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Cooperação Econômica

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Angola pretende comprar geradores e equipamentos de geração fotovoltaica

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O Governo angolano pretende comprar geradores e equipamentos de geração fotovoltaica para garantir electricidade em locais isolados do país, num negócio de quase 100 milhões de euros.De acordo com uma autorização presidencial para o contrato de aquisição, que será feito à empresa angolana Aenergia, constituída em 2012 e parceira da norte-americana General Electric, o negócio envolve o fornecimento, instalação, comissionamento e assistência técnica de geradores industriais, geradores domésticos, bem como de “kits de geração fotovoltaica”.fotovaico

Será ainda assegurado o fornecimento de equipamentos para montagem de redes de alimentação, envolvendo sistemas eléctricos isolados da cobertura nacional, num contrato global, autorizado por despacho presidencial, a rubricar entre o Ministério da Energia e Águas e a Aenergia, por 114,2 milhões de dólares (98,7 milhões de euros).aaSolar-Animacaoenergi

O recenseamento da pop7ulação realizado em Angola no mês de maio de 2014 concluiu que o acesso à rede de electricidade é apenas garantido a 1,7 milhões de casas (31,9% do total), quase exclusivamente em zonas urbanas, já que na área rural apenas 48.173 agregados familiares são servidos.

O estudo identifica que as lanternas são a segunda principal fonte de iluminação e servem mais de 1,752 milhões de famílias (31,6%) em Angola.

Seguem-se em alternativa os candeeiros (14,3%) e os geradores (9,3%).

Até final deste ano, o Governo prevê praticamente duplicar a electricidade produzida e injectada na rede pública nacional, com a construção de novas barragens e uma central de ciclo combinado, a gás, chegando aos 5.000 MegaWatts de potência instalada, ainda insuficiente para cobrir o défice nacional de produção eléctrica.

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1510083.html

Gestão do Novo Banco de Cabo Verde

OLAVO-CORREIA.jpgComissão Parlamentar de Inquérito sobre o Novo Banco ouviu ontem o actual titular da pasta das Finanças. Para Olavo Correia os sinais de que o “banco nasceu torto” eram evidentes desde o início e acusou o anterior governo de nada fazer para evitar o descalabro da instituição que acabou com o anúncio, em Março, da sua resolução financeira.

O Ministro das Finanças, Olavo Correia, revelou, ontem, na CPI do Novo Banco a existência de uma carta que denuncia a má gestão do Novo Banco.

A carta enviada, segundo Olavo Correia, ao Banco Português de Gestão e em que se faz a proposta de rescisão amigável com o administrador do Novo Banco nomeado por aquela instituição financeira portuguesa, “devia ter sido enviada ao Ministério Público”.

Segundo o ministro na carta é possível concluir que na gestão do Novo Banco “havia irregularidades graves” e que os recursos “dos contribuintes estavam a ser delapidados”.

Olavo Correia, acusou de seguida o anterior governo liderado por José Maria Neves de não ter tido “a coragem de relatar esses factos ao Ministério Público”. “Esta omissão é irresponsável e inaceitável num Estado de Direito Democrático”, reforçou Olavo Correia.

A missiva, que entretanto já foi entregue ao Ministério Público, foi escrita por Cristina Duarte, antecessora de Olavo Correia, e aponta, segundo Olavo Correia a existência de “gestão danosa no Novo Banco”. “Se houve alguém que delapidou os parcos recursos dos cabo-verdianos deve ser responsabilizado”.

Quanto a esta Comissão Parlamentar de Inquérito, o ministro mostrou-se esperançado no apuramento da verdade “sobretudo para aprendermos com os erros do passado”, disse já após o término da audição pelos deputados.

 

Maratona

Durante a tarde e por quase quatro horas Olavo Correia prestou esclarecimentos sobre a gestão e, sobretudo, a decisão de resolver financeiramente a instituição bancária criada em 2010.

Começando por afirmar que Cabo Verde “não existem bancos sociais” e que é “falso que o Novo Banco seja um banco social”, Olavo Correia denunciou, ainda, que o Estado vai perder mais de um milhão de contos com a resolução financeira do Novo Banco e que a solução nunca passaria por uma injecção de capital. “O governo anterior podia ter aumentado o capital em 2010, 2011,2012, 2013, 2014 e 2015 e não o fez”, apontou o ministro que rejeitou igualmente a crítica feita por Cristina Duarte que afirmou perante a CPI achar estranho que o governo tenha dinheiro para injectar na TACV mas não tenha para o Novo Banco.

O Novo Banco explicou Olavo Correia, “nunca devia ter sido criado naqueles moldes. O plano de negócios era insatisfatório e resultou, em 2016, em resultados negativos de mais de 280 mil contos”. Por isso, reforçou, “não era possível injectar mais dinheiro e a resolução foi a medida mais adequada”, reforçou.

Para Olavo Correia  os problemas com a gestão do Novo Banco existem desde o primeiro dia da sua criação e acusou o governo anterior de saber o que se passava e de nada ter feito para contrariar esta situação, nomeadamente a denuncia à Procuradoria Geral da República para que esta pudesse abrir uma investigação. Algo que só veio a acontecer agora.

Na audição, o ministro das Finanças afirmou que o Novo Banco de Cabo Verde (NBCV) “nasceu torto” e sem três importantes pilares: capital, modelo de governo e modelo de negócio.

“Sem esses três pilares nem um milagre conseguiria viabilizar o banco”, sustentou Olavo Correia, salientando, por isso, que a resolução do Banco Central foi “corajosa” e a “melhor solução” porque não havia forma de “endireitar” a instituição.

O governante afirmou que, sem esses problemas, teria chamado as instituições de economia social para participar no banco e não dava um “presente envenenado”, uma vez que “o que estava em causa era a sustentabilidade”.

 

INPS com reservas

Durante a audição pelos deputados que constituem esta Comissão Parlamentar de Inquérito, Olavo Correia recordou que o INPS se mostrou, inicialmente, contrário à entrada na estrutura accionista do Novo Banco.

Segundo o titular da pasta das Finanças o “parecer do INPS era negativo” quanto à criação do Novo Banco e aproveitou para lançar mais um ataque ao anterior governo ao afirmar que “é completamente irresponsável fazer política pública de financiamento à economia responsabilizando os depositantes”.

 

Imóveis foram ‘maquilhagem’

Em Janeiro de 2016, o Estado aumentou a sua posição enquanto accionista no Novo Banco. Para o efeito entregou ao banco um conjunto de edifícios que o Novo Banco teria de alienar.

Na altura, o Expresso das Ilhas dava conta desta operação e mostrava que os prédios a serem alienados pelo Novo Banco perfaziam “um capital total de 149.500 contos e localizam-se em bairros como Achada Santo António, Achada Grande Trás, Palmarejo e Palmarejo Baixo”, lia-se na Resolução 76/2015 publicada no Boletim Oficial. No entanto, após nova avaliação o valor foi reduzido para 102 mil contos, anunciou ontem na CPI o ministro das Finanças, Olavo Correia.

Mas, ainda segundo a Resolução 76/2015, onde o Estado explica as razões da alienação, pode ler-se que no caso de incumprimento “por parte do Novo Banco S.A., das condições estipuladas” os edifícios voltam a reverter a favor do Estado.

Este investimento é explicado pelo Estado pela necessidade deste reforçar a sua posição enquanto accionista do Novo Banco S.A., “visando, essencialmente, dotar a entidade de maior robustez financeira, incentivando a atracção de novos parceiros”.

Para o actual ministro das Finanças esta transacção mais não foi do que uma operação de maquilhagem acima de tudo irregular, “um malabarismo contabilístico, isto foi uma irregularidade porque não se podem transferir imóveis para um banco para este poder realizar capital”.

Por último, afirmou Olavo Correia, “o Novo Banco não vai fazer falta ao mercado financeiro de Cabo Verde”.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 818 de 2 de Agosto de 2017

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54226-olavo-correia-quer-responsabilizacao-e-transparencia

Feira Internacional de Luanda voltada para a diversificação da economia

Feira Internacional de Luanda (FILDA) está de regresso e deve animar a Baía de Luanda até ao próximo domingo, com a atenção voltada para a diversificação da economia, a potenciação da produção nacional e o investimento privado, visando uma Angola auto-suficiente e exportadora.

