.
arquivos

Comércio Exterior

Esta categoria contém 31 posts

Exportação brasileira para África poderá ser realizada pelas Ilhas Canárias- Espanha

las palmas
Um dos problemas logísticos brasileiros na exportação para o continente africano são os portos que precisam ter uma base de apoio moderna que facilite o comercio. O Ministério de Agricultura,Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores promoveu um encontro, no dia 27/11/2017,  com os operadores logísticos e a diretoria dos Portos de Las Palmas nas Ilhas Canárias , que opera em mais 30 países africanos.mapa_geografico_espanha

O porto está equipado para receber grandes embarcações e realizar o armazenamento de frutas, carnes, grãos e maquinas que poderiam ser redistribuídos para o continente africano.  10D_CanIs_Spn-Mor_Bar-Bar

Amplia as possibilidades , com rotas alternativas, e torna o custo competitivo com o mercado internacional, ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o comércio com a União Européia.

 

Fonte;http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/brasil-negocia-uso-porto-espanha-para-ampliar-exportacao-para-africa-europa-70006

Anúncios

Balanço comercial entre Brasil e África gerou superavit de US$ 3,2 bilhões

cairo1

Da Redação

Brasília – Após atingir o recorde histórico de US$ 25,931 bilhões em 2008, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e os países da África de janeiro a outubro deu sequência a uma recuperação iniciada ano passado, mas não o suficiente para sequer se aproximar das melhores marcas registradas no passado recente.

Até o mês passado as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,940 bilhões (alta de 26,16% comparativamente com o mesmo período de 2017), enquanto as vendas africanas ao Brasil cresceram a um ritmo mais lento, de 16,01% e somaram US$ 4,739 bilhões. No período, o intercâmbio comercial com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 3,201 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram altas expressivas em todas as categorias de produtos por valor agregado. As exportações de produtos básicos atingiram o montante de US$ 2,42 bilhões graças a um aumento de 50,7% e responderam por 31% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para os países africanos. Os bens semimanufaturados também tiveram suas vendas ampliadas em 45,9% e somaram US$ 2,7 bilhões (participação de 34,3% nos embarques). Por sua vez, os produtos manufaturados, responsáveis por 34,4% no total exportado, tiveram alta de 11,8% e geraram receita da ordem de US$ 2,73 bilhões.

O açúcar ocupou nos dez primeiros meses do ano a liderança entre os principais produtos exportados para os países africanos. O açúcar de cana registrou vendas no valor de US$ 2,42 bilhões, correspondentes 31% do volume total embarcado para aqueles países. O açúcar refinado também figurou entre os produtos importantes da pauta exportadora, com uma receita de US$ 1,1 bilhão. Outros destaques foram carne de frango (US$ 610 milhões), milho em grãos (US$ 522 milhões) e carne bovina (US$ 506 milhões).

hoteis-cairo-egito

Em relação aos países, o Egito vem se consolidando este ano como o principal parceiro comercial do Brasil na África, superando a Nigéria, que ocupou o posto nas últimas décadas. As vendas ao mercado egípcio totalizaram US$ 2 bilhões (com destaque para o açúcar, carne bovina e milho em grãos), correspondentes a 25% das exportações totais brasileiras para o continente.

Responsável por 16% dos embarques brasileiros para o continente africano, a África do Sul importou produtos no valor total de US$ 1,2 bilhão, à frente da Argélia, com um volume de compras da ordem de US$ 1,02 bilhão (13% do total vendido à África). Outros mercado importantes para o Brasil foram a Nigéria (US$ 645 milhões) e a Argélia (US$ 597 milhões). Os dois países foram o destino, respectivamente, de 8,1% e 7,5% de todas as exportações brasileiras para os países da África.

Do lado africano, os principais produtos vendidos ao Brasil foram naftas (US$ 1,5 bilhão e participação de 36% nas vendas totais), petróleo (US$ 1,13 bilhão, equivalentes a 24% dos embarques) e adubos ou fertilizantes (US$ 434 milhões, com participação de 9,2% nas vendas ao Brasil).

