.
em foco...
PALOP, Política

São-tomenses vão às urnas

Bandeira Sao-Tome-and-Principe
Bernardino Manje | São Tomé
Cerca de 111 mil eleitores são-tomenses vão hoje às urnas para elegerem o Presidente da República, que deve conduzir os destinos do arquipélago nos próximos cinco anos.
Aspiram ao “Palácio do Povo” cinco candidatos, nomeadamente Manuel Pinto da Costa, que como independente concorre para um segundo mandato, Evaristo de Carvalho, candidato do partido do Governo, a ADI, Maria das Neves, apoiada pelo maior partido na oposição, o MLSTP-PSD, e o MDFM-PL, Hélder Barros e Manuel do Rosário, que também concorrem como independentes.
De acordo com dados fornecidos pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN), a maior praça eleitoral é o distrito de Água Grande, com 39.209 eleitores, seguindo-se o de Mé-Zochi com 25.092. Do total de 111.222 eleitores, mais de dez mil são da diáspora, dos quais a maioria (4.240) vive em Portugal. A segunda maior comunidade de eleitores são-tomenses na diáspora está em Angola, num total de 3.914, seguindo-se o Gabão com 1.676 e a Guiné Equatorial com 228.
A campanha, iniciada a 2 de Julho, encerrou na sexta-feira, com os principais candidatos a realizarem espectáculos musicais. A equipa de campanha da candidata Maria das Neves escolheu a Praça da Independência, em São Tomé, como local para o termo da “caça aos votos”. No espectáculo estiveram músicos são-tomenses e foram convidados alguns cantores angolanos.
Ontem o dia foi de reflexão e serviu para os 111.222 eleitores fazerem uma introspecção para dissiparem eventuais dúvidas sobre quem votar. O presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Alberto Pereira, assegurou, ao Jornal de Angola, estarem garantidas as condições essenciais para o êxito do processo. As assembleias de voto abrem às 7 horas e encerram às 18.
Alberto Pereira esclareceu, no entanto, que caso hajam ainda eleitores no interior das assembleias de voto para lá da hora do encerramento, o processo continua até que o último eleitor vote.
Os resultados provisórios dos distritos, disse, começam a ser divulgados por volta das 21h00, enquanto os nacionais cerca das 23h00. Para observar o processo estão cerca de 70 observadores, a maior parte dos quais da União Africana, cujo chefe da delegação é o antigo Presidente moçambicano Armando Guebuza, que manifestou a sua vontade para que as eleições sejam livres e justas e que o povo aceite os resultados do escrutínio. Angola enviou dois observadores, sendo um deles o deputado Fragata de Morais.
O presidente da CEN esclareceu que a legislação são-tomense não prevê a existência de observadores nacionais, mas acredita que a situação seja invertida nos próximos tempos, devido à exigência da Carta Africana sobre Democracia e Eleições.
Alberto Pereira disse constatar, com satisfação, a redução de casos de compra de votos em São Tome, aqui conhecido por “banho”, por, segundo ele, a consciência dos eleitores estar a aumentar consideravelmente. Trata-se da sexta eleição presidencial na história de São Tomé e Príncipe. A primeira e segunda foram ganhas por Miguel Trovoada, a terceira e quarta por Fradique de Menezes e a quinta pelo actual Presidente. Caso Manuel Pinto da Costa vença, mantém-se a tradição: os presidentes cessantes normalmente são reeleitos.
Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
%d blogueiros gostam disto: