.
arquivos

Democracia

Esta categoria contém 31 posts

Pesquisas eleitorais de empresas brasileiras estão no centro do debate em Angola

zedu.pngUma empresa brasileira realiza uma sondagem em Angola e surge uma empresa angolana a desmentir que essa sondagem tenha sido feita, apenas e através dos órgãos de comunicação social do Estado, com destaque para o Jornal de Angola.

Parece anedota, e é.

Mas foi o que se passou com a história da sondagem feita pela empresa brasileira Sensus, que, além de colocar o MPLA em minoria nas eleições que aí vêm, apresentou um quadro catastrófico, divulgado pelo Maka Angola, da opinião da população relativamente ao governo do MPLA.

Depois da publicação da sondagem apareceu um tal de consórcio Marketpoll Consulting a desmentir os dados, acusando o Maka Angola de todos os desmandos e mais alguns, e ameaçando com mais processos judiciais, mantendo a táctica do regime de submeter Rafael Marques de Morais à ameaça e à pressão constante de acções judiciais contra si.

A questão é que a Marketpoll Consulting não é uma entidade independente, imparcial ou sequer neutral. É uma sociedade recente, constituída em 23 de Junho de 2015, no Cartório Notarial do Guiché Único da Empresa, por Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso, secretário do Conselho de Ministros e membro do Comité Central do MPLA. O director do Departamento para a Política de Quadros e membro do Comité Central do MPLA, Joaquim José Miguéis, também é sócio.

O objecto social da empresa é o planeamento e execução de campanhas, execução de pesquisas, desenvolvimento e produção de materiais de campanhas, entre outros. Facilmente se percebe que é um braço do MPLA para a execução da campanha eleitoral de 2017.

Entre 2003 e 2008, Frederico Cardoso exerceu as funções de director do Gabinete de Coordenação de Estudos e Análises do Comité Central do MPLA, e, de 2004 a 2008, foi, cumulativamente, chefe de gabinete do vice-presidente do MPLA Pitra Neto.

Em 2008, então na qualidade de director da Valleysoft, Frederico Cardoso foi um dos pivôs da fraude eleitoral desse ano, e com isso foi recompensado com o cargo de chefe da Casa Civil do presidente da República. Na altura, Frederico Cardoso também concorria às eleições e conquistou um assento no parlamento.

Esta Valleysoft, da qual Frederico Cardoso era sócio e gestor, formou consórcio com a infame empresa espanhola Indra para a provisão de soluções tecnológicas para o processo eleitoral. O custo inicial do contrato era de 61 milhões de dólares, mas foi logo inflacionado para 200 milhões de dólares.

Não há muito mais que possa dizer-se sobre a promiscuidade deste dirigente do MPLA e das razões de tão desastrada defesa ao declarar a inexistência de um relatório encomendado pelos seus superiores.

Portanto, o que temos aqui é um desmentido mentiroso. Trata-se de Frederico Cardoso, o homem do aparelho e do controlo das eleições do MPLA, a vir, por intermédio de supostas empresas de fachada, negar a sondagem publicada por Rafael Marques de Morais. Não é por se colocarem uns nomes em inglês que as empresas passam a ser credíveis.

Sejamos muito claros: esta Marketpoll é MPLA, é Frederico Cardoso. Os seus desmentidos nem valem o papel em que foram escritos. São apenas fases da ofensiva de propaganda em curso.

Além de se revelar a falsidade deste desmentido por parte de uma empresa de fachada do MPLA, há que averiguar, afinal, por que razão está a Sensus, empresa brasileira, associada a um dirigente do MPLA?

Será que estamos novamente perante as confusões milionárias de dinheiros entre MPLA e o Brasil, que levaram à prisão e condenação de João Santana? João Santana foi o marqueteiro brasileiro responsável pelas campanhas de JES e do MPLA, e devido a lavagem de dinheiro foi condenado a uma pena efectiva de prisão de oito anos pelo juiz Sérgio Moro.

Não podemos deixar de colocar a questão: que dinheiros andam a circular entre a Marketpoll do MPLA e a Sensus brasileira? Haverá aqui outra vez a possibilidade de lavagem de dinheiro?

Se querem processos judiciais, talvez seja de começar a investigar estas relações financeiras que, mais uma vez, se estabelecem para efeitos de campanha eleitoral entre o MPLA e o Brasil.

https://www.makaangola.org/2017/08/o-desmentido-mentiroso/

As pesquisas eleitorais em Angola estão divergindo.

