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PALOP, Política

A política em Guiné Bissau continua quente e precisa de bombeiros

cipriano-cassama
O presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, esteve reunido na sexta-feira com os representantes da comunidade internacional para lhes pedir que ajudem a resolver a crise política no país.
Cipriano Casamá pediu aos diplomatas que intervenham junto dos actores políticos guineenses para lhes solicitar “contenção e resfriamento” de posições.
O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (Parlamento) disse que procura a melhor forma de acabar com a crise política que assola o país há mais de 15 meses e, para este propósito, reuniu-se com os elementos do chamado ‘P5’, espaço de concertação que junta a Organização das Nações Unidas, a União Europeia, a União Africana, CEDEAO e a CPLP (Comunidade de Países de Língua oficial Portuguesa).
“O presidente do Parlamento pediu contenção e resfriamento de posições entre as partes para facilitar a tarefa da CEDEAO”, na mediação da crise política guineense, disse Óscar Barbosa, conselheiro político do líder do hemiciclo da Guiné-Bissau.
Acordo de Conacri
A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) mandatou o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, para que medeie a crise política e institucional na Guiné-Bissau e este prometeu anunciar, no próximo dia 17, os resultados das consultas que conduziu na capital do seu país, em Outubro. Cipriano Cassamá quer que as partes envolvidas na crise política guineense não tomem nenhuma posição até dia 17, altura em que Condé irá pronunciar-se sobre a figura de consenso que teria sido escolhida para primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
Para clarificar o que teria ficado decidido no chamado Acordo de Conacri, Cipriano Cassamá deslocou-se até à capital da Guiné-Conacri na semana passada e na sexta-feira transmitiu aos elementos da comunidade internacional o que falou com o Presidente Alpha Condé.
O líder do Parlamento guineense pediu também aos representantes da comunidade internacional que aguardem pela cimeira de Chefes de Estado da CEDEAO, a ter lugar na cidade nigeriana de Abuja, para se posicionarem sobre se apoiam ou não o Governo que for instituído na Guiné-Bissau.
O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou o general na reserva Umaro Embaló como primeiro-ministro, mas três dos cinco partidos com representação parlamentar recusam-se a integrar o Governo que Embaló vai formar. Os mesmos partidos acusam o Chefe de Estado guineense de ter furado o Acordo de Conacri ao nomear Umaro Sissoco Embaló sem que este tenha merecido o consenso das partes signatárias do acordo.
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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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