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Botsuana

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Brasil na disputa do mercado de lácteos da Africa do Sul e Botswana

 

 

Pela primeira vez, uma missão comercial de prospecção brasileira esteve nas cidades de Johannesburgo (África do Sul), Gaborone (Botsuana) e Windohoek (Namíbia) com objetivo de promover produtos do agronegócio com foco, principalmente, em lácteos (leite em pó, queijos, iogurtes, requeijão) para ampliar as exportações.

Reuniões – Delegação, formada por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e de cooperativas agropecuárias do Mercosul, participou de reuniões com órgãos do governo e de rodada de negócios com associações e empresas importadoras. A missão se encerrou neste domingo (01/07).

Ampliação – De acordo com o secretário de Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, José Doria, a missão visou ampliar exportações, aproveitando acordo de comércio entre os dois blocos, e traçar estratégias para ação conjunta na região. Acordo Mercosul – Sacu (União Aduaneira formada pela África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia) assegura preferências tarifárias a produtos brasileiros, possibilitando acesso a um mercado de cerca de 65 milhões de consumidores.

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Feira – A delegação brasileira participou na última segunda-feira (25/06) da Feira Africa’s Big 7/ Saitex, em Joanesburgo. Com participação de 36 países, a feira comercial de alimentos e bebidas, reuniu fornecedores e compradores de vários segmentos de atividades de todo o continente africano.

Africas Big 7Saitex

Principais produtos – Os principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil para a região são soja, milho, sorgo, arroz, carnes de aves, fumo não faturado, açúcar, entre outros. (Mapa)

http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao/2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/118318-mercado-brasil-busca-mercados-em-paises-da-africa-para-produtos-lacteos

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Botswana uma democracia africana

  • Por: Moises M. Antunes “Wima the Poet”

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Existe uma percepção nas mentes de muita gente incluindo de muitos analistas politicos que tendo um Partido-Estado não é bom para democracia de um país; e que para haver mudança num país tem de haver mudanças de partidos politicos no poder.

Por Moises Monteiro Antunes

Eu sou um dos analistas que discorda com esse school of thought (escola de pensamentos) e para ilustrar o meu argumento vos apresento o caso de Botswana Democratic Party-BDP ou seja (Partido Democrático de Botsuana).

A Dominação Política do BDP em Botswana e a Dominação Política do MPLA em Angola.

Botsuana tem muitas características completamente diferente de Angola, começando pelo sua história e factores culturais; factores étnicos linguísticos; a cultura política e muitos outros factores. Mas existe um factor denomidor na Política de Botsuana, neste caso a Competição Política de Botsuana que pode eventualmente mostrar os sinais de parto na nossa competição Política Angolana.

Botswana continua a ser governado pelo mesmo partido que é o Botswana Democratic Party (BDP) ou seja Partido Democrático de Botsuana desde a data de independencia de Botsuana ocorrido em 1966. Em outras palavras o BDP é um Partido-Estado de Botsuana que apesar ser um Partido-Estado, instalou uma democracia exemplar em África.

 

Angola continua a ser governado pelo mesmo partido o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) desde a independencia de Angola em 1975. É também um Partido-Estado mas ainda não se compara com o BDP em termos de performance políticas e em matéria de democracia.

O factor comum entre O BDP em Botsuana e o MPLA em Angola é exactamente o facto que esses partidos continuam a dominar a competição política dos seus respectivos países desde a indendencia e nunca foram desalojados do poder pela oposição. Claramente existem factores diferentes que distinguem esses dois países.

Por exêmplo, Botsuana optou cedo pela democracia e Angola optou cedo pelo comunismo e muito mais tarde pela democracia e isso condicionou Angola em conflicto armado prolongado em Angola; enquanto o Botsuana evitou isso e hoje Botsuana é visto no mundo como o modelo de um País democrático em África.

Botsuana até aqui teve cinco (5) Presidentes enquanto Angola soma apenas três (3) presidentes com João Lourenço. A moeda de Botsuana que se chama Pula é uma das mais fortes moedas em África, não se compara nem tão pouco com o nosso kwanza.

Um outro factor que deve-se levar em consideração é o facto que tanto o Botswana Democratic Party (BDP) em Botsuana assim como o MPLA em Angola continuam a perder terreno eleitoral nos centros Urbanas à favour da oposição. Em Angola notamos que em Luanda o MPLA continua a perder votos e o BDP também continua a perder votos na capital em Gabarone. Enquanto após a independencia as capitais dos países eram considerávelmente os maiores terrenos eleitorais desses partidos (BDP e MPLA).

O Botswana Democratic Party (BDP) tem sabido servir os interesses do povo de Botsuana ou seja as suas políticas, leis aprovadas pela maioria parlamentar do BDP assim como a vontade política dos presidentes até aqui tem sempre rimado com os ensejos do povo.

O BDP tem gerido bem os recursos naturais de Botsuana em benefício do povo, os diamantes tem sido gerido de forma eficiente e hoje Botsuana é um dos maiores productor de diamantes no mundo e tem uma economia estável.  O Povo de Botsuana apoia maioritáriamente o partido no poder (BDP) e isso tem fragilizado a oposição em Botsuana, causa dos problemas que a oposição em Africa e em Angola tem e que eu tenho chamado atenção.

Falando de exêmplos concretos, qui na África do Sul, todos Botsuanos estudam com bolsas de estudos totalmente pagas pelo Estado, apartir do Médio até ao ensino Superior.

Qual é o govern Africano que faz isso?

Todo Botsuano tem direito a bolsa de estudo para se formar em qualquer páis do mundo, maioritariamente nos Estados Unidos e África do Sul irrespectivamente se são filhos de camponês ou filhos da elite. Portanto, acho que o MPLA tem muito que aprender do Botswana Democratic Party e o govern Angolano deve aprender muito do governo de Botsuana.

O modelo de governação do BDP prova ao mundo que é possível ter um Partido- Estado com uma democracia exemplar. Por outro lado, também é um exêmplo prático que uma das melhores formas de fragilizar a oposição em Democracia é servir bem o interesse do povo.

Quando o povo sente e acha que o partido no poder está servir melhor o seu interesse, então claro que não veja necessidade de votar num outro partido da oposição. Porque ninguêm se atreve em mudar o que ja está bem (you cannot change what is already working out). E esse é o desafio que os partidos da oposição em Botsuana tem enfrentado até ao momento.

Um dia perguntei a um estudante de Botsuana na África do Sul, concretamente em Cape Town; ”porquê que vocês continuam a votar pelo BDP desde a independencia, sempre o mesmo partido, porque não votam num Partido da Oposição?”

Ele respondeu-me:” Mas porquê devemos votar na Oposição se o partido no poder está fazendo aquilo que nós queremos?...” continou : “ por exêmplo eu sou filho de Camponês, nós somos do campo mas estou aqui a estudar tudo pago pelo governo do BDP. Por isso no nosso País o BDP continua no poder não por engendrar fraudes eleitorais como nos outros países Africanos mas porque está fazendo um bom trabalho”.

Entrentanto, a sua resposta me convenceu e faz sentido foi assim que percebi a dominação política do Botswana Democratic Party. Essa conversa ocorreu já 10 anos atrás, mas hoje fiquei a pensar nissso tendo em conta o pramagatismo positivo de JLO. Será que se o MPLA continuar com essa virada política introduzida pelo JLO, Angola pode ter a mesma realidade de Botsuana onde o MPLA continuará no poder e a oposição sem chance de ganhar o poder?

Acredito que os partidos da oposição devem também aprender alguma coisa da realidade política de Botsuana. Isso deve servir de alerta que a oposição em Angola deve se reiventar, porque se o MPLA melhorar nas suas políticas ao ponto de ganhar de volta toda simpatia do povo e servir melhor o povo. Ou seja decidir fazer a mudança por dentro (o que pode estar acontencer) evitanto que a mudança venha de fora (pela oposição); então acho que ficará afastada para bem longe a possibilidade de Angola ser governado por um partido da oposição um dia.

Tendo em conta a ventania reformista que JLO está provocando e os aplausos que o povo está batendo; posso dizer que se essa ventania reformista estiver mesmo enraizado no MPLA e não apenas a vontade política de JLO, então estarémos perante à uma realidade de Botsuana. Mas para isso acontecer terémos de ter um Poder Judicial completamente independente; uma CNE completamente independente onde os integrantes não sejam membros dos partidos politicos mas apenas pessoas apartidarios ou independentes da sociedade civil como em Botsuana e na África do Sul.

Para concluir, nem sempre a mudança de partidos no poder garante a democracia ou o bem estar do povo; as vezes o que se precisa é apenas a mudança de coração dos líderes e dos atores politicos. Espero que esse artigo ajudou para reflectir um pouco sobre a nossa realidade e o sonho que temos por uma Angola diferente.

