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Cabo Verde

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Cachupa , comida de Cabo Verde tem projeção mundial

CACHUPA.jpgO primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje esperar que a entrada da cachupa para o livro dos recordes do Guinness possa promover outros produtos típicos e projetar a gastronomia do país a nível mundial.

“Esperamos que [a entrada da cachupa para o Guinness] seja uma grande projeção da gastronomia cabo-verdiana a nível mundial. Esperamos que tenha um grande impacto e que possamos promover a nossa gastronomia especial e tradicional e possamos, também, promover o país”, disse o chefe do Governo.

Ulisses Correia e Silva falava aos jornalistas durante a gala de atribuição da conquista, após o ano passado a Cavibel, organizadora do festival Badja ku Sol, ter feito a maior cachupa do mundo, entrando diretamente para o livro de recordes do Guinness.

Os organizadores, que conseguiram o feito à terceira tentativa, precisavam, entre outros requisitos, de confecionar pelo menos duas toneladas do prato típico cabo-verdiano, mas ultrapassaram esse valor, tendo cozinhado 6.360 quilogramas, numa única panela.

Para o primeiro-ministro, o feito significa uma “responsabilidade social muito grande” da empresa, esperando que outras possam usar a sua criatividade e capacidade de inovação para promover outros produtos cabo-verdianos.

“É um grande desafio, porque temos vários produtos muito típicos que identificam bem Cabo Verde e esperemos que haja criatividade e capacidade de inovação para promover outros produtos”, sustentou Ulisses Correia e Silva, que identificou o caldo de peixe como outro prato típico cabo-verdiano que poderá também concorrer para o Guinness.

Em declarações aos jornalistas, a diretora de Marketing da Cavibel, Hernídia Tavares, disse que a entrada da cachupa no livro de recordes do Guinness é, a partir de agora, uma grande responsabilidade e haverá um plano de comunicação para divulgar o feito.

Para o próximo ano, a diretora de Marketing da Cavibel não garantiu se será confecionada cachupa durante o festival, mas prometeu “algo diferente”, ao mesmo tempo “extraordinário e surpreendente”.

A cachupa, a rainha da gastronomia cabo-verdiana, é confecionada à base de milho, carnes e peixe, feijões, verduras e hortaliças, entre outros ingredientes.

Depois de confeccionado, o prato foi servido gratuitamente a centenas de pessoas que se deslocaram ao areal da Gamboa, na cidade da Praia, para assistir ao festival Badja ku Sol.

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Acordo de cooperação entre Brasil e Cabo Verde para formação de gestores

 

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FGV participa de programa de recrutamento e formação de gestores em Cabo Verde
O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais.

 

 

O Gestor Executivo do Núcleo de Cooperação com África e Portugal (NuCAP) da Diretoria Internacional da FGV (DINT), Marcus Vinicius Rodrigues, participou de uma reunião com o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, na Cidade da Praia. O objetivo do encontro foi convidar a FGV para participar do programa de recrutamento e de formação de líderes, gestores, docentes e investigadores, para os setores público e privado daquele país.

O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais. O objetivo é facilitar parcerias que potenciem ofertas de programas em nível internacional.

Nesse contexto, a FGV foi uma das primeiras instituições a serem convidadas. O processo está em andamento, tendo como interlocutora do governo cabo-verdiano a Ministra da Educação Maritza Rosabal.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro reconheceu a excelência da FGV e lembrou dos quadros cabo-verdianos já formados na instituição, onde se inserem vários empresários e autoridades governamentais, inclusive o ex-Primeiro Ministro, José Maria Neves, que teve seus estudos acadêmicos realizados na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP).

http://portal.fgv.br/noticias/fgv-participa-programa-recrutamento-e-formacao-gestores-cabo-verde

Debate sobre privatização de empresas em Cabo Verde aquece o clima politico

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O maior partido da oposição cabo-verdiana disse hoje temer o regresso do país aos anos 1990, com a venda de empresas públicas “ao desbarato”, apelando ao Governo para o “cumprimento escrupuloso” das leis em matéria de privatizações.

O receio foi manifestado pelo secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Julião Varela, em conferência de imprensa para fazer o balanço do ano político do partido.

A posição surge três dias após o Governo do Movimento para a Democracia (MpD) ter publicado no Boletim Oficial uma lista de 23 empresas públicas a serem reestruturadas, privatizadas ou concessionadas até 2021, pretendendo arrecadar 90 milhões de euros.cabo-verde1

Informando que o maior partido da oposição cabo-verdiana vai tomar uma posição pública ainda esta semana, Julião Varela disse, entretanto, que receia o regresso aos anos 90.

