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Moçambique

Bolsa de Valores de Moçambique tem cinco empresas em cotação

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Maputo, 05 Jul (AIM) – Os bancos comerciais existentes em Moçambique ofuscam a principal função da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), revela um estudo do Programa de Apoio à Política de Ambiente para o Desenvolvimento Económico (SPEED+) da Agência Norte-Americana de Desenvolvimento (USAID, sigla em inglês), divulgado, hoje, em Maputo.
O estudo conclui ser necessário incentivar a criação de operadores de bolsa, bem como de um banco de investimento propriamente dito.
Um dos consultores do SPEED+ da USAID, o economista moçambicano, Hipólito Hamela, explicou que a BVM não está em altura de receber um valor estrangeiro.
Hamela falava á imprensa, à margem da apresentação do estudo, acto que teve lugar numa das estâncias hoteleiras da capital moçambicana.
“Porque a lei cambial não permite que uma pessoa compre acções em Moçambique e de repente as venda e receba o seu dinheiro de volta. É preciso uma autorização para meter dinheiro em Moçambique”, disse Hamela, acrescentando que também constitui um entrave “tirar o dinheiro de Moçambique para fora, isso também é um problema”.
Sobre a abertura do Governo para ultrapassar os equívocos relacionados com a BVM, Hamela afirmou que nota uma vontade de buscar soluções.
“O que senti do Banco de Moçambique é que está aberto para discutir. O mesmo sentimento verifiquei no Ministério da Economia e Finanças”, vincou.
Por seu turno, falando momentos antes da apresentação do estudo, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da BVM, Salim Valá, disse ser um dos desafios impulsionar a abordagem da instituição de modo que os moçambicanos e agentes económicos conheçam melhor a BVM e façam uso dos seus produtos e serviços como instrumentos financeiros relevantes para o seu empoderamento económico e financeiro.
Valá apontou a necessidade de ampliar o escopo, bem como a sustentabilidade da BVM visando fortalecer o mercado de capitais.
“A Bolsa de Valores de Moçambique esteve envolvida numa multiplicidade de actividades visando fortalecer os alicerces de um mercado de capitais promissor e de um sistema financeiro vibrante”, frisou.
Actualmente, apenas cinco empresas estão cotadas na BVM, nomeadamente a Cervejas de Moçambique (CDM), com uma capitalização de acções registadas até 31 de Dezembro de 201, de 23.808.085.439 meticais (um dólar equivale a 60 meticais ao câmbio corrente); CETA, uma empresa de construção civil (2.100.000.000 meticais); Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (459.894.300 meticais); Empresa Moçambicana de Seguros (314.000.000 meticais) e a MATAMA, uma empresa agro-industrial que se registou recentemente.
Criada em Maio de 1999, a BVM é uma instituição cujo objectivo consiste em organizar, gerir e manter um mercado central de valores mobiliários no país.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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