 

Consultor Político e de Relações Internacionais & Diplomacia (Angola & África do Sul) Consultor Internacional de Inteligência de Mercado-SADC (Angola & África do Sul) Orador Motivacional |Tradutor Ajuramentado (Inglês e Português)

South Africa

http://www.angola24horas.com/index.php?option=com_k2&view=item&id=9300:quando-um-partido-estado-e-sinonimo-de-democracia-o-caso-do-bdp-em-botsuana-e-licoes-para-o-mpla&Itemid=649

Reunião dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais Africanos,

A Secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, chefia a delegação angolana que participa, de 3 a 5 de Agosto, em Gaberone (Botswana), na reunião dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais Africanos, denominada “Caucus Africano”.

Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O encontro, que decorre sob o lema “Transformação Económica e Criação de Emprego: Uma Focalização na Agricultura”,  vai fortalecer  a voz dos representantes do continente em relação às questões do desenvolvimento socioeconómico do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
O evento constitui uma  oportunidade ímpar para os líderes africanos, nomeadamente os ministros das  Finanças, do  Plano e Governadores dos Bancos Centrais apresentarem, de forma conjunta, as preocupações que afectam as economias do continente berço, tais como a construção de infra-estruturas e a industrialização dos processos produtivos.
Angola deve fortalecer a relação com as instituições financeiras internacionais.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/angola_presente_no_caucus_africano

Botswana o país  que deu certo

Seretse KhamaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSeretse Khama foi o primeiro presidente de Botswana.

Quando Charles King, correspondente do Serviço de Notícias Sul-Africano, fez seu relato sobre a independência de Botswana, em setembro de 1966, ele descreveu o país como um “grande terreno sem estradas” e pouco para celebrar. Afinal, dois anos de seca e más colheitas haviam, nas palavras de King, “espalhado o caos e a fome por uma população camponesa dispersa”.

Na opinião do jornalista, o recém-formado país tinha poucas esperanças de estabilidade econômica. Apesar de ter um território comparável ao da França, Botswana tinha apenas 12 quilômetros de estradas asfaltadas e poucos hospitais. A maioria da população vivia da agricultura de subsistência.

Porém, a história não poderia ser tão diferente cinco décadas depois: Botswana é hoje aclamado como uma história de êxito na África. O PNUD, órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento, descreve o país como um caso verdadeiro de sucesso em termos de progresso humano e econômico.

Encanto natural

Isso é algo evidente quando se chega a Gaborone, a capital de Botswana. As ruas estão limpas e organizadas, e o trânsito flui com facilidade em meio a modernos arranha-céus. Diferentemente do caos pós-colonial de tantas capitais africanas, as coisas aqui funcionam. E bem.

Greg Mills, da Fundação Brenthurst, um grupo sul-africano de pesquisas em economia, explica que a transformação é o resultado de uma visão a longo prazo, de estabilidade política e de “governos prudentes”.

Diamante brutoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBotswana tem uma poderosa indústria mineradora

Mills poderia ter acrescentado ainda o fator sorte. Botswana foi abençoado com vastas reservas de diamantes e imensas áreas de deserto virgem, onde grandes felinos andam livres. E é ainda o país que tem mais elefantes no mundo. Tudo isso ajudou o país a, em apenas 50 anos, aumentar em mais de 100 vezes sua renda per capita, desenvolvendo setores como a mineiração e o eco-turismo.

Botswana map

Mas recursos naturais por si só não explicam o sucesso de Botswana. Foi com um gerenciamento cuidadoso levado a cabo por seus governantes que o país evitou a chamada “maldição dos recursos”, em que a falta de governança resultou em desperdício de riqueza mineral, como no caso da Nigéria e o petróleo, por exemplo.

Kebapetse Lotshwao, professor de política da Universidade de Botswana, explicas que as primeiras quatro décadas de independência foram particularmente vitoriosas.

Resort en BotswanaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA indústria turística de Botswana é bem desenvolvida

“O país teve a sorte de contar com líderes como Seretse Khama e Ketumile Masire (os dois primeros presidentes)”.

Esses políticos priorizaram o desenvolvimento e usaram a ajuda financeira internacional e as receitas das vendas de diamantes para investirr fortemente em políticas de saúde e educação. Houve uma queda grande na pobreza, ainda que a carência ainda afete um em cada cinco habitantes de Botswana – a população total é de pouco mais de 2 milhões de pessoas.

As taxas de alfabetização são altas e o índice de comparecimento à escola primária até 13 anos é de quase 90%.

Problemas

No entanto, alguns especialistas se preocupam com a situação do país. Um dos problemas é o desemprego, que se mantém na casa de 20%.

Analistas veem uma falta de diversificação em uma economia concentrada demais no garimpo e no turismo.