Expositores nacionais e estrangeiros têm disponíveis ofertas transversais a todos os sectores da economia nacional
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Os 13 países participantes têm, nessa 33ª edição da FILDA, mais uma ocasião para estabelecer a presença no mercado angolano, consolidar as presenças já estabelecidas, assim como fortalecer ou selar novas parcerias e reforçar as relações comerciais entre os países participantes.
As indústrias petrolífera, automóvel e naval, alimentar e de bebidas, de materiais de construção e pequenas representações renascentes, apresentam-se, fora do sector da banca e finanças, como as maiores referências sobre aquilo que o mercado oferece, no contexto actual de crise e no âmbito das parcerias empresariais que são estabelecidas, dentro e fora de Angola, para melhorar os actuais indicadores económicos do país.
Angola, África do Sul, Alemanha, Argélia, Brasil, China, Cuba, Estados Unidos, Quénia, Portugal, Zâmbia, Uruguai e Suécia, mostram no evento aquilo que ainda é possível reforçar no campo dos negócios internacionais, incluindo no sector das telecomunicações e tecnologias de informação, comércio e hotelaria, prestação de serviços e turismo.
A FILDA 2017 conta com um total de 234 empresas expositoras, das quais 161 nacionais que actuam nas diversas áreas de actividade económica do país. Portugal continua a liderar a presença internacional, com um total de 23 empresas, seguido pela Alemanha, com quatro e pela China, Brasil e Argélia, com três empresas cada. Os demais países estão representados por apenas uma empresa.
Estimular a investigação e o empreendedorismo, como a capacidade de iniciativa e de expansão dos negócios, deve ser o moderno e contínuo trabalho que os gestores da Feira Internacional de Luanda devem assegurar, conforme aconselhou, na abertura da bolsa de negócios, o ministro e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto. “Não adianta capacitar, dar acesso ao crédito, às tecnologias, ao conhecimento, diminuir a burocracia e a carga tributária e estimular o associativismo, se os produtores não têm mercados assegurados para os seus produtos ou serviços”, referiu Manuel da Cruz Neto, ao destacar a importância do desenvolvimento do mercado formal, sem o qual os esforços que o Executivo e os agentes económicos empreendem para fortalecer e incrementar a produção interna, ficam destituídos.
O Ministério da Economia, enquanto responsável pelo fomento empresarial, vai continuar a gizar esforços, identificando novas oportunidades de negócio e de realização de parcerias estratégicas entre o empresariado nacional e internacional.
A presidente do Conselho de Administração do Instituto de Fomento Empresarial (IFE), Dalva Ringote, garantiu que o Executivo pretende dar prioridade ao fomento, à promoção do desenvolvimento integrado e sustentável do empresariado nacional, criando uma economia mais forte e competitiva por via do aumento da produção interna e, com isso, reduzir gradualmente as importações. Dalva Ringote recordou que o Executivo está a implementar e a desenvolver um conjunto de projectos, quer no domínio das infra-estruturas quer da produção de bens e serviços, com vista à criação de um ambiente favorável de negócio.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/forte_presenca_na_filda_e_um_sinal_de_confianca

A 33.ª edição da Feira Internacional de Luanda

Cerca de 20 empresas portuguesas estão presentes na Feira Internacional de Luanda, que arranca hoje depois de no ano passado ter sido cancelada devido à crise motivada pelos baixos preços do petróleo e consequente quebra de receitas.

FILDA
FILDA

Só a participação portuguesa a cargo da Associação Empresarial de Portugal (AEP) junta 17 empresas, de setores como construção, agroalimentar, engenharia, metalomecânica e cerâmica, e que são habituais exportadoras para o mercado angolano.

“Mas para os restantes 12 a sua presença na FILDA será uma estreia”, informou à Lusa a AEP, que organiza a participação portuguesa naquela feira, com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA) e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).filda.jpg

A 33.ª edição da Feira Internacional de Luanda vai decorrer entre os dias 26 e 30 de julho, em plena marginal junto à baía da capital angolana, e as cerca de duas dezenas de empresas portugueses voltam a dar a Portugal, como nas feiras anteriores, o título de maior representatividade estrangeira, em busca de novas oportunidades de negócio.

Angola é o maior produtor de petróleo em África, mas enfrenta desde final de 2014 uma grave crise económica, financeira e cambial – que condiciona nomeadamente as importações – decorrente da quebra na cotação internacional do barril de crude.

“Angola é um importante parceiro comercial de Portugal, principalmente enquanto destino de exportação”, enfatiza a AEP, recordando que “embora nos últimos anos as exportações tenham registado um ligeiro decréscimo”, o saldo da balança comercial é “fortemente positivo para” Portugal, tendo superado os 2,2 mil milhões de euros em 2015.