“O receio que temos é regressar àquilo que aconteceu na década de 1990, em que todas as empresas que tinham sido criadas anteriormente foram vendidas ao desbarato, inclusivamente o país perdeu recursos importante e tememos que processo semelhante se venha a repetir”, alertou o dirigente partidário.

Na década de 1990 também era o MpD que estava no poder no Cabo Verde, tendo privatizado várias empresas públicas, que até hoje merecem críticas por parte do PAICV.

Uma das empresas que serão privatizadas agora é a transportadora aérea TACV, cujo decreto para venda do negócio internacional já foi aprovado pelo Conselho de Ministros, uma semana após deixar de voar entre ilhas.

“Todo o mundo está perplexo, porque tudo aquilo que já foi feito até agora foi sem qualquer enquadramento legal. Só na passada sexta-feira é que o Governo aprovou um regulamento sobre a privatização dos TACV”, criticou Julião Varela.

Em relação o negócio entre a TACV e a Binter, o secretário-geral do PAICV disse que não tem qualquer enquadramento legal, pelo que apelou ao Governo para o “cumprimento escrupuloso das leis” em matéria de privatizações.

O secretário-geral apontou algumas questões que ainda não foram respondidas pelo Governo, como os montantes envolvidos no processo de aquisição de 49% das ações da Binter e em quanto foi avaliado o mercado interno que agora é exclusivo da Binter.

“Em face à inexistência da lei, muitas questões ficaram por responder, pelo que a transparência do processo está em causa. Não há nenhum contrato. Ninguém sabe de nada”, prosseguiu Varela, criticando o facto de o acordo com a Binter ter entrado em vigor sem a publicação do contrato.

Em finais de julho, o PAICV já tinha pedido uma investigação pelo Ministério Público ao negócio entre a TACV e a Binter, considerando haver “indícios de corrupção” do atual Governo.TACV

O partido sustenta as suas suspeitas no secretismo à volta do negócio, acusando o Governo de se recusar a facultar documentos e informações necessárias, bem como pela recusa por parte da maioria parlamentar do MpD em permitir criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a Assembleia Nacional investigar o negócio.

Desde 01 de agosto a TACV deixou as operações inter-ilhas, passando os voos a serem feitos em exclusivo pela Binter CV, em cujo capital o Estado cabo-verdiano entra em 49%.

A TACV vai continuar durante este mês com as ligações regionais e o Governo está em negociações para a privatização da parte internacional da empresa.

23 Empresas públicas serão privatizadas em Cabo Verde

O governo de Cabo Verde pretende reestruturar, privatizar ou concessionar 23 empresas públicas até 2021: a companhia aérea TACV e empresas ligadas aos sectores da água e energia, telecomunicações, portos, aeroportos; produção e comercialização de medicamento constam da resolução do governo publicada no Boletim Oficial.

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Estas medidas sustentadas pelo governo sobre o imperativo de um aumento da eficiência, produtividade e competitividade da economia e das empresas, visam igualmente criar novas oportunidades de negócio, atrair o sector privado, modernizar o tecido empresarial, reduzir o peso do Estado e da dívida pública na economia. Ao defender ontem este projecto anunciado no final da semana passada, o ministro das finanças, Olavo Correia referiu que o Estado julga poder arrecadar através desta série de privatizações 90 milhões de Euros até 2021.

Na oposição, contudo, este projecto não desperta entusiasmo. António Monteiro, presidente da UCID, que é contra o programa de privatização de 23 empresas anunciado pelo governo falou em “forma pouco clara da gestão da coisa pública”. Mais pormenores com Odair Santos.

A UCID considera que a privatização de empresas estatais não deve ser encarada como um remédio para o problema fiscal de Cabo Verde. São necessárias reformas estruturais.

 

O partido, através do seu presidente, António Monteiro, falava hoje em conferência de imprensa, em São Vicente, a propósito do anúncio do Governo que na semana passada deu a conhecer uma lista de 23 empresas públicas que vão ser privatizadas, concessionadas ou reestruturadas até 2019.

“Privatizar para cobrir um défice público gerado por gastos correntes ou para a diminuição da dívida pública é errado. Os recursos da privatização podem funcionar num curto prazo como um analgésico para os problemas causados pela falta de recursos, mas se nenhuma mudança estrutural for feita, no longo prazo ficaremos com o défice e sem o património representado pelas empresas estatais”, entende.

Gestão do Novo Banco de Cabo Verde

OLAVO-CORREIA.jpgComissão Parlamentar de Inquérito sobre o Novo Banco ouviu ontem o actual titular da pasta das Finanças. Para Olavo Correia os sinais de que o “banco nasceu torto” eram evidentes desde o início e acusou o anterior governo de nada fazer para evitar o descalabro da instituição que acabou com o anúncio, em Março, da sua resolução financeira.

O Ministro das Finanças, Olavo Correia, revelou, ontem, na CPI do Novo Banco a existência de uma carta que denuncia a má gestão do Novo Banco.

A carta enviada, segundo Olavo Correia, ao Banco Português de Gestão e em que se faz a proposta de rescisão amigável com o administrador do Novo Banco nomeado por aquela instituição financeira portuguesa, “devia ter sido enviada ao Ministério Público”.

Segundo o ministro na carta é possível concluir que na gestão do Novo Banco “havia irregularidades graves” e que os recursos “dos contribuintes estavam a ser delapidados”.

Olavo Correia, acusou de seguida o anterior governo liderado por José Maria Neves de não ter tido “a coragem de relatar esses factos ao Ministério Público”. “Esta omissão é irresponsável e inaceitável num Estado de Direito Democrático”, reforçou Olavo Correia.

A missiva, que entretanto já foi entregue ao Ministério Público, foi escrita por Cristina Duarte, antecessora de Olavo Correia, e aponta, segundo Olavo Correia a existência de “gestão danosa no Novo Banco”. “Se houve alguém que delapidou os parcos recursos dos cabo-verdianos deve ser responsabilizado”.

Quanto a esta Comissão Parlamentar de Inquérito, o ministro mostrou-se esperançado no apuramento da verdade “sobretudo para aprendermos com os erros do passado”, disse já após o término da audição pelos deputados.

 

Maratona

Durante a tarde e por quase quatro horas Olavo Correia prestou esclarecimentos sobre a gestão e, sobretudo, a decisão de resolver financeiramente a instituição bancária criada em 2010.

Começando por afirmar que Cabo Verde “não existem bancos sociais” e que é “falso que o Novo Banco seja um banco social”, Olavo Correia denunciou, ainda, que o Estado vai perder mais de um milhão de contos com a resolução financeira do Novo Banco e que a solução nunca passaria por uma injecção de capital. “O governo anterior podia ter aumentado o capital em 2010, 2011,2012, 2013, 2014 e 2015 e não o fez”, apontou o ministro que rejeitou igualmente a crítica feita por Cristina Duarte que afirmou perante a CPI achar estranho que o governo tenha dinheiro para injectar na TACV mas não tenha para o Novo Banco.

O Novo Banco explicou Olavo Correia, “nunca devia ter sido criado naqueles moldes. O plano de negócios era insatisfatório e resultou, em 2016, em resultados negativos de mais de 280 mil contos”. Por isso, reforçou, “não era possível injectar mais dinheiro e a resolução foi a medida mais adequada”, reforçou.

Para Olavo Correia  os problemas com a gestão do Novo Banco existem desde o primeiro dia da sua criação e acusou o governo anterior de saber o que se passava e de nada ter feito para contrariar esta situação, nomeadamente a denuncia à Procuradoria Geral da República para que esta pudesse abrir uma investigação. Algo que só veio a acontecer agora.

Na audição, o ministro das Finanças afirmou que o Novo Banco de Cabo Verde (NBCV) “nasceu torto” e sem três importantes pilares: capital, modelo de governo e modelo de negócio.

“Sem esses três pilares nem um milagre conseguiria viabilizar o banco”, sustentou Olavo Correia, salientando, por isso, que a resolução do Banco Central foi “corajosa” e a “melhor solução” porque não havia forma de “endireitar” a instituição.

O governante afirmou que, sem esses problemas, teria chamado as instituições de economia social para participar no banco e não dava um “presente envenenado”, uma vez que “o que estava em causa era a sustentabilidade”.

 

INPS com reservas

Durante a audição pelos deputados que constituem esta Comissão Parlamentar de Inquérito, Olavo Correia recordou que o INPS se mostrou, inicialmente, contrário à entrada na estrutura accionista do Novo Banco.

Segundo o titular da pasta das Finanças o “parecer do INPS era negativo” quanto à criação do Novo Banco e aproveitou para lançar mais um ataque ao anterior governo ao afirmar que “é completamente irresponsável fazer política pública de financiamento à economia responsabilizando os depositantes”.

 

Imóveis foram ‘maquilhagem’

Em Janeiro de 2016, o Estado aumentou a sua posição enquanto accionista no Novo Banco. Para o efeito entregou ao banco um conjunto de edifícios que o Novo Banco teria de alienar.

