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Proteína animal em Angola tem grande potencial de crescimento

A produção interna de carnes está aquém das necessidades do mercado, uma situação que o Governo pretende inverter nos próximos anos com os investimentos em curso em todo o país, afirmou o secretário de Estado da Agricultura para o Sector Empresarial.

Feira do Lubango exibiu potencialidades agropecuárias durante quatro dias
Fotografia: Arimateia Baptista | LubangoCarlos Alberto, que falava no encerramento da 14.ª edição da Feira Agropecuária, enquadrada nas Festas da Nossa Senhora do Monte, referiu que no ano passado o país importou 420 mil toneladas de carne bovina, suína e aves.
No mesmo período, salientou, a produção interna foi de, aproximadamente, 50 mil toneladas.  “Temos de modificar essa situação, porque as potencialidades da região são enormes, carecendo apenas de esforço, tanto do sector empresarial, como do Executivo, que continuará a prestar o seu apoio institucional”, disse.
O secretário de Estado afirmou que, juntar criadores para trocar experiências, sensibilizar outros intervenientes na cadeia produtiva, na tentativa de obter consensos para que haja uma participação efectiva de todos, é uma iniciativa valiosa.
O governante considera que o reconhecimento, a entrega de troféus, a exposição de animais e a realização de leilões devem constituir um estímulo para os criadores de gado. “É preciso aproveitar todas as oportunidades que a feira oferece não só para a realização de negócios, como para muita diversão”, referiu.
O presidente da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), Luís Nunes, defendeu um serviço técnico que reúna as condições para prestar uma assistência veterinária e zootécnica capazes de assegurar a profilaxia, a sanidade, o bem-estar e gestão dos animais. A assistência técnica eficaz na produção e conservação de pastagens e forragens, é outra acção defendida pelo presidente da CCGSA, que congrega mais de 82 fazendas. “É esta a nossa responsabilidade, enquanto cooperativa de criadores de gado, mas é necessário um maior investimento público de interesse para este sector, que deve ser garantido pelo Governo”, afirmou.
Luís Nunes disse que os associados depositam confiança e expectativa no futuro da região e do sector pecuário, alavanca do desenvolvimento económico e social.
“É fundamental uma atenção muito especial do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural nos apoios que devem ser prestados ao sector, para que os resultados de cada empresa e criador de gado sejam efectivos e contribuam, de facto, para o crescimento da economia angolana e não sejam apenas simples números estatísticos”, frisou.
O responsável defendeu a construção de um matadouro moderno e respectivas estruturas complementares, capazes de garantir o  abastecimento do mercado com gado produzido na região sul.
Luís Nunes defendeu a criação de uma estrutura de assistência técnica nos vários domínios da produção, abate e comercialização da carne. Neste momento, está em execução um programa de fomento e requalificação do gado do Sul de Angola, cujo protocolo já foi assinado com o Governo provincial da Huíla.
O programa visa o melhoramento genético do gado, principalmente ao nível dos pequenos criadores, com o objectivo de elevar o índice de crescimento e rentabilidade da produção, assim como melhorar a qualidade da carne. “São prioridades da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola a defesa dos superiores interesses dos nossos associados e dos criadores de gado na sua generalidade”, indicou.

Mais carne e maior rentabilidade

A direcção da CCGSA está ciente da necessidade de estruturar o sector, com vista a uma melhor rentabilidade das explorações agro-pecuárias, empresariais e individuais, e aumentar a produção de carne e leite com mais qualidade. Luís Nunes garantiu que a direcção da cooperativa tem consciência de que os objectivos não serão conseguidos apenas pelos associados, mas também com a participação dos criadores individuais e, fundamentalmente, com o apoio do Governo, com linhas de crédito acessíveis e subsídios à produção. “Estamos de acordo e disponíveis para dar o nosso contributo neste processo, mas é necessário que se faça uma distribuição mais equitativa das disponibilidades do Orçamento para esse fim”, defendeu.
O líder cooperativo solicitou mais atenção das autoridades, numa altura em que sector primário da economia constitui uma prioridade na diversificação económica, “porque ele garante mais emprego e mais riqueza”.
Luís Nunes garantiu que a CCGSA tem capacidade para satisfazer uma parte significativa das necessidades do país, desde que lhes sejam garantidos os apoios necessários.
“Estamos conscientes de que os novos tempos vão trazer-nos uma realidade diferente, que o futuro vai exigir mais trabalho, mais sacrifícios, controlo da actividade e uma nova filosofia de gestão, mas acima de tudo sabemos que o país vai ser diferente”, referiu
A feira do Lubango, que terminou ontem com a presença de criadores de gado das províncias do Cuanza Sul, Namibe, Benguela, Huambo, Huíla e Cunene, expôs 390 bovinos de diferentes espécies durante os quatro dias do certame. Mais de 200 cabeças de gado foram leiloadas.Angola possui cerca de 3.850.000 cabeças de gado, cuja maioria se encontra na região Sul. A CCGSA enquadra 82 associados, todos eles grandes produtores.
Na sexta-feira, o Governo procedeu à inauguração do matadouro da Camabatela, na província do Cuanza Norte, com a finalidade de aumentar a oferta de carne, melhorar a dieta da população e criar mais de 200 postos de trabalho directos e indirectos para a juventude.
O projecto foi financiado pelo Governo espanhol com custos avaliados em 13,4 milhões de dólares norte-americanos . Construído a cinco quilómetros da sede municipal de Ambaca, o matadouro tem uma capacidade de abate de 200 bovinos e 300 caprinos por dia, perfazendo 52.800 animais por ano, além de sete toneladas de gordura animal que se prevê produzir por dia.

“Barão do ananás” de Angola exportou  16 toneladas para a   Namíbia e África do Sul

O município do Bocoio, na Província do Benguela, exportou  16 toneladas de ananás para a   Namíbia e África do Sul, através do empresário Simão Cavalo.

Produção de ananás aumentou em quantidade e qualidade
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro
Conhecido por “barão do ananás”, o agricultor tem uma produção superior a mil hectares.
O anúncio foi feito pela administradora municipal do Bocoio, que falava por ocasião do 59.º aniversário daquela circunscrição.
Deolinda Valiangula  disse que a natureza proporcionou à comuna do Monte-Belo terrenos aráveis propícios para a produção em grande escala do produto.
A administradora municipal garantiu que os passos já estão a ser dados para utilizar o ananás na indústria de transformação (sumos e fruta em calda).  Parte da maquinaria já está no município, estando a restante tramitação a aguardar apenas pela melhoria da conjuntura económica e financeira.
“A produção do ananás no município aumentou, pois, os produtores estão muito motivados para o cultivo desse produto, devido à sua solicitação no mercado e a excelente qualidade que possui. Está a servir de uma das fontes para a diversificação da economia e da entrada de divisas para o país”, reconheceu Deolinda Valiangula, que disse ser necessário   o município crescer e ganhar uma dinâmica  mais ativa para atração de mais investimento privado. “Só desta forma podemos alcançar o desenvolvimento econômico e social e dar mais emprego a juventude”, salientou Deolinda Valiangula
Localizado a 102 quilômetros  da cidade de Benguela, o Bocoio possui uma superfície de 5.612 quilômetros quadrados. Com quatro comunas,  Monte-Belo, Chila, Cubal do Lumbo e Passe, tem uma população estimada em 154.446 habitantes, que se dedicam à agricultura e pastorícia.
Jesus Silva

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bocoio_vende_ananas__para_paises_da_regiao

Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no Mercado Internacional do Agronegócio Brasileiro 2019-2022

Agropecuaria-MinhatecaMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai receber a contribuição dos setores público e privado para elaborar nova proposta de acesso a mercados, negociações não tarifárias e promoção dos produtos agrobrasileiros para o período de 2019 a 2022. O objetivo da medida é ampliar a participação do país no comércio internacional de produtos agropecuários.