Segundo Bruno Albernaz, presidente do conselho de administração da Eventos Arena, empresa promotora da 33.ª edição da FILDA e escolhida há pouco mais de um mês para a organização, cerca de 70% dos expositores representam empresas angolanas, havendo mais empresas de 10 países estrangeiros, num total de 225 expositores.

“É uma boa surpresa, para já para a conjuntura e para o momento que o país está a viver. É um número que nos surpreende e que nos enche de alguma forma de satisfação, pelo facto de termos trabalhado a realização deste evento em tão pouco e mesmo assim tivemos uma grande resposta, não só das empresas angolanas, mas também de alguns empresários estrangeiros”, sublinhou Bruno Albernaz, face à perspetiva inicial, de cerca de 200 empresas representadas.

Depois de sucessivos adiamentos, em 2016, a feira, a inaugurar hoje pelo vice-Presidente da República, Manuel Vicente, vai agora acontecer na Baía de Luanda, distribuída por cinco tendas, totalizando uma área útil de 12.000 metros quadrados de exposição e promoção de negócios em Angola.

A empresa Eventos Arena foi escolhida em junho para a organização pelo Ministério da Economia angolano, através do Instituto de Fomento Empresarial (IFE).

A comitiva portuguesa contará com 20 empresas, sendo por isso a mais representativa entre as estrangeiras, seguida de expositores do Brasil, Suécia, África do Sul, Zâmbia, Índia e mais de uma dezena de empresários chineses, que participam individualmente.

“Temos o comércio, a indústria nacional, banca e serviços, e as máquinas e equipamentos, são as mais representadas”, explicou Bruno Albernaz.

A feira já não será realizada no espaço onde em edições passadas, nos arredores do centro de Luanda, chegaram a estar presentes 1.000 expositores, distribuídos por uma área útil de 30.000 metros quadrados, e que está hoje em situação de abandono.

Esta edição terá como lema “Diversificar a economia e potenciar a produção nacional, visando uma Angola autossuficiente e exportadora”, mas desde logo terá uma área de exposição menor e menos expositores.

A edição de 2016 da FILDA, prevista para julho e adiada depois para novembro devido à crise em Angola, acabou por não se realizar naquele ano, face à reduzida inscrição de expositores, conforme anunciou a administração da Feira Internacional de Luanda.

http://filda.sapo.ao/noticias/artigo/cerca_de_20_empresas_portuguesas_na_inauguracao_da_maior_feira_de_angola-51699yyt.html

 

BRASIL DEVE APROFUNDAR LAÇOS ECONÔMICOS COM A ÁFRICA

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O continente africano é percebido hoje nos meios econômicos e diplomáticos mundiais como “a última fronteira do capitalismo”, e o Brasil precisa superar gargalos nas suas relações com os países africanos
para que participe de maneira mais efetiva deste processo. Este foi o ponto defendido pela diplomata Maria Elisa de Luna durante sabatina nesta quinta-feira (13) na Comissão de Relações Exteriores, quando foi aprovada para o cargo de embaixadora do Brasil em Gana.

gana1.jpgBndeUm dos pontos abordados foi a atuação das empresas brasileiras de engenharia na África, que têm sofrido para manter seus projetos. O senador Armando Monteiro (PTB-PE) disse que elas já estão tendo que recorrer a financiamentos com terceiros, devido à criminalização que no seu entender passou a ocorrer em torno das linhas de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

– Já estamos perdendo espaço e podemos perder ainda mais espaço no comércio mundial, principalmente na área de serviços de engenharia. Justamente numa área em que temos uma enorme expertise, estão criminalizando o suporte que o BNDES dá a este processo – alertou.

Armando Monteiro acrescentou que ocorre no Brasil o exato oposto do que se verifica na China e na Turquia, cujos governos continuam apoiando suas empresas em projetos de infra-estrutura na África.

Elisa de Luna concordou com a visão expressada pelo senador, acrescentando que Accra, a capital de Gana, teve seu urbanismo transformado para melhor nos últimos anos por causa das inúmeras obras conduzidas pelas empresas brasileiras.

Produtos manufaturados

A diplomata destacou também que o Brasil precisa estabelecer uma política consistente e estruturada de internacionalização de companhias médias e pequenas, passando necessariamente por programas oficiais de apoio por meio de linhas de crédito. Este modelo permitiria ao Brasil otimizar a participação no processo de desenvolvimento da África.

