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Cooperação Técnica

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China investirá 45 milhões de euros em construção de universidade em Cabo Verde

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O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje que, dentro de três anos, Cabo Verde terá um campus universitário ao nível de países mais desenvolvidos, agradecendo à China pelo apoio a um investimento estimado em 45 milhões de euros.

Ulisses Correia e Silva falava ao final da tarde, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo campus da universidade pública de Cabo Verde (UNICV), um projeto totalmente financiado pelo Governo da China.Delegação-de-Cabo-Verde-e-China

O chefe de Estado cabo-verdiano assinalou o facto de se tratar do maior projeto apoiado pela China em 40 anos de relações de cooperação com Cabo Verde, adiantando que representará um investimento de 45 milhões de euros e deverá estar pronto dentro de três anos.

“Dentro de três anos teremos um campus moderno, funcional e ao nível dos campus universitários de países mais desenvolvidos”, disse.

cabo-verde-chinaO primeiro-ministro sublinhou também a importância da cooperação chinesa para Cabo Verde, apontando outros investimentos emblemáticos que deverão arrancar em breve como os projeto Cidade Segura, nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, e de habitação social para eliminação dos bairros de barracas ainda existente em Cabo Verde ou a criação da Zona Económica Especial de São Vicente.

O embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaocong, considerou que este será um ano “muito dinâmico” na cooperação entre os dois países e revelou que a equipa chinesa que irá apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente chegará no próximo mês para começar a trabalhar.

O embaixador considerou que a recente visita a Cabo Verde do ministro dos Negócios Estrangeiros da China veio trazer uma “nova dinâmica nas relações entre os dois países” e sublinhou o apoio de Cabo Verde à iniciativa chinesa “Uma faixa, uma rota”, de ligação da China ao ocidente através de uma rede de portos.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, na cidade da Praia, o novo campus de foi projetado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, 5 auditórios, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Vai ser edificado pela construtora estatal chinesa Longxin Group e as obras inicialmente previstas para arrancar em maio deverão começar em julho.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-tera-campus-universitario-ao-nivel-de-paises-mais-desenvolvidos—pm-8578550.html

Chineses estão negociando com empresários lusófonos

Encontro-Empresarios-O encontro de empresários chineses e dos países lusófonos realizado em Cabo Verde levou a concretização de 10 protocolos assinados entre várias empresas e organizações da China e dos países de língua portuguesa.

A China é um dos mais importantes parceiros dos países de língua portuguesa, tendo as trocas comerciais entre os dois blocos atingido os 100 bilhões de dólares em 2016 (cerca de 90 bilhões de euros), segundo dados apresentados no encontro.

O investimento das empresas chinesas nos países lusófonos ascendia a 50 bilhões de dólares (cerca de 40 bilhões de euros), enquanto as empreitadas chinesas nesses países atingiam os 90 bilhões de dólares (cerca de 80 milhões de euros).
Os protocolos assinados preveem o fortalecimento do intercâmbio com a China de Angola e Cabo Verde, a representação do café de Cabo Verde na China, o planeamento, construção e gestão de um hospital privado na cidade da Praia e a criação de uma aliança de serviços jurídicos, entre outros.

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A presidente da Cabo Verde Trade Invest destacou também os encontros bilaterais e os vários contactos recebidos durante o encontro no sentido da abertura de empresas em Cabo Verde para dar tradução prática aos protocolos assinados.

“Senti que há um interesse enorme por Cabo Verde. Este é um passo enorme e a partir daqui vamos seguir em frente juntos”, disse.

Encontro-Empresarios

Mais de 400 representantes de organismos institucionais e empresas da China e dos países lusófonos participaram no Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa

Da reunião saiu a decisão de que Portugal será o país anfitrião do próximo encontro, que deverá decorrer em Lisboa, no próximo ano.

Esta será a terceira vez que Portugal acolherá o encontro, que no ano passado se realizou na Guiné-Bissau com a participação de mais de 30 empresas portuguesas.

O encontro foi realizado em parceria pela Cabo Verde Trade Invest e pelas agências de investimento da China, Macau e países lusófonos.

