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África, Saúde

Medicamento genérico avançado introduzido no combate ao HIV em África

03-09-2016IvoireAIDS

 

Trata-se do Dolutegravir (DTG), um medicamento disponível no mercado há alguns anos, e largamente utilizado nos países desenvolvidos. Matiru sublinhou que até muito recentemente, o seu preço continuava muito alto para ser vendido no quadro de programas de luta ao VIH, à grande escala nos países africanos.

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Um genérico barato e mais avançado contra o vírus do VIH foi introduzido pela primeira vez em África, principalmente no Quénia, país que tem 25 milhões de infectados, segundo um Robert Matiru, funcionário da Unitaid. Informou que uma caixa de 30 pílulas de DTG, para um mês de tratamento custa entre 25 e 50 dólares, enquanto a versão genérica para o mesmo período é comercializado a quatro dólares.

 

Para Matiru, o alto preço que custava o DTG inibiu as pessoas a comprá-lo em África. Disse que há alguns dias, o Quénia iniciou o enviou do DTG, em todo o território nacional, devendo, no primeiro momento, ser administrado a 27 mil pacientes que não suportam os efeitos secundários da Efavirenz, actual medicação contra a Aids, mais utilizada no país.

Dolutegravir (DTG)

Frisou que autoridades quenianas prevêem aumentar o emprego do DTG paulatinamente, porque o fármaco possui duas vantagens, por ser muito bom do ponto de vista puramente farmacêutico, e o seu preço vantajoso, que tem como objectivo diminuir os custos dos medicamentos que curam as doenças como a Aids e a tuberculose.

Até ao fim de 2017, programas similares serão lançados, na Nigéria e no Uganda. A Unitaid, que financiou a compra dos primeiros lotos do DTG, para o Quénia, diz tratar-se do melhor medicamento para o tratamento chamado anti-retroviral actualmente no mercado, que permite reduzir a carga viral presente no organismo. Robert Matiru disse, por outro lado, que o novo anti-retrovial é mais simples de utilizar, do que outros tratamentos, e provoca menos efeitos secundários, tendo ainda como vantagem a de impedir que o vírus desenvolva uma resistência.

Sublinha que o O DTG foi desenvolvido e comercializado pela companhia ViiV Healthcare, especializada no tratamento contra a Aids, e detida, maioritariamente, pelo grupo britânico GSK. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados em 2015, indicam que pelo menos 37 milhões de pessoas vivem com a Aids, no Mundo, 70% das quais em África.

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Fonte:http://tpa.sapo.ao/noticias/internacional/introduzido-generico-mais-avancado-no-combate-ao-vih-em-africa

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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