Elisa de Luna reforçou a argumentação, lembrando que tanto com Gana como com outros países africanos, o Brasil consegue ter uma pauta de exportação com presença significativa de produtos industriais ou manufaturados, especialmente do setor agrícola.

No que se refere aos produtos alimentícios brasileiros por exemplo, a diplomata lamenta que muitos chegam a Gana por meio de empresas dos Emirados Árabes. Acrescenta que estes produtos tem muito mais identificação com o gosto dos ganeses e de outras nações africanas do que os produtos europeus, que são mais palatáveis nos climas frios.

Pro caso de ter sua indicação confirmada em Plenário pelo Senado, Elisa de Luna anuncia que outra prioridade será a reconstrução da Casa Brasil em Accra, que fica num bairro pobre da cidade. Esta casa também é conhecida como “Casa Tabom”, e serviu como a primeira casa de ex-escravos brasileiros que retornaram à África ainda no século 19.

Acordos

A CRE também aprovou, na reunião desta quinta-feira, a adesão do Brasil ao Acordo Internacional do Cacau (PDS 46/2017) e ao Acordo Constituinte do Centro de Informação para a Comercialização de Produtos Pesqueiros na América Latina (PDS 11/2017). Também foi aprovado um acordo de cooperação técnica ente Brasil e Etiópia (PDS 87/2016). Todos estes acordos seguem para análise do Plenário do Senado.

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/13/brasil-deve-aprofundar-lacos-economicos-com-a-africa-defende-diplomata

Moçambique convida pequenas e médias empresas japonesas a se instalarem no país

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O vice-ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, desafiou hoje as pequenas e médias empresas japonesas a investirem em Moçambique, apontando a produção de bens de consumo como uma oportunidade.

“Agora é a altura de as pequenas e médias empresas japonesas descobrirem Moçambique para produzir bens de consumo, principalmente”, afirmou Ragendra de Sousa.

O vice-ministro moçambicano falava à margem de uma conferência, organizada pela revista Exame e pelo banco Barclays, subordinada ao tema “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão”.

Destacando as boas relações existentes, Ragendra de Sousa disse que Moçambique quer aprender com a experiência do Japão em várias áreas, com destaque para as novas tecnologias.

A melhoria do ambiente de negócios continua a ser um dos principais desafios do executivo moçambicano e a promoção do contacto entre o empresariado e o governo é apontado como condição para que se ultrapasse este problema.

“Existem dificuldades, obviamente, mas o Governo está aberto para ouvir o setor privado e, dentro das suas possibilidades, tentar resolver as dificuldades”, acrescentou o governante.

Por sua vez, o embaixador do Japão em Maputo, Toshio Ikeda, reafirmou a intenção do país nipónico em ajudar o povo moçambicano, classificando Moçambique como um país promissor, apesar de destacar dificuldades no ambiente de negócios.

“O Governo moçambicano tem de trabalhar para retirar algumas dificuldades que podem condicionar o investimento japonês no país”, observou o diplomata, sem, no entanto, fazer menção específica aos problemas.

O Japão é o nono parceiro comercial de Moçambique: as exportações de produtos e serviços japoneses totalizaram em 2016, um valor de 108 milhões de dólares, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística moçambicano.

As exportações de bens moçambicanos para o Japão foram de cerca de 31 milhões de dólares, logo a seguir a Portugal.

Em 2016, a empresa brasileira Vale vendeu uma parte minoritária da mina de carvão de Moatize e metade da participação no Corredor Logístico de Nacala à japonesa Mitsui, havendo também contactos na área do gás natural.

Noutro eixo, o governo do Japão tem apoiado a construção e reabilitação de pontes pelo país, programa ao abrigo do qual doou 12 milhões de dólares a Moçambique há um ano.

Na altura, o então embaixador nipónico, Akira Mizutani, referiu que “apesar da questão da dívida não revelada, o Japão irá continuar a realizar cooperação financeira não reembolsável com Moçambique”.

Os dois países assinaram um acordo bilateral de cooperação em 2014 para reabilitação do porto de Nacala, construção de centros de ensino e investigação em Nampula e Maputo e edificação do atual mercado do peixe na capital.

