Por unanimidade, os 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram uma resolução dando cobertura aos países da CEDEAO, a Comunidade dos Países da África Ocidental, para intervir na Gâmbia.

Apoio total à CEDEAO nos seus compromissos para assegurar, primeiro, através de meios políticos, o respeito pela vontade do povo da Gâmbia, expresso nos resultados das eleições de 1 de dezembro”, refere a resolução das Nações Unidas.

Desde a meia-noite desta quinta-feira que o Senegal, onde a Gâmbia constitui um enclave, tinha tropas estacionadas na fronteira do pequeno país. Prontas a intervir de forma a afastar o presidente derrotado nas eleições de dezembro.

Já entrámos na Gâmbia”, foi a mensagem enviada à agência noticiosa Reuters por um porta-voz do exército senegalês.

O propósito da intervenção militar dos países da CEDEAO é o de afastar do poder Yahya Jammeh, de 51 anos, que se tornou presidente do pequeno país de língua inglesa através de um golpe militar em 1994.

Após as eleições de 1 de dezembro, tem-se recusado a abandonar o cargo. Não reconhece a derrota eleitoral e recorreu até para o Supremo Tribunal do país. Que entretanto considerou não ter competências para esse tipo de avaliação.

Empossado fora de portas

Eleito em dezembro, Adama Barrow é o novo presidente do país. Refugiou-se no vizinho Senegal, a potência regional de língua francesa, que tem fronteira a sul com a Guiné-Bissau, à espera que os esforços diplomáticos levados a cabo nas últimas semanas convencessem Yahya Jammeh a deixar o poder.

Face à irredutibilidade do presidente derrotado, que não se deixou convencer pelas várias missões de países da CEDEAO, o eleito Adama Barrow preferiu jurar a Constituição do país e assumir o cargo na embaixada da Gâmbia no Senegal.

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