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As relações entre Angola e Guiné Bissau estão paralisadas

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O embaixador angolano na Guiné-Bissau, Daniel Rosa, afirmou ontem em Bissau que existe actualmente um vazio bastante notável nas relações de cooperação com aquele país, apesar das diversas tentativas e intenções dos governos para reatar um intercâmbio mutuamente vantajoso.

 

O diplomata, que falava numa recepção a dignitários nacionais e estrangeiros na Embaixada angolana em Bissau, garantiu que contactos neste sentido devem prosseguir para a materialização dos objectivos dos dois Estados e povos. “Angola e a Guiné-Bissau deverão continuar juntos e de mãos dadas a trabalhar para o progresso dos nossos respectivos países e povos”, disse o embaixador angolano.

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O diplomata lembrou que as autoridades de Bissau renunciaram a alguns acordos que estavam em execução, nomeadamente a Missão de Cooperação Técnico-Militar e de Segurança Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG), que culminou com a retirada do contingente militar e de polícia angolana da Guiné-Bissau.
Daniel Rosa garantiu que, pautados pelo princípio de solidariedade e pelos laços históricos que unem os dois países desde a luta anti-colonial e pela emancipação dos respectivos povos, Angola considera fundamental ajudar a Guiné-Bissau no processo de estabilização política. “As relações políticas são fraternas e têm como base os laços históricos de amizade e de solidariedade alicerçados ao longo da luta comum de libertação, com vista ao alcance da Independência Nacional de ambos os países”, disse.
Recentemente, num encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau, Jorge Malú, o diplomata angolano abordou aspectos relacionados com a situação política nos dois países. O embaixador Daniel Rosa informou que Angola está actualmente empenhada na preparação das eleições gerais a serem realizadas este ano, estando já em curso o processo de registo eleitoral.
Ao falar sobre a economia angolana, o diplomata destacou os sectores da agricultura, turismo e indústria, como forma de diversificar a economia com o aumento da capacidade de exploração de outros recursos de que Angola dispõe. Falou de alguns feitos do Executivo tendentes a melhoria das condições de vida da população, como a reabilitação de estradas, pontes e caminhos-de-ferro para facilitar a livre circulação, e a construção do novo aeroporto internacional de Luanda.
O diplomata considerou que as relações de cooperação entre Angola e a Guiné-Bissau são fraternas e têm como base os laços históricos de amizade e solidariedade alicerçados ao longo da luta comum de libertação nacional.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/diplomata_lamenta_vazio_no_intercambio_bilateral

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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