A conferência “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão” juntou representantes do Governo de Moçambique, embaixada do Japão, JICA (cooperação japonesa), JETRO (organização para o comércio externo) e das firmas Mitsui e Sumitomo.

http://www.dn.pt/lusa/interior/governo-desafia-pequenas-e-medias-empresas-japonesas-a-descobrirem-mocambique-8631542.html

Os dois países assinaram um acordo bilateral de cooperação em 2014 para reabilitação do porto de Nacala, construção de centros de ensino e investigação em Nampula e Maputo e edificação do atual mercado do peixe na capital.

A conferência “Parceiros Económicos de Moçambique: Japão” juntou representantes do Governo de Moçambique, embaixada do Japão, JICA (cooperação japonesa), JETRO (organização para o comércio externo) e das firmas Mitsui e Sumitomo.

Brasil e África do Sul lançam plano de pesquisa para oceanos do hemisfério sul

Em Lisboa, ministros Gilberto Kassab e Naledi Pandor vão estabelecer bases de cooperação entre os dois países e a União Europeia. Parceria será focada em questões como a conservação do ambiente marinho e mudanças climáticas.

Por Ascom do MCTIC

Navio de Pesquisa Hidroceanográfica Vital de Oliveira é utilizado para a realização de experimentos científicos em alto-mar.Crédito: Ascom/MCTIC

Brasil e África do Sul construíram um plano científico para aprofundar a cooperação em pesquisa no Atlântico Sul e Tropical e em outros oceanos austrais, segundo documento publicado nesta terça-feira (11) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) simultaneamente ao Departamento sul-africano de Ciência e Tecnologia (DST, na sigla em inglês).

Os ministros Gilberto Kassab e Naledi Pandor participam, de quarta (12) a sexta-feira (14), em Lisboa, do evento Uma Nova Era de Iluminação Azul, para lançamento das bases da cooperação entre os dois países e a União Europeia. Ao lado do comissário europeu para Pesquisa, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, eles devem assinar, quinta-feira (13), na Torre de Belém, uma declaração de intenções tripartite com objetivo de integrar atividades das nações que compartilham as águas de todo o oceano Atlântico.

Por meio do plano científico, Brasil e África do Sul destacam a relevância do Atlântico para suas economias e sociedades, diante da influência marinha no clima e, consequentemente, em atividades de agropecuária, mineração, pesca e aquicultura, transporte e turismo. O documento reforça, ainda, a necessidade de conhecer melhor o papel das porções meridional e tropical do oceano nas mudanças climáticas dos dois países, dos continentes vizinhos e do planeta.

“Esta iniciativa olha para as grandes lacunas científicas que ainda devem ser preenchidas e, também, para o enorme potencial em desvendar o conhecimento completo sobre como a vida na Terra é possível, dando à humanidade melhores ferramentas para usar e conservar os recursos e ecossistemas marinhos de forma sustentável. Apenas por meio de um esforço integrado internacional é que poderemos trocar competências, infraestrutura, inteligências e poderemos superar nossos desafios, fortalecendo a cooperação Sul-Sul e Sul-Norte”, disse o ministro Gilberto Kassab.

A iniciativa de aprofundar a cooperação bilateral envolveu, nos últimos dois anos, esforços de equipes ligadas ao MCTIC e ao DST, com apoio de pesquisadores. A decisão de liderar a cooperação internacional em pesquisa no Atlântico Sul partiu de  workshop realizado em outubro de 2015, em Brasília, junto a representantes de Angola, Argentina, Namíbia e Uruguai.

O plano científico identifica três áreas-chave: mudança climática, controle de processos de variabilidade de ecossistemas e recursos marinhos vivos e minerais, a exemplo da biodiversidade. A geografia sul-africana favorece a abrangência dos desafios a serem compartilhados, já que o país se localiza na confluência de três sistemas oceânicos – Atlântico, Índico e Antártico.

No contexto do encontro em Portugal, o documento reitera a disposição dos dois países de fortalecer a agenda científica e de inovação no sistema atlântico como um todo, em complemento à Aliança de Pesquisa Oceânica do Atlântico, formada por Canadá, Estados Unidos e União Europeia.

“O desenvolvimento deste plano é altamente simbólico, uma vez que duas nações de importância científica no hemisfério sul reconheceram a necessidade de cooperar em larga escala perante os desafios globais, ou seja, em busca de entender e gerenciar as mudanças climáticas e expandir de forma sustentável o acesso a recursos até agora escondidos nas profundezas incógnitas do oceano Atlântico”, afirmou a ministra sul-africana Naledi Pandor.

