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Angola, Economia

Diversificação na economia angolana exige mais investimentos

 

Arão Martins | Lubango
12 de Agosto, 2016

Fotografia: Arão Martins | Lubango

A diversificação da economia passa por maior apoio às micros e pequenas empresas, bem como na indústria familiar, defendeu na quarta-feira o presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL).

Paulo Gaspar, que falava na cerimónia de abertura da 24.ª Edição da Expo-Huíla, que decorre até domingo, sob o lema “Expo-Huíla, rumo à diversificação económica”, considerou importante a realização de mais investimentos, atenção e uma fiscalização rigorosa aos programas em curso.
“Não temos dúvidas que a agricultura, pecuária, pescas e a agro-indústria são sectores decisivos para sairmos da crise. Entretanto, não nos podemos esquecer do turismo, construção civil, distribuição e a rede de retalhistas”, indicou.
O presidente da AAPCIL referiu que, mesmo no actual contexto, ainda há empresários com vontade de desenvolver acções capazes de contribuir para a diversificação económica. “Acreditamos que esta crise serve para descobrirmos o caminho da nossa auto-suficiência alimentar e industrial. Temos a certeza de que o caminho ainda é longo e penoso.
Mas certamente que muitas das medidas de combate à crise ainda não surtiram efeito ou não são as mais adequadas. Todavia, temos de começar de alguma forma, para que o contributo do empresariado seja um facto”, defendeu Paulo Gaspar. Para Paulo Gaspar, a Huíla pode tornar-se rapidamente no bastião da produção nacional, desde que o Governo central olhe com mais atenção para a região, que já foi um dos celeiros de Angola.
O responsável apela para maior união entre os empresários e decisores no presente momento de dificuldades, pois, como diz, a “união faz a força e unidos seremos mais fortes”.

Apelo à criatividade

O governador da província da Huíla exortou os empresários e expositores presentes na Expo-Huíla a apostarem na inovação para captarem novas oportunidades e negócios, mesmo em tempo difícil. João Marcelino Tyipinge entende que é nos momentos difíceis que se revelam os homens de negócios com capacidade de criar e a presença de expositores nacionais na Expo-Huíla 2016, que decorre até domingo, é um exemplo disto.
O governador reconheceu que, mesmo em tempo de crise económica e financeira as empresas estão a potenciar a mão-de-obra nacional. “É o mal que veio por bem. São coisas que não conseguimos resolver no tempo das vacas gordas. Agora estamos no tempo das vacas magras e estamos a conseguir resolver muitos problemas”, disse.
João Marcelino Tyipinge garante que as entidades competentes disponibilizam financiamentos para quem tiver projectos fiáveis. “Não podemos só lamentarmo-nos, porque o dinheiro vai sair, desde que haja projectos viáveis e seguros que contribuam para alavancar o crescimento econômico da província e do país no seu todo”, assegurou. O governante lembrou que a revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) aponta para a captação de recursos para a agricultura, indústria e muito mais.
João Marcelino Tyipinge indicou que a agricultura constitui hoje a linha prioritária do Executivo na diversificação da economia. “É possível produzir trigo em toda a parte do país”, disse como exemplo. O governante disse que a Huíla pode produzir trigo em grande escala, nos próximos anos, e contribuir para a estabilidade do preço do pão. “É possível produzir também trigo. Temos de avançar. A actual conjuntura veio para nos dar mais oportunidade para inovar, imaginar e criar novas linhas de força para resolver os problemas que afectam o país e a população”, disse.
João Marcelino Tyipinge reconheceu a importância da Expo-Huíla. “Temos a Expo-Huíla, que representa a dimensão daquilo que temos feito nos últimos anos. São muitas empresas que acreditaram na realização da actual edição e estamos satisfeitos com os ganhos. Convidamos todos os que queiram visitar o certame até domingo”, sublinhou.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/diversificacao_exige_mais_investimentos

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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