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Angola, Economia

Dívida pública colocada por Angola sobe 15% em agosto

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A dívida pública colocada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) subiu mais de 15% na primeira de agosto, para 47,1 mil milhões de kwanzas (255 milhões de euros), com os juros a um ano a aproximarem-se dos 19%.

Segundo dados compilados hoje pela Lusa com base no relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do BNA, enquanto operador do Estado, o banco central colocou no mercado primário, entre 01 e 05 de agosto, 17 mil milhões de kwanzas (92 milhões de euros) em Bilhetes do Tesouro (BT), 27,9 mil milhões de kwanzas (151,1 milhões de euros) em Obrigações do Tesouro (OT).

As taxas de juro médias pela emissão de BT oscilaram entre os 13,95% na maturidade a 91 dias e os 18,51% no prazo a 364 dias (18,44% na semana anterior), enquanto as OT fecharam, uma vez mais, com taxas de juro de até 7,75%, a 05 anos.

Acrescem 500 milhões de kwanzas (2,7 milhões de euros) colocados em OT não reajustáveis.

As taxas de juro médias pela emissão de BT oscilaram entre os 14,16% na maturidade a 91 dias e os 18,44% no prazo a 364 dias (18,39% na semana anterior), enquanto as OT fecharam, uma vez mais, com taxas de juro de até 7,75%, a 05 anos.

No segmento de venda direta de títulos ao público foram ainda colocados pelo BNA mais 2,2 mil milhões de kwanzas (11,9 milhões de euros).

O Governo angolano prevê, no Orçamento Geral do Estado de 2016, necessidades de financiamento interno e externo de 2,912 biliões de kwanzas (15,7 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

Angola vive desde meados de 2014 uma crise financeira, económica e cambial decorrente da quebra das receitas da exportação de petróleo, recorrendo à emissão de dívida para garantir o funcionamento do Estado e a concretização de vários projetos públicos.

Num contexto de agravamento das quebras nas receitas da exportação de petróleo no primeiro semestre de 2016, o Governo já aprovou uma revisão do OGE deste ano, tendo avançado em julho com uma revisão em baixa de indicadores macroeconómicos, nomeadamente a redução da previsão do crescimento da economia, de 3,3 para 1,3% e do défice das contas públicas, que passa de 5,5 para 6%.

Um documento de suporte à estratégia do Governo angolano para ultrapassar a crise financeira provocada pela quebra nas receitas do petróleo, ao qual a Lusa teve acesso, indica que o ‘stock’ de dívida pública atingiu em 2015 os 42,9 mil milhões de dólares (38,7 mil milhões de euros), correspondendo a 48,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

O endividamento do Estado angolano tem sido utilizado para colmatar a forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo e só em 2015 o serviço da dívida pública angolana ascendeu a 18 mil milhões de dólares (16,2 mil milhões de euros).

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1481808.html

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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