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A discriminação aos albinos

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Roger Godwin |
15 de Junho, 2016

As Nações Unidas, através do seu secretário-geral Ban Ki-moon, acabam de reforçar os apelos internacionais que têm vindo a ser feitos por diferentes organizações no sentido de ser colocado um ponto final à discriminação que alguns países ainda fazem em relação aos albinos.

Este apelo, que também poder ser interpretado como uma “suave condenação” dos países que teimam em ameaçar o bem-estar, a saúde e até a vida das pessoas albinas, surge numa altura em que este problema volta a estar na ordem do dia com a divulgação de numerosos casos de violência ocorridos recentemente na Tanzânia e no Malawi.
Na sua declaração, o secretário-geral da ONU recorda que a organização a que pertence divulgou muito recentemente uma série de programas especialmente destinados às pessoas albinas que, se forem devidamente cumpridos, lhes permitirá participar plenamente na vida social dos seus países.
Acontece que, infelizmente, muitos países africanos têm boicotado os esforços das Nações Unidas, fechando os olhos a todo o tipo de crimes que são cometidos contra os albinos, muitos deles motivados por questões culturais e de tradições enraizadas em populações menos esclarecidas.
Inserida no programa alusivo ao Dia Internacional de Sensibilização para o Albinismno, a declaração de Ban Ki-moon acaba por ser uma denúncia contra flagrantes violações dos direitos humanos em todo o mundo, mas que encontram em África um eco muito maior por serem as que são mais facilmente expostos através da propagação pela imprensa internacional.
Mas na verdade a questão da perseguição e da discriminação às pessoas albinas não é apenas um problema africano, uma vez que está espalhado um pouco por todo o mundo.
Isso mesmo reconhece, implicitamente, o próprio secretário-geral das Nações Unidas quando afirma que o albinismo sempre foi objecto de mistificações que derivam de crenças e mitos completamente errados e que nada têm a ver com o sexo, raça ou condição social das vítimas.
Na realidade, nalguns países ainda subsiste a ideia de que certas poções ou muletas fabricadas a partir de partes do corpo de albinos possuem poderes mágicos, o que provocoumúltiplos casos de uma enorme procura mundial por esses produtos estranhos.
Essa procura, que não se restringe apenas ao continente africano, esteve na origem de diversos casos de rapto e de homicídios de albinos, havendo até conhecimento de situações de exumação dos seus corpos em determinados cemitérios.
O que o secretário-geral das Nações Unidas não disse é que toda essa longa história de discriminação e estigmatização fez com que as pessoas albinas, na sua esmagadora maioria, estejam actualmente a viver numa pobreza extrema, pornão terem acesso a serviços básicos, como emprego, habitação, saúde e educação.
Estranhamente, quando a nível mundial se fala da “Agenda 2030”, destinada a promover o desenvolvimento duradoiro das populações, são referidos vários níveis e classes de população mas os albinos, mais uma vez, parece terem ficado do lado de fora.
Talvez a pensar nisso e na necessidade urgente de serem dados passos concretos para reverter a situação, as Nações Unidas acabam de nomear a nigeriana Ikponwosa Ero para tratar especificamente dos direitos das pessoas albinas.
Esta perita internacional, também ela albina, na sua primeira intervenção deu como exemplo o que se passa com os seus pais albinos que vivem no Malawi, diariamente atormentados pelo medo de poderem ser as próximas vítimas da discriminação.
Se em África ainda existe a preocupação de pelo menos olhar para o problema e tentar encontrar soluções exequíveis, noutros continentes a situação é absolutamente diferente.
Nalguns países europeus, por exemplo, a discriminação em relação às pessoas albinas é de tal ordem que muitas delas ficam anos sem sequer sair de casa com receio de serem agredidas.
Nos Estados Unidos, até muito recentemente, havia Estados onde as pessoas albinas eram tratadas como animais e exibidas em circos para gáudio das crianças que desde pequenas foram ensinadas a considerá-las como uma aberração da natureza.
É por demais evidente que algo de muito substancial terá que ser feito, a nível internacional, para que a situação se altere de um modo muito significativo. O problema está por demais identificado, as soluções para o combater já foram aprovadas, faltando apenas a sua aplicação.
E é na sua aplicação que reside a grande questão que separa o que são os interesses dos diferentes intervenientes com poder para fazerem cumprir a lei. Enquanto as Nações Unidas continuarem apenas a “apelar” e a “sensibilizar” os países para a questão das pessoas albinas, muito pouco se avançará para a defesa real e concreta da sua vida e da sua dignidade.
Aquilo que deveria ser feito, sem apelo nem agravo, era chamar as coisas pelos seus nomes e apontar o dedo aos países que teimam em ser cúmplices de uma das mais vergonhosas formas de violação dos direitos humanos.
Enquanto subsistir o “pudor” em denunciar claramente o que se passa – e onde se passa – nada acontecerá que possa garantir aos albinos a defesa da sua honra e da sua vida, o bem mais precioso que tentam proteger.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/a_discriminacao_aos_albinos