No tocante às exportações para o Brasil, a Argélia foi o país líder nos embarques ao país, com vendas no total de US$ 2 bilhões (42% do total exportado), seguida pela Nigéria com US$ 778 milhões (16% das vendas), Marrocos, com US$ 704 milhões (15% nas exportações) e a África do Sul, com um total de US$ 385 milhões exportado para o Brasil no período.

https://www.comexdobrasil.com/intercambio-comercial-com-africa-volta-crescer-e-gera-saldo-de-us-32-bilhoes-ate-outubro/

Brasil investe nas relações com a Nigéria na agricultura e na defesa

 

abuja nigeria1d.jpg

O ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes em visita de trabalho de dois dias , acompanhado de uma delegação de oito funcionários do mais alto nível realizou uma conversa com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, H.E. Sr. Geoffrey Onyeama.  Na conversa foram apresentados alguns projetos de trabalho: Projeto de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimento; Projeto de Acordo sobre Transferência de Prisioneiros; Projeto de Acordo de Cooperação sobre Desenvolvimento Agrícola no âmbito do Programa More Food International; Acordo de extradição entre dois países.abuja nigeria

Ficou também estabelecido a possibilidade de cooperação na área da defesa no estabelecimento de forças de paz. O Ministro brasileiro convidou seu homologo nigeriano para uma visita ao pais.

abuja nigeria1

O Ministro Aloysio Nunes mostrou-se preocupado com a queda de transações comerciais entre os dois países, que caiu de 12 bilhões de dólares ao ano para 2 bilhões. Entre as explicações estaria na queda do preço do petróleo, entre outros fatores. Ele disse que a parceria entre os dois países é única, acrescentando: “Nossa parceria é estratégica, pois não é apenas no comércio; É histórico e cultural. Temos cooperação em investimentos, acabamos de ter uma conferência de investidores nigerianos e brasileiros em Lagos, que visava aumentar a perspectiva de possibilidades de parceria e investimento no país. Alguns já começaram a produzir bons resultados “.

Onyeama disse que os dois países trabalhariam juntos para fortalecer suas relações bilaterais.

Ele disse que a Nigéria também estava buscando parcerias com o Brasil na área da agricultura, acrescentando que a Nigéria poderia aprender muito na área de pesquisa e produção de alimentos, que poderia ser feito através de vários programas administrados pelo Brasil.abuja nigeria1e.jpg

Além disso, ambos os Ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram o nível de implementação do Mecanismo de Diálogo Estratégico entre a Nigéria e o Brasil, que é uma plataforma destinada a intensificar o envolvimento entre os dois países. O Diálogo Estratégico também é projetado para manter um diálogo de alto nível entre funcionários dos dois países e servir como um fórum para a implementação de iniciativas que abrangem agricultura e segurança alimentar, comércio e investimento, energia, educação, energia, petróleo e mineração.  abuja nigeria1f

“Sobre a cooperação agrícola, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria e o Ministro das Relações Exteriores do Brasil trocaram pontos de vista sobre o Programa More Food International e compartilhando experiência na pecuária para aumentar a produção na Nigéria. Ambos os países também compartilharão experiências no Programa de Alimentação Escolar, Políticas de Intervenção Social e Luta contra a Corrupção, entre outras questões de interesse comum.

Ministro das Relações Exteriores do Brasil visita a Costa do Marfim

cogte ivoire presidente.jpg

O ministro das Relações Exteriores do Brasil,  Aloysio Nunes Ferreira, concluiu hoje visita de dois dias à Côte d´Ivoire (Costa do Marfim), na África Ocidental, visando o reforço das relações bilaterais em várias áreas.


África 21 Digital


Abidjan, Costa do Marfim

Durante as conversações realizadas em Abidjan, a capital do país oeste-africano,  os governantes brasileiro e ivoirense concordaram em aprofundar a cooperação bilateral, particularmente nos setores político, econômico, comercial, de infraestrutura, biotecnologia, farmacêutica, cultural e esportivo, bem como da defesa e da segurança, de acordo com nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro (Itamaraty).

