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Angola, Economia, Política

Diversificação da economia e fim da petrodependência são as metas do Governo angolano

mapa de Angola

José Eduardo dos Santos reafirmou o fim da “petrodependência”, como a ideia central da estratégia adoptada pelo Executivo em 2015 para a saída da crise.
Com prejuízos nas receitas fiscais calculados em cerca de seis bilhões de dólares, a além da substituição do petróleo como principal fonte de receita, a estratégia do Executivo perspectiva a promoção das exportações a curto prazo, a programação do pagamento da dívida pública e num ciclo de estabilidade sem dependência do petróleo.
Mas a diversificação da economia não é propriamente um tema novo na agenda do Governo, disse o Presidente. “Muitos questionam por que razão não começamos este processo muito antes, mas na verdade ele começou há muito tempo, só que não havia condições objectivas no país para avançarmos mais depressa”.

“Muitos questionam por que razão não começamos este processo muito antes, mas na verdade ele começou há muito tempo, só que não havia condições objectivas no país para avançarmos mais depressa”.

“Quando terminou a guerra em 2002, Angola e o Cambodja eram os países do mundo que tinham mais minas anti-pessoal e anti-tanque. “Falou-se na altura em cerca de dois milhões de minas implantadas. Estavam minados os acessos aos campos agrícolas, as três principais linhas de caminho-de-ferro e respectivas pontes, as zonas adjacentes às torres de transporte de energia eléctrica e às centrais e condutas de água.”
Mesmo em Luanda, prosseguiu, foi necessário construir-se uma protecção ao longo de toda a conduta de água potável, patrulhada dia e noite. O Presidente recordou ainda que face à situação que se vivia na altura, teve que ser erguida uma vedação no traçado da actual Via Expresso, que ainda não existia, para proteger a cidade de operações de minagem e ataques bombistas. “Não era assim surpresa que Luanda continuasse iluminada, apesar das centenas de postes derrubados, pois tinha sido possível implantar grupos geradores em todos os municípios.”

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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