Na altura, o Expresso das Ilhas dava conta desta operação e mostrava que os prédios a serem alienados pelo Novo Banco perfaziam “um capital total de 149.500 contos e localizam-se em bairros como Achada Santo António, Achada Grande Trás, Palmarejo e Palmarejo Baixo”, lia-se na Resolução 76/2015 publicada no Boletim Oficial. No entanto, após nova avaliação o valor foi reduzido para 102 mil contos, anunciou ontem na CPI o ministro das Finanças, Olavo Correia.

Mas, ainda segundo a Resolução 76/2015, onde o Estado explica as razões da alienação, pode ler-se que no caso de incumprimento “por parte do Novo Banco S.A., das condições estipuladas” os edifícios voltam a reverter a favor do Estado.

Este investimento é explicado pelo Estado pela necessidade deste reforçar a sua posição enquanto accionista do Novo Banco S.A., “visando, essencialmente, dotar a entidade de maior robustez financeira, incentivando a atracção de novos parceiros”.

Para o actual ministro das Finanças esta transacção mais não foi do que uma operação de maquilhagem acima de tudo irregular, “um malabarismo contabilístico, isto foi uma irregularidade porque não se podem transferir imóveis para um banco para este poder realizar capital”.

Por último, afirmou Olavo Correia, “o Novo Banco não vai fazer falta ao mercado financeiro de Cabo Verde”.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 818 de 2 de Agosto de 2017

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54226-olavo-correia-quer-responsabilizacao-e-transparencia

Cabo Verde aprova decreto que privatiza companhia aérea TACV

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O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que aprovou o decreto-lei que estabelece o regime jurídico para a privatização do negócio internacional da transportadora aérea pública TACV, que esta semana deixou de voar a nível doméstico.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares, para dar conta das decisões saídas da reunião do Conselho de Ministros.

O ministro não avançou mais dados, informando apenas que as negociações estão em fase final e remeteu mais informações para quando o decreto for publicado no Boletim Oficial.

Em entrevista à agência Lusa há duas semanas, o ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que há vários interessados no negócio da TACV Internacional e que as negociações prosseguem para encontrar um parceiro estratégico que assegure a gestão e parte do capital.

 

O ministro não avançou nomes de empresas com as quais o Governo está a negociar, mas salientou que a ideia é transformar o arquipélago num ‘hub’ [plataforma] de transportes aéreos no Atlântico médio.

O governante admitiu que o Estado cabo-verdiano venha a ter participação no capital da TACV Internacional, mas recusou injetar recursos para ter ações da empresa.

Olavo Correia disse que o Estado pode viabilizar ativos da empresa em capital, apontando como exemplos as agências, as rotas e as licenças de voo, defendendo sempre o património do Estado.

A privatização do negócio internacional está enquadrada na reestruturação da companhia aérea pública cabo-verdiana, que deixou de operar a nível doméstico.

Esta semana começou a funcionar o acordo com a Binter CV, que é, desde terça-feira, a única companhia a fazer os voos entre as ilhas cabo-verdianas.

Todos os pormenores do acordo ainda não foram divulgados e o contrato ainda não foi publicado no Boletim Oficial.

Olavo Correia disse, na entrevista à Lusa, que existe “um acordo de princípio” e que até final do ano será assinado o contrato com o Estado de Cabo Verde, que passará a deter 49% da companhia.

Além dos voos domésticos, a partir de setembro a Binter CV deverá começar a fazer os voos regionais para Dakar e Bissau.

A Binter Cabo Verde, criada em 202, que tem atualmente como único acionista a empresa Apoyo Y Logistica Industrial Canária, Sociedade Limitada.

O Decreto-Lei  aprovado indica o valor e o número de ações a favor do parceiro estratégico que deverá ficar com 49% do capital social da empresa estatal.

Os restantes 51% vão ser cotados na Bolsa de Valores de Cabo Verde para aquisição de empresários nacionais.

O Presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde Gualberto do Rosário considera que a privatização é boa para Cabo Verde, mas que acontece tarde.

 Foi em Maio último que o governo anunciou a retirada da TACV da linha doméstica, passando a Binter – cujo capital o Estado passou a deter parte – a assumir os voos inter-ilhas a partir de 1 de Agosto. A TACV continuaria a operar apenas nas suas rotas internacionais que incluiu Bissau, Dakar, Lisboa, Paris, Amesterdão, Providence e Fortaleza.

 

Fonte:http://www.dn.pt/lusa/interior/governo-de-cabo-verde-aprova-decreto-para-privatizacao-da-transportadora-aerea-tacv-8683468.html

Cabo Verde exporta preparados e conservas de peixes para a Espanha

são vicenteEntre os países clientes de Cabo Verde, a Espanha lidera a lista absorvendo,  69,6% do total das exportações cabo-verdianas.