Na ocasião, o governo da Costa do Marfim “reiterou o agradecimento ao Governo brasileiro pela importante cooperação técnica proporcionada ao Instituto Nacional de Estatística para a realização do 4° Recenseamento Geral Habitacional e Populacional da Côte d’Ivoire”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros marfinense,Marcel Amon-Tanoh, agradeceu ainda a  transferência de tecnologia brasileira para criação de tilápias em várias regiões da Côte d’Ivoire, acompanhada de uma doação de milhares de alevinos dessa variedade de peixes.

Durante a estadia, Aloysio Nunes Ferreira foi recebido pelo presidente da República, Alassane Ouattara, a quem transmitiu convite do Palácio do Planalto para visitar o Brasil.

A Costa do Marfim expressou também o agradecimento pela anulação de 86% da dívida ao Brasil e a disposição de proceder à assinatura do contrato de reestruturação do residual da dívida marfinense.

cote ivoire presi.jpg

 

“Chinatown” de Luanda o maior projeto comercial em Angola

Preços baixos e abertura acelerada de postos de trabalho são princípios que regem a “Chinatown” de Luanda, local onde, habitualmente, em todo o mundo, se concentram os habitantes chineses e se vendem os mais variados produtos de origem chinesa.

Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Um grupo de empresários  chineses está também apostado em desenvolver essa “Cidade da China” em Luanda, com o fito de que pretendem contribuir para diversificação do mercado angolano.
Com efeito, a empresa “Hua Dragão – Comércio Geral”, já registada legalmente em Angola, está a investir fortemente nesse projecto da “Chinatown” da capital angolana.
Fundada em 2014 por Chen Xiao Jun, a “Hua Dragão” está a sobressair em Angola no ramo dos imóveis, indústria, comércio (a retalho e a grosso) e de importação e exportação. O sócio-gerente da empresa, Chen Xiao Jun, está a responsabilizar-se por todo o investimento, construção e funcionamento da “Chinatown” de Luanda.
A “Chinatown” ocupará uma área de 245 mil metros quadrados, mas o espaço total de construção é de 150 mil metros quadrados.

chiantown2
A “Cidade da China” está localizada dentro do Pólo Industrial de Viana (PIV), junto da Via-Expresso, ao lado da entrada do Zango, a 30 quilómetros de Luanda e 20 minutos do novo Aeroporto Internacional, pela estrada.

chinatown.jpg
O empreendimento chinês está dividido em três fases. A primeira fase, de conclusão da zona comercial, com uma área de construção de 66.000 metros quadrados, infra-estrutura interna e um espaço residencial, com  12.600 metros quadrados.
A primeira fase está pronta para a sua inauguração, ainda este mês.
A primeira fase está com uma capacidade de 180 instalações comerciais, 45 por cento das quais já estão a ser usadas pelos clientes para fazerem os seus negócios.
Estão concluídos 40 por cento da zona residencial.