Guiné-Bissau: doadores congelam ajuda econômica prometida

– AFP

26/06/2016 14:30
O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira o novo governo da Guiné-Bissau de que os principais parceiros financeiros do país vão congelar as ajudas prometidas para 2016.«Os parceiros que antigamente davam apoio orçamental comunicaram-nos que não vão dar apoios este ano, o que complica a situação fiscal do governo», afirmou Félix Fisher, chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau e citado pelo Portal África 21.

Questionado sobre as razões do recuo, aquele responsável disse desconhecê-las, remetendo a pergunta para os parceiros internacionais.

A informação foi revelada nesta quinta-feira à imprensa, no mesmo dia em que a equipa de Fisher iniciou uma visita de sete dias a Bissau para um primeiro contacto com o novo governo bissauguineense, com o objetivo de estabelecer uma agenda de trabalhos e acompanhar e analisar as medidas propostas pelo ministério da Economia e das Finanças para fazer face às dificuldades orçamentais.

«O importante agora é fechar o buraco orçamental através de cortes nas despesas e captação de mais receitas», sugeriu o responsável do FMI, que, no entanto, prevê «uma situação fiscal complicada» para o novo governo bissauguineense de Baciro Dja.

Félix Fisher não quis comentar se existe uma «má gestão» nas finanças públicas do país, mas alertou para a necessidade de haver avanços ao nível do comité de tesouraria, o que, disse, implicará «um monitoramento mais apertado» por parte do FMI àquele departamento.

Entre outros assuntos, a missão do FMI irá abordar com o novo governo bissauguineense o contrato de resgate aos bancos comerciais do país, celebrado pelo Executivo demitido e posteriormente anulado. O FMI quer saber quais as medidas que o novo governo pretende tomar para minimizar os custos da rescisão do contrato com os bancos comerciais.

Os representantes das principais organizações internacionais na Guiné-Bissau, incluindo Nações Unidas, União Europeia, União Africana, CEDEAO e CPLP, têm alertado para o facto de o desembolso dos fundos anunciados na mesa de doadores de 2015 – cerca de 1,2 milhões de dólares – depender da criação de condições de estabilidade no país.

A falta de entendimento político fez com que nos últimos 11 meses o país já tenha tido quatro governos.

http://pt.radiovaticana.va/news/2016/06/26/guin%C3%A9-bissau_doadores_congelam_ajuda_econ%C3%B3mica_prometida/1240260

O que a Coreia do Sul faz em Angola e o Brasil deixa de fazer

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A Coreia do Sul é um dos países asiáticos que tem  uma politica oficial cada vez mais ativa em Angola  em contraste com a política vacilante brasileira, que nos últimos anos dá sinais de recuo na politica oficial.

A Coréia do Sul  discute os programas de reintegração socioeconômica e produtiva dos antigos combatentes e  veteranos angolanos  em que o Governo sul-coreano está interessado em ajudar com a sua experiência, sobretudo na materialização de diversos projetos, através de uma linha de crédito.