Moçambique participa da reunião de cupula com os EUA

Encontro-com-empresrios-moambicanos1.gifAcelerar a implementação dos acordos já alcançados sobre a exploração do gás natural na bacia do Rovuma será determinante para que Moçambique não perca as oportunidades que atualmente se oferecem no mercado internacional deste recurso. A tese é do presidente do Conselho de Administração da ENH, Omar Mithá, que integra a delegação moçambicana que participa na cimeira bienal Estados Unidos-África, que hoje inicia na cidade norte-americana de Washington.

Para participar no encontro e cumprir uma agenda de diplomacia econômica e política, o Presidente da República, Filipe Nyusi, chegou ao princípio da manhã de ontem a Washington, tendo iniciado logo os contactos que se prolongaram até ao fim do dia.

No breve encontro que manteve com a delegação empresarial que o acompanha, Nyusi garantiu que, à semelhança do que fez no encontro similar realizado também em Washington com a comunidade de investidores norte americanos, vai aproveitar todos os encontros agendados para falar da disponibilidade que o sector empresarial moçambicano tem de trabalhar em parcerias que viabilizem os negócios em Moçambique.

Um dos encontros mais importantes que o Presidente manteve ontem foi com o Secretário de Estado Norte americano, Rex Tillerson, ele que foi um dos dinamizadores da entrada da firma norte-americana EXXON no negócio do gás natural do Rovuma.

Sobre o ponto da situação destes, o PCA da ENH disse que numa altura em que a oferta de gás natural é particularmente excessiva no mercado internacional, Moçambique precisa assegurar que se acelere o passo particularmente em relação aos projectos operados pela companhia norte-americana Anadarko, na Bacia do Rovuma mas, acima de tudo, importa que haja equilíbrio entre os interesses de ambas partes.

“A nossa visão é que tudo que possa depender do Governo ou da Anadarko neste projecto, seja discutido e ultrapassado rapidamente. Mas mais importante ainda é que Moçambique localize benefícios para si, que pode ser, por exemplo, a industrialização da península de Palma e abertura para um acesso maior às infra-estruturas que estão a ser desenvolvidas ao abrigo do projecto”, disse o PCA da ENH, que também se referiu à necessidade de se acelerar também os projectos da EXXON que, segundo disse, acaba de ser admitida na área quatro da Bacia do Rovuma.

Mithá anunciou ainda que a EXXON ganhou os concursos para a concessão dos blocos de Angoche e Zambézia, estando agora em curso negociações visando a aproximação de interesses de parte a parte.

“Vamos encontrar zonas de concórdia. Por vezes, é apenas uma questão de linguagem, porque por vezes ficam reservas sobre problemas de estabilidade, embora Moçambique não tenha algum histórico de turbulências em períodos pós-eleitorais. No entanto, como se trata da primeira experiência da EXXON em Moçambique, é natural que haja essas preocupações que, seguramente, serão tratadas e ultrapassadas sem prejudicar os projectos”, explica a fonte.

Em relação ao bloco quatro, Mithá disse que a linguagem daqui para frente é acção pois, segundo advertiu, a derrapagem dos custos pode prejudicar o modelo do projecto.

Hoje o Chefe do Estado vai participar na abertura oficial da cimeira bienal EUA-África e num encontro restrito de trabalho com homens de negócio das áreas de agricultura e agro-negócio. Estão igualmente agendados encontros com representantes de várias companhias multinacionais norte-americanas, incluindo a Exxon Mobil, Caterpillar, Mosanto, Anadarko e John Deere, esta última especializada em equipamentos agrícolas.

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/destaque/68489-mocambique-na-cimeira-bienal-eua-africa-ha-motivos-para-acelerar-o-passo.html

Senado aprova acordos do Brasil com Moçambique e Angola

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (24), em votações simbólicas, dois acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro em 2015, visando facilitar investimentos e cooperação com nações africanas de língua portuguesa: Angola (PDS 1/2017) e Moçambique (PDS 2/2017). Ambos os projetos de decreto legislativo seguem para promulgação.

Os acordos permitem maior divulgação de oportunidades de negócios, troca de informações sobre marcos regulatórios, um conjunto de garantias para o investimento e mecanismo adequado de prevenção e, eventualmente, solução de controvérsias. O novo modelo propicia um quadro sólido para os investimentos entre os países.