Portugal ocupa o segundo lugar, com 26,3%, aumentando 7,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano de 2016.

Globalmente, as exportações de produtos cabo-verdianos registaram uma quebra de 10,8%, situando-se nos 1.302,3 milhões de escudos (cerca de 11,8 milhões de euros) relativamente ao ano anterior, enquanto as importações e as reexportações cresceram 18,1% e 66,3%, respetivamente.

Nesse mesmo período, o deficit da balança comercial aumentou 21,2% e a taxa de cobertura diminuiu em 2,3 pontos percentuais, segundo o INECV. A Europa continua a ser o principal cliente de Cabo Verde absorvendo cerca de 96,2% do total das exportações cabo-verdianas.

Entre os produtos exportados por Cabo Verde, os preparados e conservas de peixes ocupam o primeiro lugar, representando 54,4%, os peixes, crustáceos e moluscos ocupam o segundo lugar com 19,1% do total e o vestuário ocupa o terceiro lugar com um peso de 13,1%.

Estes três produtos representaram, no período em análise, 86,5% do total das exportações de Cabo Verde.

Por seu lado, as importações de Cabo Verde registaram, no período em análise, um acréscimo de 18,1%, face ao mesmo período do ano anterior. O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 76,7% do montante total, tendo aumentado 16,7 % face ao trimestre homólogo.

Registaram-se também aumentos no montante das importações provenientes da África (18,1%), da América (20,1%) e da Ásia (35,5%) e, uma redução das que tiveram como origem o Resto do Mundo (-3,4%).

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde, com 46,2% do total das importações, tendo registado um aumento de 15,2% face ao segundo trimestre de 2016.

Os dez principais produtos importados atingiram 48,9% do montante total das importações do país (contra os 46,7% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo).

As exportações portuguesas para Cabo Verde caíram ligeiramente no segundo trimestre de 2017 face ao período homólogo, enquanto as importações aumentaram.

Os bens de consumo foram a principal categoria de bens importados por Cabo Verde

MÁRIO CRUZ/LUSA

AUTOR
AS EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS PARA CABO VERDE CAÍRAM LIGEIRAMENTE NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2017 FACE AO PERÍODO HOMÓLOGO, ENQUANTO AS IMPORTAÇÕES AUMENTARAM, COM PORTUGAL A MANTER-SE COMO PRINCIPAL FORNECEDOR E SEGUNDO MAIOR CLIENTE, SEGUNDO DADOS DIVULGADOS ESTA SEGUNDA-FEIRA.

De acordo com as estatísticas sobre o comércio externo de Cabo Verde relativas ao segundo trimestre deste ano, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde, as exportações portuguesas para o país reduziram-se em 3,0 pontos percentuais, passando de 49,5% para 46,5%.

Ainda assim, assinala o INECV, Portugal lidera entre os fornecedores de Cabo Verde, seguido da Espanha, Itália e China com, respetivamente, 10,4%, 5,2% e 4,3%, do total.

 

As máquinas e motores (-11,2%), os cimentos (-21,9%) e o leite (-25,5%) evoluíram negativamente face ao segundo trimestre de 2016. Os restantes produtos registaram taxas de variação positivas, sendo, os reatores e caldeiras, os combustíveis e o arroz, os mais expressivos, com crescimentos de 68,7%, 69,0% e 54,1% respetivamente.

Fonte:http://observador.pt/2017/07/31/exportacoes-portuguesas-para-cabo-verde-cairam-ligeiramente-no-2-o-trimestre/

Angola e Brasil: Duas Guerras

JOSE CPOR José Carlos do Carmo*

O autor era um jovem médico quando recebeu o convite para trabalhar em Angola. Mergulhou na realidade de um país em guerra e aprendeu a praticar uma medicina que não era, nem de longe, a que tinha idealizado.

“Em 1981, concluí o curso de graduação em medicina, durante o qual estive convictamente envolvido nos movimentos por liberdade democrática e justiça social, contra a ditadura militar então vigente no país. Em seguida, iniciei residência em medicina preventiva. Logo no segundo ano do curso, fui convidado para desenvolver um programa de saúde comunitária na República Popular de Angola. O ingênuo, quiçá pretensioso, pensamento de que sair do país seria uma traição à luta do povo brasileiro, deu lugar ao sentimento romântico, de aventura e de militância no exterior: viver e trabalhar num país africano, socialista e em guerra.