A Coréia esta oferecendo linhas de crédito para os angolanos, e está organizando mais uma visita ministerial para trocar experiências na área de formação de micro empresários e fazendeiros.

Quando vemos a presença do coreanos, não é uma experiência isolada , os chineses dão uma aula de pragmatismo com a  atuação do Fundo de Desenvolvimento África-China, Lu Qingcheng, de deu  garantias de financiamento a doze projetos já identificados e aprovados pelo Executivo angolano, para apoiar na reinserção dos antigos combatentes e respectivas famílias.
Entre os projetos apresentados, destaque para os da agricultura, construção de habitações em zonas rurais, criação de centros de formação, reabilitação de centros de reabilitação física, assistência a projetos ligados a tecnologias de informação e outros de carácter social. Os homens de negócios chineses apresentam ao angolanos  propostas e mostram-se disponíveis em cooperar com Angola, sobretudo em projetos ligados a reintegração social dos antigos combatentes.

Quando vemos  as iniciativas dos coreanos e chineses e   pensamos nos interesses dos brasileiros, a distância é muito grande pois os discursos oficiais não se dão conta da autal realidade cotidiana em países como Angola

Imagem de menina negra isolada na pré-escola revolta mãe

Mulher usou o Facebook para denunciar racismo implícito na imagem. Ela recebeu foto e foi correndo buscar a pequena

África do Sul – A mãe Mosinyi Wanatsha ficou revoltada ao receber da escola de sua filha uma foto em que a menina negra aparece isolada do grupo de colegas de classe, que são todos brancos, durante um lanche. Ela denunciou o racismo contra Nishani,de 1 ano e sete meses, no Facebook nesta quarta-feira e disse que apesar de imigrante e já ter morado em três continentes, nunca viveu nada parecido. O caso ocorreu na província de Gauteng, na África do Sul.

Foto de menina negra excluída revoltou mãe

Foto: Reprodução Facebook

“Embora cada país tenha seus desafios, nada te prepara o suficiente para uma experiência tão horrível como a que foi retratada nessafoto. Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Para mim, essa falou palavras mais horríveis e prejudiciais do que já experimentei em meus 34 anos de vida e nos três continentes em que já residi”, escreveu ela.

Após receber a foto, ela foi correndo ao local para buscar a pequena. Após protestar na página da escola, Mosinyi ainda teve sua publicação deletada, o que provocou ainda mais revolta.

Em resposta ao post de Mosiny, o diretor do colégio disse que “não foi racismo.” Ele publicou uma imagem da menina sendo cuidada por uma professora, também negra, no entanto.

Segundo ele, havia apenas oito crianças no dia da aula e outra menina estava junto com Nishani, mas como não parava de chorar umaprofessora a tirou do local. “Isso ocorreu no momento da foto”, justificou. Nada disso convenceu a mãe, especialmente porque o texto foi publicado em uma página para outros pais e não se dirigia a ela.

 

http://odia.ig.com.br/mundoeciencia/2016-06-24/imagem-de-menina-negra-isolada-na-pre-escola-revolta-mae.html

FMI diz que Moçambique deve adotar pacote urgente e decisivo de medidas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que Moçambique deve adotar um pacote urgente e decisivo de medidas para evitar uma maior deterioração da economia e alerta que o país pode ter atingido um risco elevado de sobreendividamento.

“A missão (técnica do FMI) e as autoridades (moçambicanas) acordaram que este contexto exige um pacote urgente e decisivo de medidas de política para evitar uma deterioração acrescida do desempenho econômico”, refere um comunicado do FMI enviado à Lusa, no final da visita, na sexta-feira, a Moçambique, de uma equipa técnica da organização para avaliar a situação econômica decorrente da descoberta de avultadas dívidas contraídas pelo Governo moçambicano fora das contas públicas.