Cada um dos acordos será gerido por um Comitê Conjunto, composto por representantes dos governos. Essas instâncias terão como funções compartilhar oportunidades visando à expansão dos investimentos recíprocos; solicitar e acolher a participação do setor privado e da sociedade, além de resolver amigavelmente questões e controvérsias sobre investimentos de cada um dos países. Representantes de ONGs também poderão ser convidados a participar desses comitês.

Os textos determinam ainda a criação de Pontos Focais ou Ombudsmen, que terão como função primordial dar apoio aos investimentos da outra parte realizados em seu país. O Brasil estabeleceu seu Ponto Focal na Câmara de Comércio Exterior (Camex), enquanto Angola e Moçambique optaram por secretarias de comércio vinculadas a seus respectivos Ministérios de Relações Exteriores.

Os acordos também preveem que os investimentos não poderão ser expropriados ou nacionalizados, exceto em virtude de utilidade ou interesse públicos, porém de maneira não discriminatória, com pagamento da efetiva indenização e seguindo o devido processo legal.

No caso da expropriação, a compensação devida deverá ser paga sem demora, de acordo com a legislação do país e equivalente ao valor justo de mercado.

Os textos exigem ainda que os investidores deverão se empenhar em realizar o maior número possível de contribuições para o desenvolvimento sustentável do país em que vai atuar, adotando práticas socialmente responsáveis, com respeito aos direitos humanos, incentivo ao desenvolvimento do capital humano e fortalecimento da capacidade local.

Candidato do MPLA a presidência de Angola promete transparência à jornal dos EUA

João Lourenço1“Uma das nossas prioridades é melhorar o ambiente para o investidor privado, seja nacional ou estrangeiro, e isso significa que vamos combater a corrupção, porque acreditamos que este mal afecta o nosso esforço de atrair investidores privados”, disse João Lourenço, em entrevista ao “The Washington Post”, baseada na eventualidade de se tornar Presidente da República nas eleições de 23 de Agosto.
João Lourenço afirmou que o sector público ainda tem um papel importante na reconstrução e construção de infra-estruturas, mas ainda assim são áreas onde podem ser estabelecidas parcerias público-privadas. Outras áreas, como a exploração de aeroportos, vão ser cem por cento com investimento privado.
O ministro falou também dos preços do petróleo no mercado mundial. “Hoje não estamos muito preocupados com a necessidade do aumento dos preços do petróleo. Não que não queiramos, mas sabemos que o petróleo é uma matéria-prima e os preços não dependem apenas de nós”, disse João Lourenço, acrescentando que a solução é diversificar a economia, para que o país dependa da produção e exportação de outras matérias-primas, além do petróleo. “Temos de investir fortemente na Agricultura, na pecuária, na pesca e, também, no turismo”, disse para lembrar que Angola é rica em outros recursos minerais.
“Precisamos de criar um ambiente de negócios que atraia investidores internacionais e, para que isso aconteça, temos de fazer o trabalho de casa, mudar as nossas políticas e tornar a nossa economia e a nossa governação mais transparente na forma de fazer negócios. Temos de combater a corrupção e adaptar o nosso sistema bancário aos níveis internacionais”, afirmou.
O ministro da Defesa falou ainda do memorando de entendimento assinado entre os dois países, durante a sua visita a Washington, e lembrou que os Estados Unidos são muito importantes para  Angola. A localização estratégica no Golfo da Guiné e a abundância de recursos naturais torna Angola um parceiro importante dos Estados Unidos. O documento assinado vem adaptar-se às mudanças que estão a ocorrer em Angola e nos Estados Unidos.