Angola havia conquistado a independência em 1975, após anos de lutas contra a dominação portuguesa, tendo como principal líder e primeiro presidente o médico e poeta Agostinho Neto, “pai de todas as tribos”. Sua morte prematura acirrou o conflito, iniciado logo após a independência, entre o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), ampla frente democrática que havia assumido o governo do país, e os grupos minoritários, União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA) e Frente Nacional pela Libertação de Angola (FNLA), ambos financiados e apoiados pelos Estados Unidos e África do Sul.

A jovem república angolana, por sorte ou azar de seu povo, ocupava uma importante posição geopolítica que despertava os interesses das grandes potências mundiais durante a Guerra Fria, época em que o sucesso de uma proposta socialista num país africano era inaceitável para os norte-americanos e seus aliados. Angola tinha tudo para dar certo: consideráveis reservas de petróleo e diamantes, uma indústria incipiente deixada pelos portugueses, uma das maiores áreas agriculturáveis da África austral e uma rede viária que só perdia em número de quilômetros asfaltados para a África do Sul. A política deliberada dos americanos para evitar que o país ficasse em paz é denunciada com detalhes revoltantes no livro “A CIA Contra Angola”, de John Stockwell, ex-chefe de intervenção da CIA em Angola.

O apoio aos grupos contra-revolucionários, que tiravam proveito do forte sentimento tribalista, decorrente da história recente da criação de boa parte das nações africanas, cujas fronteiras foram estabelecidas de acordo com os interesses dos colonizadores, sem nenhum respeito à história e à identidade cultural dos povos que lá habitavam, favoreceu a perpetuação de uma guerra civil que perdurou até pouco tempo.

A chegada em Luanda, em 1983, ofereceu-me uma belíssima vista da baía onde está a capital de Angola. Ainda na aproximação da aeronave, foi logo substituída por uma visão triste e melancólica de prédios semidestruídos, a mostrar emblematicamente não só os danos da guerra, mas o sofrimento de seu povo.

A continuação da viagem se deu novamente de avião, desta vez de pequeno porte. Naquela época, os deslocamentos eram feitos geralmente por ar ou por mar, dados os riscos de ataques da guerrilha ou de grupos de assaltantes nas estradas.

No Soyo, município localizado às margens do rio Zaire, na costa do Atlântico, logo após ser instalado na minha nova moradia, um trailler metálico de poucos metros quadrados onde habitaria por três anos, tomei contato com a realidade local. Não era uma área de frente de batalha, mas o ambiente bélico – com o toque de recolher, o medo de andar pelas estradas, o ruído de tiros ao longe, os soldados com metralhadores perambulando ao lado dos mutilados de guerra –  era permanente. Alguns anos depois, toda a região foi ocupada pela UNITA que, segundo dados da Anistia Internacional, assassinou friamente centenas de civis.

O êxodo da maioria dos médicos e de outros profissionais de nível universitário da área de saúde, portugueses e angolanos, desestruturou significativamente o sistema de saúde de Angola. Foram substituídos, em grande parte, por antigos auxiliares de enfermagem. A principal estrutura física da rede assistencial era um arremedo de hospital, um prédio sem instalações adequadas que sofria de crônica falta de água e energia elétrica.

Seguindo os planos acertados previamente, três meses depois chegou mais um médico brasileiro para integrar a equipe: Carmo Filho, meu irmão – “de pai e mãe”, como diziam os angolanos -, que até hoje mora em Angola, tendo tido a honra de, representando a comunidade brasileira, discursar para o presidente Lula em sua recente visita ao país, no final do ano passado.

Somando esforços a uma equipe de doze médicos cubanos que tinham começado seu trabalho no hospital, ficamos com a responsabilidade de organizar um sistema de saúde para os trabalhadores da indústria do petróleo, seus familiares e toda a população local.

Iniciamos o trabalho, buscando sempre compreender e respeitar os valores locais, desde a autoridade dos velhos curandeiros até nossa situação de estrangeiros brancos, num país ainda sob o trauma de séculos de colonização. Vale dizer que o fato de sermos brasileiros sempre nos favoreceu, pois é grande o sentimento de carinho e admiração que o povo angolano tem por nossa gente.

O trabalho da equipe foi bruscamente interrompido pela transferência, até hoje não explicada, da delegação cubana, constituída pelos médicos e por cerca de trinta professores, para outra região do país.

Os projetos de prevenção e de promoção da saúde foram, forçosamente, substituídos por ações curativas que a situação exigia. Sentimos, na pele, a dificuldade de priorizar programas de saúde coletiva quando as pessoas próximas estão adoecendo e morrendo. Nosso cotidiano passou a ser o do assistencialismo. Os casos de malária, que até então só conhecíamos pelos livros, incorporaram-se à nossa rotina. Conseguimos um microscópio e, revendo nossos Atlas de parasitologia, aprendemos a identificar e diferenciar os plasmódios nas amostras de sangue que colhíamos dos pacientes.