chinatown1
A Chinatown de Luanda está a ser construída como o maior projecto comercial em Angola, com uma capacidade de 360 instalações mercantis, tendo os seus promotores a finalidade de influenciar o desenvolvimento econômico de Angola.
A simbiose entre o verde da relva, as acácias e as naves que albergam as lojas tornam a “Cidade da China” um cartão postal atractivo.
A primeira fase da obra é de 15 naves, que comportam de 14 a 16 lojas, de 300 metros cada uma, que já estão prontas a funcionar.
A segunda fase inclui a construção de edifícios residenciais do tipo T2 e T3. Esta parte do empreendimento, ainda em obra, vai permitir erguer 294 apartamentos.
A terceira fase vai albergar estruturas e naves para as pequenas fábricas.
De acordo com o projecto, a que o Jornal de Angola teve acesso, o espaço é vedado e cimentado, com ruas definidas e sinalizadas, onde existe uma estrutura sanitária à altura das necessidades e um bom sistema de drenagem das águas pluviais residuais.
Durante algum tempo, os empresários chineses estudaram áreas de investimento em Angola que pudessem acolher a Chinatown, até que concluíram num investimento na área de imobiliária, num complexo comercial de prestação de serviços mercantis, forma de transportar aos poucos a economia informal para a formal.
A ideia do espaço é construir um mercado oficial urbanizado, digno de nome, que venha absorver o mercado informal existente em Luanda, criando diversidades de opções mercantis, uma espécie de “bolsa de negócios”, onde os agentes económicos expõem e vendem livremente os seus serviços e produtos, por meio do arrendamento dos imóveis.
A empresa “Hua Dragão – Comércio Geral” considera que a expansão de mercados formais vai fazer de Angola e de Luanda, em particular, um lugar desejado que contribua para a concentração de vários serviços em apenas um local. Na “Cidade da China”  funcionam já vários lojistas.
A maior parte dos espaços está sob responsabilidade de angolanos, chineses, libaneses, camaroneses, portugueses, malianos e brasileiros. Todos eles comercializam produtos diversificados, com destaque para vestuário, electrodomésticos, material de construção e outros.

Mercado garantido

A “Chinatown” está já sob o olhar dos vendedores informais. Todos os dias, centenas deles acorrem ao local comprar balões de fardo para  revenda. Os preços são para todos os bolsos. São mais de dez armazéns a comercializar balões de roupa usada, vindos de vários países.
Entre os clientes, há maioritariamente mulheres. Letícia Diogo, uma das clientes conhecidas, porque compra duas vezes por semana balões para revender.
“Vim comprar roupa guineense. Está na moda e os clientes encomendam. O balão custa 80 mil kwanzas. É de boa qualidade e o preço é justo”, disse com alegria, acrescentando: “este centro comercial veio ajudar”.
Segundo Lectícia Diogo, “o centro comercial veio ajudar os revendedores, porque muitas mulheres, com 30 mil kwanzas ou mesmo menos, começaram o seu próprio negócio e já conseguem dinheiro para as despesas das suas famílias. Outras mulheres que abraçaram o negócio, provenientes de várias províncias, chegam a comprar dez a quinze balões.”
Patrícia dos Santos, de 23 anos, viu na venda de fardos o negócio para poder pagar a Faculdade e dar continuidade aos seus estudos. “Não consigo arranjar emprego. Depois, ainda não terminei a formação. Por isso, estou a entrar para este negócio e poder pagar as propinas da Faculdade”, sublinha a comerciante.

Produtos de qualidade

Patrícia não está sozinha no negócio. Para poder comprar um dos melhores balões, criou uma sociedade com as amigas para comprarem o produto de qualidade.
Elas escolheram roupa de crianças, por ter muita saída. “Aqui, o balão infantil tem vários preços e não custa muito caro. Conseguimos fazer um balão de 60 mil kwanzas. No final, vamos tirar o valor inicial e dividir os lucros”, disse a comerciante angolana Ana Sebastião. Catarina e a sua colega Amélia estão satisfeitas com o negócio, pois recebem clientes de todas as classes sociais e bolsos.
“Todos vestem as nossas roupas, muitas ‘madames’ e até os famosos vêm comprar as roupas”, frisou Catarina, acrescentando que no frio os casacos, os fatos de treino, as camisolas e até os cachecóis são as peças que mais saída têm e o preço é acessível.
No calor, a procura de roupas frescas e confortáveis também é grande, segundo as vendedoras que afirmam que os calções curtos, saias, blusas e vestidos são as peças que mais vendem.
Os homens também estão a aderir a este negócio. Francisco Baptista é um deles e diz que está no negócio há mais de cinco anos. Vende no Mercado Asa Branca.
“A ‘Cidade da China’ veio ajudar-nos, porque, com a abertura destes armazéns todos e a preços baixos, também temos como vender a preços acessíveis”, disse, acrescentando que outro benefício é que mais pessoas podem encontrar uma forma de conseguir rendimentos  na venda de fardos, por ter preços para todos os bolsos.
A concorrência não assusta nem aos vendedores, nem aos compradores que minuciosamente escolhem os produtos que mais lucros lhes dão, como disse Paula da Glória: “Aqui, o segredo é saber escolher. Tem fardo para todo o tipo. Geralmente, primamos pela qualidade, porque é ali onde tiramos mais lucro”.

Capitais investidos

A segunda fase da “Chinatown” começa com a conclusão da zona residencial, zona industrial e do centro de armazéns.
A escala da área de construção geral da segunda fase chega a 58.180 metros quadrados, com um orçamento calculado em 70 mil kwanzas por metro quadrado.
O capital investido pela “Hua Hua Dragão – Comércio Geral” na zona industrial é de 4,1 mil milhões de kwanzas.  A zona residencial está calculada em 75 mil kwanzas por metro quadrado e o investimento vai chegar a um valor de 567 milhões de kwanzas.
Quanto à infra-estrutura interna da segunda fase, o valor ronda os 600 milhões de kwanzas.
O investimento global do capital vai chegar a um valor avaliado em 5,2 mil milhões de kwanzas.
Neste momento, a primeira fase já entrou em recuperação de investimento, com um reembolso calculado num valor mínimo de 1,4 mil milhões de kwanzas, com a referência da movimentação numerária, descontada a despesa do funcionamento da empresa, no valor de 170 milhões de kwanzas, segundo o sócio-gerente, Chen Xiao Jun.
Com a conclusão da primeira e da segunda fase, de uma escala de área de construção global de 120.000 metros quadrados, a empresa tem previsto, nas suas contas, um reembolso anual de 2,7 mil milhões de kwanzas, o que lhe dará uma capacidade de devolução anual de um 1,4 mil milhões a 1,7 mil milhões de kwanzas, ou seja, teria uma capacidade de conclusão de devolução do empréstimo bancário e taxas de juro entre quatro e cinco anos, referiu ainda o responsável de todo o funcionamento da “Chinatown”.
A empresa “Hua Dragão – Comércio Geral” está com um défice de capital de entre quatro e  4,5 mil milhões de kwanzas e espera, segundo Chen Xiao,  apoio financeiro de uma instituição bancária, para concluir este imponente empreendimento que mexe com o mercado.

Jovens conseguem o primeiro emprego
no empreendimento na Zona Económica

A criação de mais postos de trabalho, sobretudo numa corrida onde não é exigida experiência de trabalho, está a fazer com que muitos jovens adquiram o tão almejado primeiro contacto com o mercado de trabalho.
Palmira Zua adquiriu o seu primeiro emprego como caixa de um armazém. Ela garante que conseguir emprego na “Chinatown” não é fácil, porque são muitos à procura de emprego. “Eu consegui, graças a Deus. Este é o meu primeiro emprego e estou feliz porque, nos últimos tempos, está muito difícil conseguir emprego em Luanda. Mas, aqui na ‘Cidade da China’, quando abrem armazéns, as mulheres são escolhidas para trabalhar no caixa e isso é bom, porque até eles estão a priorizar a juventude”, disse.
Para Francisca Ebo, já a trabalhar há seis meses como operadora de caixa, o salário não é dos melhores, mas compensa, como disse. “Estou feliz com este emprego e o salário já dá para pagar os meus estudos. Espero que outras raparigas consigam também aqui o seu primeiro emprego”, disse, acrescentando que os estrangeiros preferem ter angolanos a trabalhar nas suas lojas devido à linguagem.
Os rapazes têm mais facilidade de conseguir emprego. A maioria trabalha como carregadores. Estes são em maior número, devido ao fluxo de entrada e saída de camiões com mercadorias. António Jacinto, um dos muitos estivadores da “Cidade da China”, carrega mais de 20 balões de fardo às costas por dia. Consegue levar de 15 a 20 mil kwanzas por dia.

