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Angola

Dia da Mulher Africana: “Unidas vencemos qualquer desafio”

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Carlos Paulino | Menongue

A secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Luzia Inglês, apelou, no sábado, na cidade de Menongue, à união de esforços entre as mulheres africanas para a paz e segurança duradoura em todo o continente e a promoção de programas de combate à pobreza, ao analfabetismo e as doenças endémicas no seio das populações.
Luzia Inglês, que falava no acto central do 54.º aniversário da criação do Dia da Mulher Africana, lamentou o facto de alguns países do continente e do mundo continuarem a viver um clima de instabilidade, onde as crianças e mulheres são as principais vítimas, razão pela qual todas as mulheres devem ser mais unidas para que façam ouvir a sua voz e banir todos os males para as pessoas possam viver em paz, com dignidade e cada um decidir sobre o seu futuro.
Realçou ser importante transmitir a mensagem de que um futuro sustentável só é possível com a união de todos, mulheres, homens e jovens para que possamos ter um continente livre das guerras, doenças e da pobreza que continuam a violentar muitas sociedades. “Precisamos de continuar a traçar estratégias no sentido de que sejam dadas mais oportunidades económicas às mulheres, pois isto resultaria num aumento significativo do crescimento económico e na redução da pobreza no continente africano”, disse. Luzia Inglês, também vice-presidente da Organização Pan-Africana das Mulheres (OPM), disse que a realização este ano do acto do Dia da Mulher Africana que decorre sob o lema “A defesa dos direitos das mulheres para a promoção da democracia e da paz”, constitui uma oportunidade para se reflectir sobre o papel da mulher no continente africano, o respeito pelos seus direitos e a necessidade da sua participação cada vez mais activa nos processos de desenvolvimento.
Luzia Inglês sublinhou que esta abordagem impulsiona a mobilizar as mulheres em torno do fortalecimento de uma cultura de paz, tolerância e de consolidação da democracia. “No âmbito de mais uma celebração da criação da OPM gostava de destacar que pela primeira vez uma mulher angolana presidiu no dia 28 de Março deste ano um debate aberto no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre “As mulheres, paz e Segurança” e que a ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, abordou o tema o papel das mulheres na prevenção e resolução de conflitos em África”, referiu a secretária-geral da OMA, que acrescentou que este facto orgulha todas as mulheres angolanas e africanas em geral. Luzia Inglês lamentou o facto de Angola ser o único país a nível do continente africano que celebra condignamente o dia da mulher, uma data que foi criada com o propósito fundamental a contribuição das mulheres na luta pelos seus direitos e afirmação do seu papel na sociedade.
Luzia Inglês recordou que a OMA participou em 1962 em Dar-Es-Salam, Tanzânia, na conferência que deu origem a Organização Pan-Africana das Mulheres (OPM) e continua até ao momento como membro activo, assumindo a vice-presidência para a África Austral.
A secretária-geral da OMA aproveitou a ocasião para manifestar a sua solidariedade para com as mulheres africanas que ainda vivem uma situação de instabilidade e conflito, sobretudo as da Região dos Grandes Lagos.

Emancipação das mulheres

O governador provincial do Cuando Cubango em exercício, Ernesto Kiteculo, agradeceu o gesto da OMA por escolher a província para albergar este importante evento que constitui um incentivo a todas as mulheres a prosseguirem na luta comum para atingirem os seus objectivos que estiveram na origem da institucionalização da OPM em 1962.
Considerou que é necessário reconhecer que a comemoração desta data é fruto de uma árdua luta das mulheres vêm ao longo do tempo ultrapassando barreiras para conseguirem visibilidade perante a sociedade devido o seu trabalho, empenho e dedicação permanente.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/unidas_vencemos_qualquer_desafio

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O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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