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História de 122 anos da Batalha de “Gwaza Muthine” em Moçambique

Dbatalha-gwazamuthineiz a história que na Batalha de Marracuene (há 122 anos), as forças lideradas por Nwamatibyana, Zihlahla, Mahazule e Mulungu perderam, quando faziam face à ocupação colonial portuguesa. Muitos guerreiros tombaram na sua própria terra, por isso a mesma batalha é conhecida por “Gwaza Muthine”, do idioma ronga, que traduzido para português sugere-nos o entendimento de “morrer em casa”. Mas essa derrota tem pouco significado para os nativos de Marracuene, que fazem questão de enaltecer o espírito heroico dos antepassados.

Ontem, na cerimónia de celebração de Gwaza Muthine, o governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, enalteceu o espírito heroico dos guerreiros do passado e chamou atenção para o envolvimento dos jovens na defesa do território e da paz. “É mais uma demonstração que persistindo para uma acção nobre, sempre termina com vitória. A população e os guerreiros que tombaram aqui, não perderam por completo. Simplesmente, perderam aquela batalha daquele dia, mas o resultado é o que estamos a viver hoje, que é a independência de Moçambique”.

A Batalha de Marracuene é tradicionalmente celebrada num ambiente de festa. O tacho era garantido pela carne de hipopótamo que, naquelas festividades, era caçado no rio Incomáti, que passa pela vila-sede do distrito de Marracuene. Mas nos últimos anos, não se conseguem mais hipopótamos, por isso, ontem, foi usada carne de um cabrito sacrificado para dar sentido ao ritual. A bebida, essa sim, continua a ser o sumo de canhu, um fruto silvestre que abunda nas florestas nacionais.

Manter a tradição tem sido o grande desafio para que a história chegue às próximas gerações. “Sensibilizamos as pessoas a participarem nas cerimónias como estas que valorizam o próprio dia”, disse Josefina Gomes, líder comunitária do bairro Guava, distrito de Marracuene.

Para além de actividades culturais, houve espaço para a feira agro-pecuária, numa altura em que a província de Maputo procura refazer-se, depois da seca e estiagem dos últimos dois anos. Sobre este assunto, Diomba diz que o Governo está a tirar ilações, estando a construir e reabilitar barragens como Moamba Major e Corumana, para permitir encaixe de água para irrigação em tempo de seca.

http://opais.sapo.mz/index.php/sociedade/45-sociedade/43436-historia-de-122-anos-de-uma-batalha-nao-perdida.html

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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