Uma pesquisa realizada entre os dias 8 e 12 deste mês em todo o país pelo Consórcio Marketpoll Consulting, empresa angolana, e Sensus Pesquisa e Consultoria, empresa brasileira, dão vitória do MPLA e do seu candidato, João Lourenço, com 68 por cento dos votos.

João Lourenço vence as próximas eleições gerais
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Para o inquérito nacional, foram realizadas quatro mil entrevistas nas 18 províncias do país, tendo como base os dados do Registo Eleitoral de 2017. Em cada comuna, procedeu-se ao cálculo estatístico das quotas por sexo, idade e escolaridade, com base no Registo Eleitoral de 2017 e no Censo de 2014. A margem de erro da pesquisa é de  2,5 por cento para mais e para menos.
A Sensus é uma empresa constituída há mais de 30 anos, tendo entre os seus clientes, instituições credíveis brasileiras, angolanas e outras, a nível internacional, como a ONU/PNUD, o Banco Mundial, a Universidade de Chicago, a Universidade de Michigan, a London Business School e outras de grande, médio e pequeno porte, registando, nos seus mais de 30 anos de actuação, a realização de cerca de 150 pesquisas por ano, totalizando mais de 4.500 pesquisas.
Os dados da Sensus são divulgados pela imprensa nacional e internacional, como a Globo, a Record, o Estado de São Paulo, o Jornal de Angola, a revista Sábado de Portugal, o Washington Post, o New York Times, o Financial Times, a revista Economist, dentre outros. A Sensus é membro da ABEP (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa), tendo integrado o seu Conselho Director por oito anos, pautando-se, na realização das pesquisas, pelo Código de Ética da ESOMAR.

Sondagem falsa

O Consórcio Marketpoll Consulting e a Sensus Pesquisa e Consultoria desmentiram uma suposta sondagem eleitoral, veiculada pelo site “Maka Angola” no dia 10 de Agosto, e atribuída às duas empresas, que, de acordo com as consultoras, nunca foi realizada, sendo todos os dados contidos na matéria” falsos e irresponsavelmente difundidos”.
Num comunicado , as duas empresas afirmam que a matéria veiculada pelo “Maka Angola” socorre-se de uma fonte não credível, sendo completamente falsa e passível de responsabilização judicial, nos termos da lei angolana e no quadro internacional dos crimes cibernéticos.
“A Marketpoll/Sensus não reconhece e não aplicou qualquer questionário com o conteúdo veiculado por esse site, lê-se no comunicado, que acrescenta que atribuir à Sensus a “paternidade de tais dados demonstra uma clara tentativa de desinformação e manipulação da opinião pública nacional e internacional, com o objectivo de prejudicar o normal desenvolvimento do processo eleitoral em Angola”.
“ A Sensus não reconhece e demarca-se da autoria do conteúdo integral dessa sondagem (dados, tabelas, citações, conclusões), considerando-a da inteira e exclusiva responsabilidade do site Maka Angola, produto da sua imaginação e invenção, que reputa de irresponsável”, indica o comunicado.
A Marketpoll/Sensus afirma que trabalha em Angola em respeito à lei e dentro dos critérios técnicos e académicos nacionais e internacionais, de realização de inquéritos populacionais e rege-se pelo Código de Ética da ESOMAR World Research, entidade internacional que regula a conduta técnica e ética dos institutos de pesquisa.
Neste caso, acrescenta o comunicado, os dados das pesquisas, realizadas pela Marketpoll/Sensus diferem, radical e frontalmente, dos dados apresentados pelo site “Maka Angola” e que a Marketpoll/Sensus nunca realizou qualquer sondagem de opinião, com uma base amostral de 9.155 entrevistas no país.
“A Sensus Pesquisa e Consultoria repudia as ilações difamatórias e destituídas do mais elementar rigor científico, divulgadas pelo site Maka Angola, cuja autoria lhe é erroneamente atribuída, não devendo, por conseguinte, merecer crédito junto da opinião pública nacional e internacional”, lê-se no comunicado, em que acrescenta que tal procedimento é passível de responsabilização judicial, pelos danos morais aos promotores e à imagem da Sensus, a nível nacional e internacional.

Comício no Sumbe

O candidato do MPLA a Presidente da República orienta hoje, no Sumbe, Cuanza-Sul, um comício de apresentação das linhas de força do programa de governação para o período 2017-2022, caso vença as eleições gerais.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/sondagem_eleitoral_da_vitoria_ao_mpla

Oposição queniana não aceita a vitória de Uhuru Kenyatta

Nairobi – O líder da oposição queniana, Raila Odinga, 72 anps, prometeu domingo que não se renderá até que seja reconhecida a sua vitória nas eleições presidenciais, vencidas pelo presidente , enquanto aumentava a pressão para que acalmasse os seus simpatizantes.

