.
em foco...
Cabo Verde

Cabo Verde com 9.357 empresas, gerou negócios de mais de 2 bilhões de euros

O setor empresarial cabo-verdiano era constituído por mais de nove mil empresas ativas em 2015, um aumento de 1,9% em relação ao ano de 2014, segundo dados apresentados hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) de Cabo Verde.

Cabo Verde tinha mais de nove mil empresas ativas em 2015

Segundo os dados definitivos do Inquérito Anual às Empresas (IAE) apresentados pelo INE, em 2015 Cabo Verde tinha 9.357 empresas ativas, que geraram um volume de negócios de mais de 251 mil milhões de escudos (2.276 milhões de euros).
Há dois anos, o comércio foi a atividade que concentrou o maior número de empresas (46,8%), seguido da hotelaria e restauração (15,3%).

Do total das empresas ativas, o INE assinalou que mais de três em cada quatro (78,2%) estão concentradas em quatro ilhas: Santiago, São Vicente, Sal e Boavista.
De acordo com os dados definitivos do inquérito anual, o setor empresarial cabo-verdiano empregava 52.783 pessoas em 2015, representando um aumento de 0,5% face ao ano anterior.

O comércio era o setor que ocupava mais pessoas (23,3%) e também o que mais contribuiu para o volume de negócios (37,9%) gerado para o total da economia cabo-verdiana.

A hotelaria e restauração surgem na segunda posição do número de pessoas empregadas (18,9%) e também de volume de negócios (12,9).

Os dados definitivos do INE indicam que as empresas com contabilidade organizada representam 34,1% do total, contra 65,9% sem contabilidade organizada, ou seja, que estão na informalidade.

Os dados foram apresentados na cidade da Praia, durante um encontro de empresários, em que o INE e a Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Sotavento (CCISS) assinaram um protocolo de cooperação e mostragem aos agentes económicos a importância da disponibilidade de informações para elaboração de dados estatísticos.

O presidente do INE, Osvaldo Borges, informou que o Inquérito Anual às Empresas (IAE) de 2016 vai arrancar em agosto próximo e apelou às empresas e agentes económicos a fornecerem informações para que o maior número possível esteja contemplado nas contas do Produto Interno Bruto (PIB).

O secretário-geral da CCISS, José Luís Neves, notou que a informalidade ainda tem um “peso muito forte” na economia cabo-verdiana, pelo que salientou que é um setor que deve ser melhor conhecido.

“Mas é um dos aspetos que vamos discutir com o INE, queremos conhecer melhor o setor informal em Cabo Verde para podermos estudar melhor a questão e a partir daí elaborar propostas para que possamos ter mecanismos de transição aceitável da informalidade para a formalidade”, projetou José Luís Neves.

O dirigente da entidade representativa do setor privado disse, porém, que a informalidade pode ser vista como uma incubadora e um laboratório de criação de ideias e negócios e não apenas como um lado negativo, com deficiência do trabalho decente e do não pagamento de impostos.

Os dados do INE indicam que as empresas com contabilidade organizada empregam o maior número de pessoas em Cabo Verde (79,1%), enquanto às informais ocupam 20,9% do total.

Em 2015, as empresas com contabilidade organizada representaram 96,1% do volume de negócio gerado pela economia cabo-verdiana, enquanto as sem contabilidade organizada apenas 3,9%, segundo o INE. Fonte: Lusa

http://www.asemana.publ.cv/?Cabo-Verde-tinha-mais-de-nove-mil-empresas-ativas-em-2015&ak=1

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
%d blogueiros gostam disto: