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Angola, Economia

Angola está importando muito menos alimentos e carros

 

Fotografia: João Gomes

As importações do primeiro trimestre caíram para 1,598 milhões de toneladas, 33,26 por cento menos do que em igual período de 2015, quando as aquisições no estrangeiro se situaram em 2,395 milhões de toneladas, declara o último Boletim Estatístico do Conselho Nacional de Carregadores (CNC).

 

Os dados do CNC referem que, naquele período, entraram em Angola 341.550 toneladas de clinker, mais 18,49 por cento do que as 288.240 dos primeiros três meses de 2015. O clinker é a principal matéria-prima para a fabricação do cimento Portland.
A importação de arroz caiu 21,41 por cento e a de farinha de trigo 0,58, enquanto as carnes e miudezas, incluindo os frangos, registaram uma queda de 46,55. O CNC indica que, dos 10 produtos mais importados, sete pertencem ao sector alimentar, grupo em que se inclui o açúcar, o óleo de palma, a farinha de cereais e as massas alimentares.

Menos veículos

A importação de automóveis passou de 23.556 veículos nos primeiros três ,eses de 2015, para 2.059 no primeiro trimestre deste ano, uma redução de 21.497 unidades ou de 91,28 por cento, o nível mais baixo desde que o indicador é medido.
No período em análise, a China continuou a ser a principal parceira comercial de Angola, apesar de ter registado uma queda de mais de metade nas suas exportações. Portugal também registou uma queda de 44,63 por cento e manteve-se no segundo lugar, com a Coreia do Sul a ocupar a terceira posição, numa lista em que aparecem, ainda, a Espanha, a Turquia, o Brasil, a Bélgica, a Tailândia e a Índia.
Entre os dez principais exportadores para o mercado angolano, a Espanha, a Turquia e os Estados Unidos da América registaram subidas nas suas vendas.
Por continentes, chegaram da Ásia para Angola 667. 996 toneladas, contra 1,270 milhão de toneladas recebidas no ano passado. As importações originárias da Europa no primeiro trimestre deste ano atingiram 594.509 toneladas, contra as 683.139 registadas em 2015.

As do continente americano caíram 11,90 por cento, enquanto as de África registaram uma queda de pouco mais de metade, mais precisamente de 51,64 por cento, refere o Boletim Estatístico de Carregadores. Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal publicou números coincidentes com os do CNC, afirmando que a China foi a parceira comercial que mais comprou e vendeu a Angola em 2015.
O documento do INE português refere que só a China foi responsável pela compra de mais de 43 por cento das exportações de Angola, essencialmente petróleo.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/importacoes_cairam_em_mais_de_um_terco

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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