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Oportunidade de negócios para brasileiros em Angola na elaboração de normas técnicas

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por Ivair Augusto Alves dos Santos

Angola é um cenário de oportunidades de trabalho na sua jovem e crescente economia, apesar da crise econômica que vive.Os brasileiros atuam com competência nas áreas da construção civil, mineração e agronegócios.

Agora os brasileiros podem vislumbrar mais um campo de atuação: a melhoria da competitividade da indústria angolana, que tem um parque industrial que abriga cerca de 2000 empresas e contrata cerca de 30.000 pessoas, que representa 4,3 por cento do produto interno bruto. Com um potencial para o crescimento, pois a diretriz do governo é de diversificar economia e diminuir a dependência do petróleo.

A indústria angolana perde competitividade por falta normas técnicas que permitam certificar os seus processos e produtos, tal como de entidades que garantam aos consumidores a fiabilidade prevista no sistema de qualidade e normalização vigente, noticiou sexta-feira a Angop, citando a titular do pelouro.

paraisoindustria“Bernarda Martins declarou, ao fazer o balanço das atividades do Ministério da Indústria, que essas falhas abrem caminho para a introdução, no mercado, de produtos de má qualidade que fazem concorrência desleal aos produzidos de acordo com os padrões internacionais.

A ministra angolana sublinhou a necessidade de apoiar-se a indústria angolana com formação para os empresários e trabalhadores, incentivo ao empreendedorismo, inovação de processos e de produtos através de centros tecnológicos.

“O reflexo da realidade macroeconômica traduziu-se, no caso da indústria transformadora, na contração do mercado interno com impacto nas vendas das empresas, situação agravada pela carência de divisas disponibilizadas às nossas indústrias para a aquisição de matérias-primas, peças e assistência técnica ao exterior.
É assim, disse, que a produção industrial nacional decaiu, depois de um crescimento muito positivo de 2002 a 2014, com um interregno em 2009 em consequência da crise econômica e financeira global.

Com os programas dirigidos criados, tem sido possível racionalizar a disponibilização de divisas para a indústria nacional e minimizar os efeitos negativos nos níveis de produção, afirmou a ministra ao apontar as formas como o Executivo e o Banco Nacional de Angola tentam minimizar os efeitos da falta de cambiais.

Bernarda Martins referiu-se também à necessidade de os industriais prosseguirem os esforços para utilizarem, cada vez mais, matérias-primas e material nacionais, reduzindo a pressão sobre as necessidades de importação, ao mesmo tempo que devem adotar uma atitude ativa nos mercados nacionais e internacional, investindo em marketing e ação comercial.

O setor da indústria transformadora, em franco crescimento desde 2002, conta com duas mil empresas ativas, emprega 30 mil trabalhadores, representa 4,3 por cento do produto interno bruto e, entre 2009 e 2013, licenciou negócios avaliados em 1,3 bilhões de dólares (cerca de 218 mil milhões de kwanzas), indicam dados fornecidos em Dezembro pela ministra da Indústria.”(jornal de Angola, 8/01/2017)

Com estas informações do Ministério da Indústria é um quadro se pensar no investimento em diferentes setores da indústria angolana , mas em especial na elaboração de normas técnicas .

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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