 

 

“Vamos estender a nossa cooperação em matérias como o combate ao terrorismo e à pirataria no Golfo da Guiné e desenvolver um esforço para melhorar a situação militar na região dos Grandes Lagos”, disse. João Lourenço lembrou que os dois países estabeleceram relações diplomáticas e econômicas há 24 anos, sublinhando que noutros campos há progressos visíveis, mas na área da Defesa quase nada avançou, além da formação de militares angolanos nos Estados Unidos, especialmente no campo da formação em língua inglesa e um no programa de combate ao HIV/Sida nas forças armadas.
“Sentimos que isso ainda é pouco, por isso decidimos assinar este memorando. A cooperação no campo da Defesa deve ser feita na base da confiança e estamos a construir uma parceria estratégica entre os nossos dois países”, disse.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/boa_governacao_e_corrupcao_estao_no_topo_das_prioridades

Angolanos lançarão o seu primeiro satélite

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Fotografia: João Gomesi | Edições Novembro

O satélite angolano AngoSat pode entrar em órbita ainda este ano, anunciou ontem, em Luanda, o ministro da Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

 

O projecto AngoSat está em bom andamento e o estado de avaliação do trabalho já feito está acima dos 80 por cento, de acordo com o ministro, que falava no final do encontro com o vice-primeiro-ministro da Federação Russa, Yury Trutnev.
José Carvalho da Rocha disse que o encontro serviu para rever o nível de cooperação, particularmente os projectos que o sector tem estado a desenvolver com a Rússia, uma vez que há datas que foram acordadas e que precisam ser cumpridas.
“Angola está a aproximar-se também de empresas que já tem maturação em relação às questões ligadas à exploração do espaço, para criar condições internas de trabalho.” O projecto AngoSat, segundo o ministro, vai permitir que Angola trabalhe no sector da ciência, e por isso precisa de estabelecer acordos com empresas especializadas no ramo. No encontro com Yury Trutnev foi discutida  a questão da formação de quadros.
“Os dois países têm estado a desenvolver projectos do AngoSat e Angola gostava de continuar a trabalhar com o mesmo ritmo. Angola está disponível para trabalhar nos diferentes sectores e estabelecer programas para a formação de quadros particularmente neste sector”, acrescentou José Carvalho da Rocha.
Com o Ministério da Geologia e Minas, os russos pretendem elevar o nível de cooperação e passar em revista a assistência bilateral no domínio de geologia e minas, uma vez que existem instrumentos jurídicos assinados em 2009. O desejo foi manifestado durante um encontro conjunto.
À saída do encontro, o secretário do Estado da Geologia e Minas, Miguel Bondo Júnior, indicou que as partes pretendem desenvolver projectos concretos de médio prazo, que já estão a ser tratados, como os programas do fórum de geologia e de minas, acções desenvolvidas com a Endiama e a Ferrangol, programas  para determinação das áreas de riscos, fiscalização de trabalhos no âmbito do Plano Nacional de Geologia e Minas e outros. Miguel Bondo Júnior disse que a visita do vice-primeiro-ministro da  Rússia vai permitir que os passos sejam acelerados e que a cooperação evolua para outros patamares.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/satelite_angolano_em_fase_de_testes

Brasil faz acordo de cooperação com a Namíbia

Nana Akufo-Addo, Presidente do Gana, visita Cabo Verde

Presidente do Gana visita Cabo Verde

O Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, vai visitar Cabo Verde esta semana. A confirmação foi avançada, segunda-feira, de forma pouco habitual, pelo Presidente da Assembleia Nacional, no final de um encontro com Jorge Carlos Fonseca.

 

À saída do palácio presidencial, Jorge Santos revelou que Akufo-Addo chegará sábado ao país, para uma visita de três dias. A deslocação do Chefe de Estado ganês ainda não tinha sido comunicada oficialmente pelo gabinete do Presidente da República.

“Já no sábado – espero não estar a cometer uma gafe diplomática – Cabo Verde vai receber uma visita de três dias do Chefe do Estado do Gana, um país importante da CEDEAO e que tem a segunda participação no Produto Interno Bruto (PIB) na região, depois da Nigéria”, revelou, citado pela Inforpress.

A chegada do presidente do Gana ao arquipélago era esperada desde o início do mês, altura em que Nana Akufo-Addo expressou essa intenção ao homólogo cabo-verdiano.

Jorge Santos encontrou-se com o Presidente da República depois de ter participado, a 11 de Maio, na sessão do Parlamento da CEDEAO, em Abuja, Nigéria.

Nana Akufo-Addo prestou juramento como Presidente do Gana a 7 de Janeiro de 2017, depois de vencer as eleições realizadas em Dezembro de 2016.