Em particular, especifica o FMI, são necessários apertos substanciais ao nível fiscal e monetário, flexibilidade da taxa de câmbio, para restaurar a sustentabilidade macroeconômica, redução das pressões sobre a inflação e a balança de pagamentos, bem como o alívio das pressões sobre o mercado cambial, para restaurar o equilíbrio entre oferta e procura no mercado cambial.

“Foi ainda acordado (entre o FMI e o Governo moçambicano) que o ajustamento deve preservar os programas sociais críticos”, refere ainda a nota de imprensa.

O FMI prossegue assinalando que Moçambique tem agora alta probabilidade de ter atingido um nível de risco elevado de sobre-endividamento e a sua dívida pública atingia 86% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2015, na sequência da descoberta de 1,4 mil milhões de dólares de empréstimos contraídos pelo Governo moçambicano entre 2013 e 2014 e não revelados à Assembleia da República e às organizações financeiras internacionais.

“Perante um tal cenário, o desempenho ao abrigo do programa de Facilidade de Crédito Stand-by (acordado entre o FMI e o Governo) foi decepcionante, tendo sido falhada a maior parte dos critérios de avaliação e de desempenho ou metas indicativas para o fim de dezembro de 2015 e fim de março de 2016”, enfatiza o FMI.

A organização frisa que Moçambique enfrenta desafios económicos difíceis e que se espera que o crescimento económico em 2016 reduza para 4,5%, contra de 6,6% em 2015, quase 3,3 pontos percentuais abaixo dos níveis históricos, com riscos substanciais de baixa nesta projecção.

Segundo o FMI, a inflação tem vindo a subir rapidamente, atingindo 16% em maio, e a política fiscal em 2015 e na primeira metade do ano foi excessivamente expansionista, com um aumento do crédito líquido ao governo que excedeu largamente as metas do programa.

“Simultaneamente, o metical (moeda nacional) desvalorizou-se em cerca de 28% desde o início do ano e as reservas internacionais continuaram a declinar”, lê-se no comunicado.

O FMI salienta que a sua missão técnica realizou bons progressos na identificação, com as autoridades, de um pacote de medidas com vista ao reforço da transparência, melhoria da governação e garantia da responsabilização e para, tanto quanto possível, evitar o recurso a dívida não revelada.

https://www.noticiasaominuto.com/economia/611764/fmi-diz-que-mocambique-deve-adotar-pacote-urgente-e-decisivo-de-medidas

África e Brasil, uma união necessária

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Recentemente, a posse de um novo governo reacendeu discussões sobre as relações comerciais entre Brasil e demais blocos econômicos mundiais. Após especulações sobre cortes em orçamentos estratégicos, que incluíam o fechamento de embaixadas em países africanos e caribenhos, foi decidido, com acerto, recuar e manter o diálogo já em curso entre Brasil e África. Prevaleceu o entendimento do ministro José Serra de que “a política externa vai ser feita de modo a atender aos interesses do país, e não de ideologias e conveniências”.

Os negócios, hoje, entre Brasil e países africanos vão muito além da compaixão de outrora, já que os vínculos são de parceiros reais. Se levarmos em conta o intercâmbio comercial entre os players envolvidos nos últimos dez anos (de 2006 a 2015), assistimos a um incremento real de 9%, com crescimento de 10% nas exportações e de 8,1% nas importações, de acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores. Diante destes dados, prevaleceu o entendimento de que compensa manter as embaixadas, o que permite ao Brasil alavancar novas posições e expandir sua influência geopolítica.

O país vive um momento em que o corte de gastos é primordial para o resgate da confiança e o reaquecimento da economia. O eventual fechamento de embaixadas e realocação ou dispensa de colaboradores geraria custos extras com a operação de desmonte. Na questão econômica, não há muito o que questionar: o Brasil é um país continental e necessita de relações com todo o planeta. Em seu discurso de posse, o ministro José Serra foi categórico: “Nós vamos levar adiante nossa relação com a África, não com base em culpas do passado, mas sabendo como podemos cooperar também em benefício do Brasil”. É evidente que o titular da pasta está a par da importância geopolítica recíproca para a economia de ambos os partners.