Com freiras brasileiras de uma missão católica, aprendemos a técnica, que repassávamos para as mães, de torrar e pilar alguns insetos da região que serviam como importantes complementos protéicos no tratamento dos bebes desnutridos. Depois de algum tempo, já éramos capazes de entabular um mínimo de conversação em kissulongo, dialeto da língua kikongo, durante a anamnese com os mais velhos que não falavam português.

Ao mesmo tempo em que era gratificante ser útil ao povo da região, as limitações produziam um sentimento de angústia e frustração. Em algumas ocasiões, após prestar os primeiros socorros, pudemos transportar pacientes com ferimentos graves para outros centros que dispunham de melhores recursos, como Luanda e Brazaville (Congo). Esse transporte era feito de helicóptero, às vezes, sob condições climáticas bastante adversas. Em muitas outras, vimos pacientes morrerem por falta de condições de tratamento.

Durante todo o tempo nunca desistimos de nossos projetos iniciais. Após várias tentativas frustradas junto a instituições locais e internacionais, estabelecemos um convênio de cooperação com o Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, em Luanda. O Soyo passou a contar com um campus avançado da universidade, para onde foram enviados professores e alunos de sexto ano do curso de medicina. Posteriormente, o governo concedeu um financiamento que permitiu a compra de diversos equipamentos, inclusive o tão desejado gerador elétrico para o hospital. Dessa forma, foi possível reiniciar um conjunto de ações que iam além do tratamento das urgências e emergências.

Quando decidi ir para Angola, meus planos iniciais previam que, se não gostasse, ficaria lá por um ano; se gostasse, por dois. Já haviam se passado três anos desde que tinha chegado. Era tempo de voltar.
Total de mortes violentas entre 1983 e 1986: dezessete mil, seiscentos e oitenta!

Este número não se refere à Angola. Corresponde ao total de acidentes do trabalho fatais no Brasil, registrados junto à Previdência Social, nos anos em que fiquei na África.

A situação não mudou muito desde então. Ainda que sabidos e reconhecidamente subestimados e restritos ao mercado formal, os dados previdenciários mostram bem a dura realidade enfrentada pelos trabalhadores brasileiros que, para ganhar a vida, são obrigados a perdê-la, insidiosa ou abruptamente. É na frente de combate a esta situação que estou envolvido desde que voltei. Esta é uma guerra, infelizmente, ainda longe de terminar.

Depois que retornei ao Brasil, voltei uma vez mais ao Soyo e pude verificar que o nosso trabalho tinha deixado sementes, mas esta é uma história para outra ocasião.”

*José Carlos do Carmo é médico, graduado pela Faculdade de Medicina da USP, mestre pela Faculdade de Saúde Pública da USP.  Trabalha no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e na Seção de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, em São Paulo.  É autor de diferentes publicações na área de Saúde Pública e Saúde do Trabalhador.

https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=122

TACV autorizada a contrair empréstimo bancário

TACV

O Governo de Cabo Verde autorizou a companhia aérea de bandeira (TACV) a contrair um empréstimo bancário de 1,7 milhões de euros (cerca de 200 mil contos) junto do Banco Privado Internacional (BPI), depois de ter confirmado esta segunda-feira, que a companhia vai deixar de operar os voos domésticos a partir de 01 de Agosto.


África 21 Digital, com agência


Na última segunda-feira, o ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves confirmou o fecho das operações domésticas da TACV, quando intervinha na sessão parlamentar deste mês que teve início nesse mesmo dia na Cidade da Praia.

Entretanto, em Boletim Oficial (BO) posto a circular hoje, o Governo autoriza a Direção Geral do Tesouro a conceder um aval a favor dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) para garantir um financiamento bancário junto do Banco Privado Internacional (BPI), no valor de dois milhões de dólares (cerca de 200 mil contos), informa a agência de notícias Inforpress.

A nota justificativa a propósito desta autorização, diz que a companhia “depara-se com a necessidade de recorrer a um empréstimo bancário”, e que a empresa tinha já contactado o BPI no início do ano.

A TACV vai retirar-se dos voos domésticos a partir de 01 de Agosto, passando esta responsabilidade a ser assumida na íntegra pela nova companhia aérea Binter Cabo Verde, de capital maioritariamente canário, com o Estado de Cabo Verde a comparticipar com 49%.

