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Moçambique tenta superar crise da dívida


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Dois dias depois do anúncio do perdão parcial do empréstimo chinês a Moçambique, uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou quarta-feira ao país do Índico para tentar solucionar a crise da dívida soberana com que Maputo se debate.
O FMI cancelou a visita programada para Abril passado, depois de as autoridades moçambicanas terem confirmado a existência de empréstimos contraídos por empresas públicas com o aval do Estado e suspendeu o desembolso de 165 milhões de dólares, a segunda parcela de um crédito de emergência de 286 milhões de dólares.
A China perdoou cerca de cinco milhões de dólares da dívida bilateral de Moçambique, anunciou segunda-feira em Maputo o vice-ministro chinês do comércio, Zhang Xiangchen.
O anúncio foi feito depois de Zhang ter assinado um documento nesse sentido, rubricado pela vice-ministra da Economia e Finanças, Maria Isaltina Lucas, pelo lado de Moçambique. A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nyeleti Mondlane, presente na cerimônia de assinatura, disse que a decisão da China vai ajudar a diminuir a pressão sobre o serviço da dívida pública em Moçambique.
“A decisão de perdoar parcialmente a dívida de créditos sem juros vai minimizar a pressão sobre os serviços da dívida pública em Moçambique e contribui para a materialização dos objectivos constantes no plano quinquenal do governo”, disse Mondlane, citada pela agência noticiosa AIM.
Além deste acordo, os dois países assinaram um outro, ao abrigo do qual a China vai financiar a construção de 200 poços de água em Moçambique e um terceiro no domínio da agricultura.
O embaixador da China em Moçambique, Su Jian, reuniu-se recentemente em Maputo com a Confederação das Associações Econômicas (CTA) para avaliar a possibilidade de se o programa denominado “Cooperação da Capacidade Produtiva”, que visa apoiar a industrialização de Moçambique.
“A China quer que Moçambique tenha uma economia forte, servindo este programa para criar mais postos de trabalho e preparar tecnicamente mais operários moçambicanos e quer ainda contribuir para que o país tenha mais infra-estruturas, mais formação profissional, além de encontrar a forma financeira mais viável e diversificada para desenvolver a sua economia”, disse o embaixador.
Citado pelo jornal Notícias, de Maputo, Su Jian assegurou que o objectivo do programa “Cooperação da Capacidade Produtiva” é de reforçar a produção nacional, promovendo as exportações e diminuindo as importações. “Podemos tirar vantagens recíprocas e fazer milagres para Moçambique crescer, pois não será apenas com a exploração dos recursos naturais que se vai melhorar a economia, mas também garantindo uma segurança financeira e econômica”, sustentou.
A deslocação de Su Jian às instalações da CTA, a associação patronal de Moçambique, inseriu-se na materialização dos acordos alcançados pelos governos de Moçambique e da China na recente visita efectuada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, àquele país.
O presidente da CTA, Rogério Manuel, anunciou que uma delegação composta por 80 empresários chineses chegará a Maputo no próximo dia 24 de Junho corrente para um encontro de negócios.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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