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África do Sul, Conflito, Nigéria, Xenofobia

Governo sul-africano e nigeriano querem aliviar tensão xenófoba

MAITE NKOANA-MASHABANE2]

Pretória – Os governos da África do Sul e da Nigéria anunciaram segunda-feira a criação de uma plataforma de diálogo destinada a evitar a repetição de ataques anti-imigrantes que recentemente agitaram vá

MINISTRA DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA ÁFRICA DO SUL, MAITE NKOANA-MASHABANE (FOTO DE ARQUIVO)

Para o efeito, a ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Nkoana-Mashabane, renuiu-se segunda-feira com o seu homólogo nigeriano, Geoffrey Onyeama, em Pretória para aliviar a tensão.

“Este centro de alerta nos permitirá manter-se mutuamente a par dos problemas e evitar uma possível violência”, anunciou Nkoana-Mashabane, lembrando que os nigerianos não eram os únicos estrangeiros atingidos.

Nas últimas semanas, muitas lojas e casas pertencentes aos estrangeiros foram saqueadas nos subúrbios pobres destas duas cidades, reacendendo o espectro dos distúrbios xenófobos mortais de 2008 e de 2015.

As pessoas acusam os estrangeiros, nomeadamente, os nigerianos, de estar na origem de tráfico de drogas e de prostituição que afligem os seus bairros.

No mês passado, o governo nigeriano tinha manifestado publicamente a sua preocupação após esta onda de ataques.

Segunda-feira, o ministro sul-africano das Relações Exteriores, Maite Nkoana-Mashabane, renuiu-se com o seu homólogo nigeriano, Geoffrey Onyeama, em Pretória para aliviar as tensões.

“Este centro de alerta nos permitirá manter-se mutuamente a par dos problemas e evitar uma possível violência”, anunciou Nkoana-Mashabane, lembrando que os nigerianos não eram os únicos estrangeiros atingidos.

Acertaram que de três em três meses, representantes dos dois países, oficiais e membros da sociedade civil vão reunir-se para abordar as questões da imigração e os problemas de coabitação.

Onyeama, por sua vez, disse ter recebido garantias da parte do governo sul-africano para que os seus cidadãos possam viver em segurança e pediu fim aos “ataques em massa”.

No final de Fevereiro, Abuja tinha pedido à União Africana (UA) para intervir “com urgência” para acabar com estes crimes, que fizeram segundo a Nigéria, pelo menos 20 pessoas no ano passado.

Estudantes nigerianos também marcharam em represálias na capital nigeriana, inclusive em frente à sede das empresas sul -africanas Multichoice (fornecedor de televisão via satélite) e MTN (telefone celular).

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/2/11/Africa-Sul-Governo-sul-africano-nigeriano-querem-aliviar-tensao-xenofoba,a3fde3b5-1a2f-4da5-ac7b-86f88d1e188b.html

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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