Protesto en Gaborone, BotswanaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPaís foi palco de protestos recentemente

E, apesar dos investimentos em saúde, a expectativa média de vida em Botswana é de 54 anos, uma das mais baixas do mundo. Quase um quarto da população é HIV positiva.

Há ainda problemas políticos: o Partido Democrático de Botswana (BDP), no poder desde a independência, está perdendo sua popularidade. Críticos do governo falam em atitudes autoritárias e de perseguição a jornalistas que investigam denúncias de corrupção.

Mineiração em BotswanaDireito de imagemAFP
Image captionA indústria dos diamantes foi chave para o desenvolvimento

Um relatório da Freedom House, ONG americana denuncia corrupção em licitações públicas, diz que não há grandes restrições às atividades empresariais de funcionários públicos – incluindo o presidente, um importante investidor do setor do turismo.

Lotshwao diz que o governo “não distribui ude maneira uniforme, os frutos do crescimento econômico”.

“Há uma necessidade de encontrar uma maneira de reduzir a disparidade entre ricoss e pobres”, argumenta.

“Tal como está, a situação pode levar à instabilidade política”.

Para Lotshwao, o país precisa ainda de uma reforma política para diminuir o poder da presidência – o cargo hoje é ocupado por Ian Khama, filho de Seretse, o primeiro mandatário pós-independência.

Política de consenso

“A democracia de Botswana não progrediu. Seguimos utilizando uma constituição imposta pelo Reino Unido como parte do processo de independência. O presidente tem poderes para governar por capricho”, opina o acadêmico.

Ian KhamaDireito de imagemAFP
Image captionO atual presidente de Botswana, Ian Khama

Em um informe do Banco Mundial, publicado recentemente, o economista Michael Lewin, fala de uma tradição local chamada kgotla, em que os membros de uma comunidade se sentam para conversar durante horas sobre um problema comum. À medida que a receita dos diamantes vai diminuindo, por conta do esgotamento das jazidas, a kgotla pode ajudar Botswana a encontrar um novo caminho de êxito.KGOTLA

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37306069

Namíbia exige justiça da Alemanha pelo seu primeiro holocausto

De 25 de novembro de 2016 a 12 de março de 2017, o Museu do Holocausto em Paris, França, organizou uma exposição dedicada ao genocídio de dois povos da Namíbia, os hereros e os namas, aquele que é hoje amplamente considerado o primeiro genocídio do século XX.

Após a Conferência de Berlim de 1884, quando as potências europeias dividiram a África entre si, a Alemanha governou o Sudeste Africano Alemão (atual Namíbia) até 1915.

Entre 1904 e 1908, os colonizadores alemães perpetraram um genocídio contra os povos hereros e namas, exterminando 65 000 hereros e 10 000 namas. Num detalhe particularmente macabro, os crânios de algumas vítimas foram levados até a Alemanha para investigação científica acerca da suposta desigualdade racial.

Por fim, sob a liderança de Samuel Maharero, membros das duas tribos organizaram uma revolta bem sucedida contra os alemães, recuperando as suas terras e pondo fim à violação em massa e a outras formas de degradação perpetradas pelos ocupantes alemães. Lutaram numa guerra de guerrilha que levou à situação que Véronique Chemla descreve no seu blogue como «um conflito maior». Véronique Chemla, jornalista de assuntos internacionais da American Thinker, da Ami e da FrontPage Mag, explica:

  • hereros e os namas

A 12 de janeiro de 1904, «ao mesmo tempo que as tropas alemãs tentavam sufocar a «revolta» dos nama Dondelswartz a sul, os herero Okahandja, exasperados pelas injustiças cometidas por Zürn (Comandante de Estação, tenente Ralph Zürn) e pela progressiva perda de território, atacaram explorações agrícolas e empresas alemãs e a infraestrutura colonial. Estes ataques resultaram numa brutal repressão por parte dos soldados e dos colonos, que levaram a cabo linchamentos e represálias indiscriminadas».

Na Alemanha, no seguimento das «descrições exageradas destes ataques, nasceu um verdadeiro desejo de guerra».

Ao mesmo tempo que a violência continuava a crescer, o levantamento local transformou-se num grande conflito, o que obrigou Maharero a colocar-se do lado dos «rebeldes». Para grande enfado dos políticos de Berlim, os homens de Maharero triunfaram, num primeiro momento, na sua resistência às tropas do (administrador colonial Theodor) Leutwein com técnicas de guerrilha. Leutwein foi dispensado do seu comando e substituído pelo implacável general Lothar von Trotha, que havia chegado à colónia em junho de 1904 com milhares de homens.