RAILA ODINGA, LÍDER DA OPOSIÇÃO NO QUÉNIA

FOTO: ANGOP

Na sua primeira aparição pública desde sexta-feira à noite, Odinga também pediu aos seus simpatizantes para não irem trabalhar nesta segunda de manhã, após a pressão da comunidade internacional para que interviesse no sentido de arrefecer os ânimos no período pós-eleitoral, em que os distúrbios já deixaram 16 mortos desde sexta-feira.

O opositor anunciou que iria explicar na próxima terça-feira “o caminho a seguir” pelo seu partido político e assinalou: “Ainda não perdemos. Não cederemos”, insistiu em Kibera, subúrbio de Nairobi, reduto da oposição.

Confrontos violentos foram registados domingo na comunidade de Mathare, subúrbio de Nairobi, entre membros da etnia kikuyu, ligada ao presidente reeleito, Uhuru Kenyatta, e integrantes da etnia luos, apoiantes do opositor derrotado nas urnas.

A violência irrompeu depois que os luos incendiaram estabelecimentos de comerciantes kikuyus, provocando uma batalha campal entre ambos os grupos. Dois homens morreram.

Os incidentes ocorreram após uma visita de Odinga a Mathare para se encontrar com a família de uma menina de nove anos que morreu baleada na manhã de sábado quando estava na varanda no quarto andar de um prédio.

Odinga visitou o subúrbio de Kibera, onde, diante de milhares de apoiantes, afirmou que não aceitaria os resultados da eleição presidencial “roubada”, segundo ele, por Kenyatta.

“Ainda não perdemos. Não baixaremos a guarda. Esperem que anuncie o que deve ser feito, depois de amanhã”, assinalou no domingo.

Kenyatta foi reeleito presidente na noite de sexta-feira, para um segundo mandato de cinco anos, com 54,27% dos votos, frente a 44,74% de Odinga, segundo resultados oficiais. A oposição questiona os números.

Após o anúncio da vitória de Kenyatta, houve cenas de violência e saques em redutos da oposição, no Oeste do país e nos subúrbios de Nairobi, com um saldo de 16 mortos até a noite deste sábado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou Odinga a enviar “uma mensagem clara a seus simpatizantes para que se abstenham de recorrer à violência”. União Europeia e Reino Unido também fez um apelo por moderação, e felicitaram Kenyatta por sua vitória.

A coligação opositora, Nasa, afirma que Odinga venceu as eleições, cujo resultado responde, segundo ela, a uma manipulação electrónica do sistema de transmissão da contagem de votos usado pela comissão eleitoral. Mas descartou recorrer à Suprema Corte, como fez, em vão, em 2013.

A derrota deste ano é a quarta em eleições presidenciais sofrida por Odinga, após as de 1997, 2007 e 2013.

Embora a repressão policial esteja sendo firme, o ministro do Interior, Fred Matiangi, garante que a polícia não lançou mão do “uso desproporcional da força contra nenhum manifestante, em nenhum lugar do país”.

Na manhã de domingo, em Mathare, um dos subúrbios de Nairobi mais afectados pela violência, comerciantes reabriam suas lojas.

“Queremos ouvir o que Raila tem a dizer. Será ele que nos guiará. Se nos disser para sair às ruas, sairemos. Se quiser que fiquemos em casa, ficaremos”, declarou o cabeleireiro de Humpfrey Songole, 25, horas antes de Odinga se pronunciar em Kibera.

Os distúrbios actuais diferem do conflito de há 10 anos, que deixou mais de 1,1 mil mortos e 600 mil deslocados. Apesar de reflectirem antigas divisões tribais, no momento estão circunscritos aos redutos da oposição.

O contexto político também é diferente: após as eleições de 2007, a maioria dos confrontos opuseram os kikuyu de Kenyatta aos kalenjin, etnias actualmente aliadas. De fato, o vice-presidente William Ruto é um kalenjin.

Actualmente, apenas a etnia luo, à qual pertence Odinga, parece estar mobilizada.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/7/33/Quenia-Lider-oposicao-promete-continuar-contestar-vitoria-Kenyatta,beec95fd-beae-4215-a628-30879fa6ce67.html

Obama pede aos quenianos se empenharem para que eleições sejam pacíficas e credíveis

obama

 

Washington – O ex-presidente norte-americano, Barack Obama, instou todos os quenianos a empenharem-se em eleições “pacíficas e credíveis” no Quénia, num escrutínio fundamental para o país leste africano, terra natal do seu pai, noticiou a Reuters.