O Instituto Feafro atua desde 2007 como interlocutor entre os países do bloco africano com o Brasil. Temos hoje as credenciais para reunir ministros de Relações Exteriores de várias nações africanas, na busca de manter esse relacionamento vivo. Trabalhamos para que os projetos que vêm se realizando nos últimos anos tenham continuidade. É preciso levar em conta que, a despeito dos avanços conquistados, nações como a Rússia e a China estão presentes no território africano. E concorrem com a gente. Com ou sem o Brasil, é certo que os países africanos continuarão a crescer, pois eles têm petróleo, minério, bancos consistentes, população e terra fértil.

Quanto mais um banco africano se fortalece, como vem ocorrendo, a Europa sofre perdas. Não tem cabimento o Brasil arrefecer o relacionamento diplomático e comercial com os países da África. Isso seria um erro estratégico grave, que nos faria lamentar no decorrer dos próximos anos. Além do mais, o Brasil ganhou cadeira na OMC e na ONU porque os presidentes dos países da União Africana nos elegeram como seus representantes. Não queremos perder essas conquistas — e tudo faremos para desmanchar esse risco.

Há números muito elucidativos. Mais de 70% do cacau produzido no mundo são oriundos da Costa do Marfim e de Gana. A relação comercial dos produtores com a União Europeia se fortaleceria sobremaneira, com o apoio e voto brasileiro em disputas envolvendo esta commodity. Também cabe registrar que 82,5% do petróleo importado pelo Brasil em 2015 vieram da União Africana.

Por fim, é preciso abolir a ideia falsa de que negócios com as nações africanas significam, a piori, ganhos milionários. Não é bem assim, pois o mundo de hoje se pauta pelo conceito de sustentabilidade. Não há mais espaços para mentalidades predatórias, fixadas no lucro pelo lucro. O papel primordial do Instituto Feafro, há quase 12 anos, é o de trabalhar para promover desenvolvimento econômico, criar intercâmbios e contribuir por mais justiça social para os povos brasileiro e das nações africanas.

Silvana Saraiva é presidente do Instituto Feafro

http://www.oparana.com.br/noticia/africa-e-brasil-uma-uniao-necessaria/14329/

Estudante de Guiné Bissau é estuprada por aluno em Acarape, no Ceará

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Os jovens são alunos da Unilab. Suspeito teve a prisão relaxada, e a vítima está sob acompanhamento

Mais uma estudante universitária foi estuprada no Ceará. No último sábado (18), uma estudante de 25 anos, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), foi violentada por outro estudante do mesmo país, em Acarape, a 54 quilômetros de Fortaleza.

De acordo com a polícia, um homem de 22 anos foi identificado como sendo o suspeito da autoria do crime. Ele foi preso e autuado em flagrante, mas teve a prisão relaxada pelo Poder Judiciário.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o caso é investigado pela Delegacia Municipal de Redenção e acompanhado por um promotor do Ministério Público. Além disso, informou que “a vítima recebeu o devido atendimento médico e está sendo assistida por psicólogos”.

A SSPDS comunicou que “outras informações não podem ser repassadas para não comprometer o andamento das investigações”. O Tribuna do Ceará entrou em contato com a delegacia do município, mas até a publicação as ligações não foram atendidas.

Em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira (22), a Unilab informou que tomou conhecimento do caso e que já está dando todo o apoio social e psicológico à vítima. “Mesmo o episódio tendo acontecido em espaço externo à universidade, a instituição procurou, desde o primeiro momento, inteirar-se do fato e dar o apoio social e psicológico necessário aos estudantes envolvidos”.

A instituição ainda informou que, na segunda-feira (20), a equipe da Coordenação de Políticas Estudantis/Propae prestou auxílio com assistente social e psicóloga, bem como atuou na articulação com a rede de atendimento social do município e com a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres do Estado do Ceará.

“A equipe da Propae fez contato com o estudante acusado da agressão, no intuito de colocar à disposição suporte social e psicológico, e este informou que consultará seu advogado de defesa a respeito”, disse parte da nota.

