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Economia

Países como Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe devem diversificar exportações

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Os países em desenvolvimento e de baixos rendimentos, casos de Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, devem procurar diversificar a economia e as exportações, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório divulgado recentemente.

O relatório sobre os “Low Income Developing Countries” que são exportadores de matérias-primas afirma que esses países continuam sob “uma pressão económica significativa, “com crescimento anémico, grandes desequilíbrios orçamentais e posições enfraquecidas nas reservas externas.”

O documento acrescenta que os países cujas exportações estão mais diversificadas “encontram-se, regra geral, em melhor situação, “apesar de alguns deles sido afectados pela descida das remessas, desastres e conflitos naturais e pelo impacto de contracção dos programas de estabilização macroeconómicos.”

O documento alerta que o forte ajustamento dos preços das matérias-primas deixa os países de rendimento baixo numa situação económica a longo prazo crítica, mas adianta que esses mesmos países mantêm-se estáveis, “caso tenham uma carteira diversificada de exportação de matérias-primas.”

O FMI admite que as principais conclusões do relatório são já conhecidas e incluem a permanência em dificuldades económicas dos países que mais dependem da exportação de matérias-primas, cujos preços entram agora no terceiro ano de descida continuada, além do aumento dos níveis da dívida pública, que resultam do acréscimo de empréstimos e emissões de dívida para compensar a descida nas receitas.

O fundo divide os países de menores rendimentos em três grandes categorias: os exportadores de combustíveis, os de matérias-primas não combustíveis e os de exportações diversificadas.

Nos primeiros, por exemplo, o Produto Interno Bruto passou de um crescimento médio de 5,7% em 2014 para uma contracção de -1,6% em 2016 e que o défice orçamental passou de 1,9% do PIB em 2014 para 5,5% em 2016.

Os países exportadores de matérias-primas não combustíveis a queda verificada foi significativamente menor, com a taxa de crescimento do PIB a ter passado de 5,3% em 2014 para 2,8% em 2016 e com o défice orçamental a ter aumentado de 2,3% do PIB em 2014 para 3,8% em 2016.

O último grupo, por seu turno, manteve o crescimento da economia, tendo passado de 6,4% em 2014 para 6,1% em 2016, com o défice orçamental a ter aumentado ligeiramente, de 3,8% em 2014 para 4,6% em 2016. (Macauhub)

 

http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/01/16/paises-como-mocambique-guine-bissau-e-sao-tome-e-principe-devem-diversificar-exportacoes/

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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