Projectos sociais do grupo vão obedecer
os regulamentos e leis vigentes em Angola

O grupo “Hua Dragão” já tem participado em várias actividades sociais conjuntamente com a Administração Municipal de Viana. No âmbito da  responsabilidade social, estão bem encaminhados com a existência de projectos concretos concebidos para beneficiar os mais necessitados.
Como a “Cidade da China” ainda se encontra em fase de projectos, não se conseguiu atingir a dimensão social pretendida, mas tão logo o projecto termine, vão ser realizadas outras actividades pela própria direcção da empresa.  Um desses projectos sociais é o patrocínio de bolsas de estudo para a China, com tudo pago pela empresa. Esta iniciativa vai ter início em 2019 e os contactos estão a ser feitos com as autoridades dos dois países, através dos ministérios das Relações Exteriores, Educação, embaixadas de Angola e da China.
Desde o início do projecto do empreendimento, a “Hua Dragão” obedece às leis e regulamentos em vigor em Angola, assumindo a responsabilidade social de uma empresa nacional. Em carteira, já está um plano anual de formação técnica dos funcionários angolanos no estrangeiro para promover o nível tecnológico dos colaboradores.
“O emprego está difícil, mas este é o que consegui e estou a trabalhar bem. Aqui é tudo organizado, não há confusão nem mesmo assaltos. Os chineses fizeram bem em construir este espaço, porque somos muitos jovens aqui a trabalhar como estivadores, com direito a passe de entrada”, contou António Jacinto, um dos beneficiados pela “Cidade da China”.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/a_chinatown_de_luanda

Comercialização do açúcar de Moçambique será afetado com a saída do Reino Unido da União Européia

cana.jpgMoçambique e países vizinhos receiam que o Reino Unido deixe de lhes comprar açúcar quando sair da União Europeia e já estão a procurar alternativas para escoar a produção.

As implicações do ‘Brexit’ foram discutidas hoje em Maputo numa conferência da Federação dos Produtores de Açúcar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Segundo um estudo apresentado na conferência, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), a União Europeia é o terceiro maior produtor de açúcar e, ao mesmo tempo, o segundo maior consumidor do mundo.

Dentro da UE, o Reino Unido absorve a maior parte do açúcar da SADC, mas com o ‘Brexit’, os britânicos poderão negociar outras origens – inclusive a própria Europa, que deverá aliviar limitações à produção.

O vice-Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, apontou a necessidade de diversificar os destinos de exportação, referindo que “o mundo não acaba na União Europeia, havendo outros parceiros”.

Rosário Cumbe, presidente da Associação dos Produtores de Açúcar de Moçambique (APAMO), apontou como alternativa o mercado da SADC com um deficit de dois milhões de toneladas por ano, abrangendo países como Angola, Tanzânia e República Democrática do Congo.

Segundo os dados da associação, Moçambique é autossuficiente em açúcar, dispondo de uma capacidade instalada para produzir 550 mil toneladas por ano, mas que se fica atualmente pelas 460 mil.

Estima-se que o consumo doméstico ronde as 220 mil toneladas.

De acordo com as mesmas estimativas, a indústria açucareira moçambicana emprega mais de 35 mil trabalhadores, entre efetivos e sazonais, constituindo-se como o segundo maior empregador depois do Estado, calculando-se que, adicionando o emprego indireto, haja 150 mil pessoas dependentes do setor.

 

Missão brasileira em Gana e Nigéria geram US$ 66 milhões de negócios

b28bb9c0-895a-4c48-8bba-be24b53d577c_crop

As dez empresas e quatro associações brasileiras que foram à Missão Ministerial Comercial à África Ocidental, ocorrida entre 6 e 10 de agosto, na Nigéria e em Gana, estão comemorando o resultado de negócios obtido durante o evento. A expectativa total de negócios ficou em torno de US$ 66,8 milhões, entre os que foram fechados na hora e os que devem se concretizar nos próximos 12 meses.

A participação das empresas foi coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que preparou pesquisas de identificação e seleção de potenciais compradores e organizou seminários de negócios e visitas técnicas em parceria com o Ministério das Relações Exteriores.