Ainda de acordo com a Unilab, pelo fato de ambos serem estrangeiros, a instituição também acompanhou o caso desde o início e o pró-reitor da universidade esteve na delegacia para pegar informações sobre o caso e compor o relatório que será enviado à Reitoria e à embaixada.

“A questão já está judicializada e a Unilab acompanha o desenrolar do processo. Embora não seja da competência da universidade o que se refere ao aspecto judicial e policial, principalmente porque o fato não ocorreu em ambiente e contexto institucionais, estamos dando o suporte possível”, concluiu a nota.

Recorrência

Casos de violação sexual têm sido registrados com frequência no Ceará. Há uma semana, um homem, identificado como José Carlos Damaceno, de cerca de 35 anos, foi preso após tentar estuprar uma estudante dentro do campus do Porangabuçu, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Após assaltar a jovem e o namorado, o rapaz teria voltado para cometer o crime. No entanto, durante a tentativa, pessoas que transitavam próximo ao local identificaram o suspeito e conseguiram impedir que o homem continuasse com a ação.

Guiné Bissau começa a exportar mangas para países da África Ocidental

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A Guiné-Bissau vai passar a exportar mangas para os países da Africa Ocidental, variando assim os seus produtos de exportação, até agora apenas o caju, mas o processo de produção terá de ser melhorado.
O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), Jaime Boles Gomes, esteve recentemente em Dacar, no Senegal, no certame ´Semana de Mangas´.
De acordo com Boles, em declarações à Agência de Notícias da Guiné (ANG)o encontro de Dacar foi uma boa oportunidade para o país: «Foi uma janela que se abriu para reforçar e encontrar uma alternativa ao caju, que tem sido até aqui o único produto de exportação.»
O Presidente da ANAG informou ainda que foi criada a Aliança Regional de Produção de Mangas da África Ocidental para Exportação, que congrega sete países da sub-região entre os quais a Guiné-Bissau, Gâmbia, Senegal e Guiné-Conacri, financiada pela Agência Americana de Cooperação e Desenvolvimento(USAID), e sob tutela dos Ministérios de Agricultura.
«As mangas que temos são oriundas de produção amadora e essa prática deve ser ultrapassada para ingressamos no sistema mais profissional, que visa seguir as exigência tecnológicas e científicas que permita aos nossos camponeses fazerem uma colheita de produtos de qualidade mediante as normas exigidas no mercado internacional», frisou à ANG.
Para Jaime Bolis «tudo isso passa pela colheita e boa conservação do produto para poder vir a ser comprado a bom preço no mercado internacional, e dar oportunidade a passagem à etapa de transformação de produtos agrícolas locais, criando empregos e outros benefícios ao país».

Costa do Marfim quer aderir à CPLP com o estatuto de observador

A Costa do Marfim manifestou o desejo de aderir, com o estatuto de observador, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje à agência Lusa, em Lisboa o primeiro-ministro marfinense.

© Lusa

MUNDO COMUNIDADE21:35 – 22/06/16POR LUSA

Daniel Kablan Duncan, que iniciou hoje uma visita de trabalho de dois dias a Portugal, falava à Lusa no final da inauguração da embaixada da Costa do Marfim em Lisboa, que põe termo ao estatuto de consulado na capital portuguesa Lisboa, aberto em 1985, mantendo-se, porém, o do Porto.

“Estamos a tratar do assunto com autoridades da CPLP e abordamos a questão com Portugal”, afirmou Daniel Duncan, escusando-se a adiantar pormenores sobre um assunto que, momentos antes, já fora abordado pelo embaixador marfinense agora acreditado em Portugal, Koffi Fana Theodore, numa intervenção na cerimônia.

A inauguração ocorreu 27 anos depois de Portugal ter aberto a embaixada em Abidjan, a 22 de novembro de 1989, dois dias antes da única visita de um chefe de Estado português à Costa do Marfim (pelo então presidente Mário Soares), e 40 anos após o estabelecimento de relações diplomáticas, a 29 de janeiro de 1975.

