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Angola, Política, União Africana

Chade agradece apoio dado ao seu candidato

Bernardino Manje |

Fotografia: José Cola | Edições Novembro

O Chade agradeceu ontem o apoio que Angola deu ao ministro chadiano dos Negócios Estrangeiros, Moussa Faki Mahamat, candidato vencedor no cargo de presidente da Comissão da União Africana.

O agradecimento foi feito ontem, em Luanda, pelo ministro chadiano das Infra-estruturas, Transportes e Descentralização, Adoum Younousmi, que se encontra desde quarta-feira na capital angolana como enviado do Presidente Idriss Déby.
O chefe da diplomacia chadiana foi eleito durante a 28.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, decorrida no final de Janeiro em Adis Abeba, Etiópia. Na eleição, Moussa Mahamat venceu a ministra dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Amina Mohamed Jibril, depois de sete idas ao voto.
Moussa Mahamat sucede no cargo à sul-africana Nkosazana Dlamini Zuma, que não se candidatou ao segundo mandato de quatro anos a que tinha direito. O enviado do Presidente Idriss Déby foi ontem recebido pelo chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, a quem apresentou, formalmente, os agradecimentos pelo apoio de Angola na eleição de Moussa Mahamat.
Adoum Younousmi disse também ter vindo a Luanda no quadro do reforço das relações entre Angola e o Chade, tendo lembrado que os dois países trocam têm trocado impressões a nível da sub-região e do continente relativamente à paz e estabilidade e à luta contra o terrorismo. “A questão da paz e estabilidade é de interesse dos Presidentes (Idriss) Déby e (José Eduardo) Dos Santos, que regularmente trocam impressões neste sentido”, sublinhou Adoum Younousmi, que disse ter abordado com Georges Chikoti a actual situação na República Centro Africana e na fronteira entre o Chade e a Líbia.

Luta contra o Boko Haram

A informação foi confirmada pelo ministro angolano das Relações Exteriores, que realçou o contributo do Chade na luta contra o grupo  Boko Haram. “O Chade é um país bastante envolvido na estabilidade da região da África Central, particularmente na luta contra o Boko Haram”, disse Georges Chikoti, que adiantou: “O ministro chadiano  veio cá para trocarmos impressões sobre a situação na região da África Central e Ocidental, o Chade tem  tropas na fronteira com a Líbia, porque alguns terroristas que saíam da Líbia entravam no Chade. O Chade também tem tropas a combater na Nigéria e nos Camarões,  travar o Boko Haram”. Georges Chikoti adiantou que Angola também tem trocado impressões com o Chade sobre a República Centro Africana (RCA). Informou que o processo de estabilização na RCA continua, mas ainda existem alguns conflitos entre os grupos armados.
Chikoti disse ser necessário que o processo de paz possa engajar esses grupos armados para que a paz seja sólida. “Pensamos que a paz deve ser global nesta região”, defendeu o chefe da diplomacia angolana, tendo confirmado que, sobre este aspecto, tem havido trocas de impressões entre os Presidentes José Eduardo dos Santos e Idriss Déby Itno.
Angola, segundo Chikoti, quer continuar a trocar impressões com o Chade sobre a União Africana. “Queremos uma organização sólida, que não se desintegre. Temos agora um novo Estado-membro, o Marrocos. Queremos que a União se mantenha firme no interesse dos países do continente africano”, defendeu o ministro.

Cooperação económica

Angola e o Chade podem, nos próximos tempos, cooperar em sectores como os dos Transportes e da Agricultura. A informação foi avançada ontem, à imprensa, pelo chefe da diplomacia angolana, depois de ter recebido o ministro chadiano das Infra-estruturas, Transportes e Descentralização.
Segundo Georges Chikoti, os dois países têm boas relações, não descartando a possibilidade de se poder trabalhar em sectores como o dos Transportes e Agricultutra. O ministro disse, no entanto, que este passo está a depender da identificação de produtos que sejam o alvo da referida cooperação.
“Temos de explorar todas as possibilidades e ver se identificamos alguns produtos. Por exemplo, o Chade produz muita carne e podemos ver a possibilidade de os privados poderem promover a cooperação. Mas isso ainda querer vários encontros entre nós, para que se possa consolidar alguma coisa”, afirmou.

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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