O general Lothar von Trotha dirigiu 15 000 homens numa implacável campanha de repressão. A 2 de outubro de 1904, deu ordens aos seus oficiais para realizarem o extermínio sistemático de membros das duas tribos, como se descreve numa publicação do Le Blog de Daniel Giacobi, professor francês de História:

Os hereros não são mais súbditos alemães. Se não aceitam isto, ser-lhes-á imposto pelas armas. Devem sair do país ou expulsá-los-ei com o «groot Rohr» [canhão grande].

Todo herero que se encontre dentro das fronteiras alemãs [namíbias], esteja armado ou não, será executado. Mulheres e crianças serão removidas do país — ou serão abatidas a tiro. Não serão levados quaisquer prisioneiros homens. Serão mortos a tiro. Esta decisão respeita os hereros. Dentro das fronteiras alemãs, matar-se-á todo o herero, armado ou não, com gado ou não. Não receberei mais mulheres ou crianças. Enviá-los-ei de volta sozinhos, ou ordenarei que os executem.

A minha política foi sempre no sentido de controlar a situação com terror brutal e até crueldade. Usarei toneladas de dinheiro para aniquilar os membros da tribo revoltosos, em torrentes de sangue. Somente desta semente crescerá algo novo e estável.

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Em agosto de 1904, na Batalha de Waterberg, os hereros e os namas viram-se rodeados «e a única saída era através do deserto Kalahari, onde os pontos de água estavam envenenados».

O que aconteceu depois foi, no entanto, mais trágico:

Por fim, colocou guardas e deu-lhes a ordem formal de matar todo e qualquer herero, independentemente de idade ou sexo. O resultado foi um massacre sistemático que alguns estimam ter feito entre 25 000 e 40 000 mortos (outros falam de 60 000 vítimas).

Vincent Hiribarren, professor catedrático de História Africana e Universal noKing’s College de Londres, responsável pelo site libeafrica4.blogs.liberation.fr, publicou uma entrevista de Jean-Pierre Bat com Leonor Faber-Jonker, historiadora de Universidade de Utrecht, que descreveu os métodos de extermínio usados pelos alemães:

Esta era a política que von Trotha havia seguido, ainda que subentendida, desde o ataque de Waterberg. Durante a batalha, qualquer herero que tinha conseguido escapar do círculo de alemães que os rodeava, fugiu para Omaheke. Von Trotha ordenou que os perseguissem, que procurassem o terreno metodicamente e que eliminassem os pontos de água. Os hereros, obrigados a dirigirem-se ao deserto, morreram em grande número de desidratação e fome. Esta perseguição teve também repercussões para os alemães.

Foram exibidas cópias da ordem escrita aquando da captura dos hereros e estes foram obrigados a assistir à execução de vários dos seus camaradas prisioneiros, antes de serem enviados para o deserto para serem testemunhas do que haviam visto e dissuadirem outros hereros de voltar.

Os colonos tiveram um comportamento execrável, roubaram terras e violaram as mulheres hereros e namas. O sítio web do Museu do Holocausto realçou que a maioria dos colonos que se apoderaram das terras e do gado dos hereros trataram os africanos sem o mínimo respeito.

A violação era uma prática comum e era exacerbada pela falta de mulheres alemãs. O temor do povo alemão (Volk) pela degeneração racial levou à proibição de matrimónios inter-raciais em setembro de 1905. As ideias sobre diferenças raciais baseavam-se na antropologia alemã do final do século XIX, que propunha uma distinção entre raças consideradas «civilizadas» e raças consideradas «primitivas». Esperava-se ter uma compreensão da espécie humana através da observação objetiva dos «primitivos», como as pessoas exibidas em zoológicos humanos (muito populares na Europa nessa época).

Em 2011, descobriram-se onze crânios do genocídio na Namíbia. Até então, esta atrocidade havia permanecido oculta, como é referido no site do Museu do Holocausto:

O Blue Book (Livro Azul), um relatório oficial do governo britânico que enumerava as atrocidades cometidas no Sudeste Africano Alemão, e, pouco tempo depois, recompilou a conquista da colónia durante a Primeira Guerra Mundial, foi censurado em 1926, pensando no interesse da nova unidade. Depois, a perspectiva alemã do genocídio como uma heróica guerra colonial literalmente dominou o âmbito comemorativo da antiga colónia e esta viu-se inundada por monumentos e ruas com nomes que comemoravam o esforço bélico alemão. Depois de 1945, o passado colonial não ficou esquecido na Alemanha. No Sudeste Africano, a repressão do regime do apartheid sufocou qualquer debate público sobre o genocídio. Os descendentes das vítimas tiveram a tarefa de manter viva a memória do genocídio, com atos comemorativos e com a tradição oral.