 

“Apelo aos dirigentes quenianos a rejeitarem a violência e respeitarem a vontade do povo”, escreveu segunda-feira Obama, há algumas horas do início do escrutínio que opõe o presidente Uhuru Kenyatta a Raila Odinga, candidato já três vezes derrotado.

obama quenia.jpg

O antigo chefe de Estado democrata, que deixou o poder em Janeiro deste ano, apelou ainda “a todos os quenianos para que se comprometam em eleições pacíficas e credíveis, para reforçar a confiança na nova Constituição e no futuro do país”.

Quase 20 milhões de quenianos são chamados nesta terça-feira às urnas para escolher o seu presidente, os governadores, deputados, senadores e representantes locais.

Estas eleições realizam-se dez anos após a onda de violência políitico-étnica de 2007-2008 que deixou mais de mil mortos e mais de 600 mil deslocados.

Sublinhando que os quenianos conhecem melhor que ninguém “os sofrimentos inúteis” suportados aquando da crise de 2007, Obama instou-os a desenvolver o país a partir dos progressos dos últimos anos “em vez de os colocarem em perigo”.

“O conjunto dos quenianos perderá se o país mergulhar na violência. Durante as três décadas que passaram desde a minha primeira visita ao Quénia, em 1987, fui testemunha dos vossos progressos notáveis”, repetiu, para sublinhar a que ponto as eleições desta terça-feira constituem “uma etapa fundamental” que não pode ser desperdiçada.

“Enquanto amigo do povo queniano, exorto-vos a trabalharem para um futuro que não seja sob o signo do medo e da divisão, mas sob o da unidade e da esperança”, concluiu.

Eleições em Angola é momento decisivo para o futuro do país

O secretário-geral do MPLA, Paulo Kassoma, considera o dia 23 de Agosto um momento decisivo para o futuro do país, em que os angolanos vão às urnas votar no partido que vai governar Angola nos próximos cinco anos.

Secretário-geral do MPLA apresentou o programa no Tômbwa
Fotografia: Afonso Costa | Edições Novembro | Namibe

Falando num acto de massas, na praia do Banho, no município do Tômbwa, província do Namibe, Paulo Kassoma salientou que esta será a data em que a história da democracia vai consagrar a vitória do MPLA, o partido que melhor responde à confiança do povo angolano.
O político sublinhou que o MPLA conduziu o povo à conquista da independência e preservação da soberania, da paz e reconciliação entre irmãos desavindos pela guerra e continua a garantir a união entre todos os angolanos, premissa importante para a reconstrução da pátria.
Disse que as atenções do próximo governo do MPLA vão estar centradas, fundamentalmente, no desenvolvimento de Angola, alicerçado no homem, como centro de toda a acção, no fomento do emprego e estímulo ao investimento privado em todas as cadeias produtivas.
O MPLA definiu uma atenção especial para o ensino superior, a melhoria da prestação dos serviços hospitalares e o alargamento da base de dados de quadros nacionais em todos os domínios económicos e sociais, estimulando assim a oferta educativa de qualidade para os docentes.
“O MPLA defende ainda a aposta do seguimento do sector empresarial, nas micro, pequenas e medias empresas, como forma de estimular o emprego e o crescimento dasiniciativas privadas, alargando a escala da classe e dos contribuintes em Angola”, disse Paulo Kassoma, para quem as potencialidades turísticas, agropecuárias, pesqueiras, geológicas mineiras, vão permitir gerar centenas de empregos.
O político sublinhou que a entrada em funcionamento do corredor mineiro, proporcionará mais empregos para a juventude, e, para tal, é preciso que esta franja da sociedade aposte seriamente na sua formação académica.
Reconheceu os ganhos que a província obteve nestes 15 anos de paz com a construção e reabilitação de estradas que permitiram a livre circulação de pessoas e bens, a melhoria dos sistemas de abastecimento de água e energia eléctrica e a abertura de novas unidades de ensino superior, fundamentalmente do sector das pescas, com a abertura da Academia de Pescas e Ciências do Mar.
“O Tômbwa está a ressurgir com a construção de novas infra-estruturas, concretamente, do porto pesqueiro, e reabilitação de unidades pesqueiras e de transformação, os quatro mil focos habitacionais construídos nas duas centralidades, que proporcionarão o sonho da casa própria da nossa juventude; isso tudo é obra do MPLA e vamos continuar a trabalhar para que novos projectos possam surgir”, disse Paulo Kassoma.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mpla_pede_voto_decisivo_para_o_futuro_a_23_de_agosto

50 000 imigrantes do Haiti e do Senegal em Santa Catarina no Brasil

Apesar do preconceito, dificuldades de trabalho, eles dizem que aqui é melhor que em seus países.

