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Crise humanitária, Economia, PALOP, Política

União Europeia e a China pressionam classe política de Guiné Bissau

mediaAssembleia Nacional Popular da Guiné-BissauWikipédia/Colleen Taugher

A União Europeia e a China, dois dos principais parceiros da cooperação e desenvolvimento da Guiné-Bissau, alertam que é urgente ultrapassar a crise política que afeta a credibilidade do país e o empenho dos parceiros internacionais.

Na opinião destes embaixadores residentes no país, o dilema dos doadores, neste momento, é o problema de convivência democrática face aos desafios de combate à pobreza que assola o país.

O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Victor Madeira dos Santosem entrevista à Rádio Difusão Portuguesa para África, RDP- África, voltou a defender que o país deve sair deste ciclo vicioso para se lançar em grandes questões do desenvolvimento, que só terão apoios da União Europeia com governos estáveis.

“Nós não podemos é pensar em lançar um apoio orçamental quando não temos estabilidade política nos ministérios, é impossível. Costumo dizer muitas vezes que a União Europeia não tem um botão stop – start, esse é o nosso dilema – de todos os doadores neste momento”,afirmou o embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau.

O mesmo defendeu o embaixador da China, Wang Hua, em entrevista à Rádio Nacional da Guiné-Bissau-RDN disse que o país precisa de estabilidade e de mais dinâmica governativa para recuperar o tempo perdido.

“Dentro de poucos dias, vamos ter outra oportunidade a nível de cooperação entre a China e Países de Língua Portuguesa e a Guiné-Bissau não pode perder, uma vez mais, oportunidade”,descreveu o o embaixador da China.

Aponta como exemplo, o Fórum de Cooperação China África realizado no África Sul, onde se disponibilizou uma verba de 62 biliões de dólares para os países africanos em três anos. Dos trezentos projectos apresentados até aqui, a Guiné-Bissau obteve o apoio de apenas um projecto de assistência agrícola gratuita.

Por isso, Wang Hua alertou que o país deve aproveitar o Fórum de Cooperação Económica China-CPLP a realizar no dia 11 de Outubro em Macau.

O Primeiro-ministro Baciro Djá é quem vai chefiar a delegação guineense à participar no Fórum de Cooperação Econômica China-CPLP a ter lugar em Macau já no próximo dia 11, como nos explica Aliú Candé,em serviço especial para a RFI.

 

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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