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África Central, Política, União Africana

Novo presidente da Comissão da União Africana é do Tchad

Djamena – O tchadiano Moussa Faki Mahamat, eleito nesta segunda-feira, em Addis Abeba, à presidência da Comissão da União Africana, é desde 2008, o chefe da diplomacia do seu país, aliado ao Ocidente na luta anti-jihadista, e um fiel do presidente Idriss Déby Itno, noticiou a AFP.

ADDIS ABEBA: CIMEIRA DA UNIÃO AFRICANA

Aos 56 anos, este antigo Primeiro-ministro e atual ministro tchadiano dos Negócios Estrangeiros seguiu todos os dossiers estratégicos nos quais o seu país está engajado:
Líbia, Mali, Sudão do Sul e República Centro-Africana (RCA), até a intervenção atual no Sahel e na bacia do lago Tchad.

a sua eleição à frente do executivo da UA poderá satisfazer a França e os Estados Unidos, que apoiam o Tchad e o seu regime de ferro na luta contra o grupo islamita nigeriano Boko Haram e outras entidades armadas no Sahel.

A capital, Djamena, acolhe por outro lado, o Estado-maior da força francesa Barkhane.

O novo presidente da Comissão da União africana, que sonha um continente “onde o som de armas” seria sufocado pelos “hinos da cultura e do rugido das fábricas”, sonha colocar “o desenvolvimento e a segurança” entre suas prioridades.

Poliglota (francês, árabe, inglês), tendo estudado em Brazzaville e Paris, pretende “tornar a UA menos burocrática, menos litigiosa também … A livre circulação de pessoas e bens deve se tornar efectiva. Construção de estradas, caminhos de ferro, criar as pontes entre nós”, confidenciou ao semanário Jeune Afrique antes da eleição.

Cabelos grisalhos, Moussa Faki é por outro lado, um fiel do presidente tchadiano Idriss Déby Itno. Os dois homens são oriundos da etnia zaghawa e o primeiro  ocupou vários cargos de relevo nos governos sucessivos do segundo, os mais importantes foram os postos de Primeiro-ministro e de ministro dos Negócios Estrangeiros.

Déby coloca um homem de confiança para dirigir o executivo continental, no mesmo dia em que cedeu a presidência rotativa da UA, que ocupava desde há um ano, para o seu homologo guinense Alpha Condé.

O candidato vencedor é do bloco regional da África Central, que é considerado como parente pobre do continente devido ao seu fraco crescimento económico e suas alternâncias politicas quase impossíveis.

No seu próprio país, a reeleição em Abril de 2016 do presidente Déby, na primeira volta com 60 por cento suscitou uma contestação, enquanto que a situação financeira é catastrófica devido ao colapso nas receitas petrolíferas.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/0/5/Tchad-Novo-presidente-Comissao-Uniao-Africana-primeira-pessoa,3253de55-521f-4fdd-b806-2f851cf4e989.html

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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