Intitulada de Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no Mercado Internacional do Agronegócio Brasileiro 2019-2022, a medida também deverá incentivar a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e consolidar a imagem do país como exportador de produtos de alta qualidade, inclusive ambiental, com base nos índices obtidos por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).agronecios

A iniciativa será conduzida em três etapas. Na primeira fase haverá a construção do Documento Base para a estragégia, que deve ser aprovado e publicado pelo ministro da pasta até o final de maio de 2018. A fase posterior consiste na definição das estratégias para a política de relações internacionais do agronegócio brasileiro, a partir dos eixos anteriormente definidos. Nesta ocasião, será criada uma comissão de especialistas, composta por membros indicados pelas secretarias e unidades vinculadas ao ministério, para a elaboração da política de relações internacionais do agronegócio.

A última fase compreende a consulta à sociedade civil para contribuições e discussão sobre o documento final. A expectativa do ministério é publicar a estratégia consolidada em janeiro de 2019.

Exportação

O Brasil destaca-se como um dos maiores exportadores do mundo em produtos como soja (grão e farelo), carnes (aves, bovina e suína), açúcar, café e milho. No entanto, apenas cinco grupos de produtos concentram 82% das exportações agropecuárias brasileiras, que chegaram a US$ 71,5 bilhões em 2016.

O setor agrícola representa, aproximadamente, 40% das exportações totais do país e cerca de 7% de participação no mercado mundial de produtos agropecuários. Segundo o ministério, o desafio do governo na área agrícola é elevar esse índice para 10%.

https://africa21digital.com/2017/07/29/brasil-quer-aumentar-participacao-no-mercado-agricola-global/

 

Grupo privado chinês investe na agricultura angolana

chinesesUm grupo privado chinês vai investir 12 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para instalar na província do Huambo, no planalto central angolano, uma unidade agrícola e pecuária, gerando 200 postos de trabalho.

De acordo com o contrato de investimento entre o grupo de origem chinesa Jiangzhou Agriculture e o Estado angolano, através da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), o projeto vai levar 10 anos a implementar.

Será instalado no município de Tchicala Choloanga e segundo os promotores permitirá abastecer o mercado interno com produtos agrícolas e agropecuários e “reduzir as importações” angolanas.

Ao grupo privado chinês serão atribuídos benefícios fiscais por parte do Estado angolano, ao abrigo da Lei do Investimento Privado, nomeadamente a redução de 65% no pagamento de impostos Industrial, sobre Aplicação de Capitais e de Sisa, por um período de oito anos.

Praticamente 93 por cento das exportações angolanas de 2016 foram de petróleo bruto, que aumentaram mais de 3.500 milhões de euros face a 2015, mas o país ainda necessitou de importar produtos agrícolas, que representam 10% do total, segundo dados do anuário do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar das conhecidas potencialidades agrícolas, 10,44% do volume de importações angolanas foram de produtos agrícolas, no valor de 211.270 milhões de kwanzas (1.140 milhões de euros), uma quebra de 4,32% face a 2015.

“Mercado não se conquista dando beijinho, mas na cotovelada e na botina”.

blairo-maggiO ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez nesta terça-feira (11/7) durante evento do lançamento do Plano Safra 2017/2018 do Banco do Brasil, uma defesa da conquista de mercados no exterior. Segundo ele, “mercado não se conquista dando beijinho, mas na cotovelada e na botina”.

Maggi elogiou também os diplomatas brasileiros que atuam no exterior e que, segundo ele, são “importantes para o nosso negócio”. De acordo com o ministro, com a diplomacia ciente de que o principal negócio do País é fazer negócio lá fora, o Brasil vai crescer. Durante sua fala, Maggi também disse que tem viajado porque sabe que “o futuro da agricultura depende disso”.

Ele também destacou a modernização do agronegócio nas últimas décadas e afirmou que a Embrapa “virou uma potência agrícola”. Perto do fim de sua fala, ele convocou uma salva de palmas ao presidente Michel Temer, presente ao evento do BB. De acordo com Maggi, Temer proporciona “liberdade na Agricultura”.

 

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Economia/noticia/2017/07/mercado-se-conquista-na-cotovelada-e-na-botina-diz-maggi.html

Angola projeta produzir 150 mil toneladas de café até 2022

Angola projecta produzir 150 mil toneladas de café até 2022, seis vezes mais que as oito mil toneladas produzidas de Setembro de 2016 a Junho 2017, anunciou ontem, em Medellín, o embaixador de Angola no Brasil, citado pela Angop.