 

http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/brasil-e-africa-do-sul-lancam-plano-de-pesquisa-para-oceanos-do-hemisferio-sul;jsessionid=07F320A13DD10FF6DCCFC3F539FC610A.rima

Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste estão em curso de Pós Graduação

 

Sessenta quadros dos ministérios das Finanças e Planejamento dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste começaram esta segunda-feira, em Luanda, a frequentar um curso de pós graduação em finanças públicas.

Curso de pós-graduação ministrado em Cacuaco
Fotografia: João Gomes|Edições Novembro
A ação formativa, com encerramento previsto para Novembro próximo, integra dois seminários e oito módulos, como “Finanças Públicas e Economia”, “Orçamento no Setor Público”, “Gestão Financeira e Contabilidade Pública”, “Sistemas de Avaliação e Controle Interno” e “Auditoria Pública”.
Ao falar na abertura do primeiro curso de pós-graduação em Finanças Públicas, do Instituto de Formação em Gestão Económica e Financeira (IGEF), a secretaria de Estado para o Orçamento, Aia Eza Silva, afirmou que os PALOP têm alcançado resultados notáveis em relação à gestão racional das finanças públicas, fruto dos esforços desenvolvidos pelos países.
O IGEF, de acordo a governante, pretende, no final do programa formativo, que os participantes estejam munidos de ferramentas adequadas para a boa realizaçãodos seus trabalhos.
O director interino do IGEF, Manuel Freire, disse que a formação dirigida aos funcionários do ministério das Finanças e Planeamento nas áreas de Orçamento, Tesouro, Estudos, Macroeconomia, Inspecção e Contratação Pública, está voltada à auditoria (gestão das finanças públicas).
Já o representante da União Europeia em Angola, Tomás Ulicny, afirmou que a gestão das Finanças Públicas se assume como um instrumento essencial do Estado, para a prossecução de políticas públicas, um mecanismo incontornável de justiça e equilíbrio social. “Melhores quadros formados, melhores capacidades de gestão e organização dos serviços e uma aplicação mais criteriosa e rigorosa das boas práticas recomendadas nestas matérias, significa, maior equilíbrio e justiça social” afirmou Tomás Ulicny.

Produção agrícola é prioridade em Angola para a politica monetária

 

O aumento da produção agrícola e da competitividade passam a ser  prioridade da política monetária cambial, declarou sexta-feira, em Luanda, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

BNA defende um novo ciclo em que a banca comercial esteja ao serviço da produção nacional
Fotografia: Francisco Bernardo|Edições Novembro|
Valter Filipe da Silva, que falava no encerramento do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, promovido pelo Jornal Expansão, estão a ser criados instrumentos de garantia para que as divisas fiquem ao dispor do investimento voltado ao setor da agricultura.
O governador frisou que a política cambial deve continuar a disponibilizar divisas para o mercado, não de uma forma muito administrativa, mas dando maior disponibilidade para o sistema bancário, olhando para o plano de negócio e o plano de crédito dos bancos comerciais para que estas divisas sejam efectivamente para a produção agrícola.
Para o gestor, a prioridade deve ser dada à produção de milho e soja para reduzir a importação da farinha, bem como outros agregados como a ração animal e aumentar a produção de carne.
Na sua óptica,  deve estabelecer-se um diálogo com a Associação Angolana de Bancos (ABANC), sector bancário, fiscal, produtivo e a área comercial para encontro do novo ciclo angolano, cujo motor seja o sistema bancário e não o Estado.
O governador disse que, no contexto actual, é necessário ter um sistema financeiro de inclusão, mas também um instrumento para a justiça social, combate contra a corrupção e favoritismo.
“Se queremos uma prosperidade para todos temos que combater a injustiça social que se faz pela via do sistema bancário, concessão de crédito, regulação, supervisão, branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, boa gestão, ética e estar ao serviço do povo e da prosperidade”, disse.
O Fórum Expansão visa abordar, em conferências, seminários, palestras, debates, workshops, temas relevantes sobre economia angolana.
No evento, foram debatidos os modelos e tendências mundiais em matéria de regulação e supervisão bancárias com o objectivo de apontar caminhos, sugerir procedimentos, atitudes e comportamentos, contribuindo dessa forma para a afirmação em Angola de bancos sólidos e sustentáveis para o financiamento da economia, ajudando à criação de emprego e geração de riqueza.
Participaram no evento personalidades da finança nacional e internacional, entre governantes, reguladores, banqueiros, empresários, gestores, quadros médios e superiores, académicos e outros especialistas.