Por fim, em julho de 2015, o governo alemão acordou enumerar os “acontecimentos que ocorreram” como um genocídio oficial, no seguimento do reconhecimento do genocídio arménio. No entanto, o governo não conseguiu proferir uma desculpa formal, nem mostrou vontade de dar uma compensação. Esta situação levou a um encontro em outubro de 2016 no Centro Francês de Berlim, que juntou partidários de vários países que afirmavam o direito das comunidades dos hereros e dos namas a participarem diretamente na negociação de uma resolução que inclua o reconhecimento do genocídio, um pedido de desculpas formal, apropriado e sincero às comunidades afetadas e a atribuição de uma compensação justa às duas comunidades, que continuam a sofrer os efeitos do genocídio.

Desde que a Namíbia conseguiu a sua independência em 1990, os descendentes das vítimas — juntamente com grupos de direitos humanos (sobretudo simpatizantes judeus) da Alemanha, dos Estados Unidos, de Botsuana e da África do Sul — têm batalhado pelo reconhecimento do genocídio e estão próximos de uma importante vitória judicial. Em julho de 2017, a juíza federal de Nova Iorque, Laura Taylor Swainouvirá uma queixa contra Berlim por parte dos descendentes das vítimas.

 

https://pt.globalvoices.org/2017/05/11/um-seculo-depois-namibia-exige-justica-a-alemanha-pelo-seu-primeiro-holocausto/

Missão brasileira visita Botsuana

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Na segunda escala de sua viagem à África Meridional, o ministro Aloysio Nunes Ferreira foi recebido pela ministra das Relações Exteriores de Botsuana, Pelonomi Venson-Moitoi, com quem assinou acordo para a criação de mecanismo de consultas políticas, o qual reforça a moldura institucional para o aprofundamento do relacionamento entre os dois países.

Os dois ministros ressaltaram a importância da cooperação desenvolvida desde o estabelecimento de relações diplomáticas, em 1985, e concordaram que é chegado o momento de elevá-la a um novo patamar. O ministro Aloysio e sua homóloga de Botsuana trocaram informações sobre setores empresariais que poderiam se beneficiar desse aprofundamento, notadamente agroindústria, infraestrutura e indústria de defesa.

O ministro Aloysio reuniu-se ainda com os ministros da Agricultura, da Saúde e da Presidência com os quais analisou áreas específicas de cooperação, como erradicação da pobreza, alimentação escolar, agricultura familiar, indústria farmacêutica, cooperativismo e pesquisa agropecuária.34430912171_9f3735e031_b min agricultutura.jpg

Em todas as reuniões, ficou claro que é urgente a ampliação da vertente empresarial no relacionamento bilateral. Em vista disso, o Itamaraty analisará a organização de uma missão de empresários brasileiros a Botsuana. Reconhecida como um dos casos de sucesso na África, Botsuana oferece condições para receber investimentos de empresas brasileiras que buscam um ponto para iniciar ou aprofundar sua internacionalização na África. Trata-se de mais um passo no aumento do comércio e dos investimentos bilaterais, que trará benefícios para as duas sociedades.

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A percepção das viagens à países africanos, destaca-se a presença feminina na representação governamental, o caso de  de Botswana, que tem  mulheres negras como Ministra das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura e assessoria. Diferentemente da missão brasileira constituída quase que exclusivamente  por homens brancos.

Brasil visita Namíbia

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No primeiro dia de sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes Ferreira foi recebido pelo presidente Visita da Namíbia, Hage Geingob. O dirigente namibiano reiterou o agradecimento pela cooperação na área de defesa, que teve papel central na criação da Marinha do país e agora foi estendido ao Exército. O ministro e o presidente também trocaram ideias sobre políticas para erradicação da pobreza e sobre como cada país pode se beneficiar da experiência do outro.Em sua primeira visita fora da América do Sul como chanceler, Aloysio Nunes concordou com a visão do presidente Geingob sobre a excelência do relacionamento bilateral e reafirmou a relevância da África para a política externa brasileira, do que é demonstração esta visita ao continente.

Antes disso, manteve reunião de trabalho com sua homóloga, Netumbo Nandi-Ndaitwah, que se fez acompanhar pelos ministros de Erradicação da Pobreza e Ação Social; da Defesa; da Economia; da Agricultura, da Água e dos Recursos Naturais; do Comércio, Industrialização, Pequena e Média Empresa; e a vice-ministra de Minas e Energia.