Em Lagos, capital da Nigéria, ocorreram 205 reuniões entre as empresas brasileiras e os compradores africanos, com US$ 1,5 milhão em negócios gerados a curto prazo e mais US$ 41,2 milhão para os próximos doze meses. Já na capital de Gana, Acra, foram 159 reuniões com US$ 2,1 milhões em negócios imediatos e US$ 22 milhões para os próximos 12 meses.

O objetivo da missão foi reunir empresas brasileiras e compradores africanos, para promover negócios internacionais e fomentar parcerias estratégicas. Também foram realizados seminários e visitas técnicas em ambos os países. A ação contou com empresas brasileiras dos setores de autopeças, etanol, balas e confeitos, café, calçados, carnes, frutas, móveis, entre outros.

http://www.apexbrasil.com.br/Noticia/MISSAO-A-AFRICA-GERA-MAIS-DE-US-66-MILHOES-EM-NEGOCIOS

Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Nigéria tem audiência com chanceler brasileiro

alexAlexandre Ifatola Dosunmu, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Nigéria-CMIBN, esteve no dia 23 de Agosto em audiência com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, para tratar sobre a retomada das relações entre o Brasil e o continente africano.ale'.jpg

Na oportunidade o presidente da CMIBN, se fez acompanhar do Deputado estadual por São Paulo , Sr Antonio Ramalho , presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo. O ministro ressaltou que o continente africano está em crescimento, e que pretende fazer uma vista à Nigéria no mês de outubro.

Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no Mercado Internacional do Agronegócio Brasileiro 2019-2022

Agropecuaria-MinhatecaMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai receber a contribuição dos setores público e privado para elaborar nova proposta de acesso a mercados, negociações não tarifárias e promoção dos produtos agrobrasileiros para o período de 2019 a 2022. O objetivo da medida é ampliar a participação do país no comércio internacional de produtos agropecuários.

Intitulada de Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no Mercado Internacional do Agronegócio Brasileiro 2019-2022, a medida também deverá incentivar a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e consolidar a imagem do país como exportador de produtos de alta qualidade, inclusive ambiental, com base nos índices obtidos por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).agronecios

A iniciativa será conduzida em três etapas. Na primeira fase haverá a construção do Documento Base para a estragégia, que deve ser aprovado e publicado pelo ministro da pasta até o final de maio de 2018. A fase posterior consiste na definição das estratégias para a política de relações internacionais do agronegócio brasileiro, a partir dos eixos anteriormente definidos. Nesta ocasião, será criada uma comissão de especialistas, composta por membros indicados pelas secretarias e unidades vinculadas ao ministério, para a elaboração da política de relações internacionais do agronegócio.

A última fase compreende a consulta à sociedade civil para contribuições e discussão sobre o documento final. A expectativa do ministério é publicar a estratégia consolidada em janeiro de 2019.

Exportação

O Brasil destaca-se como um dos maiores exportadores do mundo em produtos como soja (grão e farelo), carnes (aves, bovina e suína), açúcar, café e milho. No entanto, apenas cinco grupos de produtos concentram 82% das exportações agropecuárias brasileiras, que chegaram a US$ 71,5 bilhões em 2016.

O setor agrícola representa, aproximadamente, 40% das exportações totais do país e cerca de 7% de participação no mercado mundial de produtos agropecuários. Segundo o ministério, o desafio do governo na área agrícola é elevar esse índice para 10%.

https://africa21digital.com/2017/07/29/brasil-quer-aumentar-participacao-no-mercado-agricola-global/

 

Apex-Brasil na principal feira de Angola

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) promoveu dez empresas na principal feira multi-sectorial do país, realizada entre os dias 26 e 30 de Julho.

O principal objectivo das empresas estrangeiras participantes, no geral, foi a necessidade de manter a presença no mercado angolano em sectores estratégicos, com perspectivas de recuperação econômica no médio e longo prazos.

Esta edição da Feira Internacional de Luanda juntou 250 expositores de Angola, África do Sul, Alemanha, Argélia, Brasil, Cuba, Estados Unidos da América, Índia, Portugal, Quénia, Suécia, Uruguai e Zâmbia.

uncNo evento, participaram empresas dos mais variados sectores de actividade económica e social, nomeadamente, telecomunicações, finanças, construção,  hotelaria e turismo, educação, agricultura e petróleo, entre outros.Os bombeiros não passaram despercebidos na  bolsa de negócios.