Daniel Duncan, nomeado primeiro-ministro pelo presidente marfinense, Alassane Ouattara, em novembro de 2012, congratulou-se com a inauguração da nova missão diplomática, salientando ser vontade das autoridades de Abidjan criar uma “parceria estratégica” com Portugal.

Ao discursar na inauguração, Daniel Duncan destacou também a importância da deslocação a Portugal, manifestando-se “otimista” no “reforço e na consolidação” das relações bilaterais, sobretudo depois de ter ficado acordado com Lisboa o retomar as ligações aéreas diretas da TAP entre as duas capitais, suspensas em 2000.

Por seu lado, o novo diplomata marfinense em Lisboa apelou aos empresários portugueses a investirem na Costa do Marfim, país cuja economia está em “franco desenvolvimento” – a taxa de crescimento anual é de 9% -, destacando, paralelamente, o “elevado potencial” do seu país.

“Queremos uma parceria estratégica, um laboratório de cooperação muito dinâmico, sobretudo nas trocas comerciais, na área da segurança e noutras”, sublinhou, destacando as duas missões empresariais “promissoras” feitas recentemente à Costa do Marfim por homens de negócio do Porto e do Algarve.

Na cerimônia, o primeiro-ministro marfinense condecorou com a Ordem de Ouro e de Mérito da Costa do Marfim os dois cônsules honorários em Portugal, Manuel Pinto Ribeiro (Lisboa) e Manuel Ramos da Silveira (Porto), destacando o “trabalho persistente” de ambos na construção das relações institucionais e econômicas bilaterais.

No Porto, onde estará quinta-feira, participará no Fórum Económico Portugal/Costa do Marfim, que discutirá oportunidades de investimento e de cooperação entre os dois países.

Durante a estada em Portugal, Daniel Duncan foi recebido, de manhã, pelo homólogo português, António Costa, tendo sido assinados cinco acordos, um deles que retoma os voos diretos entre as duas capitais, iniciados em 1989 mas suspensos em 2000 devido à instabilidade político-militar que então assolava o país africano.

Duncan, que lidera uma delegação que inclui os ministros dos Negócios Estrangeiros, Economia e Finanças, Transportes e Indústria e Minas, terá encontros com representantes de várias empresas portuguesas, como a Mota Engil, TAP, Porto de Sines, Efacec, Millennium BCP, Novo Banco e Bial, esta última já na Costa do Marfim.

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As trocas comerciais bilaterais são deficitárias para Portugal, que, segundo dados de 2013, importou bens marfinenses no valor de 16,4 milhões de euros, exportando para o país africano mercadorias no valor de 4,5 milhões de euros.

Daniel Duncan, além de chefe do executivo de Abidjan, é especialista em Economia Africana, tendo trabalhado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central dos Estados África Ocidental (BCEAO) e, em 1993, foi ministro da Economia e Finanças quando Ouattara foi primeiro-ministro.

 

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/610221/costa-do-marfim-quer-aderir-a-cplp-com-o-estatuto-de-observador

1º Ministro de Cabo Verde pede mais “espirito de Misericórdia”

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É o desafio que Ulisses Correia e Silva lança em «entrevista exclusiva» à Rádio Vaticano no contexto do Ano Santo da Misericórdia.
Uma iniciativa do Papa Francisco que o chefe do governo cabo-verdiano considera importante “nas relações” entre as instituições, políticos e os seus cidadãos para que “possamos ter um mundo mais de paz, de maior solidariedade”.
No final da sua visita esta semana a Portugal, Ulisses Correia e Silva disse que as boas obras da misericórdia passam por “apoiar aqueles que têm mais necessidade, de incluir” e dar “perspectivas futuras de vida”.
Já sobre as relações entre Cabo Verde e a Igreja Católica, o governante lembra que “são boas relações que têm uma base de tradição e de história e de identidade do povo Cabo Verdiano” que devem ser preservadas e desenvolvidas.

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.