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Brasil e Guiné-Bissau trabalham para melhorar a alimentação escolar

O objetivo da parceria é garantir melhorias no Projeto Nacional de Cantinas Escolares (PCNE). Com a cooperação, as autoridades guineenses esperam que a lei do PNCE seja devidamente aprovada pelo Congresso. Outra meta é desenvolver um censo escolar para monitorar as instituições de ensino. Também está previsto o mapeamento de produtores locais — associações ou individuais — envolvidos no fornecimento de comida para colégios.

Parceria entre Brasil, Guiné-Bissau e ONU vai melhorar sistema de alimentação escolar do país africano. Foto: PMA/Ramin Rafirasme

Representantes do governo brasileiro, de agências da ONU e da Guiné-Bissau reuniram-se na capital do país africano para discutir os rumos de uma parceria que ajudará a nação a melhorar seu sistema de alimentação escolar. Realizado nos dias 27 e 28 de março, o encontro teve como marco a definição dos objetivos, atividades e resultados esperados com a cooperação, que visa a conectar a demanda de centros ensino à agricultura familiar.

A iniciativa para fortalecer a oferta de refeições em ambientes escolares na Guiné-Bissau recebe o apoio do Centro de Excelência contra a Fome, vinculado ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Brasil e dos Ministérios da Educação, Agricultura e Finanças do país africano. Projeto terá início em agosto de 2017 e vai durar três anos.

O objetivo é garantir melhorias no Projeto Nacional de Cantinas Escolares (PCNE). Com a cooperação, as autoridades guineenses esperam que a lei do PNCE seja devidamente aprovada pelo Congresso. Outra meta é desenvolver um censo escolar para monitorar as instituições de ensino. Também está previsto o mapeamento de produtores locais — associações ou individuais — envolvidos no fornecimento de comida para colégios.

O governo da Guiné-Bissau também tem a expectativa de que a parceria com o Brasil e a ONU produza um plano estratégico para o PNCE, com orientações sobre compras locais, nutrição e educação alimentar.

Outro possível integrante da cooperação é a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que declarou à missão brasileira durante o encontro ter interesse em participar da iniciativa. A agência já confirmou que disponibilizará recursos financeiros.

O Centro de Excelência contra a Fome considera que a diversidade de instituições envolvidas permitirá garantir a integração eficaz entre a produção agrícola familiar e o sistema educacional.

O organismo do PMA ficou responsável por elaborar um rascunho das metas e atividades previstas pelo programa. O documento será compartilhado com os outros participantes até 30 de abril. As partes enviarão comentários e sugestões de revisão até 15 de maio. A versão consolidada deverá ser encaminhada para aprovação ao final do mês que vem.

 

https://nacoesunidas.org/brasil-e-onu-ajudam-guine-bissau-a-melhorar-sistema-nacional-de-alimentacao-escolar/

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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