Fórum de produtores de Café decorre na Colômbia
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro
Nelson Cosme, que falava em representação do ministro angolano da Agricultura, Marcos Nhunga, chefia a delegação de Angola  no Fórum Mundial dos Produtores de Café que decorre em Medellin, a segunda maior cidade da Colômbia.
A Embaixada de Angola afirmou, em comunicado, que Nelson Cosme destacou as acções do Governo para regressar ao núcleo dos grandes produtores contam com o apoio do Fundo Comum de Produtos de Base da Organização Mundial do Café, que financiou, em oito milhões de dólares (1.334 milhões de kwanzas) um projecto de renovação e replantação de café robusta em varias regiões de Angola.
O encontro analisa temas como a sustentabilidade na produção e socioeconómica do produtor, indicadores mundiais do café , desenvolvimento rural e políticas de adaptação às alterações climáticas.

O Fórum Mundial dos Produtores do Café foi aberto pelo presidente da Colômbia, Manuel Santos, e conta com a participação de destacadas personalidades da vida politica e económica mundial, entre os quais os chefes do Estado da Costa Rica e das Honduras, além do vice-presidente de El Salvador e Bill Clinton (EUA). A delegação angolana integra ainda o director-geral da Cafangola, Bonifacio Manuel,  a presidente do Fundo do Café , Sara Bravo, e diplomatas.
O café produzido em Angola granjeia algum prestígio entre os consumidores em todo o mundo, havendo um projecto negociado com a multinacional Nestlé, para a exportação para as fábricas de produtos Nescafé.
O facto foi revelado há um ano pelo  presidente da Nestlé  Angola,  Wibart  Wit, que referiu encontros  com o  Executivo  para concretizar a iniciativa.

Agressividade da indústria do tabaco faz crescer o consumo no mercado africano

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Uma investigação do jornal britânico Guardian divulgada hoje revela que multinacionais da indústria do tabaco recorrem por vezes a ameaças para impedir que governos africanos regulamentem a venda de tabaco, dificultando o seu consumo.

O diário diz ter tido acesso a “cartas (…) enviadas aos governos do Uganda, Namíbia, Togo, Gabão, República Democrática do Congo, Etiópia e Burkina Faso, revelando táticas intimidatórias que as empresas de tabaco utilizam, acusando os governos de violarem as suas próprias leis e acordos de comércio internacional e advertindo para danos na economia”.tabaco.jpg

No caso do Quénia e do Uganda, a multinacional British American Tobacco “está a lutar nos tribunais para tentar bloquear as tentativas dos governos (…) de introduzir regulamentos para limitar os danos causados pelo fumo de tabaco”, refere o Guardian.

De acordo com o jornal, estima-se que existam em África 77 milhões de fumadores e que o seu número possa aumentar “quase 40% em relação ao nível de 2010 até 2030”.

Adianta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que até 2025 a taxa de fumadores suba em 17 de 30 países africanos, com os aumentos maiores a ocorrerem no Congo-Brazzaville (de 13,9% em 2010 para 47,1% em 2025) e Camarões (de 13,7% para 42,7%).tabaco2

“Especialistas dizem que África e o sul da Ásia são novos campos de batalha na luta global contra o tabagismo devido à demografia e ao crescimento da prosperidade”, assinala o diário britânico.

O Guardian indica ainda que “embora a maioria dos países em África tenha assinado o tratado da OMS sobre o controle do tabagismo, nenhum deles implementou completamente as restrições que ele prevê”.

Bintou Camara, diretor dos programas para África da Campaign for Tobacco-Free Kids, uma organização não-governamental sediada em Washington, disse ao jornal que em todo o continente africano “as empresas de tabaco tentaram intimidar os países para não tomarem medidas efetivas para reduzir o consumo de tabaco, a principal causa de mo

http://www.dn.pt/lusa/interior/empresas-de-tabaco-ameacam-para-impedir-regras-sobre-venda-em-africa—guardian-8631119.html

Senegal aumenta áreas cultivadas em quase 400%

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No Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas.

