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Guiné-Bissau considera que CPLP tem “muito potencial e futuro”

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A Guiné-Bissau considera a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) um espaço “com muito potencial e futuro”, disse o representante do país na organização.
 
 
A CPLP é “uma das grandes organizações mundiais” com “potencial em vários domínios”, acrescentou Mbala Fernandes, representante guineense na comissão de concertação permanente da CPLP e encarregado de negócios da Guiné-Bissau em Portugal.
 
 
 
Se o espaço da CPLP for aproveitado na plenitude, poderá ajudar a mudar a vida dos cidadãos lusófonos, destacou, em declarações à Lusa a propósito da XI conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realiza na segunda e na terça-feira, em Brasília.
 
Para o diplomata guineense, “é errado afirmar-se que a CPLP é uma organização parada no tempo”, limitando-se apenas a cumprir com os pressupostos da sua fundação de concertação político-diplomático e promoção da língua portuguesa.
 
“A CPLP há muito que deixou de ser só isso”, observou Mbala Fernandes, frisando, no entanto, que a concertação político-diplomática se mantém vincada entre os países lusófonos, citando o caso da Guiné-Bissau, que disse ser um laboratório da organização nessa vertente.
 
“A CPLP ganhou visibilidade com os problemas da Guiné-Bissau. Hoje fala-se e muito do nosso país a nível da CEDEAO, União Africana, União Europeia e Nações Unidas. Infelizmente a Guiné-Bissau deu destaque à CPLP”, notou o diplomata.
 
Mbala Fernandes também não tem dúvidas de que a Guiné-Bissau é o país da comunidade lusófona onde mais se ouve falar da CPLP, isto é, onde os cidadãos conhecem mais a organização, salientou.
 
O representante da Guiné-Bissau no espaço de concertação permanente é da opinião que a CPLP “é hoje uma organização alinhada com a globalização”, e aberta cada vez mais aos cidadãos em espaços próprios, sobretudo vocacionados para intercâmbio comercial e troca de conhecimentos.
 
Apontou os casos da comissão empresarial, fórum de agricultura, da ciência e tecnologia, do ensino superior, entre outros espaços de dinamização do ideal lusófono, embora lamente a falta de mobilidade que ainda se regista na comunidade.
 
“Hoje em dia há mais iniciativas na área econômica do que política”, defendeu Fernandes, que se congratulou com o facto de o Brasil assumir a presidência da organização, apontando os ganhos possíveis para países africanos em espaços como Mercosul e os BRICS (economias emergentes), mercados, que, notou, podem ser explorados.
 
A nível bilateral, lembrou que o Brasil “nunca virou às costas à Guiné-Bissau” e desde que abriu a sua embaixada em Bissau, nos primeiros anos de independência, nunca a fechou, disse.
 
Em relação às expetativas sobre o desempenho da nova secretária-executiva da CPLP, a são-tomense Maria do Carmo Silveira, Mbala Fernandes afirmou que a Guiné-Bissau espera que tenha a mesma atenção para com os problemas do país, tal como fizeram os anteriores responsáveis.
 
Disse não estar na posse das melhores informações sobre a nova secretária-executiva da CPLP, mas afirmou saber tratar-se de uma ex-governante em São Tomé e Príncipe, logo, observou, pessoa com competência para o cargo.
 
“É uma escolha de um país amigo, uma pessoa que trabalhou no Governo do seu país, com experiência governativa, de quem esperamos que faça superior ou igual em relação ao desempenho dos anteriores secretários executivos da CPLP em relação à Guiné-Bissau”, concluiu Mbala Fernandes
 
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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