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Angola, Diplomacia, Petróleo, Relações Exteriores

Irã terá embaixada em Luanda – Angola

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O Irã pretende abrir uma embaixada em Luanda em 2018, informou hoje o Ministério das Relações Exteriores de Angola, após reunião do titular da pasta, Georges Chikoti, com o homólogo iraniano, em Teerão.

De acordo com informação prestada à Lusa, o chefe da diplomacia angolana representou o chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, na cerimónia de posse do Presidente reeleito da república islâmica do Irão, Hassan Rouhani, realizada no sábado, seguindo-se hoje uma reunião de trabalho com o homólogo iraniano, para reforço da cooperação bilateral.

“O ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Java Zarif, disse que o Irão deseja abrir embaixada em Luanda, já no próximo ano para facilitar a cooperação com as autoridades angolanas. Ao ministro Chikoti, o chefe da Diplomacia iraniana exprimiu também o desejo de o seu país desenvolver com Angola uma cooperação nos sectores da construção, engenharia civil, banca, investimentos e ensino”, informou à Lusa fonte do Ministério das Relações Exteriores angolano.Geoges Chikoti

Acrescentou que o ministro Mohammad Java Zarif aceitou igualmente o convite de Georges Chikoti para uma visita oficial a Angola.

Angola e o Irã são dois grandes produtores regionais de petróleo, respectivamente, com à volta de 1,7 milhões e 3,1 milhões de barris de crude por dia.

A Lusa noticiou em finais de 2015 que a empresa Petropars, de origem iraniana, foi excluída pelo Governo angolano do grupo empreiteiro que explora a produção de petróleo no bloco norte da zona terrestre de Cabinda, por alegado incumprimento contratual.

A informação consta de um decreto-executivo, assinado pelo ministro dos Petróleos de Angola, José Maria Botelho de Vasconcelos, ao qual a Lusa teve acesso, que retira a participação de 10% detida pela Petropars naquele bloco, no ’onshore’ de Cabinda, que “passará a ser detida pela Sonangol Pesquisa e Produção”.

O grupo iraniano integra o grupo empreiteiro constituído para operar o bloco terrestre norte de Cabinda depois de ter adquirido aquela quota ao grupo InetrOil, em 2009.

Segundo informação da própria Petropars, esta petrolífera foi criada em 1998 para apoiar o desenvolvimento e utilização dos recursos energéticos iranianos.

De acordo com o decreto-executivo do Governo angolano, a Petropars “demonstrou não possuir os requisitos exigidos por lei, faltando ao cumprimento das obrigações económicas e financeiras relacionadas com o pagamento da quota-parte dos custos incorridos pelo grupo empreiteiro nas operações petrolíferas do bloco”.

Esse “incumprimento”, lia-se ainda, tem “dificultado a normal execução das operações petrolíferas” naquele bloco, tendo o Ministério dos Petróleos decidido a “exclusão” da empresa Petropars do grupo empreiteiro.

A operação neste bloco é liderada pela operadora italiana ENI (Angola), com uma quota de 38%, integrando ainda a estatal angolana Sonangol Pesquisa e Produção (agora com 30% da sociedade), a Soco Cabinda (17%) e a Acrep Exploração petrolífera (15%).

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1510082.html

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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