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Centro Histórico da Cidade de Mbanza Kongo agora é Patrimônio Mundial

kongo.jpgCom a elevação do Centro Histórico da Cidade de Mbanza Kongo ao estatuto de Património Mundial, facto ocorrido sábado por via da votação unânime dos membros do Comité do Património Mundial, abriu-se historicamente um importante precedente para Angola.

Foi o culminar de um longo processo que passou a ser denominado “Dossier Mbanza Kongo-Cidade a Desenterrar para Preservar” e que muito orgulha toda a equipa por detrás do árduo trabalho que convenceu a UNESCO.
Partindo do princípio de que “nem só do pão vive o homem”, todos os angolanos têm motivo para regozijo por essa conquista cultural, obviamente com o potencial para dinamizar outras áreas, nomeadamente a académica, a turística e a recreativa.
Afinal, além desta memorável saga, que começou há cerca de dez anos e há dois com a submissão oficial da candidatura, por parte das autoridades angolanas para que Mbanza Kongo fosse elevada a Património da Humanidade, seguem-se outras iniciativas que precisam de ser promovidas. O país ganha assim motivação para que, para os mesmos efeitos, as candidaturas do Corredor do Cuanza e das cavernas em que se encontram as famosas pinturas rupestres do Tchitundo Hulu, no Namibe, ganhem vida e sejam símbolos patrimoniais de toda a humanidade.
A UNESCO adoptou em 1972 a Convenção do Património Mundial, Cultural e Natural, que tem por objectivo proteger os bens patrimoniais dotados de um valor universal excepcional. E nesta senda, numerosos países membros daquela instituição da ONU vocacionada à educação, ciência e cultura realizaram inscrições e submeteram à apreciação da mesma propostas para elevação de sítios históricos, edificações com grande valor patrimonial.
Angola não pode ser excepção, forçada quase que natural e culturalmente pela vasta riqueza patrimonial de Cabinda ao Cunene, faz todo o sentido que, dentro dos parâmetros da UNESCO, constituam Património

da Humanidade.
Insistimos que temos no país, sem sombra de dúvidas, numerosos locais cujo valor cultural têm todas as condições para preencher os requisitos para Património da Humanidade.
Temos de trabalhar muito para que, nos próximos tempos, possamos ser bem sucedidos na aplicação de mais candidaturas de locais naturais ou sítios, que pela sua relevância histórica e cultural mereçam ser elevados a Património da Humanidade.
As vantagens que decorrem disso tudo não podem ser minimizados, na medida em que isso pode colocar Angola e os seus locais de interesse cultural, particularizando-se aqui a consagração de Mbanza Kongo, na rota do turismo interno e externo. Vale a pena ponderar e preparar-se pelo que vem a seguir, nomeadamente os desafios para correspondermos aos feitos desta importante empreitada sob o signo do Dossier Mbanza Kongo-Cidade a Desenterrar para Preservar.
E é internamente onde as maiores preocupações culturais devem começar ou passar a ser amplamente exploradas para que, além de conhecermos exactamente a dimensão e qualidade do nosso património, saibamos preservá-lo como mandam as regras.
É salutar saber que o ensino incorpora já grande parte da riqueza histórica e  cultural dos bens que o país agendou para esta campanha de candidaturas para Património da Humanidade, agora com  Mbanza Kongo, e como esperamos depois com o Corredor do Cuanza e com as Cavernas do Tchitundo Hulu, no Namibe.
Atendendo a essa espécie de “exposição museológica” a que vai estar submetido o Centro Histórico da Cidade de Mbanza Kongo, precisamos de estar preparados, fazer bem os trabalhos de casa.  Está de parabéns a cidade histórica de Mbanza Kongo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/editorial/parabens_mbanza_kongo

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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