O Gana é o segundo maior produtor mundial de cacau e o segundo maior produtor de ouro do continente africano, a seguir à África do Sul.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/53227-presidente-do-gana-visita-cabo-verde

Alimentação escolar e combate à tuberculose: temas de interesse de Brasil e São Tomé e Príncipe

encontro de aloysio , e o presidente trovoada de são tome e eprincipeNa última etapa de sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes esteve hoje em São Tomé e Príncipe.presidente de sao tome e príncipe e senador anastasia e aloysio

Durante encontro que manteve com o Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Émery Trovoada, o ministro teve a oportunidade de passar em revista os diversos projetos de cooperação técnica impulsionados pelos dois países e que servem de eixo central da relação bilateral. Em especial, foram discutidos programas nas áreas de formação e capacitação profissional, transferência de conhecimento, alimentação escolar e combate à tuberculose. Foram tratados também assuntos de defesa, comércio e investimentos.embaixda do brasil em são tome e principe.jpg

Mais cedo, o ministro Aloysio Nunes visitou o Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe na companhia do senador Antonio Anastasia, do embaixador do Brasil em São Tomé, Vilmar Coutinho, e da diretora do centro cultural, Leila Quaresma. A instituição atua como importante espaço de difusão das culturas brasileira e santomense e serve de propulsor do intercâmbio cultural entre os dois países.centro culrtural brasil são tome

Moçambique, um dos países mais pobres, faz cooperação com o Brasil

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O investimento em Moçambique pode ser uma via de saída da crise para as empresas brasileiras, defendeu nesta quinta-feira, 11, em Maputo o ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Ao intervir na abertura de um seminário com empresários moçambicanos e brasileiros em Maputo, Aloysio Nunes Ferreira reiterou as “perspectivas de investimento brasileiro” em Moçambique, que, segundo o governante, é “uma via importante de recuperação da capacidade das nossas empresas pelas oportunidades que o país oferece”.

Nunes Ferreira anunciou que “os sinais mostram que até final deste ano vamos começar a pôr a cabeça de fora”.

Por seu lado, o vice-ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, deu aos empresários brasileiros boas notícias sobre a recuperação da moeda, o metical, e garantiu que “estão criados os sinais para o equilíbrio macroeconómico ser atingido a muito curto prazo”.

O governante reiterou também a abertura de Moçambique a novos investimentos, garantindo que o país “tem leis que constituem um desafio para melhorar o ambiente de negócios” e que o seu Executivo vai eliminar as barreiras burocráticas.

Vale, o maior investidor brasileiro em Moçambique

Vale, o maior investidor brasileiro em Moçambique

Investimentos e acordos

Moçambique é o maior parceiro de cooperação brasileira, com projectos pioneiros e estruturantes que abarcam áreas como saúde, agricultura, educação e formação profissional, de acordo com o Governo de Brasília.

O país também é um importante destino de investimentos brasileiros, que ascendem a nove mil milhões de dólares.

Amanhã, o ministro das Relações Exteriores visitará Nacala, onde participará da cerimónia de inauguração do Corredor Logístico de Nacala, um importante investimento da companhia Vale em parceria com a estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique.

Ainda durante a visita do governante brasileiro, devem ser assinados o Acordo de Previdência Social, o Memorando de Entendimento para o Estabelecimento de Consultas Políticas e dois ajustes complementares ao Acordo Geral de Cooperação: um para a implementação do projecto em Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica de Moçambique e outro para a implementação de projecto em Capacitação Técnica em Inspeção e Relações de Trabalho.

O chefe da diplomacia brasileira é acompanhado por 17 empresários e, depois de Moçambique, visita Namíbia. Botswana, Malawi e África do Sul.

Moçambique é o décimo país mais pobre do mundo, de acordo com o relatório sobre o Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) publicado recentemente na capital moçambicana no qual ocupa a posição 178 de um total de 187 países analisados.

O documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) evidencia que Moçambique continua mergulhado na pobreza, não obstante os discursos optimistas dos governantes. Na classificação global que tem Noruega no topo da lista, Moçambique registou uma subida de sete lugares na pontuação global, passando da 185ª posição para a 178ª. Ainda assim, mantém-se no fundo da escala, ou seja, encontra-se entre as 10 nações mais pobres do mundo, a seguir a países considerados “falhados” como é o caso da Guiné-Bissau.

