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3º Fórum sobre a Cooperação entre os Mídia da China e de África

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A política externa da China avança no continente africano com ações permanentes, esta semana a China realizou um fórum sobre a mídia com os países s africanos. A importância está na promessa de investimento chinês de com a  criação de um fundo de 60 bilhões de dólares. O 3º Fórum sobre a Cooperação entre as Mídia da China e da África, decorreu em Beijing na presença de mais de 350 personalidades com a presença de 44 países africanos.

As manifestações africanas relatam o processo de migração da Tv analógica para o sistema digital, há necessidade de investimento em treinamento e equipamentos , que a China se propõe a colaborar

CHINA-TO

O quadro político e institucional africano, caracterizado no passado por uma concentração do Estado nas Mídia, alterou-se no início dos anos 90 com os processos de liberalização, com o surgimento de uma imprensa privada ativa e os esforços de regulamentação no sector, reconheceram no Fórum os ministros africanos que tutelam os media em África.
O novo ambiente, acrescentaram, permitiu revelar as “potencialidades” e os “trunfos” do continente em matéria de imprensa, rádio e televisão, mas mostrou também as suas fragilidades, uma das quais, nomeadamente, o fraco acesso à energia eléctrica, condiciona as transmissões dos operadores e a recepção dos conteúdos informativos pelos cidadãos.
Outra debilidade em África tem a ver com a propriedade dos meios de comunicação. A liberalização no continente africano, disseram, permitiu uma expansão da comunicação social, mas facilitou também a entrada das grandes multinacionais do ramo dos media, particularmente de operadores de televisões.
Segundo o presidente do Conselho Superior da Comunicação Social do Níger, Abdourrahamane Ousmane, entre 1.500 canais de televisão transmitidos por satélite para a África do Oeste menos de cem são produzidas em África e muitas estações que difundem para África escapam à regulamentação e à regulação. O aumento do mercado audiovisual que se verifica hoje acompanhou o crescimento das economias africanas e coincidiu com a emergência de uma classe média mais exigente, levando, em simultâneo, ao aumento do aproveitamento das línguas africanas pelos potentes meios que orientam as suas emissões para África.
É nesse contexto que o continente africano deposita esperanças na cooperação “sincera” e “sustentável” vinda da China de modo a ultrapassar o seu atraso infra-estrutural e a falta de quadros técnicos capacitados. Um orador ilustrou as dificuldades africanas com o facto de, a um ano da data limite estabelecida pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), apenas cinco dos 55 Estados de África terem efetuado a transição para a televisão digital terrestre (TDT), nomeadamente, Tanzânia, Uganda, Ruanda, Moçambique e Ilhas Maurícias.

Cooperação “ganha ganha”

A expressão mais ouvida durante o Fórum, de um lado e de outro, foi a aposta numa cooperação “ganha ganha” com a China, que anunciou em Dezembro do ano passado, durante a Cimeira de Joanesburgo, na qual esteve presente o Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, a disponibilização de um fundo de 60 bilhões de dólares para financiar projetos de cooperação centrados em 10 sectores econômicos, sociais e culturais.
Coroando o sucesso do fórum, um exemplo dessa cooperação foi dado ainda ontem com o lançamento da Africa Link Union (ALU), uma associação formada pelo Canal de Televisão Central da China (CCTV) e por 18 empresas africanas. A Televisão Pública de Angola (TPA) assumiu uma das vice-presidências dessa plataforma sino-africana, na pessoa do presidente do conselho de administração do canal público, Hélder Barber.
Apoiando a sua atividade no centro operacional da CCTV, que se apresentou no Fórum como “líder mundial na distribuição em quantidade de notícias sobre África”, a ALU vai produzir conteúdos para “globalizar a realidade africana” e permitir aos operadores do continente o acesso aos filmes e telenovelas chineses, de modo a “fazer a voz de África e da China ser ouvida” no mundo.
A declaração conjunta aprovada pelo 3º Fórum sobre a Cooperação entre os Media da China e de África destaca a vontade comum das duas partes em “promoverem o enriquecimento mútuo das duas civilizações”, mantendo “relações de igual para igual” e progredindo “de mãos dadas”, ao mesmo tempo que expressa o apelo “enérgico” dos meios de comunicação social de África para uma resolução pacífica do problema do Mar do Sul da China, um dos focos de tensão regional na Ásia.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/media_africana_e_chinesa__exigem_audiencia_global

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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