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Cabo Verde tenta atrair (ainda) mais investimentos japoneses

Cabo Verde tenta atrair (ainda) mais investimentos japoneses

Os investimentos japoneses em África vão estar em avaliação a partir de hoje em Nairobi, capital do Quênia. Cabo Verde vai estar presente na reunião, que dura até dia 31, sendo representado por Luís Filipe Tavares.

 

A iniciativa pioneira lançada pelo Japão em 1993, TICAD (Tokyo International Conference ON African Development) elabora planos de acção concretos para o Desenvolvimento Africano, com acompanhamento através de relatórios regulares. A iniciativa não é limitada para o Japão e os países africanos. É também aberta a organizações internacionais, países doadores, parceiros do sector privado relevantes e representantes da sociedade civil, desde que mantenham a propriedade de projetos em África.

Quando a TICAD V foi realizada em 2013, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, previu África se tornaria um centro de crescimento do mundo em meados do século, escreve o New York Times na sua página online.

“A sua previsão está no caminho certo. Mas vários novos desafios surgiram: desde a queda nos preços dos recursos naturais, passando pelo surto de Ebola, e pela propagação do extremismo violento e do terrorismo”, acrescenta aquele jornal norte-americano.

Para enfrentar esses desafios, a TICAD VI será um fórum para discutir como o é que o mecanismo TICAD e as mais valias da economia japonesa podem contribuir para o desenvolvimento Africano sustentável com foco na diversificação económica, saúde resiliente e estabilidade social.

Japão em Cabo Verde

“O Japão tem sido um importante parceiro de Cabo Verde desde a independência”, explicou Luís Filipe Tavares, ao Expresso das Ilhas, horas antes da sua partida para Nairobi onde participará na TICAD VI.

A reunião, que começa hoje e se prolonga até dia 31 de Agosto, é “uma iniciativa do governo japonês que conta com a co-organização do PNUD, Banco Mundial, Comissão da União Africana e da Comissão Económica para a África das Nações Unidas”, acrescentou ainda Luís Filipe Tavares.

A cimeira, adiantou o chefe da diplomacia cabo-verdiana, serve de plataforma internacional para apoiar as relações de cooperação e promover o investimento japonês em África.

“O Japão tem sido um parceiro importante do desenvolvimento de Cabo Verde e tem financiado vários projectos nas áreas de água e saneamento, pescas, saúde, segurança alimentar, entre outros”, explicou o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Um exemplo dessa colaboração entre o Japão e Cabo Verde foi o anúncio, feito em Abril deste ano, sobre o apoio que o governo japonês iria conceder a Cabo Verde para financiar o projecto de valorização agrícola nas zonas de influência das barragens nas ilhas de Santo Antão, São Nicolau e Santiago.

Outro exemplo de apoio japonês é o cais de pesca da Praia cuja renovação foi financiada pelo governo nipônico.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/economia/item/49929-cabo-verde-tenta-atrair-ainda-mais-investimentos-japoneses

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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