Conheça os desafios e o dia a dia de imigrantes que vivem em Santa Catarina

Conheça os desafios e o dia a dia de imigrantes que vivem em Santa Catarina

Há dois anos, Santa Catarina recebeu 50 mil imigrantes do Haiti e do Senegal. No entanto, faltam políticas públicas para acolhê-los. Apesar do preconceito, das dificuldades de inserção no mercado de trabalho, viver no estado, é melhor do que em seus países, como mostrou o Jornal do Almoço.

“Eu mando dinheiro para eles [os familiares] todo mês”, contou a auxiliar de cozinha Sanon Willie, do Haiti.

“Eu encontrei um Brasil diferente do que imaginei, porque esperava encontrar uma resposta e nesse momento começava uma verdadeira crise”, disse Moussa Faye, do Senegal.

Willie trabalha como auxiliar de cozinha e ajuda a família no Haiti (Foto: Reprodução RBS TV)Willie trabalha como auxiliar de cozinha e ajuda a família no Haiti (Foto: Reprodução RBS TV)

Willie trabalha como auxiliar de cozinha e ajuda a família no Haiti (Foto: Reprodução RBS TV)

Sanon Willie demorou seis meses para encontrar trabalho, mas agora está satisfeita como funcionária de um restaurante. Para ela, o mais difícil é a saudade dos parentes.

“Eu estou feliz aqui e triste também porque tenho saudade da minha família”, afirmou.

Preconceito

Para Moussa, a dificuldad e é outra: “A gente encontra sempre preconceito, mas tem que saber lutar contra isso”, declarou emocionado. Ele é professor de idiomas, mas no Brasil trabalhou como servente de pedreiro e hoje está desempregado. Moussa recebe R$ 120 pelos dois dias por semana em que ajuda em uma associação cultural. O valor é quase insuficiente para pagar o aluguel de R$ 450.

Moussa era professor de idiomas no Senegal, no Brasil enfrenta preconceito e não consegue trabalho (Foto: Reprodução RBS TV)Moussa era professor de idiomas no Senegal, no Brasil enfrenta preconceito e não consegue trabalho (Foto: Reprodução RBS TV)

Moussa era professor de idiomas no Senegal, no Brasil enfrenta preconceito e não consegue trabalho (Foto: Reprodução RBS TV)

“Eles se deparam com o preconceito porque são pobres, são negros, são discriminados no atendimento em postos de saúde, são discriminados no ônibus. Eles descobrem que o Brasil, que internacionalmente até 2015 vivia uma imagem muito positiva no exterior de país acolhedor, era acolhedor com alguns tipos de migrantes, com esses não”, afirmou Gláucia Assis, coordenadora do Observatório de Migrações da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Estado construído por migrantes

Santa Catarina é um estado que se desenvolveu pela mão de obra de migrantes. Para a pesquisadora, isso aconteceu porque a chegada de alemãs, italianos, portugueses e franceses no século XIX foi amparada por políticas públicas.

Pesquisadora diz que SC precisa de imigrantes para crescer (Foto: Reprodução RBS TV)Pesquisadora diz que SC precisa de imigrantes para crescer (Foto: Reprodução RBS TV)

Pesquisadora diz que SC precisa de imigrantes para crescer (Foto: Reprodução RBS TV)

“Foi difícil, as pessoas trabalharam muito, mas elas tiveram acesso à terra, tiveram políticas migratórias que de alguma forma os acolheram. O que acontece com os migrantes que chegam agora, os haitianos, senegaleses, ganeses, é que eles se deparam com uma lei migratória muito antiga e a sociedade civil, que com algum apoio de prefeituras e do estado, foi fazendo o acolhimento dessas pessoas”, explicou Gláucia Assis.

