.
em foco...
Angola, Crise Economica, Economia, Investimento, Jovem, Juventude, Moçambique

Angola e Moçambique vão superar a crise

Strive Masiyiwa

 

O empresário e filantropo Strive Masiyiwa mostrou-se ontem optimista sobre a evolução econômica de Angola e Moçambique, considerando que o principal desafio destes países e do resto do mundo é o desemprego dos jovens.

“O principal desafio que África enfrenta não é só africano, é global, e chama-se desemprego, principalmente a criação de emprego para os jovens, que é o maior desafio do mundo”, disse Strive Masiyiwa à margem da sua participação na conferência Horasis Global Meeting, que terminou ontem em Cascais, nos arredores de Lisboa.
Questionado sobre a evolução previsível das economias de Angola e Moçambique, o homem mais rico do Zimbabwe manifestou-se optimista e disse que, alcançada a paz nos dois países, há todas as condições para um futuro risonho.
“Estou muito otimista sobre Angola porque sou suficientemente velho para me lembrar do tempo em que pensava que este país nunca ia ficar em paz. Angola é um país jovem, mas olhando para o arco da história, estou numa situação esperançosa, estou otimista, mas não escondo os desafios”, disse.
Relativamente a Moçambique, Strive Masiyiwa considerou que o gás pode mudar o futuro do país: “Pode ser uma economia fenomenal, porque olhando para o tamanho da economia e para a escala das descobertas de gás, os políticos só precisam de se entender e perceber que têm uma oportunidade única de tornar o país na mais extraordinária economia dos próximos 25 anos.” O fundador e presidente executivo do grupo de telecomunicações Econet Wireless comentou ainda a desaceleração econômica de Moçambique, desvalorizando o abrandamento: 

“Eu nasci no Zimbabwe e vivi de perto o período da guerra, portanto se agora desceram de um crescimento de 7 por cento ao ano, que conseguiram durante décadas, para 5 por cento ou 3 por cento, eu não me vou queixar porque o país tem um futuro extraordinário”.
Sobre África, Strive Masiyiwa concordou que “a narrativa sobre ‘África em Ascensão’ está correta, basta lembrar que temos tido crescimento de 5 por cento ao longo de duas décadas e que num continente de 54 nações, não há uma que esteja em confronto com outra, e isto é histórico”.
Em 1990, quando Nelson Mandela saiu da prisão, “havia sete países com eleições democráticas regulares, e hoje há menos de sete países que não têm eleições regulares”, lembrou o filantropo africano, vincando que a juventude de África representa uma enorme oportunidade para a mudança.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/angola_e_mocambique__vao_superar_a_actual_crise

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
%d blogueiros gostam disto: