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Angola, Democracia, eleições, Presidencialismo

Não pode haver construção para Europa e outra para Angola

jose-lourenco
 
por Josina de Carvalho |
 
O candidato do MPLA a Presidente da República em Angola prometeu que o seu Governo, caso vença as eleições gerais, vai tomar medidas para baixar consideravelmente o preço das obras, principalmente estradas e habitação social, bem como garantir a qualidade das infra-estruturas construídas.
 
“Não pode haver construção para Europa e outra para Angola, porque uma estrada feita em Angola ou na Europa tem de ter a mesma qualidade e durabilidade, tendo em conta que o seu objecto social é o mesmo”, argumentou João Lourenço, lembrando ainda que a redução do preço das empreitadas vai permitir a construção de mais estradas, pontes, barragens, escolas, hospitais e habitações sociais.
João Lourenço, que falava durante o acto político de massas realizado no campo da Mabor Malha, município do Cazenga, garantiu também que vai passar a punir os gestores que se descuidarem da manutenção das infra-estruturas públicas, porque gastam milhões para construção e se esquecem da manutenção dos bens públicos.
“Isso deve ser corrigido, porque o dinheiro gasto é dos contribuintes”, declarou, alertando que o Governo vai incentivar a cultura de manutenção dos bens públicos, antes de punir quem não seguir a orientação.
 
Para João Lourenço, “a cultura do comprou, estragou, deitou fora e comprou outro tem de acabar, porque por muito petróleo e outras riquezas que Angola tenha não é possível continuar com essa cultura”. Os gestores e cidadãos que preservam os bens públicos e até privados, como carros e equipamentos, devem ser premiados para estimular os demais a seguir o mesmo exemplo. Para o Estado reduzir ainda mais a despesa com a construção destas infra-estruturas sociais e requalificação dos bairros, João Lourenço defende parcerias público-privadas, para apoiar o Governo na construção de um futuro melhor para os angolanos. “Já vem sendo feito, mas continuaremos a fazer depois de Agosto, caso consigamos ganhar as eleições, e continuar a obra de Agostinho Neto e de José Eduardo dos Santos”, disse.
 
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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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