Moussa recebe R$ 120 por dois dias de trabalho em projeto (Foto: Reprodução RBS TV)Moussa recebe R$ 120 por dois dias de trabalho em projeto (Foto: Reprodução RBS TV)

Moussa recebe R$ 120 por dois dias de trabalho em projeto (Foto: Reprodução RBS TV)

Um exemplo dessa falta de políticas públicas é o Centro de Referência de Atendimento ao Migrante. Apesar de licitação ter sido feita há um ano, os recursos estarem garantidos ainda não começou a funcionar. No local, deve ser oferecido atendimento psicológico, apoio para fazer documentos, entre outros serviços.

A reportagem da RBS TV procurou a secretaria de estado de Assistência Social, mas até a publicação desta notícia não recebeu os dados. O órgão também não soube informar o prazo para a entrega do Centro de Referência. Enquanto isso, os estrangeiros continuam chegando, agora também os refugiados.

Gerson veio da Venezuela com a mulher e o filho (Foto: Reprodução RBS TV)Gerson veio da Venezuela com a mulher e o filho (Foto: Reprodução RBS TV)

Gerson veio da Venezuela com a mulher e o filho (Foto: Reprodução RBS TV)

Refugiados

“Meu nome é Gerson Joel Zambrano Lingstuyl. Eu sou venezuelano e com a crise da Venezuela está acontecendo uma coisa muito ruim lá, não tem comida, remédio, medicina”, declarou o jovem que trabalha como caixa de um supermercado.

Na Venezuela, ele era funcionário de um banco, mas não conseguia comprar alimentos suficientes para passar o mês. No Brasil, ganha dois salários mínimos mensais e com esse valor pode alimentar a família.

O filho Jeremias, de 15 dias, deu coragem a Gerson para buscar junto com a mulher uma vida melhor no Brasil. “Eu saí por ele, eu sonho para ele tudo, eu quero dar a melhor escola, a melhor educação. Eu quero dar para ele o que eu não tinha quando era um menino”, disse o rapaz.

Hisham (à direita) veio da Síria com toda família (Foto: Reprodução RBS TV)Hisham (à direita) veio da Síria com toda família (Foto: Reprodução RBS TV)

Hisham (à direita) veio da Síria com toda família (Foto: Reprodução RBS TV)

Há dois anos, o comerciante Hisham Yasin deixou a Síria com a família para fugir da guerra. “Porque lá a vida era difícil, há sete anos estão em guerra, mais de 7 milhões de pessoas morreram, outros 7 milhões estão refugiados”, com Hisham.

Apesar das dificuldades, as pessoas ouvidas pela RBS TV, encontraram no Brasil, uma situação melhor do que em seus países.

“Aqui é fácil, tem saúde, chego ao hospital e sou atendida. Lá no Haiti é muito difícil, o hospital público é difícil e o particular é muito caro. Aqui, minha vida é melhor ”, relatou Willin Sanon.

“Meus irmãos e irmãs pequenos estão na escola, de graça, é muito bom. O Brasil aqui é bom mesmo”, contou Hisham.

Hisham quer vender doces e salgados árabes para todo estado (Foto: Reprodução RBS TV)Hisham quer vender doces e salgados árabes para todo estado (Foto: Reprodução RBS TV)

Hisham quer vender doces e salgados árabes para todo estado (Foto: Reprodução RBS TV)

Aqui é melhor

Enquanto os irmãos estudam, ele produz doces e salgados árabes. “Quero levar meus doces para todo estado, são uma delícia”, disse.

“Nessa abertura para o outro, a gente aprende que a cor da pele não torna as pessoas nem inferiores nem piores. Eu acho que a gente aprende a lidar com o preconceito e a gente descobre que este estado que construiu o seu discurso em cima da migração, pra que ele continue crescendo, ele precisa dos imigrantes que chegaram agora”, afirmou a pesquisadora Gláucia Assis.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/sc-tem-50-mil-imigrantes-faltam-politicas-publicas-de-acolhimento-diz-pesquisadora-da-udesc.ghtml

Kagame foi reeleito presidente de Rwanda com 98% dos votos

Rwandan-President-Paul-Kagame

Como se esperava o presidente do Ruanda, Paul Kagame, foi reeleito, ontem, nas eleições presidenciais com mais de 98 por cento dos votos. Os ruandeses estão a festejar mais esta vitória do presidente reeleito, Kagame, que dirige o país com mão de ferro, mas tem conseguido criar riqueza, desenvolvimento, escolas, hospitais e empregos, para a população ruandesa.

Sem grandes expectativas, já se sabia, segundo todas as sondagens e análises, o presidente ruandês, Paul Kagame, foi reeleito, nas eleições presidenciais, desta sexta-feira, 4 de agosto, pela terceira vez consecutiva.

Foi, como aconteceu no passado, uma vitória esmagadora, com o chefe de Estado-candidato, Paul Kagame, a ser plebiscitado, por mais de 98% dos ruandeses.

Paul Kagame, continua assim por mais 7 anos neste terceiro mandato, estando no poder, há 23 anos anos.

De 59 anos, Paul Kagame, é tido como um herói no país, por ter posto fim ao genocídio de 1994 e desenvolvido o Ruanda, país com indicadores de crescimento económico, criação de empregos, escolas e hospitais, dos mais altos de África.

O autoritarismo de Paul Kagame e as críticas que lhe são feitas por ONG’S, passam para segundo plano, porque para o povo ruandês, o que mais interessa, é ter um presidente forte, que cria empregos e melhora as suas condições de vida.

De notar que a Comissão eleitoral, publicou ontem à noite resultados com base em 80%de boletins escrutinados, dando uma vitória a Paul Kagame, com 98,66% dos sufrágios expressos, resultados superiores às suas vitórias, em 2003, com 95% e em 2010, com 93% dos votos.

Em segundo lugar, veio o independente, Philippe Mpayimana, com 0,73% dos sufrágios e em terceiro, Frank Habineza, líder do Partido demcorático, que ficou pelos 0,45% dos votos.

Observadores consideram que as candidaturas de Mpayiamana e Habineza, não passavam de fachada, fazendo crer a comunidade internacional, que houve eleições pluralistas, livres e justas no país.

O facto é que Paul Kagame é adorado pela população que, ainda em termos de números, votou SIM no referendo de 2015, com 98%, para modificar a constituição permitindo-lhe concorrer para este terceiro mandato, que ganhou, facilmente.

Sobre a personalidade autoritária de Paul Kagame, oiçamos a análise, do psicólogo e ex-ministro caboverdiano do MPD, José Reis, que prefere destacar  as capacidades do presidente ruandês, enquanto reconstrutor do Ruanda.afria

http://pt.rfi.fr/africa/20170805-paul-kagame-reeleito-presidente-do-ruanda

Coligação politica do presidente do Senegal venceu as eleições

pres

A coligação liderada pelo partido presidencial venceu as eleições legislativas de domingo no Senegal, ganhando na grande maioria dos 45 departamentos administrativos do país, reivindicou o primeiro-ministro cessante senegalês.

 

Citado pela agência noticiosa senegalesa APS, Mohammed Dionne referiu que os dados da coligação liderada pela Aliança para a República (ApD, do chefe de Estado Macky Sall) indicam que venceu em 42 dos 45 distritos eleitorais, assumindo que o Governo de Dacar acabou por ser “plebiscitado” pelos eleitores.

Os resultados das legislativas senegalesas de domingo, votação que contou com uma taxa de participação de 54%, deverão ser conhecidos ao longo da semana em curso.

Até agora, nem o Partido Democrático Senegalês (PDS), do antigo chefe de Estado Abdoulaye Wade (2000/12), nem a lista liderada pelo presidente da Câmara de Dacar, Khaliffa Sall, se pronunciaram sobre os resultados da votação.

As legislativas de domingo no Senegal, que contaram com a apresentação de um número recorde de listas, 47, mais 23 do que as que concorreram às urnas na votação de 2012, são encaradas como uma antecâmara das presidenciais previstas para o início de 2019.

Segundo sondagens locais, Macky Sall e Khaliffa Sall são os dois principais candidatos, apesar de o presidente da câmara de Dacar estar actualmente detido por alegadas fraudes financeiras na autarquia.

Mais de 6,5 milhões de eleitores foram chamados às urnas instaladas em mais de 14.000 assembleias de voto no país e mais oito no estrangeiro.

A Assembleia Nacional senegalesa conta com 165 deputados, mais 15 do que os eleitos em 2012, fruto de uma alteração constitucional que, em 2016, permitiu incluir dezena e meia de parlamentares em representação da diáspora.

Dos 165 deputados, 105 são eleitos por maioria, uma vez que o sistema favorece o partido vencedor em cada departamento, elegendo todos os parlamentares da respectiva lista.

Os restantes 60 serão repartidos através do método de proporcionalidade.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/mundo/item/54167-senegal-coligacao-presidencial-reivindica-vitoria-nas-legislativas

Robert Mugabe é pressionado pela mulher para indicar sucessor no Zimbabwe

MUGABEFB.jpg

Oposição zimbabweana preocupada com independência judicial do país

Nos últimos meses, a luta para sucessão do presidente Mugabe tem-se intensificado no seio do partido ZANU-PF. Depois de ter dito no início do ano que Mugabe seria o candidato do partido no poder nas eleições de 2018, mesmo em forma de cadáver, a primeira-dama apareceu, nesta semana, a exigir que Mugabe escolha seu sucessor, de modo que os membros do partido tenham um candidato definido para apoiar, escreve o The Guardian.

