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Economia

Países pobres podem ficar sem peixe para alimentar

 

Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro

Em pouco mais de 30 anos, milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem não conseguir comprar e comer peixe, alerta um relatório da World Wide Fund for Nature (WWF) .

O documento, “À pesca de proteínas – Qual o impacto das pescarias marinhas na segurança alimentar global até 2050”, analisa a quantidade de peixe que pode ser retirada dos mares de forma sustentável até ao meio do século.
A análise prevê que muitas pessoas vão ter de exportar o peixe em vez de o comer e não terão acesso a alternativas que substituam a fonte de proteína. No relatório, os responsáveis da organização começam por alertar para a necessidade de se duplicar as necessidades globais de alimentos nos próximos anos, face ao aumento populacional, e lembram que mil milhões de pessoas passam fome todos os dias, por problemas de distribuição alimentar e de pobreza. O peixe, diz-se no documento, alimenta com pelo menos 20 por cento das necessidades de proteína mais de 3,1 mil milhões de pessoas e é responsável pelo fornecimento de 17 por cento da proteína consumida no mundo.

Adicionalmente cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca, sendo que nem sempre para consumo. O peixe é frequentemente a única fonte disponível de proteínas nas regiões costeiras de países em desenvolvimento mas no mundo o peixe é menos consumido nos países mais pobres (10 quilos por pessoa/ano) e tem um consumo acima da média na Ásia, América do Norte e Europa. Até ao meio do século, diz o estudo da WWF, é necessário uma captura sustentável e uma melhor gestão das pescas, o que permitiria peixe suficiente para toda a população (12 quilos por pessoa/ano). Mas perante uma escassez em 2050, os países ricos vão preferir importar peixe dos países em desenvolvimento, que vão optar por vender a fonte de proteína em vez de a comer. Nesse ano, diz-se no estudo, países pobres de África e da América Latina não vão conseguir satisfazer a suas procuras internas por exportarem para os países ricos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/paises_pobres_podem_ficar_sem_peixe_para_alimentar

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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