A saída da TACV das operações domésticas vem na decorrência do processo de reestruturação da companhia em curso, que continua, no entanto, a operar ainda a nível regional e internacional, encontrando-se em negociações para privatizar a linha internacional.

Entretanto, é de domínio público que a TACV tem atualmente uma dívida acumulada de 100 milhões de euros (cerca de 100 mil contos).

Recentemente, durante a sessão de audições perante a Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, no Parlamento, o presidente do Conselho de Administração da empresa, José Luís Sá Nogueira, informou que a companhia aérea iria reduzir cerca de 50% dos seus trabalhadores e tem uma estimativa de 14 milhões de dólares para os processos de indemnização.

Na terça-feira, José Gonçalves, o ministro que tutela a empresa, disse que a partir de 01 de Agosto os trabalhadores vão continuar na TACV e que o plano de reestruturação da mão-de-obra será feito “muito mais a fundo”, e que se vai respeitar todos os direitos dos trabalhadores.

O ministro informou ainda que está em “extrema análise” o número de trabalhadores que poderão passar para a Binter CV e também os que serão indemnizados, pois, segundo disse, “queremos ter o mínimo de impacto negativo possível nas pessoas, desde que salvaguardemos o negócio, porque há quer ter negócio rentável”, afirmou.

Anteriormente, o PCA da TACV, José Luís Sá Nogueira indicara também que a saída da empresa dos voos domésticos permite ao Estado evitar um prejuízo de 500/600 mil contos anuais, com a agravante da “eminência da paralisação dos dois ATR” por causa da dívida acumulada junto dos proprietários.

Entretanto, tomam posse hoje os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), solicitada pelo Movimento para a Democracia (MpD, poder) que vai apurar os actos de gestão da TACV desde 1975.

A comissão em apreço será presidida pelo deputado Emanuel Barbosa (MpD).

https://africa21digital.com/2017/07/26/29986/

Governo de Cabo Verde celebra conquistas, oposição discorda

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Ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população, UCID.

Após quinze meses de governação, o Movimento para a Democracia faz um balanço positivo do estado da nação, por considerar que a economia está e crescer e o governo a caminhar no rumo certo para a resolução de vários problemas que o país enfrenta.

Mas o maior partido da oposição, PAICV, diz que as coisas não vão bem, uma vez que há sinais de regressão na democracia, incumprimento do programa sufragado e aprovado no Parlamento em matéria de segurança, criação de emprego, transportes e outras áreas.

A UCID afirma que apesar de se notar alguma melhoria no crescimento da economia, não se pode fazer balanço positivo, tendo em conta, que volvidos quase ano e meio, ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população.

O analista politica, António Ludgero Correia entende que as principais matérias podem estar a ser equacionadas pelo Governo, mas ainda não se nota efeitos práticos, o que coloca algum desconforto no seio dos cidadãos tendo em conta as promessas de campanha.

Para Correia, a pressão resulta de algumas promessas feitas quando se sabia que o país não possuía condições financeiras para resolver um conjunto de situações.

“Faz-se as propostas passando a ideia de que com um clique ou passo de mágica passaria a haver leite e mel em abundância, e na prática as pessoas estão vendo que até os sinais se atrasam de que isso possa estar atrás do horizonte (…) penso que uma coisa é elaborar os planos em ambiente climatizado e quando se vai a tapadinha – terreno – se percebe que afinal não temos muitos recursos para resolver determinados problemas”, considera Correia.

O analista político faz também menção à oposição, que para ele precisa ser mais acutilante na fiscalização e ajudar com apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento do país. Uma sociedade civil mais activa também se recomenda, diz Ludgero Correia.

Daniel Medina também é de opinião que o Governo ainda não conseguiu apresentar na prática os resultados desejados para projectar a criação de mais empregos, melhorar a segurança, justiça e outras questões como as populações esperam.

Ainda assim, Medida reconhece que há sinais de melhoria no crescimento económico, situação que poderá a medio prazo permitir a criação de empregos e resolver outros problemas.

“ Julgo ser necessário a formação de um triângulo que é desenvolvimento da economia para que possa haver mais geração de emprego, menos desemprego e naturalmente menos insegurança. De resto os partidos como já nos apercebemos, o que está no Governo vai dizer que está tudo bem, para a oposição tudo mal, por isso vamos dar mais um espaço ao executivo para demonstrar trabalho e resolver os problemas candentes do país que ainda enfrenta muitas dificuldades”, frisa Medina.

O estado da Nação vai estar em debate esta sexta-feira, 28, no Parlamento cabo-verdiano.

 

https://www.voaportugues.com/a/cabo-verde-partido-no-poder-celebra-crescimento-economico-oposicao-desqualifica/3961729.html

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.