BIC antevê baixa nos lucros
O resultado líquido do Banco BIC para este ano pode baixar entre cinco e dez por cento em relação a 2016, ano em que atingiu 7,146 mil milhões de kwanzas. A revelação foi feita, no sábado, pelo presidente da instituição.
Fernando Teles, que falava à Angop à margem do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, fez essa projecção em função do actual quadro da economia do país.
O banqueiro explicou que, embora falte ainda um semestre para o fim do ano, tem consciência que parte dos resultados da banca no país são o efeito cambial e esses não deviam ser contabilizados, mas deviam ir directamente ao aumento da situação líquida.
“ O que acontece é que os bancos têm resultados maiores em kwanzas, mas o seu balanço em dólares está a encolher. Isto é o banco tinha por exemplo 800 milhões de dólares de fundos próprios, mas quando vai ver no final do ano em kwanzas  é superior mas tem em dólares um valor de 600 milhões de dólares.
Neste caso, perdeu 200 milhões de dólares, e isso não foi contabilizado”, esclareceu o bancário.
Fernando Teles disse que fica a aparência de um resultado muito grande mas não é verdade. “Só será assim quando o lucro do efeito da posição cambial for elevado directamente à situação líquida e não for contabilizado como alguns bancos estão a fazer”, referiu.
Fernando Teles disse que o banco emprestou até agora 2,7 mil milhões de dólares às empresas e aos particulares e cerca de 3,2 mil milhões de dólares ao Estado.
O BIC pretende manter o valor do crédito concedido ao Estado e aumentar o crédito às empresas e aos particulares.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/agricultura_e_prioridade__nas_politicas_monetarias

Brasil e Senegal firmam acordo de cooperação

 

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Os senadores aprovaram nesta terça-feira (27/6) o acordo de cooperação científica e tecnológica entre Brasil e Senegal, celebrado em maio de 2010. O texto (PDS 9/2017) segue agora para promulgação.brasil-x-senegal

O objetivo do acordo é contribuir para expandir e fortalecer os laços entre as comunidades científicas dos dois países, por meio de condições favoráveis para atividades de cooperação. Há previsão de eventos bilaterais, intercâmbio de informações científicas e tecnológicas, custeio de atividades e facilitação do trânsito de pessoal e equipamentos necessários à pesquisa conjunta.

O texto do acordo também prevê intercâmbio de cientistas, pesquisadores, peritos, bolsistas e participantes de cursos, colóquios ou qualquer outro evento na área científica; comunicação, troca de informações e de documentação científicas e tecnológicas; organização, no plano bilateral, de fóruns, seminários e cursos científicos e tecnológicos; identificação de problemas científicos e tecnológicos; formulação e implementação de programas conjuntos de pesquisa; aplicação dos resultados de pesquisas na economia, indústria, agricultura, medicina e outros.Vanessa-Grazzotin-senado

A matéria teve parecer favorável da relatora na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela diz que as comunidades científicas do Brasil e do Senegal irão se beneficiar do intercâmbio de técnicas e conhecimentos. Ela cita como exemplos a cooperação entre bibliotecas científicas, centros de informação científica e tecnológica, instituições científicas para o intercâmbio de livros, publicações periódicas e bibliografias, intercâmbio de informações e de documentos completos por meio de redes de comunicação e informação eletrônica e visitação recíproca de cientistas em várias áreas do conhecimento.

Registrando que em junho do ano passado (2016), pesquisadores do Instituto Pauster de Dakar, no Senegal, participaram ativamente do combate ao surto de Ebola na África, estiveram em São Paulo para ajudar cientistas brasileiros no combate ao vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. O grupo chegou à capital paulista para se juntar à Rede Zika, criada por cientistas, professores e alunos de instituições e laboratórios para investigar o vírus e o aumento no número de casos de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré no país.cientistas zika.jpg

Liderados por Amadou Alpha Sall, renomado especialista em epidemia e controles virais, os senegaleses têm o desafio de treinar pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e ajudá-los na implantação de um teste rápido e eficaz para diagnosticar a doença, feito por sorologia. Durante o surto de ebola, os cientistas conseguiram criar um teste que detectava a doença em apenas 15 minutos. A análise rápida permitiu o diagnóstico em locais afetados pela epidemia que atingiu o Oeste da África.6ijpsnijefo5bddtobblqyi67 cientistas

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.