de execução de uma política genuína de desenvolvimento sustentado”, sublinhou Carvalho.

Na sua intervenção, apontou o “desacerto na execução de políticas adequadas”, e enfatizou que o “pouco aproveitamento das oportunidades conseguidas ao longo dos anos” está na origem da atual situação de pobreza do país.

Noutro aspecto, lembrou o poder político que a edificação e a consolidação do estado de direito democrático no arquipélago ainda “não é uma obra acabada e defendeu um corajoso, profundo e descomprometido” processo de reforma “em todos os setores da sociedade”

 

Fonte acessada dia 14 de julho de 2017: https://africa21digital.com/2017/07/13/sao-tome-e-principe-e-dependente-da-generosidade-internacional-diz-presidente/

Mugabe faz doação importante para a Fundação da União Africana

Addis Abeba – O Presidente zimbabweano, Robert Mugabe, ofereceu segunda-feira um milhão de dólares americanos à União Africana (UA) alegadamente provenientes da venda de 300 cabeças e se destinam financiar a instauração da Fundação da UA, noticiou a PANA.

ROBERT GABRIEL MUGABE, PRESIDENTE DO ZIMBABWE

FOTO: ANTÓNIO ESCRIVÃO

A oferta foi entregue à cimeira da UA aberta no mesmo dia em Addis Abeba, na Etiópia, onde o Presidente zimbabweano sublinhou o seu apelo para o uso pela organização continental das novas tecnologias para angariar fundos para África.

Mugabe indicou que a sua decisão de oferecer 300 cabeças de gado à UA sobreveio quando foi convidado a participar numa cerimónia de angariamento de fundos para criar a Fundação da UA, uma das novas instituições propostas para melhorar as respostas sociais às crises que abalam África.

O Presidente zimbabweano declarou ter efectuado esta doação guiada por uma “escolha natural”, enquanto criador africano, e que foi encorajado pelos demais membros do partido dirigente do Zimbabwe, a ZANU PF, quando lhes deu a conhecer a sua intenção.

O gado, que foi mostrado num vídeo durante a cimeira da UA, foi entregue aos oficiais da Comissão da UA, no Zimbabwe, e depois vendido para angariar o milhão de dólares americanos que o Presidente ofereceu.

“Esta venda foi bem acolhida no seio do meu partido”, declarou o Presidente Mugabe, para acrescentar que “este gesto nobre representa uma forma inovadora para financiar a UA”.

A Fundação da UA foi instaurada em 2013 para angariar fundos de indivíduos com vista a financiar os programas que reforçam os objectivos gerais da UA de ter uma instituição centrada nas populações.

Fonte:http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/6/27/Etiopia-Mugabe-oferece-milhao-dolares-Fundacao,d8e74229-ff27-455a-890d-124c46dd5605.html

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.