As duas delegações reiteraram seu objetivo de cooperar em políticas públicas de combate à desigualdade. No campo da defesa, decidiram aprofundar a cooperação já existente, inclusive na venda de material de defesa e segurança. Os dois lados se comprometeram a buscar novas oportunidades comerciais e de investimentos, aproveitando o acordo Mercosul-SACU (União Aduaneira da África Meridional).

No último compromisso do dia, sempre acompanhado pelo senador Antônio Anastasia, o ministro foi recebido pelo presidente da Assembleia Nacional, Peter Katjavivi. No encontro, o ministro e os parlamentares reafirmaram o compromisso do Brasil e da Namíbia com a democracia e a defesa dos direitos humanos, inclusive no combate à violência doméstica.

Visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil à Namíbia, Botsuana, Malawi, Moçambique e África do Sul

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O ministro Aloysio Nunes Ferreira realizará visita a cinco países do continente africano no período de 8 a 15 de maio: Namíbia, Botsuana, Malawi, Moçambique e África do Sul.

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A missão do ministro Aloysio Nunes Ferreira dá feição concreta à prioridade que o Brasil atribui às relações com a África. O engajamento político brasileiro no continente fortaleceu múltiplas vertentes de cooperação, comércio e investimentos nas últimas décadas. A visita reafirma esses laços e abre perspectivas de cooperação, apostando na África como uma das regiões mais promissoras para a celebração de parcerias econômicas e comerciais e um ator destinado a assumir crescente destaque na cena global.

No dia 8 de maio, na Namíbia, o ministro das Relações Exteriores será recebido pelo presidente Hage Geingob e terá encontro de trabalho com sua homóloga, a chanceler Netumbo Nandi-Ndaitwah. O Brasil mantém destacado projeto de cooperação naval com a Namíbia, iniciado em 1994, que já resultou na formação de mais de 1.000 militares namibianos em escolas brasileiras, contribuindo para o objetivo comum de promover a paz e a segurança no Atlântico Sul.

No dia 9 de maio, o ministro Aloysio Nunes Ferreira viaja para Botsuana, país com o qual o Brasil mantém importantes projetos de cooperação nas áreas de cooperativismo e combate ao HIV/AIDS. O ministro realizará reunião de trabalho com a chanceler Pelonomi Venson-Moitoi, na qual reafirmará o apoio brasileiro ao desenvolvimento daquele país e o propósito de fortalecer o relacionamento nas áreas de defesa e comércio, entre outras. Botsuana é um dos países de mais alto crescimento na África, o que oferece grandes oportunidades para o aumento do comércio e dos negócios com o Brasil.

No dia 10 de maio, no Malawi, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira manterá encontro de trabalho com seu homólogo malawiano, Francis Kasaila, e será recebido pelo presidente Arthur Mutharika. Trata-se da primeira viagem de um chanceler brasileiro àquele país desde o estabelecimento das relações diplomáticas, em 1964. O relacionamento com o Malawi diversificou-se nos últimos anos com o lançamento de uma agenda de cooperação e investimentos. Durante a visita, serão assinados o Memorando de Entendimento para Facilitação de Vistos de Negócios, o Acordo de Isenção de Vistos para Portadores de Passaportes Diplomáticos, Oficiais e de Serviço e o Acordo para o Exercício de Atividades Remuneradas por Dependentes.

Em 11 e 12 de maio, o ministro Aloysio Nunes Ferreira cumprirá agenda de trabalho em Moçambique. Será recebido em audiência pelo presidente Filipe Nyusi e manterá encontros de trabalho com seu homólogo, Oldemiro Baloi, com o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, e com a ministra de Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens. Moçambique é o maior parceiro de cooperação brasileira, com projetos pioneiros e estruturantes que abarcam áreas como saúde, agricultura, educação e formação profissional. O país também é importante destino de investimentos brasileiros, cujo estoque chega a 9 bilhões de dólares.

No dia 12 de maio, o ministro das Relações Exteriores visitará Nacala, onde participará da cerimônia de inauguração do Corredor Logístico de Nacala, importante investimento da Vale em parceria com a estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique. O projeto, que conferiu ao Brasil o status de maior investidor estrangeiro daquele país, contribuirá para o desenvolvimento das economias moçambicana e malawiana.

Ainda em Moçambique, devem ser assinados o Acordo de Previdência Social, o Memorando de Entendimento para o Estabelecimento de Consultas Políticas e, no âmbito da cooperação técnica, dois ajustes complementares ao Acordo Geral de Cooperação: um para a implementação de projeto em Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica de Moçambique; e outro para a implementação de projeto em Capacitação Técnica em Inspeção e Relações de Trabalho.