O projeto também aumentou as áreas cultivadas — de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

o Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas. O projeto também aumentou as áreas cultivadas – de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

O PAA África conecta a oferta de alimentos vindos da agricultura familiar aos sistemas de compras públicas, como os que abastecem escolas que fornecem refeições aos seus alunos. O programa foi lançado em 2012 por meio de uma parceria entre o governo do Brasil, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).map senegal

O objetivo do projeto é combater a fome e estimular a geração de renda no meio rural. Atualmente, a iniciativa está presente em cinco países — Etiópia, Gâmbia, Níger, Moçambique e Senegal.

Em território senegalês, o PAA África foi implementado em duas fases: a primeira foi um programa-piloto que se estendeu de 2012 a 2013, enquanto a segunda marcou um momento de consolidação, de 2013 a 2016. A estratégia cobriu a região de Kégoudou e contribuiu para triplicar a renda anual de agricultores de arroz, além de aumentar a oferta do produto em 181 escolas.

O seminário realizado nos dias 29 e 30 de junho analisou as conquistas obtidas até o final do ano passado para assegurar o envolvimento das principais partes interessadas na formulação de uma nova fase do programa. O chamado PAA-extensão buscará melhorar o acesso de agricultores familiares a mercados institucionais. Outra meta é reduzir a pobreza no campo e continuar aumentando a produtividade agrícola.

O encontro de especialistas e gestores funcionou como uma consulta nacional — a última de uma série de consultas organizadas em cada um dos países onde o PAA África opera. Representantes do governo, do setor privado, de parceiros técnicos e financeiros e de associações de produtores discutiram o marco legal, o financiamento e a coordenação do programa.

Avaliações resultaram em uma série de recomendações para a fase de extensão. Indicações incluem medidas sobre assistência técnica e extensão rural, foco na diminuição das taxas de evasão escolar, soluções para o armazenamento de alimentos, aprimoramento da comunicação com os beneficiários e aumento da participação comunitária na alimentação escolar.

https://nacoesunidas.org/no-senegal-programa-da-onu-triplica-produtividade-agricola-e-aumenta-areas-cultivadas-quase-400/

650 mil toneladas de milho para a produção das Cervejas de Moçambique

milho

A província da Zambézia, no centro de Moçambique, prevê escoar este ano 650 mil toneladas de milho para uma nova linha de produção das Cervejas de Moçambique, anunciaram as autoridades provinciais.

A nossa expectativa é de que não haja excedente”, sendo garantido a venda de toda a produção, explicou Momad Juízo, diretor da Indústria e Comércio na Zambézia, citado hoje pela Rádio Moçambique.

De acordo com aquele responsável, vão ser estabelecidas parcerias com produtores de milho, através de associações agrícolas.

O objetivo consiste em colocar o cereal em quantidades industriais na vizinha província de Nampula, a norte, onde será processada a nova cerveja.

Por outro lado, as autoridades recomendam os produtores a reservar uma parte da produção de milho para sementeira na próxima época agrícola.

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/cerveja-absorve-producao-de-milho-no-centro-de-mocambique-8626423.html

Cabo Verde eleito para o Conselho da FAO

Cabo Verde foi eleito membro do Conselho da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no decorrer da 40ª sessão da conferência da instituição, que decorreu na última semana em Roma (Itália).


 



Conforme o ministro cabo-verdiano da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que participou na conferência, o facto de Cabo Verde estar entre os quatro países africanos eleitos ”é um acontecimento muito importante para o país que vai participar num órgão muito importante da FAO, que se reúne de dois em dois anos”, informa a Panapress.

Gilberto Silva recordou que durante a conferência em Roma, foram discutidas questões de cariz “urgente”, incluindo a forma de transformar o compromisso em ação para se alcançar o Objetivo Global de Fome Zero, a escassez de água, a segurança alimentar e o clima em mudança no Oriente e no norte de África.

Estiveram igualmente na agenda a procura de soluções sustentáveis para prevenir a fome em países afetados por conflitos, a elaboração de um plano de ação sobre a segurança alimentar e nutrição para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, de que Cabo Verde faz parte,  e o papel do desenvolvimento rural na mitigação das pressões que impulsionam a migração para centros urbanos.

https://africa21digital.com/2017/07/09/cabo-verde-entra-para-conselho-da-fao/

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.