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Angola, Brasil – África, Economia

Brasil perde espaço para os chineses na área de agronegócios em Angola

A falta de uma política do governo brasileiro para expansão dos negócios em Angola, faz com que perca espaços no mercado internacional. Mais um exemplo  é o acordo assinado ontem entre os governo angolano e a empresa Huafeng – Construção e Engenharia que pretende investir no país bilhões de dólares nos setores da agricultura, pesca, agro-pecuária, construção civil e indústria.

A assinatura do acordo de intenções resulta das oportunidades de negócios apresentadas no Fórum de Investimento Angola-China, decorrido nos dias 7 e 8 deste mês, em Luanda.

A Huafeng quer implementar os seus projetos nas províncias de Luanda, Moxico, Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Huambo, Cuando Cubango e Benguela.

Mapa de AngolaMapa

Mapa de Angola

A Huafeng construirá um Centro de Formação especializado para produção de sementes, cultivo de cereais e dendê. No setor avícola, vão ser desenvolvidas técnicas de criação, recriação e engorda de gado bovino, suíno e aves. No setor das pescas e aquicultura serão desenvolvidos projetos de criação de peixes em aquários especializados de água doce. Já no setor da Indústria está prevista a montagem de fábricas de medicamentos, fertilizantes e exploração e transformação de madeira.

O presidente do conselho de administração da Huafeng – Construção e Engenharia, Zhan Yanghrou, disse que grupo já investe nas áreas da agricultura e pecuária, onde possui um efectivo de cerca de cinco mil suínos, produz cerca de 50 mil ovos e 10 mil litros de leite por dia.
Zhan Yanghrou garantiu que o grupo vai também investir no aumento de mais postos de trabalho e enviar para a China 300 jovens para se especializarem nas áreas de agricultura e indústria.

Ao examinar o propósito do grupo chinês de definir suas áreas de interesse, mostram que são setores em que o Brasil é competitivo no mercado mundial, .  Angola é o sexto parceiro comercial do Brasil na África. Em 2015, mais de 99% das importações brasileiras da Angola foram de combustíveis. Já entre os produtos exportados, destacam-se as carnes (26%) e açúcar (13%).

Os dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre financiamentos à exportação de bens e serviços para obras de empreiteiras brasileiras no exterior mostram forte concentração das operações em apenas cinco países e Angola é o país  em que houve mais contratos.

A impressão que fica é que a política do Brasil em Angola passa por um momento delicado, e com a delação da Odebrecht na Operação Lava Jato,   afetará em muito as relações comerciais com Angola.

Os brasileiros devem ficar preocupados  pois as relações entre os povos angolanos e brasileiros não serão interrompidos, pois o trânsito de pessoas entre as nações é muito intenso apesar dos atropelos na economia daqui e além mar.

 

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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