No dia 15 de maio, o ministro Aloysio Nunes Ferreira encerrará sua viagem com agenda de trabalho na África do Sul, ocasião em que, entre outras atividades, se reunirá com a chanceler Maite Nkoana-Mashabane. Brasil e África do Sul desenvolvem parceria estratégica, que se articula por meio de projetos de cooperação, pela atuação coordenada em fóruns internacionais e pela participação em grupos como o IBAS e o BRICS.

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/notas-a-imprensa/16238-visita-do-ministro-das-relacoes-exteriores-aloysio-nunes-ferreira-a-namibia-botsuana-malawi-mocambique-e-africa-do-sul

O imperativo da parceria com a África


 Foto (Ministro  das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes e a Ministra de Relações Internacionais da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah)

Amanhã(7/05/2017), darei início a um périplo pela África Austral, uma das regiões com maior potencial de crescimento econômico do planeta. Em uma semana, visitarei cinco países: Namíbia, Botsuana, Malaui, Moçambique e África do Sul. O objetivo é reforçar a agenda de diálogo político e cooperação econômica, demonstrando a prioridade da África nas relações exteriores do Brasil.

O Brasil é o maior país africano fora da África, uma identidade da qual nosorgulhamos e um cartão de visitas capaz de abrir portas e angariar a boa vontade dos países africanos. Queremos traduzir essa afinidade histórica em ações concretas, aprofundando projetos de cooperação, ampliando o comércio e os investimentos e criando novas parcerias em áreas como defesa, energia, e ciência e tecnologia. Queremos também aprofundar o diálogo diplomático sobre temas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mantemos programas importantes de cooperação com a maioria dos países africanos, sobretudo nas áreas de saúde, agricultura, educação e formação profissional. Esses programas demonstram o interesse brasileiro em contribuir para o desenvolvimento econômico e social do continente, mas é preciso ir além. As lideranças africanas pedem a presença do Brasil não apenas como prestador de cooperação, mas também e cada vez mais como investidor e parceiro nos negócios.

Visitarei alguns dos países acompanhado de empresários interessados em identificar as imensas oportunidades para o comércio e os investimentos. Pretendo avaliar exemplos emblemáticos de parcerias que desejamos multiplicar. Em Moçambique, participarei da inauguração do corredor de Nacala, empreendimento da Vale com empresa local, que representa o maior investimento estrangeiro naquele país. Na África do Sul, buscarei identificar novas oportunidades inspiradas, por exemplo, no êxito do programa de desenvolvimento conjunto de um míssil ar-ar de curto alcance, além de estreitar nossa coordenação em temas multilaterais e no âmbito dos grupos Brics e Ibas.

Em cada um dos países visitados, há uma robusta agenda em andamento e muitas oportunidades inexploradas. Com a Namíbia, temos uma cooperação histórica na área de defesa, tendo sido o Brasil responsável pela criação da Marinha daquele país e formado mais de mil militares namibianos nos últimos anos. Botsuana é um país estável, de crescimento acelerado e uma das maiores rendas médias da África, ou seja, um mercado promissor para as exportações brasileiras. A minha visita ao Malaui será a primeira de um chanceler brasileiro ao país, que também conta com investimentos brasileiros em mineração e com cooperação no setor algodoeiro.

Neste século, o continente africano tem apresentado índices de crescimento acima da média mundial. Apesar da crise nos últimos anos, as exportações brasileiras para a África alcançaram US$ 7,8 bilhões em 2016, em sua maior parte compostas por manufaturados (40%) e semimanufaturados (22,6%). A tendência de longo prazo é positiva. Aproveitarei meus contatos para estimular a organização de missões comerciais à África, de modo a aproveitar melhor a entrada em vigor do Acordo de Preferências Comerciais Mercosul-Sacu.

Parto para a África com a certeza de que temos muito a ganhar com o fortalecimento desses laços de cooperação, sobretudo no contexto das atuais transformações políticas e econômicas no mundo, em que o continente africano, ao lado do asiático, é um polo em ascensão. A parceria com a África é não apenas uma decorrência natural de nossas afinidades históricas e culturais, mas um imperativo na construção de uma ordem mundial mais favorável aos nossos interesses e aspirações.

Aloysio Nunes Ferreira
Ministro das Relações Exteriores

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/ministro-das-relacoes-exteriores-artigos/16241-o-imperativo-da-parceria-com-a-africa-correio-braziliense-06-05-2017

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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