Entre os avaliados, Moçambique está em melhor situação que a República Centro- Africana, o Chade, a Serra Leoa, a Eritreia, o Burquina Faso, o Burundi, a Guiné-Conacri, o Níger e a República Democrática de Congo.

A presente qualificação explica-se pelo facto de os níveis de escolaridade, a esperança de vida e a riqueza do país continuarem a ser baixos.

O estudo da PNUD aponta que o valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para o Moçambique subiu de 0.389, em 2012, para 0.393, em 2013. O IDH avalia o progresso do desenvolvimento humano a longo prazo, tendo como itens o acesso ao conhecimento e um padrão de vida decente e saudável. Assim, são tidos em conta factores como a esperança média de vida, os anos de escolaridade de cada cidadão e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita expresso em dólares.

Nesta senda, a esperança de vida de um moçambicano é de 50 anos e a expectativa de permanecer na escola é de 9 anos. Na prática, os progressos que o país registou e que permitiram a sua subida na tabela classificativa são anulados quando se olha para a realidade em que vive a maioria dos moçambicanos e que o próprio relatório ilustra: sete em cada 100 crianças morrem antes de atingirem os cinco anos de vida, há falta de alimentação adequada ou básica, e um deficiente sistema de saneamento que aumenta o risco de infecções que impedem o crescimento das crianças.

A pesquisa revela ainda que mais de 70 porcento da população continuam “multidimensionalmente pobre” e o resto encontra-se igualmente perto da pobreza multidimensional, isto é, vive com pouco mais de 1 dólar por dia.

De acordo com o documento, o IDH de Moçambique é inferior ao IDH médio dos países do grupo de Desenvolvimento Humano Baixo, que é de 0.493.

Ao nível de grupos regionais e blocos económicos/ linguísticos, o nosso país está igualmente na cauda. É que os índices de crescimento económico que o país regista não se reflectem, ainda, na vida da esmagadora maioria da população. A pobreza ainda desfila no seio da grande família moçambicana. E ao nível do continente africano, a lista é liderada pela Tunísia na posição 90, seguida da Argélia (93), o Botsuana (109), Egipto (110) e a África do Sul (118).

Áreas vulneráveis

Em Moçambique, os sectores da educação, saúde, género, gravidez precoce, acesso ao emprego, desastres naturais, entre outros, são os apontados como os mais vulneráveis.

“Moçambique deve diminuir a vulnerabilidade permitindo maior acesso à saúde e educação e investir atempadamente no desenvolvimento das capacidades dos cidadãos, desde a infância, por forma a criar melhores perspectivas para o indivíduo ao longo da vida. Acções concretas para lidar com as fragilidades de modo a preservar e garantir os ganhos realizados no progresso humano são urgentes”, diz o relatório.

O documento recomenda que haja provisão universal de serviços de “protecção social robusta” e políticas de emprego para a juventude.

“Em Moçambique para cada 100 mil nascimentos, 490 mulheres morrem de causas relacionadas com a gravidez e a taxa de natalidade em adolescentes é de 138 nascimentos por cada mil crianças nascidas vivas e a participação feminina no mercado do trabalho é inferior em comparação com os homens, sagrando-se numa diferença de 26 porcento para mulheres e 75 porcento para homens, respectivamente”.

Segundo a representante da Organização das Nações Unidas em Moçambique, Jennifer Topping, as ameaças tais como a crise financeira, a inflação dos preços dos alimentos e os conflitos violentos fazem com que se percam vidas e fontes de sustento e desenvolvimento, por isso é fundamental que se procurem meios de se superar tais situações, “pois os obstáculos que aparecem nos primeiros três anos de vida de uma pessoa são difíceis de ultrapassar e podem ter repercussões mais graves ao longo do tempo”.

Topping realçou a necessidade e a importância de se ampliar programas como Acção Social do Género, da Pessoa Idosa com Deficiência, da Criança e os sistemas produtivos de protecção social.

O Índice de Desigualdade de Género é interpretado pelo relatório como a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade entre as realizações femininas e masculinas, em três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e em actividades económicas. Lembre-se que o empoderamento é medido pela proporção de assentos parlamentares ocupados por mulheres. No nosso país essa taxa é de 39 porcento.

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.