“Eu sei que o Presidente insiste em não querer impor um novo candidato. Mas eu sempre discuti com ele que tem o papel e o direito de fazer parte deste processo. Porque nós o respeitamos. E a sua palavra vai ser decisiva. Gravem as minhas palavras. A sua palavra vai ser decisiva”, referiu.

Os pronunciamentos da primeira-dama dividiram a opinião dos cidadãos zimbabweanos. Por um lado, há os que concordam com a primeira-dama, por outro, os que querem que Mugabe não só não aponte o possível sucessor, como renuncie ao cargo.

A oposição está também preocupada com independência judicial do país. O Parlamento zimbabweano alterou, terça-feira, a Constituição, dando ao chefe de Estado, Robert Mugabe, poderes para nomear os três principais juízes.

O chefe do Estado mais velho do mundo, que há três semanas visitou Singapura por questões de saúde, está no poder desde 1980, ano em que Zimbabwe conquistou a independência.

http://opais.sapo.mz/index.php/internacional/56-internacional/45875-primeira-dama-do-zimbabwe-pressiona-robert-mugabe-a-indicar-seu-sucessor.html

Presidente de Angola poderá manter o poder e a imunidade, mesmo depois de deixar o cargo

 

Jose Eduardo

José Eduardo dos Santos deve manter o controlo nos bastidores quando deixar de ser Presidente de Angola, este mês, depois de quase quatro décadas no poder”, escreve a agência de informação financeira Bloomberg, citada pelo Notícias ao Minuto, num artigo dedicado à maneira como o chefe de Estado angolano está a gerir a saída da Presidência, cargo que ocupa desde 1979.

“Dos Santos não tem qualquer intenção de largar o poder”, disse o analista da NKC African Economics Gary van Staden, na Cidade do Cabo, à Bloomberg, acrescentando que o objetivo é “manter bem colocadas as alavancas que garantem o poder, assegurando-se que os seus amigos das forças de segurança ficam nos seus postos e que ele fica protegido”.

No artigo, a Bloomberg escreve que José Eduardo dos Santos, agora com 74 anos, liderou o país durante a guerra civil e deixou Angola no topo dos maiores produtores de petróleo em África, mas também nos índices que denunciam a corrupção e o nepotismo.

“A família do Presidente e os seus aliados acumularam fortunas enquanto mais de metade da população de 27 milhões continua a agonizar na pobreza”, diz a agência de informação financeira, exemplificando com a fortuna de 2,3 mil milhões de dólares atribuída a Isabel dos Santos, filha do Presidente e a mulher mais rica de África, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.

Apesar das críticas aos negócios feitos pelo Presidente e pela sua família, “dos Santos não deverá ser julgado por qualquer irregularidade”, já que no final de Junho, o Parlamento garantiu-lhe um lugar no Conselho da República, um órgão de aconselhamento do Presidente cujos membros gozam de imunidade judicial.

Já no final deste mês, o Parlamento aprovou uma lei que prolonga o mandato dos líderes de militares, polícias e dos serviços de inteligência de seis para oito anos, só podendo ser demitidos se forem culpados de “conduta criminal ou disciplinarmente grave”.

Assim, a maior ameaça à manutenção do poder de José Eduardo dos Santos não vem dos inimigos políticos, nem da oposição, mas sim da sua saúde, considera a Bloomberg, lembrando as “visitas de caráter privado a Espanha” para receber tratamento médico.

Em caso de morte ou impossibilidade de cumprir o mandato até ao fim, o vice-presidente e candidato presidencial do MPLA, João Lourenço, avança automaticamente para o topo da hierarquia, mas até lá está vinculado ao Presidente.

“Ele não tem capital político e vai ter dificuldades em estabelecer a sua autoridade porque os membros da família de Eduardo dos Santos vão manter a sua influência”, concluiu o director executivo da consultora de risco EXX Africa, Rober Besseling.

As eleições angolanas estão marcadas para dia 23 deste mês, com as sondagens a apontarem para uma vitória do MPLA, com cerca de 60%.

http://opais.sapo.mz/index.php/internacional/56-internacional/45928-jose-eduardo-dos-santos-mantera-o-poder-fora-da-presidencia.html

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.