Os expositores da 33.ª edição da FILDA, que vinha a decorrer até ontem, na Baía de Luanda, consideraram o evento uma oportunidade ímpar que permitiu estabelecer contactos e parcerias de negócios que podem resultar em ganhos recíprocos, nos próximos dias.

Um dos expositores mostra a réplica do Palácio da Mutamba que foi uma das atracções da 33ª edição da Feira Internacional de Luanda
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

“Foi bom, a empresa Diper teve ganhos com clientes singulares e de empresas que adquiriram conhecimento do que fazemos”, afirmou a gestora Jéssica Manuela.
A empresa, proprietária de uma fábrica em Luanda, no bairro Benfica, expôs latas de tinta, pavimento, caixilharia, textura em 3 e 2 D, cozinha e máquinas de polir chão.
Até ontem, a Diper fez descontos de 25 por cento do valor total do preço de uma cozinha completa que, durante o certame, passou a custar 200 mil kwanzas. Além disso, o cliente teve direito à montagem e transporte domiciliar.
A Flora Garden, como estreante em participações na FILDA, realizou muitos negócios, principalmente com as donas de casa. Levou para a feira plantas, árvores de pequeno tamanho e flores. Não efectuou vendas, por ter trazido apenas amostras para exposição, “mas fez muitos negócios e contactos com os clientes”, afirmou o gestor de projecto e logística, António Seguro.

Positivo e Negativo

Um dos aspectos positivos da 33.ª edição da Feira Internacional de Luanda, de acordo com os expositores, foi a localização. A proximidade do evento, realizado pela primeira vez na Baixa de Luanda, contribuiu para que a exposição fosse visitada por mais pessoas, maioritariamente trabalhadores que se deslocaram ao local depois do expediente.
Pela sua localização, os expositores não tiveram os constrangimentos do passado, quando tinham de enfrentar um trânsito pesado para chegarem às instalações da FILDA, no Cazenga.

O stand dos “soldados da paz” chamou a atenção dos visitantes. Foi uma demonstração de força e tecnologia que deixou qualquer expositor confiante. Carros de combate ao fogo, motas, lanças, extintores e uniformes foram expostos na feira.
Como não há bela sem senão, a par do reduzido tempo de preparação do evento, a falha de energia, na noite do primeiro dia da exposição, constituiu uma contrariedade na eficiência da organização.
Durante o evento, empresas de vários sectores de actividade como o BPC, BNI, EMIS, Sonangol e a tecnológica ITA consagraram a sua participação na 33ª Feira Internacional de Luanda (FILDA) à apresentação de novos produtos e à inovação, como estratégias de implantação e expansão no mercado.
O Banco de Poupança e Crédito (BPC) apresentou o “Top Rendimento 16”, com uma campanha que incentiva os agentes  a pouparem recursos financeiros como forma de garantir um futuro para as famílias e as empresas.

Prémios

A empresa Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) arrebatou dois prémios na noite de sábado, durante a gala de premiação da 33ª edição da gala Feira Internacional de Luanda FILDA 2017, que decorreu no salão Paz-Flor da Endiama.
Além do galardão de ouro, com um quadro de honra, a Sonangol venceu a categoria de melhor participação do sector na Filda/2017.
Uma realização do Ministério da Economia em parceria com  a empresa Eventos Arena, o certame premiou 21 categorias em reconhecimento aos 255 expositores que apresentaram as suas empresas e produtos na feira.
O acto de entrega dos prêmios coube à ministra da Indústria, Bernarda Martins.
Os participantes foram eleitos nas categorias de melhor empresa internacional, ativação de marca, máquinas e equipamentos, banca, energias e águas, petróleos, transportes, Produtos inovadores, saúde, entidades e empresas públicas, tecnologia, indústria, entre outros.

 

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.