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Moçambique assume que não tem como pagar as dívidas

maleianedivida
Moçambique renegocia a dívida pública. O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, foi a Londres discutir as modalidades junto aos credores. É uma assunção expressa de incapacidade de honrar o serviço da dívida e um pedido de restruturação, para além de um pedido de apoio ao Fundo Monetário Internacional. Foi esta a exposição feita pelo Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, em Londres, aos credores, que foram informados que a dívida pública vai chegar a 130% do PIB este ano.
Documento confidencial apresentado pelo Ministro da Finanças aos credores tem três capítulos: a situação macroeconômica atualizada, a avaliação da capacidade de pagamento do governo e etapas seguintes.
Refere sobre a diminuição das reservas cambiais e a depreciação substancial do metical, com uma depreciação de cerca de 70% em relação ao dólar ao longo deste ano.
Apontam-se riscos principais que podem deteriorar ainda mais a situação fiscal e econômica de Moçambique, a curto e médio prazos. Neles consta a situação de algumas empresas públicas que podem gerar potenciais passivos para o Estado. São elas a Mcel, LAM, Petromoc e EDM.
Apesar deste quadro, as perspectivas de crescimento são promissoras para o país. Segundo o documento, a decisão final de investimentos sobre os projetos de gás acontecerão no final deste ano e início de 2017. Portanto, espera-se que a capacidade de pagamento do Governo deve aumentar consideravelmente após 2021, sujeito a uma execução atempada dos projectos offshore de gás.
E sobre a comunicação do Ministro da Economia e Finanças, o FMI posicionou-se através de uma nota de imprensa:
“A equipa do FMI reconhece a intenção das autoridades moçambicanas de iniciar discussões com certos credores, com vista a restaurar a dívida do país para uma trajectória sustentável, conforme anunciado ontem pelo ministro das Finanças numa reunião com os credores em Londres. A equipa do FMI mantém-se pronta para apoiar as autoridades no seu esforço.”
A viagem do Ministro da Economia e Finanças para propor a renegociação da só foi conhecida através da imprensa internacional.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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